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Relação entre Síndicos profissionais e Administradoras

Entenda o papel de cada um e como o trabalho colaborativo resulta em uma gestão de sucesso nos condomínios

Entenda o papel de cada um e como o trabalho colaborativo resulta em uma gestão de sucesso nos condomínios

Mais do que nunca, a contratação de um síndico profissional tem sido considerada uma opção para condomínios que não dispõem de voluntários com tempo, preparo e vocação para o cargo.

Além das inúmeras tarefas, obrigações, contas e tributosenvolvidos na gestão condominial, a sindicatura implica em um elevado grau de responsabilidade – civil e criminal– e gestão de relacionamentos entre vizinhos que poucos encaram.

Acontece que, com um número cada vez maior de síndicos profissionais assumindo os condomínios, uma confusão passou a ser gerada entre moradores, e até síndicos profissionais e administradores, sobre qual é o papel de cada um e seus limites.

Afinal, são trabalhos concorrentes ou complementares? Quando um condômino deve chamar o síndico? E quando deve recorrer à administradora? O síndico profissional pode substituir a administradora? Como lidar com esse novo cenário no mundo condominial?

Distribuição de papéis entre síndico e administradora

As atribuições legais de um síndico estão previstas no Código Civil Artigo 1.348, seja ele profissional ou residente. De forma resumida, compete ao síndico:

  • - representação do condomínio;
  • - gestão do empreendimento;
  • - tomada de decisões/ deliberações;
  • - fazer cumprir as regras do condomínio.

Veja aqui as atribuições do síndico

Pelo Código Civil, o síndico pode transferir suas representações ou funções administrativas – salvo se a convenção do condomínio for contrária. E é aqui que entra o papel essencial da administradora.

Segundo a AABIC, são mais de 200 tarefas que uma administradora executa rotineiramente, relacionadas a áreas, como:

  • - departamento pessoal;
  • - departamento financeiro;
  • - departamento jurídico;
  • - departamento de engenharia;
  • - obrigações fiscais e tributárias;
  • - cobrança;
  • - gestão de contratos;
  • - prestação de contas;
  • - comunicados;
  • - atendimento aos moradores.

Veja aqui todas as atribuições da administradora de condomínio

Muita gente faz confusão, achando que o síndico contratado abarca um universo ainda maior de tarefas e obrigações, entrando na seara da administradora.

Como falamos, essa mistura de atribuições pode levar a uma contratação equivocada, cobrança de atividades que não cabem ao síndico e até mesmo a simplificação do papel do profissional.

Na prática, há condomínios de grande porte que contratam síndicos com carga horária estendida e ele acaba exercendo erroneamente a função de gerente predial.

Veja na tabela abaixo as principais funções de cada um:

tabela diferenças

Deliberativo x executivo

Note na tabela acima que o síndico atua como o CEO de uma empresa, exercendo um papel mais focado na gestão e conservação do empreendimento. Diferente da administradora, que é o braço direito na realização das atividades rotineiras, burocráticas e administrativas. É ela quem vai dar todo o suporte para o síndico atingir seus objetivos.

Por mais preparo e experiência que tenha, o síndico profissional é um generalista e o condomínio que conta com ele não deve abrir mão dos serviços de uma administradora.

Segundo Ricardo Karpat, diretor da Gábor RH, é um erro o condomínio contratar um síndico para acumular funções executivas e administrativas. “O papel do síndico é deliberativo, de tomada de decisões. E o da administradora é consultivo”, reforça.

Com a complexidade legal e tributária, a constante atualização de leis, normas, jurisprudência e o volume de atividades e obrigações, é praticamente inviável não contar com uma administradora hoje.

“É impossível uma pessoa conseguir ter todo o conhecimento para exercer atividades de diversos especialistas”, opina Karpat, recordando a onda de autogestão em condomínios, quando tudo era feito internamente, e muitos empreendimentos cometeram erros e entraram em dívidas.

Síndico e administradora de condomínio: cada um no seu quadrado 

Em alguns casos, a sobreposição de papéis pode acontecer por iniciativa do síndico profissional.

Muitos passam a exercer consultoria jurídica, planejamento orçamentário entre outros serviços, ocupando, por fim, um espaço de atendimento que compete à administradora, cuja natureza é de estrutura maior para fornecer o suporte para todas as tarefas do dia a dia do condomínio.

“O síndico profissional deve primar pela característica de gestor, que se dedica ao planejamento e à avaliação da equipe de funcionários”, opina Omar Anauate, diretor de Condomínio da Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (AABIC). “Ele também deve pensar em inovações e tomada de decisões etc, lançando mão de mais tempo, capacidade e remuneração adequada.”

Quando entra em tarefas rotineiras, como emissão de boleto, cobrança, pagamento de contas, recolhimento de tributos, o síndico acaba por invadir o território daquela que deveria ser sua parceira.

Em casos como esse, pode não ser apenas “intromissão” no serviço alheio. Se for o caso de um síndico profissional passar a suprir falhas da administradora, é sinal que pode haver um problema na qualidade do trabalho da empresa.

O síndico deve se cercar de um bom grupo de prestadores de serviços, a começar pela administradora, e prezar pela coordenação e supervisão do time. Por isso, o cuidado deve ser redobrado na contratação.

Trabalho a quatro mãos entre síndico e administradora 

cooperação

Há tarefas que podem, e é recomendável, que sejam feitas a quatro mãos por síndico profissional e administradora, como a previsão orçamentária, contratação de funcionários e até cotações com prestadores de serviços.

No segundo exemplo, a administradora seleciona candidatos e os envia ao síndico, que conduzirá as próximas etapas: análise dos perfis, entrevistas e escolha do novo funcionário.

Dali para frente, caberá à administradora toda a burocracia, como levantamento de documentos, registro etc.

Importante lembrar que há decisões que devem ser tomadas pelo síndico em conjunto com o conselho e outras em assembleia, como benfeitorias de maior aporte financeiro.

Tecnologia: grande aliada na gestão condominial 

Quase todas as administradoras atualmente dispõem de portal ou aplicativos, bastante úteis para o autoatendimento, informação fácil e prestação de contas transparente e imediata aos condôminos e síndicos.

É um facilitador dos serviços que já oferece, como:

  • - emissão de segunda via de boleto;
  • - pasta de prestação de contas digital;
  • - atas, comunicados e circulares;
  • - abertura de ocorrências;
  • - reservas de áreas como salão de festas e churrasqueira;
  • - comunicação com portaria e zelador;
  • - controle de acesso;
  • - cadastro de veículo e pets.

Essas ferramentas podem ser grandes aliadas do síndico na gestão local, servindo para consultas financeiras, de inadimplência e de documentação; como meio de comunicação com funcionários, moradores e administradora; e check-lists.

Ele também pode recomendar e estimular moradores a adotarem as ferramentas, juntando-se à administradora na disseminação das vantagens, facilidades e conveniências oferecidas pela tecnologia.

E, por que não oferecer um treinamento aos condôminos? Além dos ganhos individuais de todas as partes, estimula-se a comunidade a ser mais participativa e colaborativa no dia a dia do empreendimento.

Contratos bem definidos

contrato

Entrosamento, respeito e colaboração são as palavras que devem definir a relação entre síndico profissional e administradora desde o começo.

Uma das maneiras para se chegar a essa condição é ter contratos muito bem definidos com a determinação das tarefas que cabem a cada parte, evitando duplicidade, sobreposição, competição e conflitos.

Para o síndico profissional Odilon Ayres, da empresa Condovita, atuante em oito condomínios com cerca de 2 mil unidades sob a sua gestão, a clareza dos papéis de cada parte proporcionará uma relação harmônica, um trabalho colaborativo e uma prestação de contas transparente.

E quem ganha com tudo isso é o condomínio.

Fontes consultadas: Ricardo Karpat (diretor da Gábor RH), Omar Anauate (diretor da AABIC), Odilon Ayres (síndico profissional da Condovita)

via https://www.sindiconet.com.br/

Destituição de síndico e/ou corpo diretivo do condomínio

Decisão deve ser aprovada em assembleia

Decisão deve ser aprovada em assembleia

Em alguns condomínios, a gestão do síndico, ou do conselho, pode deixar a desejar.

Seja por falta de transparência, por não prestar contas corretamente, por não seguir ou não fazer seguir as determinações da convenção ou do regulamento interno, os condôminos podem querer destituir o gestor ou seu grupo de apoio.

Não é impossível, nem ilegal. Só é necessário seguir o que manda a lei – nesse caso, o Código Civil, em seu artigo 1.349:

  • “Art. 1.349. A assembleia, especialmente convocada para o fim estabelecido no § 2o do artigo antecedente, poderá, pelo voto da maioria absoluta de seus membros, destituir o síndico que praticar irregularidades, não prestar contas, ou não administrar convenientemente o condomínio.

Veja abaixo como proceder corretamente:

Convocação

Mas se não é o síndico quem irá convocar essa assembleia, quem irá fazê-la? Aqui, quem dá a resposta novamente é o Código Civil, em seu artigo 1.355:

  • “Art. 1.355. Assembleias extraordinárias poderão ser convocadas pelo síndico ou por um quarto dos condôminos”.

Ou seja, um quarto dos proprietários, com as suas obrigações em dia, devem concordar com a assembleia.Neste caso, são necessárias as assinaturas desta quantidade mínima de condôminos no edital de convocação.

No momento da convocação, também é importante que conste o “fim específico” na pauta – nesse caso, a destituição do síndico e/ou dos conselheiros.

Alexandre Marques, advogado especialista em condomínios, dá uma dica para evitar problemas judiciais na convocação.

“A pauta pode conter as seguintes informações, nessa ordem: solicitação de explicações ao síndico e conselho de sua gestão, possibilidade de renúncia, deliberação sobre destituição e eleição de novos representantes do condomínio”.

Importante que a causa da destituição também seja apresentada e fundamentada durante a reunião, além de ser registrada na Ata. Assim evita-se alegações de que a causa não foi discutida para que a votação fosse realizada.

Com esses cuidados, fica assegurado o direito de defesa do síndico e dos conselheiros, um ponto importante a ser considerado pela Justiça caso os mesmos procurem entrar com uma ação contra o condomínio.

Com direito de defesa assegurado, é possível que com algumas explicações sobre a gestão, síndico e conselho consigam entrar em acordo com os participantes da assembleia e, assim, evitem a sua destituição.

Vale ressaltar que a convocação deve respeitar uma série de pré-requisitos legais, como prazos e formatos, geralmente expressos na convenção de cada condomínio.

Ainda sobre a convenção: caso o documento expresse outras obrigações diferentes das atuais do Código Civil para a destituição, como votação de dois terços dos condôminos, vale lembrar que é a lei quem deve ser considerada.

Assembleia

Para destituir o síndico ou conselheiros em assembleia, são necessários os votos da maioria dos presentes. É mesma regra da eleição: pela maioria dos presentes (50% mais um).

Mesmo contando com essa anuência, é fundamental que a destituição seja embasada. Portanto, deve haver provas de que o síndico não está administrando bem o condomínio, prestando contas ou que esteja praticando qualquer irregularidade.

Por isso, é importante que haja algum tipo de documento provando as acusações feitas contra o gestor.

Vale lembrar também que acusações como calúnias, difamações e injúrias, contra o síndico ou membros do conselho, podem ainda render processos por danos morais para quem os pratica.

Se após todas as explicações o síndico ou os membros do conselho não conseguirem defender sua gestão, abre-se o espaço para a renúncia do cargo. Caso isso não aconteça, os moradores poderão destituí-los.

Se houver na pauta de convocação a possibilidade de eleição de um novo síndico e corpo diretivo, escolhe-se então um novo gestor e seu grupo de apoio. Caso não haja essa informação na convocação e o síndico for deposto, é o subsíndico quem assume o posto.

O que vem a seguir depende de cada convenção. Em algumas, o subsíndico deve convocar imediatamente uma nova assembleia para eleição do síndico. Em outras, ele assume sem a necessidade de eleger outro representante.

Síndico profissional

Para destituir o síndico profissional do seu cargo, a prática é um pouco diferente. Geralmente, quando o conselho ou moradores não estão mais satisfeitos com os serviços prestados, é possível pedir uma carta de renúncia para o gestor.

Nesse caso, o costume é dar trinta dias para o profissional, uma espécie de aviso prévio, que pode estar estipulado em contrato. Durante esse período, o conselho procura outro gestor para cuidar do condomínio.

Dessa forma, quando o novo síndico for escolhido, é convocada uma assembleia para ratificar a renúncia do antigo gestor e para apresentar o novo profissional aos moradores.

Vale lembrar que na assembleia de apresentação do novo síndico, o mesmo deve ser aprovado pela maioria dos presentes, como em uma votação para síndico morador.

Perguntas frequentes:

Qual o quórum necessário para destituir o síndico?

O quórum necessário para destituir um síndico em uma assembleia legalmente convocada é a da maioria simples presente. Ou seja, metade dos presentes, mais um.

Como chamar a assembleia para destituir o síndico, se a administradora de condomínio se recusa a passar o endereço dos condôminos?

Essa questão é polêmica. Porém, o entendimento mais comum é que a empresa deve cooperar com os condôminos – uma vez que a mesma presta serviços a todos os condôminos e não apenas ao síndico. Dessa forma, os moradores podem entrar na Justiça pedindo que a administradora cumpra com o seu papel de prestadora de serviços do condomínio.

E se o síndico deposto se recusar a entregar o cargo?

Quando for eleito um novo gestor, o síndico deposto deve obrigatoriamente entregar uma série de documentos. Caso o mesmo se recuse, pode ser notificado extra-judicialmente para que repasse a papelada que já não está mais sob sua responsabilidade.

Se mesmo assim continuar obstruindo a função do novo síndico, poderá ser acionado judicialmente a devolver itens como cartão de banco, documentos, pastas com uma ação de busca e apreensão.

Se, além disso, o antigo síndico gerar mais prejuízos para o condomínio, ainda poderá ser obrigado a ressarcir a coletividade, em uma ação de indenização.

Como provar irregularidades ou má gestão?

O síndico deve prestar contas à coletividade uma vez por ano, obrigatoriamente. Caso suas contas não sejam aprovadas, ou não haja a prestação de contas anual, isso pode ser caracterizado como um indício de má gestão.

Empresas auditoras também podem atestar quando o dinheiro do condomínio não está sendo usado corretamente.

Caso o síndico não esteja cumprindo ou fazendo cumprir as deliberações assembleares, vale fotografar faltas como carro estacionado no lugar errado, manutenção incorreta ou relapsa como infiltrações e rachaduras sem cuidados, falta de recarga em extintores de incêndio vencidos, etc.

Fonte: https://www.sindiconet.com.br/

Benfeitorias no condomínio: O que são e como classificá-las?

São diversos os enquadramentos legais sobre benfeitorias no condomínio. Necessárias, úteis e voluptuárias. Conheça um pouco mais sobre elas.

Benfeitorias no condomínio: O que são e como classificá-las?

Quem mora em condomínio sabe. A todo momento nos deparamos com alguma obra em andamento. Sabe aquela sensação de que “as obra nunca terminam nesse condomínio”? Pois é, isso é muito comum.

Mas saiba que não é de todo mal. Afinal, para se manter o local em dia com as obrigações legais, é importante que cada espaço esteja em ordem. E aí não tem jeito. Dá-lhe obra.

Além do incômodo que pode ser para alguns se depararem com obras no condomínio, o maior problema reside mesmo na natureza da benfeitoria.

Voluptuárias, úteis e necessárias são as três classificações possíveis de benfeitorias no condomínio de acordo com o Código Civil.

Você sabe definí-las corretamente? Consegue apontar o quórum necessário para a aprovação de cada benfeitoria? É preciso estar atento ao tema para que no decorrer da obra não haja nenhum questionamento.

Observe o que diz o Código Civil

O primeiro passo é identificar o tipo de benfeitoria a ser realizada, de acordo com o Código Civil. O artigo 96 do CC apresenta alguns elementos acerca do que são as benfeitorias voluptuárias, úteis e necessárias.

É por meio dessas classificações que a lei determina o quórum necessário para a aprovação em assembleia.

Veja mais: As benfeitorias do imóvel alugado

Benfeitorias necessárias

As benfeitorias necessárias são caracterizadas como obras de manutenção ou conserto. Ou seja, aquelas que evitam a deterioração dos bens. São caracterizadas como benfeitorias necessárias, também, aquelas que precisam ser feitas em decorrência de alguma obrigação legal, como instalação de equipamentos para acessibilidade, por exemplo.

Vale destacar que estas obras podem ser realizadas por inciativa de qualquer condômino, caso o síndico seja negligente, como informa o parágrafo primeiro do art. 1.341 do Código Civil.

  • 1º As obras ou reparações necessárias podem ser realizadas, independentemente de autorização, pelo síndico, ou, em caso de omissão ou impedimento deste, por qualquer condômino.
  • 2º Se as obras ou reparos necessários forem urgentes e importarem em despesas excessivas, determinada sua realização, o síndico ou o condômino que tomou a iniciativa delas dará ciência à assembleia, que deverá ser convocada imediatamente.
  • 3º Não sendo urgentes, as obras ou reparos necessários, que importarem em despesas excessivas, somente poderão ser efetuadas após autorização da assembléia, especialmente convocada pelo síndico, ou, em caso de omissão ou impedimento deste, por qualquer dos condôminos.
  • 4º O condômino que realizar obras ou reparos necessários será reembolsado das despesas que efetuar, não tendo direito à restituição das que fizer com obras ou reparos de outra natureza, embora de interesse comum.

Se forem caracterizadas como obras emergenciais e os gastos não forem altos, não precisam de aprovação em assembleia. Porém, se os custos forem elevados e a obra não for caracterizada como algo emergencial, deve ser colocada em votação na assembleia. O quórum para aprovação é maioria simples dos presentes na assembleia, conforme o art. 1.341 do Código Civil.

Veja alguns exemplos de benfeitorias necessárias

– Restauração ou pintura de fachada sem alteração de cor;

– Impermeabilização;

– Reparos elétricos e hidráulicos;

– Adequação à legislação;

– Manutenção da área de piscina;

– Manutenção de para-raios, sistema de segurança etc.

Benfeitorias úteis

Já as benfeitorias úteis são aquelas que aumentam e facilitam o uso do bem. Embora não se mostrem indispensáveis para a conservação do imóvel, se tornam de extrema utilidade e valorizam o imóvel. São benfeitorias que agregam valor ao condomínio e melhoram a utilização do bem.

Para a aprovação dessas obras é necessário o voto da maioria dos condôminos, ou seja, de todos os moradores, de acordo com o inciso II do art. 1.341 do Código Civil.

Veja alguns exemplos de benfeitorias úteis

– Obras para aumento de garagem;

– Instalação de cobertura no estacionamento;

– Instalação de grades ou muros no perímetro do condomínio;

– Compras de equipamento para playground e ginástica etc;

– Construção da piscina;

– Instalação de portas ou portão de segurança;

Benfeitorias voluptuárias

Por fim, as benfeitorias voluptuárias são aquelas que não têm por finalidade aumentar a vida útil do imóvel ou da área comum do condomínio. Sua finalidade, na maioria das vezes, é de ordem estética ou recreativa. O quórum necessário para aprovação em assembleia para benfeitorias voluptuárias é de dois terços dos condôminos, considerando todas as unidades que integram o condomínio, conforme dispõe o art. 1.341, do Código Civil.

Veja alguns exemplos de benfeitorias voluptuárias

– Obras de paisagismo ou jardinagem;

– Embelezamento da cabine do elevador;

– Reforma do salão de festas;

– Fechamento de varandas com projeto específico;

– Decoração de áreas comuns e do hall social.

É necessário frisar que ao realizar uma obra sem o quórum legal exigido, o condômino que se sentir prejudicado poderá acionar judicialmente o condomínio para que a obra seja desfeita. Nesse caso, o síndico poderá ficar pessoalmente responsável pela reposição dos valores referentes.

Por isso é de extrema importância saber categorizar o tipo de obra e observar a obtenção do quórum mínimo para aprovação. Dessa maneira se evita longas disputas judiciais que podem minar a paz e a harmonia interna do condomínio.

Fonte: Guilherme de Paula Pires | Redação Viva o Condomínio | https://vivaocondominio.com.br

Vistoria é garantia importante para verificar se tudo está em ordem com o imóvel

É fundamental se certificar de que os novos imóveis sejam entregues com todas as condições prometidas pela construtora, evitando assim dores de cabeça no futuro


A entrega das chaves é o momento mais esperado por quem adquiriu um imóvel, mas antes disso é necessário dar aquela última verificada para saber se toda a estrutura está em ordem. Essa vistoria é uma garantia importante para se certificar de que os imóveis sejam entregues com toda as condições previstas e sem falhas técnicas ou estruturais. A excitação com a entrega do apartamento é tanta que os futuros moradores acabam não percebendo alguns pontos que precisam ser checados durante a avaliação.

Para a realização da vistoria, primeiramente, é preciso reservar um dia exclusivo e sem compromissos extras, para que a visitação seja feita de forma criteriosa, pois é o momento para fazer todos os apontamentos de não conformidades que possam ocorrer. Esse tempo varia de imóvel para imóvel, e fazer uma pergunta nesse sentido ao profissional da construtora no momento do agendamento poderá ser bem útil. A emoção ou a pressa de fechar o negócio acabam prejudicando o olhar e a concentração para uma verificação mais crítica do apartamento, para que as correções e ajustes sejam feitos e anotados no laudo final.

A advogada e especialista em direito e negócios imobiliários Paula Farias conta que esse momento é importante e um dos que merecem maior cuidado. Para facilitar a inspeção, a advogada conta que é necessário ter o memorial descritivo do imóvel em mãos. “Nele estão anotadas todas as características do imóvel, tudo o que foi vendido e prometido. Com o memorial descritivo em mãos, analise tudo o que está mencionado, desde aberturas, fachada, até o material utilizado em todo o imóvel. A vistoria deverá ter como base aquilo que foi vendido no momento da compra e venda. Sugerimos não fazer a vistoria sem o memorial descritivo”, aconselha.

As redes hidráulicas merecem uma atenção especial. Paula Farias conta que as instalações hidráulicas são um dos principais focos de reclamações durante as vistorias. “Abra todas as torneiras e deixe a água sair por cerca de dois minutos para verificar se não existem vazamentos nos sifões. Já nas descargas das bacias sanitárias, acione-as e veja se a vazão d’água é satisfatória, repetindo o acionamento na sequência por mais uma vez para ter certeza do bom funcionamento”, ressalta a advogada.

As instalações elétricas também devem ser consideradas na avaliação, apesar de que nem sempre estão inteiramente instaladas no imóvel “Provavelmente ainda não será possível testar porque o medidor de energia não estará instalado. Nesse caso, deve constar na vistoria que as instalações elétricas não foram verificadas por falta de instalação”, comenta a advogada.

Uma questão importante é verificar a voltagem instalada nos pontos elétricos, e sempre que forem de voltagem específica devem vir com indicações nesse sentido nos pontos de energia (o que é o ideal) ou no manual do proprietário, que em geral é entregue no momento do recebimento das chaves.

A área comum também deve ser inspecionada, verificando se ela atende a todos os requisitos contratados. É importante observar se no revestimento cerâmico não existem peças de tonalidades diferentes, danificadas ou trincadas. “Ao caminhar, verifique se os pisos estão bem assentados e se não há peças soltas. Verifique também se não há desníveis. Verifique a qualidade do revestimento, principalmente próximo aos ralos. Com as mãos ou com o cabo de uma vassoura, bata nos pisos para verificar se estão bem-feitos e se não há pisos ocos, o que poderá comprometer o revestimento futuramente”, pontua Paula Farias.

A advogada aconselha também a verificar visualmente se as paredes estão planas e se não existem pontos que formam sombras. Caso existam falhas na pintura, como manchas, deve ser solicitada a correção.


CÓPIAS DE DOCUMENTOS 

Leirson Cunha, vice-presidente das corretoras de imóveis da Câmara de Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), dá algumas dicas de utensílios que podem contribuir na hora da visitação: “Para prevenir extravios de documentos, recomenda-se levar no dia da vistoria apenas as cópias dos documentos, como o memorial descritivo, aditivos etc. É interessante portar uma trena com pelo menos três metros – o ideal seria de 10 a 30 metros, no caso de imóveis residenciais urbanos – e uma prancheta com papel e caneta para fazer as devidas anotações. Tirar fotos também é essencial para comprovar irregularidades. Assim, o smartphone ou uma câmera fotográfica amadora são suficientes nesse momento”, recomenda.

Segundo o vice-presidente da CMI/Secovi-MG, vale a pena chamar algum conhecido para acompanhar ou, até mesmo, contratar uma empresa especializada nesse tipo de serviço. “Existem inúmeras empresas no mercado que prestam esses serviços de assessoramento em recebimento de imóveis novos. Porém, caso o cliente tenha escolhido uma boa construtora, que tenha programas de qualidade/certificações, pode-se num primeiro momento fazer a vistoria sem investir em consultoria específica. É aconselhável também conversar com outros clientes da mesma construtora que já receberam seus imóveis a fim de estar atento a algumas falhas recorrentes que porventura possam surgir. Levar um amigo(a) que tenha passado pela experiência de receber um imóvel novo também pode ser uma boa dica”, comenta Leirson Cunha.

Caso sejam encontradas não conformidades durante a vistoria de entrega de chaves, devem ser relatadas formalmente ao profissional da construtora que esteja realizando o serviço, e se possível já agendar nova data para vistoria. “Se 100% das questões tiverem sido atendidas no dia da vistoria, pode o cliente receber as chaves e formalizar a assinatura do termo de vistoria. Entretanto, havendo qualquer não conformidade ela deve ser sanada previamente ao aceite definitivo do imóvel. Em geral, as construtoras já têm formulários específicos para relatar as não conformidades encontradas, e assim, deve também o cliente requerer uma cópia para seu controle”, finaliza.

Fonte: Lugar Certo

Quais cores combinam entre si na decoração?

Você já parou para pensar nas combinações de cores possíveis para sua casa? Confira algumas dicas na nossa matéria e reinvente o seu lar!

Mesmo as pessoas com o estilo mais neutro sabem: um pouquinho de cor não faz mal a ninguém! E se você é desses que adora um ambiente colorido e cheio de personalidade, mas tem medo de errar na combinação, ou quer começar a se arriscar e não sabe por onde começar, vem com a gente e aprenda a inovar os ambientes da sua casa.

O primeiro passo é pensar na cor principal, aquela que você gosta e deseja colocar na decoração da sua casa. Nessa fase, a gente costuma optando sempre pelas cores claras e neutras por serem mais fáceis de combinar.

Porém, a ideia é justamente sair da mesmice e se jogar de cabeça nas cores, por isso escolha sem medo. Acredite: seja qual cor principal você escolher, há como misturar com outras!

Feito isso, você pode pensar em qual caminho seguir. Se a sua intenção é dar mais corpo para a cor principal escolhida, use uma paleta monocromática, ou seja, misturando variados tons da cor, indo do mais claro para o mais escuro.

Isso garantirá harmonia e é ótimo para quem está começando a se aventurar nesse mundo mais colorido, pois será mais fácil de pensar em novas combinações no futuro e você já terá perdido receio de usar mais de um tom no mesmo ambiente.

Outra sugestão é o uso de cores similares. Com o auxílio de uma roda ou círculo de cores, que você pode encontrar facilmente na internet ou em armarinhos, é possível observar como interagem entre si as cores próximas da paleta.

Ao escolher a cor laranja, por exemplo, você tem a sua disposição o amarelo e o vermelho, que são, respectivamente, uma variação mais clara da cor e outra mais escura. Perceba que juntas, as cores se tornam quase como uma unidade. Você pode escolher tonalidades menos intensas dessas cores e combiná-las entre si para ter um resultado mais orgânico no ambientes.

Agora, se você é mais ousado na hora de escolher a decoração da casa, pode apostar numa paleta de cores complementares, que nada mais é que cores que combinam entre si, apesar de serem “opostas”. Ficou confuso? Novamente com a ajuda de uma roda de cores, veja que enquanto de um lado estão as cores frias, no lado oposto estão as cores quentes e, ao escolher uma cor, seu complemento é justamente a cor que estiver na frente.

Conhecendo essas três opções básicas de paletas, você já pode começar a pensar na construção de cores que vai usar na sua decoração, seja em alguns objetos e móveis ou até mesmo nas paredes. Faça pesquisas, busque inspirações em sites e Apps especializados em criar paletas de cores que combinam e siga sua intuição! Afinal, é a sua personalidade que devem prevalecer aqui!

Veja que em todas as referências, as cores podem ser usadas desde um detalhe pequeno num elemento decorativo a uma parede toda colorida. Uma dica bônus muito legal é brincar com as texturas, já que cada material absorve a cor de uma maneira diferente, dando um visual de tons variados. Incrível né!?

Então deixe sua casa ainda mais viva, alegre e com a sua cara. A moda é se jogar na cor!

Fonte: Imovelweb

7 vantagens da votação online em assembleias de condomínio

Como o Projeto de Lei 548/2019, que permite o voto eletrônico, pode mudar a dinâmica da reunião

Por Rafael Lauand*

Hoje em dia, fazemos inúmeras atividades e tarefas de forma online, de compras de supermercado até ver um filme. Assim, você pode pensar, por que não votar de forma online na assembleia do nosso condomínio?

Recentemente, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou o Projeto de Lei 548/2019, que permite o uso do voto eletrônico nas reuniões de condomínio.

O projeto foi apresentado pela senadora Soraya Thronicke (PSL-MS) e oferece uma alternativa à dificuldade em se obter a presença mínima de votantes nas assembleias.

A coleta eletrônica de votos poderia ocorrer via internet ou outro meio idôneo que permita a contagem individualizada dos votos dos ausentes, sempre que o Código Civil ou a Lei dos Condomínios estabeleça quórum especial para deliberação.

A relatora, senadora Juíza Selma (PSL-MT), considera o PL 548/2019 bastante consistente em face dos recursos tecnológicos e de comunicação hoje existentes.

Mas o que isso significa na prática? Quais as reais vantagens deste Projeto de Lei para síndicos e condomínios?

Neste artigo, vou apresentar 7 razões pelas quais a votação online em assembleias de condomínio, tanto ordinárias quanto extraordinárias, funciona como uma boa opção para quem vive e trabalha nessas comunidades:

1. Possibilita o voto a qualquer momento de qualquer lugar 

Nosso modo de vida atual não nos deixa muito tempo livre. Neste contexto, a liberdade e praticidade de condôminos votarem em apenas alguns minutos, sem a necessidade da presença física, seria uma boa opção? Se a sua resposta for ‘sim’, então você provavelmente deve considerar a votação online em seu condomínio.

Esse método pode ser iniciado por pautas menos relevantes para uma adaptação inicial do processo da assembleia online. Ao contrário da votação tradicional, que faz com que os proprietários se encontrem no condomínio em um horário e local específico, o voto online permite que as opiniões sejam registradas a qualquer hora do dia e de qualquer lugar, apenas com a necessidade de uma conexão com a Internet.

Afinal, nem todos os proprietários estarão presentes na cidade do condomínio no dia da votação. Porém, considere que a maioria deles possui smartphones ou acesso à internet.

2. Aumenta o número de participantes

Como resultado do ponto anterior, a escolha da votação online, para assembleias de condomínio, em geral, aumentará o número de participantes. Afinal, o condomínio vai dar uma nova possibilidade para condôminos que não votariam de outra maneira.

Entretanto, você pode estar se perguntando: “e os condôminos que, por qualquer razão, não podem votar online…não perderíamos a participação deles?”. Tenho boas notícias para você: executar uma votação online não significa que você tem que descartar a opção tradicional.

As alternativas não são excludentes, ou seja, não é uma coisa ou outra. Dependendo do fornecedor do sistema de votação online que o síndico escolher para o seu condomínio, uma eleição híbrida (tanto online quanto presencial) pode ser possível. Com uma opção do tipo, você será capaz de deixar os condôminos participarem da forma que acharem mais conveniente.

3. Oferece transparência e confiança

Este tipo de votação evita que eleitores possam votar mais de uma vez. Além disso, conta com outras seguranças e informações que reduzem significativamente o risco de fraudes.

4. Além de confiança, praticidade e facilidade 

Uma vez que o registro em votação online é executado por máquinas, você pode garantir que ele não terá erros de contagem humana. Além disso, essa opção será mais rápida (e segura) do que um cálculo realizado por pessoas. Como se isso não fosse o bastante, os resultados da assembleia ainda estarão disponíveis em um prazo menor.

5. Exige menor infraestrutura física 

Ao executar uma votação online, o síndico evita a necessidade da infraestrutura física geralmente exigida para a reunião (normalmente no salão de festas). Assim, não é preciso reservar um local físico e separar papel, impressão, urnas físicas ou pessoais.

Portanto, leva um menor custo. Sei que o contato entre condôminos é fundamental para uma boa convivência, mas isso poderia ser estimulado de outras formas, como em um “happy hour” ou jantar de confraternização.

6. Facilita e proporciona mais votações

Com a facilidade de uma votação online, você ganha mais tempo para coletar uma maior variedade de informações e opiniões sobre o condomínio. Ideias essas que muitas vezes não são levantadas por falta de tempo ou, até mesmo, por baixo quórum nas reuniões para discussão.

7. Mais informações na hora de votar

Em votações online, é possível vincular vídeos de diferentes candidatos a síndico, por exemplo, mostrar imagens dos resultados da última gestão ou incluir artigos com informações detalhadas sobre um orçamento. Estas são apenas algumas opções. Por isso, imagine tudo o que você poderia fazer com votação online!

Mesmo que existam várias razões para usar a ‘e-votação’, o síndico e os condôminos têm que pensar os prós e contras dessa escolha, tendo em mente as necessidades do empreendimento e suas particularidades. Se você pensa que a maioria destas razões se aplica ao seu condomínio, você deve definitivamente considerar a ‘e-votação’, assim como outros produtos e serviços online.

(*) Rafael Lauand (@rafalauand) é Engenheiro de Produção formado pela UFPR; especialista em controladoria e finanças pela UFPR; especialista em ‘Data Science’ pela John Hopkins University; sócio-fundador da LAR.app Administradora de Condomínios; professor do INSPER no curso de Direito das Startups; e conselheiro de empresas de tecnologia. Rafael foi um dos pioneiros no mercado de startups da geração ‘mobile’, com atuação desde logística à saúde, e também teve experiência como sócio de algumas startups de tecnologia brasileiras.

Fonte: https://www.sindiconet.com.br/

Confira 7 cuidados que o locador deve ter para alugar tranquilo

Na hora de alugar um imóvel é preciso observar alguns pontos que, lá na frente, podem fazer bastante diferença. Listamos alguns deles para você se preparar.

Morar de aluguel ainda é a realidade de muitos brasileiros. Em um país onde o sonho da casa própria faz parte da vida das pessoas, ainda existem aqueles que por opção moram em um imóvel alugado ou aqueles que realmente não possuem condições de adquirir a casa própria.

Seja qual for o caso, é natural que na hora de assinar um contrato surjam inúmeras dúvidas sobre o que pode e o que não pode.

Confira abaixo os principais cuidados que o locador deve ter antes de fechar um contrato de aluguel:

1. Não alugue o primeiro imóvel que achar

Precipitação não é bom em nenhum caso, nem mesmo na hora de alugar um imóvel. Pesquise muito em sites, ande na vizinhança do local onde deseja morar – ainda existem muitos proprietários que não colocam os anúncios na internet – ou também procure uma imobiliária e analise todas as opções que ela possui.

2. Garantias

Para proteger o locador ou mesmo o locatário na hora de alugar um imóvel, geralmente são pedidas garantias dessa locação. São elas as mais comuns:

Fiador: Essa ainda é uma das formas de garantia mais conhecidas, embora não seja mais tanto utilizada. Nessa modalidade, um terceiro se responsabiliza obrigatoriamente perante o credor, ele é quem será cobrado em caso de inadimplência do contrato.

Seguro Fiança: Menos comum, essa opção não é tão vista, embora esteja crescendo em novos contratos. Aqui o locador é representado por uma seguradora. Há um valor pago mensalmente e, em caso de inadimplência o dono do imóvel recebe os pagamentos através da seguradora, garantindo os valores da locação.

Depósito: Com certeza você já ouviu falar desse tipo de garantia. Nessa modalidade, o locador adianta o equivalente a 2 ou 3 meses de aluguel assim que assina o contrato. O valor pode ser usado para garantir os últimos meses de aluguel, se o contratante resolver sair do local e avisar com antecedência e até mesmo pode ficar preso, caso haja avarias no imóvel no ato da devolução do mesmo.

3. Condições do imóvel

A lei do inquilinato é bem clara em relação ao estado de conservação do imóvel. Ela determina que o imóvel esteja em boas condições de uso para se viver. Isso significa que as peças sanitárias devem estar instaladas no imóvel, bem como as ligações de luz e água devem estar funcionando corretamente.

Não podem existir infiltrações, vazamentos ou mofos que possam trazer risco de saúde ou vida para quem reside no local.

4. Vistoria documentada

Antes de entrar no imóvel, exija uma vistoria documentada com todos os detalhes do local. Essa vistoria desse ser realizada cômodo por cômodo e conter qualquer detalhe da locação, como janelas com dificuldade de abrir, azulejos rachados, pintura, estado de elétrica, hidráulica, entre outros.

Uma boa vistoria deve até mesmo verificar possíveis problemas em relação a estrutura, analisando rachaduras e outros pontos do imóvel.

5. Contrato

Preste muito a atenção ao contrato assinado na hora de locar um imóvel. Leia à respeito da lei do inquilinato e não aceite cláusulas abusivas.

Entre os principais itens do documento, deve ser mencionado o prazo total da locação, o prazo mínimo da mesma, o valor do aluguel, o endereço do imóvel, regras para desistência do aluguel antes do prazo estipulado e as taxas para fins de reajustes, que só pode ocorrer uma vez no ano e de acordo com o índice estipulado em contrato.

6. Saída do imóvel

O momento da entrega das chaves tem sido motivo de muita discussão entre inquilinos e proprietárias/imobiliárias. Isso porque são aplicadas regras abusivas para os inquilinos. Um grande exemplo é a exigência em relação a pintura. Os proprietários costumam exigir marca e cor, porém essa exigência não pode ser feita.

Em relação as contas geradas durante a moradia, todas devem ser quitadas. E o imóvel deve ser entregue nas mesmas condições em que foi alugado, a fim de que possa ser alugado novamente sem grandes problemas ou perda de tempo.

7. Direitos e deveres

É claro que existe a necessidade de garantir seus direitos, mas a Lei 8.245 do ano de 1991, mais conhecida como lei do inquilinato, não fala apenas sobre os direitos dos inquilinos, mas também dos seus deveres.

Portanto, uma das dicas imprescindíveis é que o inquilino leia um pouco mais sobre as regras que deve seguir e o que exatamente essa lei diz em relação as suas obrigações.

Entre as obrigações de quem aluga um imóvel está mantê-lo em ordem e cuidar do local como se fosse de sua propriedade, além de devolvê-lo nas mesmas condições que o recebeu.

Além disso, caso exista desistência antes do prazo estipulado em contrato, a lei permite que o inquilino pague um valor de multa. Dependendo do acordo realizado, pode ser que essa multa seja dispensada pelo dono do imóvel.

Fonte: http://www.imovelweb.com.br/

Sarampo em condomínio – O que fazer?

Comunicação clara e rápida entre síndicos, moradores e zeladores é chave para proteger a comunidade

Comunicação clara e rápida entre síndicos, moradores e zeladores é chave para proteger a comunidade

O seu condomínio pode colaborar para prevenir ou alastrar o surto do sarampo, que chegou a 1.226 casosconfirmados no Brasil, crescimento de 35% em dez dias, segundo o Ministério da Saúde.

Altamente contagioso - um doente pode transmitir, em média, para 18 pessoas - o sarampo requer medidas rápidas para não se espalhar.

Isso significa que uma pessoa doente, sozinha, pode fazer o vírus chegar a pelo menos todos os vizinhos do mesmo andar.

Responsabilidade dos moradores 

A primeira medida que uma pessoa com suspeita ou confirmação da doença deve fazer é comunicar imediatamente ao síndico, zelador ou administradora.

Embora esteja previsto na maioria dos regulamentos internos a comunicação de qualquer doença infectocontagiosa, raramente os moradores se atentam à importância dessa ação.

“Primeiro, eles não reportam por vergonha, por receio de serem discriminados”, opina a síndica profissional Carla Gabriela Rocha.

Síndicos e zeladores podem facilmente contornar essa resistência inicial do morador infectado assegurando que a identidade dele será preservada ao notificar a comunidade a respeito do caso confirmado da doença no condomínio.

Campanha de conscientização para condôminos

aviso elevador

O SíndicoNet preparou um cartaz para você fazer uma campanha de conscientização no seu condomínio (download 1). Como opção, você também pode usar nosso informativo editável desse mês, que também trata do assunto “Sarampo” (download 2). Baixe gratuitamente os materiais:

Síndico: como proceder em caso de suspeita ou confirmação de sarampo

Ao saber de uma suspeita ou caso confirmado da doença, o síndico deve avisar o mais rápido possível todos os moradores e funcionários a respeito para que tomem os cuidados ou medidas necessárias para se protegerem.

Para esse tipo de situação, preparamos um outro cartaz para você avisar moradores sobre a ocorrência da doença em seu condomínio. Baixe-o gratuitamente:

  • DOWNLOAD 3: Este cartaz auxilia na comunicação da doença no condomínio e as medidas que devem ser tomadas

Risco de vida no condomínio

Por se alastrar com muita facilidade e ser letal, não há outro caminho a não ser informar. “Assim o condomínio poderá tomar as medidas cabíveis para resguardar o maior número de moradores possível. Comunicando, a pessoa doente poderá salvar vidas”, enfatiza a síndica profissional.

médica infectologista Ana Carolina Marcos reforça a medida.

“Pode haver vizinhos no condomínio que estão fazendo quimioterapia, mulheres grávidas, bebês com menos de 6 meses e pessoas com problemas de imunidade que não podem tomar a vacina e precisam consultar o médico para tomar as providências. Quanto antes o doente avisar, melhor a chance de proteger os demais moradores.”

Caso real – Condomínio “infectado” recebe equipe de vacinação  

Houve um caso confirmado da doença em um dos condomínios em que Carla é síndica, no bairro de Vila Prudente, em São Paulo, cidade que concentra 99,5% dos casos. Ela recebeu uma notificação da Unidade Básica de Saúde da região, que foi informada pelo pronto-socorro onde o morador foi diagnosticado.

A determinação do órgão foi fazer uma “operação limpeza”, ação de vacinação em que uma equipe vai até o local e vacina todas as pessoas que ocupam o empreendimento.

“O agendamento foi rápido e a ação aconteceu em um sábado, das 9 às 16 horas. A adesão foi boa, mas quem não foi voluntariamente, a equipe foi até o apartamento para vacinar e para quem se recusou, a orientação era assinar um termo de responsabilidade. A prefeitura está fazendo um bom trabalho”, relata Carla.

Como a equipe disse a que varredura deveria ser feita em 9 quarteirões, Carla incluiu na ação outros dois condomínios das proximidades dos quais também é síndica.

Devido ao elevado aumento no número de ocorrências, a Prefeitura de São Paulo suspendeu as ações em condomínios com casos confirmados e a orientação é que os moradores se dirijam à Unidade Básica de Saúdemais próxima para se vacinar.

Outras formas de alertar os condôminos

Além dos cartazes citados acima, é válido usar outras formas e canais de comunicação para atingir a totalidade dos moradores. A síndica profissional Carla Gabriela, por exemplo, usa o aplicativo do condomíniopara enviar comunicados aos moradores. Para a vacinação, não foi diferente.

“Fizemos o primeiro comunicado com quatro dias de antecedência, e um reforço no dia da vacinação, avisando que a equipe de saúde já estava nas dependências do condomínio.”

A administradora também apoiou a ação, elaborando o comunicado impresso com protocolo, distribuído a todos os moradores, que deveriam assiná-lo assegurando ciência da notificação.

Administradoras

Ações preventivas também estão sendo feitas por administradoras para auxiliar síndicos e condomínios.

Karina Nappi, gerente da Mario Dal Maso Administradora de Condomínio, conta que elaborou um display para disponibilizar em elevadores e quadros de avisos com orientações de prevenção e cuidados.

O material será distribuído para todos os condomínios que administra na zona Sul da capital paulista -  até o momento, sem ocorrências.

Campanha de vacinação permanente do SUS

vacina

A tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) faz parte do Programa Nacional de Imunização do SUS (Sistema Único de Saúde) e está disponível durante todo o ano na rede municipal de saúde.

A vacina deve ser aplicada em duas doses a partir de um ano de vida da criança até 29 anos de idade. Pessoas de 30 a 59 anos (nascidos a partir de 1960) devem receber uma dose.

A vacina é contraindicada para mulheres grávidas e indivíduos imunossuprimidos.

  • Em São Paulo, a Campanha Intermunicipal de Vacinação Contra o Sarampo, dirigida a crianças entre 6 meses e 11 meses e 29 dias e pessoas entre 15 e 29 anos, acontece nas cidades de São Paulo, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Osasco e Guarulhos. Embora esteja previsto o seu encerramento na sexta-feira, 16/8, todas as pessoas que ainda não se vacinaram podem se dirigir ao posto de saúde mais próximo.

E fica o alerta: todas as pessoas devem manter sua carteira de vacinação atualizada. Na dúvida, compareça ao posto de saúde mais próximo munido de sua documentação e peça orientação.

Sintomas do sarampo

sintomas

A infectologista Ana Carolina Marcos explica que os sintomas clássicos do sarampo são febre mais tosse e/ou coriza e/ou conjuntivite.

Passados 2 a 4 dias desse início de sintomas, surgem manchas vermelhas no corpo, começando atrás da orelha e cervical, espalhando para rosto e tronco. Antes do aparecimento das manchas na pele, podem aparecer pequenas manchas brancas (koplik) na mucosa bucal.

Pessoas que já se vacinaram podem apresentar os sintomas mais fracos e devem se atentar, pois a doença pode passar despercebida.

Independentemente se o diagnóstico foi clínico ou laboratorial, a pessoa com quadro leve deve fazer repouso domiciliar, hidratar-se, tomar remédios para os sintomas e evitar circular – neste caso, usar máscara cirúrgica.

“A pessoa infectada para de transmitir a doença após cinco dias do aparecimento das manchas vermelhas, estando liberada para circular”, orienta Ana Carolina.

Sinal de alerta para a gravidade da doença é a persistência de febre por mais de três dias após o aparecimento das manchas vermelhas, confusão mental, vômitos e convulsão. “Neste caso, deve procurar atendimento médico e pode ser necessária internação.” A confirmação da doença é feita pela sorologia ou exame PCR.

Por: Catarina Anderáos, SíndicoNet – Fontes consultadas: Karina Nappi (gerente de condomínio), Carla Gabriela Rocha (síndica profissional), Ana Carolina Marcos (infectologista), Prefeitura Municipal de São Paulo.

Fonte: https://www.sindiconet.com.br

Conheça as qualificações do porteiro do condomínio

Conheça as qualificações do porteiro do condomínio

Conheça mais sobre as atribuições do porteiro do condomínio

Parte fundamental, especialmente para a segurança do edifício, a portaria é um dos locais que exige mais atenção em um condomínio, uma vez que é pela porta de entrada que ocorre a entrada e a saída de moradores, visitantes e prestadores de serviços.

O profissional que exerce serviços de recepção e vigilância na portaria de edifícios comerciais, residenciais e mistos deve seguir uma conduta profissional clara, elaborada previamente pelo empregador a fim de garantir a segurança de todos os moradores.

Portanto, o porteiro personifica a figura de guardião do prédio e deve ter tanto a confiança do síndico, quanto a dos condôminos. Até mesmo por isso, a escolha desse profissional, por parte do gestor ou da administradora, requer uma atenção especial.

Veja agora algumas informações das principais qualidades que um porteiro deve possuir, suas atribuições cotidianas e algumas dicas na hora de contratar esse profissional.

1 – Qualidades do porteiro:

Atenção

Durante o seu expediente, ele deve estar sempre atento para identificar qualquer possível anormalidade que aconteça na portaria e/ou arredores. Qualquer descuido pode facilitar a invasão do condomínio por uma pessoa que venha a pôr em risco a segurança dos moradores.

Responsabilidade

A segurança de um edifício requer muito compromisso desse profissional. Portanto, o porteiro deve procurar se ausentar o mínimo possível da portaria evitando, assim, realizar serviços como carregar encomendas para moradores, manobrar carros e outros pequenos serviços para condôminos que o façam se retirar da portaria.

Cabe alertar que essa prática poderá vir a se caracterizar como desvio de função em uma possível ação trabalhista, além de que realizar esses favores, mesmo que rápidos, toma tempo do porteiro e torna o condomínio um ambiente inseguro.

Boa memória Visual

Apesar de ser um item bastante polêmico, haja vista que existem muitos fatores (posição da guarita, locação de unidades, intempéries do tempo…) que contribuem para que o porteiro tenha dificuldades em reconhecer a pessoa que deseja entrar no edifício, em prédios menores e com poucos moradores, a boa memória visual do porteiro torna a entrada e saída de moradores mais prática.

Apresentação pessoal e boa comunicação

Comunicar-se bem é essencial para qualquer profissional. E para os serviços de portaria de condomínio não é diferente. Compreender claramente uma informação passada pelo morador, anotando e transmitindo o recado, ou interagir de forma correta com o prestador de serviço autorizando ou não a sua entrada no prédio são ações essenciais para o bom andamento cotidiano do edifício.

O profissional da portaria deve ser bem articulado, evitar o uso de gírias, bem como estabelecer intimidade com os moradores. A comunicação deve ser formal, tanto no trato pessoal quanto telefônico.

A formalidade deve passar, também, pelo vestuário. Cuidados com a utilização do uniforme devem ser observados pelo colaborador, já que a primeira impressão do condomínio passa pelo porteiro.

Por fim, é recomendável que ele vista o uniforme somente no seu vestiário e que o retire no fim do expediente, para evitar que desconhecidos identifiquem o seu local de trabalho.

2- Atribuições do porteiro:

As atividades do porteiro consistem em três principais focos: correspondência, autorização de entrada e saída e ordem do local. A seguir, comentamos cada uma delas:

Correspondência

Cartas, pacotes e outras encomendas passam, primeiramente, pelas mãos do porteiro. Recebê-las sem permitir que o entregador entre no condomínio e distribuí-las, posteriormente, no caso das cartas avisando o respectivo morador quando forem pacotes, é uma das suas atribuições.

Quando se tratar de um produto perecível como pizza e afins, solicitar ao morador que desça e retire a encomenda na portaria. Dessa forma, pode ser evitada a entrada de estranhos no interior do condomínio.

Autorização de entrada e saída

O porteiro é o responsável pela entrada e saída de pessoas (visitantes e prestadores de serviços) que não moram no condomínio. Sempre que houver agendado um serviço de terceiros, deve-se pedir a identificação de todos os profissionais que irão realizar o serviço. Após esse procedimento, confirmar, com o morador ou o síndico, a veracidade do trabalho e só depois liberar a sua entrada.

Muitos assaltantes utilizam disfarces para ludibriar o porteiro e assaltar moradores no interior do condomínio.

Ordem do local

Avisar aos moradores de uma eventual quebra do elevador, da falta de energia elétrica, ou de outros problemas pontuais também fazem parte das atribuições do porteiro. Para isso, ele deve se ausentar o mínimo possível da portaria.

Estar atento com o que está a sua volta e cuidar, sempre, das câmeras de segurança o torna um ótimo profissional.

Veja mais algumas atribuições do profissional de portaria do condomínio, segundo o Código Brasileiro de Ocupações (CBO), instituído pelo Ministério do Trabalho.

– Fiscaliza a entrada e a saída de pessoas, observando seu movimento no saguão da portaria principal, nas áreas dos elevadores, nos pátios, corredores do prédio e garagem, procurando identificá-las, para vedar a entrada de pessoas suspeitas, ou encaminhar as demais ao destino solicitado;

– Atenta para o uso dos elevadores, observando e vedando o excesso de lotação ou carga, e a retenção em andares sem motivo justificável, para garantir o cumprimento das disposições internas e legais;

– Susta o uso do elevador, baseando-se na constatação de desarranjos ou mau funcionamento, para evitar danos aos usuários;

– Encarrega-se da correspondência em geral e de encomendas de pequeno porte enviadas aos ocupantes do edifício, recebendo e encaminhando aos destinatários, para evitar extravios e outras ocorrências desagradáveis.

3- Por se tratar de um profissional de extrema importância para o condomínio, sua contratação exige pesquisa e muito cuidado. Veja algumas dicas na hora de contratar esse profissional

Defina o perfil

O primeiro passo na hora de contratar um novo porteiro é definir o perfil que se almeja desse profissional. De nada adianta o síndico contratar um porteiro com dificuldades em tecnologia se a portaria do condomínio for toda modernizada. Portanto, uma boa ideia seria convocar uma reunião para definir as exigências e as necessidades desse novo profissional.

Analise a experiência do candidato

Definido o perfil do profissional que será contratado, observar o tempo de experiência do candidato como porteiro poderá ser um diferencial. Atente-se para o tempo de permanência em empregos anteriores e questione o candidato sobre os motivos de saída. Se achar necessário, ligue para o antigo local de trabalho do pretendente.

Entreviste os candidatos

Lembre-se que quem está sendo entrevistado é a pessoa que está buscando a vaga. Portanto, apenas comande o diálogo. Escute mais do que fale e procure elaborar perguntas abertas para que ela possa se expressar. Dessa forma você poderá conhecer melhor o candidato. Em determinado momento da entrevista, procure ser direto, faça questões pessoais, de forma sutil, como por exemplo, sobre questões familiares. Esta é uma boa estratégia para compreender as necessidades e características dos profissionais.

Realize testes

Existem testes psicológicos que ajudam na identificação das características dos candidatos. Por meio desses exames é possível identificar algum desvio de perfil do profissional para a vaga, o que pode comprometer o desempenho do porteiro para as atividades na função. Para esse tipo de atividade recomenda-se a contratação de um especialista, que será responsável por analisar os resultados obtidos nos testes. Os exames mais comuns durante um período de seleção são:

  • Teste de personalidade: tem a finalidade de traçar a personalidade do indivíduo para entender o seu comportamento.
  • Teste de raciocínio lógico: avalia a capacidade cognitiva do candidato por meio de testes práticos e teóricos.
  • Teste de ação concentrada: a principal característica desse exame é medir a concentração do candidato durante um período pré-determinado.

Como se vê, os serviços do profissional de portaria são essenciais para o bom andamento diário do condomínio. Saber contratá-lo, e posteriormente ter conhecimento das suas atribuições torna o edifício menos suscetível a assaltos e contribui para a harmonização do ambiente.

Fonte: Viva o Condomínio | Guilherme de Paula Pires | https://vivaocondominio.com.br

Como funciona o reajuste das taxas condominiais

Saiba o que incide na hora de reajustar a taxa condominial e como lidar com esse espinhoso assunto

Como funciona o reajuste das taxas condominiais

A taxa de condomínio é a única forma de o empreendimento manter a manutenção em dia das áreas comuns do prédio e garantir o pagamento do salário de toda equipe que trabalha no local: porteiro, zelador, limpeza, guardas.

Essa taxa, que é obrigatória e imposta a todos os condôminos, mesmo que o imóvel não esteja ocupado, serve para o custeio de todas as despesas do condomínio e divide-se em duas:

Taxa ordinária: tem a finalidade de custear as despesas necessárias à administração, manutenção básica, pagamento de água, luz, seguro condominial, folha de pagamento dos funcionários, pequenos reparos e outras despesas ordinárias.

Taxa extraordinária: é o valor cobrado, após autorização da assembleia geral, para gastos que aumentem o valor mensal do condomínio. Geralmente esse tipo de taxa é reservado para benfeitorias, obras de reforma e aquisição patrimonial.

É comum que a taxa do condomínio sofra reajustes anuais. Por estar relacionado ao rateio das despesas do condomínio, se os gastos aumentam, só há duas saídas: ou a taxa aumenta ou cortam-se despesas.

O reajuste das taxas, traumático para síndicos e condôminos por incidir diretamente em seus bolsos, usualmente é feito no começo do ano em assembleia geral.

Nesse momento, síndico e morador devem ter um debate franco e transparente sobre as contas do condomínio.

Explicar como funciona o reajuste das taxas condominiais é sempre a melhor saída.

Veja abaixo como tratar do tema e as despesas que incidem no reajuste do condomínio

Convoque uma assembleia geral ordinária

A primeira providência que o síndico deve tomar é a convocação de uma assembleia geral com esse fim. Na oportunidade, se aprova as contas do ano findo e submete à votação e aprovação a nova previsão orçamentária e o reajuste da taxa condominial, caso seja necessário.

É importante lembrar que não existe um limite (mínimo-máximo) para o reajuste da taxa condominial. O valor,  não precisa acompanhar o reajuste da inflação. Isso porque muitos gastos não mudam de acordo com esse índice.

O que considerar na hora do reajuste da taxa condominial

1- Em diversas localidades do país há reajustes de categorias prestadoras de serviços condominiais no início do ano. Esses valores geralmente acompanham a inflação acumulada em 12 meses. Por isso, o síndico deve levar em conta o dissídio anual e os encargos trabalhistas no reajuste.

2- Contas de água e luz são responsáveis por uma grande fração de custos do condomínio. Para projetar gastos futuros o síndico deve observar o que foi gasto no ano encerrado e acrescer o valor do IGP-M para projetar um valor mensal que será gasto no decorrer do ano.

3- Contratos de serviços de manutenção como bombas, elevadores e portões geralmente sofrem reajustes anuais. Consulte os contratos, faça projeções e negocie com os fornecedores a diminuição do valor dos reajustes ou o fracionamento do valor total em parcelas.

4- Todo condomínio precisa, em algum momento, de uma benfeitoria. Recuperação da fachada, grandes impermeabilizações ou melhorias em áreas comuns demandam um grande aporte financeiro. Para essas grandes obras, procure criar um fundo de reserva  ou de obras e deixar claro que uma parte da taxa mensal do condomínio será encaminhada para esse fundo e destinada para benfeitorias.

5- A situação anual das contas também deve ser levada em consideração na hora do reajuste. Se o condomínio já vem com um bom saldo positivo de outros anos, não há necessidade do reajuste em um momento tão apertado da economia do país. Mas, se ao contrário, o condomínio vem apresentando déficit recorrente é necessário o reajuste. Nesse caso, a transparência na apresentação das contas é fundamental.

6- Considere a inadimplência corrente do condomínio. Se o número de inadimplentes for muito alto os condôminos adimplentes terão que arcar com as despesas ordinárias, elevando assim o reajuste. Em condomínios com alta taxa de inadimplentes é recomendável que se procure uma garantidora de receita.

Apesar dos possíveis atritos que uma assembleia geral para o reajuste da taxa condominial pode ocasionar, recorrer a transparência e ao bom senso ainda são as melhores ferramentas para o entendimento entre síndico e morador na hora de tocar nesse espinhoso assunto.

Fonte: Guilherme de Paula Pires | Redação Viva o Condomínio | https://vivaocondominio.com.br

Veja um checklist para alugar um imóvel

Veja os pontos essenciais para evitar imprevistos na hora de se tornar um locatário

Apesar de ser um comprometimento menor do que comprar um imóvel, alugar requer alguns cuidados decisivos que te impedirão de cair numa cilada a qual você precisará aguentar pelos próximos dois anos e meio, pelo menos, se não quiser desembolsar uma grande quantia em dinheiro para a multa de cancelamento de contrato.

Por isso, analise todos os prós e contras do imóvel que você deseja alugar, tenha a mente aberta para as sugestões de mais imóveis do corretor, mantenha-se dentro da regra de não ultrapassar 30% dos ganhos da família para aluguel + condomínio e siga a lista abaixo para não deixar passar nenhum aspecto importante e concluir o processo com segurança.

É preciso tomar alguns cuidados na hora de alugar um imóvel (Foto: Shutterstock)

Confira abaixo um checklist para alugar um imóvel

– Escolha a localização ideal para você

Faça uma lista com seus bairros preferidos e próximos ao seu ciclo social diário (família, amigos e principalmente trabalho) e mãos à obra. Os preços variam muito dentro de um próprio bairro. Então, esteja aberto a opções próximas ao local que você sempre quis.

– Seja flexível com os defeitos

As chances de você alugar um imóvel pelo qual já tenha passado outros moradores são grandes. Então, tente ser flexível com um ou outro defeito que é completamente possível de existir. Um armário que não atenda às suas expectativas de decoração, um andar mais baixo do que você imaginava e até uma localização um pouco diferente do que você previa podem ser fatores com os quais você se acostume com o passar do tempo. E caso isso não aconteça, sempre há a opção de se mudar ao fim do contato.

 


(Foto: Shutterstock)

 

– Cuidado ao calcular o gasto

Muitas pessoas quando vão pesquisar imóveis para alugar se atentam apenas ao preço do aluguel de fato. Mas para saber se um imóvel se encaixa no seu orçamento, lembre-se que você deve levar em conta o valor do aluguel somado ao valor do condomínio e do IPTU.

– Escolha o método de aluguel que se adeque a sua situação

O mais utilizado pelas imobiliárias e locatários hoje em dia é o seguro-fiança. Você precisará contratar uma seguradora, que fará o intermédio e te isentará da necessidade de uma pessoa de garantia (fiador) – o seguro-fiança pode ser pago à vista ou parcelado para a seguradora. Entre as outras opções comuns do mercado estão: o tradicional fiador, que pode ser alguém da sua família ou amigos que possuam garantias suficientes; e o cheque caução, que assegura o locatário caso haja algum problema com a residência durante a locação e é devolvido a você ao final do contrato.

 

(Foto: Shutterstock)

 

– Faça uma vistoria minuciosa

Antes de pegar as chaves, vá ao imóvel e analise cada cantinho. Ligue todas as torneiras e chuveiros, cheque a iluminação, veja as rachaduras, as imperfeições causadas pelo uso e fotografe tudo. Envie suas anotações à imobiliária e veja em quais aspectos é possível haver melhorias antes da sua entrada. Os contratos em geral indicam que a casa deve estar com condições de moradia em dia. Portanto, notifique a imobiliário e o locatários para os pontos que não lhe agradaram. Por fim, guarde as fotos tiradas por você e anexadas ao contrato para ter como garantia e prova do estado do imóvel antes da sua mudança; você deverá entregá-lo exatamente do mesmo jeito que o pegou.

– Verifique as pendências do imóvel

Vale se atentar também para as pendências burocráticas, veja se não há contas em atraso como água, luz, IPTU e peça que o locatário quite tudo antes da sua entrada.

– Leia o contrato atentamente

E a atenção nesse caso deve ser voltada principalmente para valores e períodos. Veja com cuidado as datas de entrada e saída do imóvel; em quanto tempo o aluguel terá aumento; o valor da multa de cancelamento de contrato e as responsabilidades de cada parte.

(Foto: Shutterstock)

Fonte: ZAP Imóveis

OAB adverte: condomínios não podem restringir trânsito de cães guia

Os condomínios são regidos por regras próprias, mas estas regras, conforme alerta, não podem contrariar a Constituição Federal

Os condomínios são regidos por regras próprias, mas estas regras, conforme alerta, não podem contrariar a Constituição Federal

Os condomínios devem admitir o trânsito de cães de acompanhamento, assistência e guia nas dependências das áreas comuns, sem que as pessoas portadoras de deficiências sejam obrigadas a colocá-los nos braços.

Mesmo que estas situações não estejam previstas, ou até mesmo proibidas, nos respectivos regimentos internos dos residenciais, sob pena dos síndicos responderem a processos judiciais, com pedidos de indenizações, conforme adverte o advogado Ricardo Mesquita, presidente da Comissão de Acessibilidade e Direito da Pessoa com Deficiência da Ordem dos Advogados do Brasil em Sergipe (OAB/SE), Ricardo Mesquita.

O advogado reconhece que os condomínios são regidos por regras próprias, mas estas regras, conforme alerta, não podem contrariar a Constituição Federal nem demais leis de alcance geral aprovadas pelo Poder Legislativo dos respectivos Estados, Municípios e do Distrito Federal. “O direito à acessibilidade é amplo e irrestrito, sendo obrigação de todos, do Estado, da sociedade, dos indivíduos e da família contribuir para a promoção da acessibilidade”, destacou o presidente da Comissão Temática da OAB/SE.

Segundo o advogado, o uso de cães [sejam os classificados guia, de acompanhamento ou assistência] é assegurado pela Lei Brasileira de Inclusão, que garante ao deficiente o direito de transitar com estes animais em qualquer espaço público, desde que o dono comprove a deficiência. O caso mais recente que chamou a atenção envolve a jornalista Jéssica Vieira, que possui um animal, que está passando por treinamento específico para atuar como cão de acompanhamento e assistência. A jornalista informa que só possui 10% da visão e que tentou pelas vias administrativas convencer a direção do condomínio sobre a necessidade dela circular nas áreas comuns com o animal, sem a obrigação de transportá-lo no colo, em função da deficiência. Mas ela diz que está enfrentando resistência. Pedido de indenização

Por insistir em usufruir do direito, a jornalista foi advertida pela diretoria do condomínio onde reside. E, para casos desta natureza, em se caracterizando a flagrante situação de desrespeito as diretrizes legais da acessibilidade, só há uma alternativa, na ótica de Ricardo Mesquita: a batalha judicial. O advogado Marcelo Almeida, que atua na defesa da jornalista, já decidiu buscar o remédio adequado pelas vias judiciais e protocolou no Poder Judiciário uma ação denominada cominatória com pedido de antecipação de tutela, combinada com danos morais. “Ela foi bastante humilhada no condomínio. Tentou resolver a questão administrativamente, mas infelizmente eles [os diretores do condomínio] não aceitam”, destaca o advogado.

O vice-presidente da Associação de Deficientes Visuais (Adevise), Roque Udson, revelou que a entidade também analisará a questão que envolve a jornalista Jéssica Vieira. “Nenhum setor pode proibir a entrada do animal e não tem que o deficiente carregar [o animal] no braço”, diz. “O cão é os olhos da pessoa com deficiência visual. E o acesso desse animal é livre até em sala de juiz, imagine em outro local”, observa.

Fonte: https://infonet.com.br via http://condominiosc.com.br/

Morar em condomínio possui diversas vantagens

Morar em condomínio confere diversas vantagens, confira quais são elas e encontre o seu tão sonhado lar doce lar.

Cada vez mais pessoas procuram condomínios fechados pela ideia de segurança, utilização dos bens coletivos e valorização do imóvel. Basta acompanhar o mercado imobiliário para perceber o aumento na construção desse tipo de residência. Segundo dados de uma pesquisa da Associação dos Dirigentes das Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (ADEMI-PR), o ano de 2016, em Curitiba, fechou com um estoque de apartamentos residenciais novos de 7.709 unidades, o menor patamar em seis anos. Portanto, mesmo com a crise o mercado imobiliário para apartamentos em condomínio voltou a crescer.

Porém, ainda assim, uma das questões que pesam na hora da compra é o valor mensal do condomínio. Muitas pessoas acham que viver em um condomínio fechado tem um custo elevado. Mas se colocado na ponta do lápis a relação custo x benefício, morar em um condomínio que ofereça diversas opções de lazer e segurança é mais vantajoso, quando comparada a uma casa fora de um condomínio. Isso acontece porque no valor do condomínio estão inclusos diversos agregados como segurança, limpeza, área comum, energia e são rateados pelo número dos condôminos.


Foto: Prédios Orla Piedade Jaboatão-PE

As vantagens de morar em condomínio

Segurança

Talvez esse seja o principal atrativo de morar em um condomínio fechado. Controle de entrada e saída, portaria 24 horas, monitoramento por câmeras, cercas elétricas e uma equipe especializada em segurança garantem a tranquilidade dos moradores.

Socialização

Viver em condomínio é uma excelente oportunidade para o convívio social entre pessoas, surgindo inclusive grandes amizades. Crianças também aproveitam muito a interação na hora das brincadeiras nos parques, espaços kids, quadras e piscinas.

Lazer

Muitos condomínios tem uma estrutura completa de lazer. Além dos tradicionais playgrounds, centros de ginástica, quadras poliesportiva, piscinas e espaço gourmet se tornaram tendências. Isso não gera apenas comodidade para o morador, mas também economia já que você não precisa se tornar sócio de um clube ou mensalista de uma academia. Está tudo ali, do lado de sua residência.

Valorização do imóvel

Desde que bem conservado, a consequência natural é a valorização do imóvel. Uma administração inteligente, que priorize a qualidade de vida dentro do condomínio, só trará benefícios pra você e sua família que serão revertidos em uma possível venda futura do imóvel.

Confira nosso modelo de documento para utilizar em seu condomínio:

– Vantagens do Condomínio

Fonte: Guilherme de Paula Pires | Viva o Condomínio | https://vivaocondominio.com.br/

Eventos estimulam convivência nos condomínios

Gastronomia, esporte, cultura, lazer…as atividades trazem benefícios sociais e econômicos

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Por Roberto Piernikarz*

convivência maior que existia entre os vizinhos no passado não é saudosismo exagerado das gerações mais antigas. Esse relacionamento frequente não ocorria apenas entre as crianças e adolescentes que jogavam bola na quadra do prédio, ou brincavam e batiam papo na área de lazer: seus pais também se conheciam e se tornavam amigos.

Para resgatar essa saudável ligação, promover o encontro e o relacionamento entre os moradores é um dos maiores benefícios que algumas administradoras de condomínios oferecem.

Organizados com a ajuda do síndico e em parceria com empresas e comércios geralmente próximos dos condomínios, os encontros ocorrem através dos mais diversos eventosGastronomia, esporte, cultura, lazer; são ricas e variadas as áreas que podem promover a interação, mais que isso, a confraternização e a criação de laços entre os condôminos.

leque de possibilidades é amplo: degustação e curso de vinhos ou cerveja, em que a distribuidora ou produtor depois vende seus produtos; jantar preparado por um restaurante famoso por alguns pratos especiais, e o morador depois pode comprar o alimento congelado; jogos de futebol exibidos no telão enquanto uma hamburgueria oferece a degustação de minissanduíches e quem quiser saborear mais e também beber, paga; futebol com pagode e loura gelada oferecida por cervejarias artesanais; campeonatos de futsal entre times do condomínio e intercondomínios; campeonatos de e-sports e games para a molecada, etc.

Algumas iniciativas ultrapassam o espaço dos prédios, como os condomínios que fazem parcerias com academias e personal trainers, e os moradores ganham um bom desconto.

Além disso, muitas vezes são criados grupos de corrida e caminhada a partir desses acordos. “Cada administradora tem sua área de hospitalidade para ajudar o síndico a criar esses eventos e oportunidades”, afirma o responsável por esse setor na BBZ, Fernando Feller.

Fernando revela ainda outras atividades estimulantes: cinema ao ar livre, aulas de dança, ioga e hidroginástica; pool party e cocktail de confraternização; palestras, clube de troca de serviços, quiosque de frutas e verduras, feiras virtuais e food truck day; festa junina, de halloween e eventos de dia das crianças; torneio de poker etc.

Economia local irrigada e criação de laços

Parceiros fundamentais para os condomínios ganharem vida são os síndicos que percebem as vantagens da convivência: diminuem as queixas entre os vizinhos, melhora o astral e a qualidade de vida dos moradores.

Ações criativas conseguem até a proeza de transformar os ociosos salões de festas durante a semana em palcos de cursos de idiomas.

Além do lado social, os eventos estimulam a economia local. O ideal é fazer os eventos com o bairro, ou seja, com lojas, padarias, restaurantes e outros negócios da vizinhança. Quem não gostaria de tomar um belo brunchno domingo oferecido por uma padaria próxima?

Há ainda o ganho econômico para os próprios edifícios: os eventos e cursos que usam as dependências dos prédios rendem, pela cessão do espaço, uma receita extra para o condomínio.

Os benefícios maiores quem ganha, claro, são os próprios moradores. Os problemas entre os vizinhos são amenizados e, melhor ainda, os condôminos têm a chance de se conhecerem e descobrirem afinidades. Assim nascem grupos de futebol, parceiros de tênis, de carteado e até comitês de criação de eventos organizados pelos próprios moradores.

Melhor que tudo, assim nascem novas amizades e uma vida muito mais gostosa nesse lar ampliado que pode ser um condomínio.

(*) Roberto Piernikarz é Diretor Geral da BBZ Administradora de Condomínios; Bacharel em Administração de Empresas pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP). Atua no setor há mais de 17 anos, tendo sido responsável pela implantação de mais de 300 condomínios, e participado da capacitação de mais de 1000 síndicos profissionais, além de ter colaborado com diversas matérias publicadas nos principais meios de comunicação do país. Colunista do Site do IG.

via https://sindiconet.com.br

Como tratar a questão da Acessibilidade em condomínios

Condomínios devem se adaptar segundo determina legislaçãoCondomínios devem se adaptar segundo determina legislação

Quando ouvimos a palavra “acessibilidade” logo pensamos em um cadeirante ou em um pessoa que não pode se mover, mas que precisa, nesse caso, entrar e sair de seu apartamento.

A questão é que possibilitar o acesso vai muito além desse grupo.

Somente na cidade de São Paulo existem cerca de 3 milhões de pessoas com a mobilidade reduzida.

São cadeirantes, pessoas que precisam de outros equipamentos para se movimentar, como bengalas e andadores, idosos, mães com crianças de colo entre muitos outros.

Além disso, há também as pessoas que estão temporariamente com a mobilidade reduzida, por terem alguma fratura ou por conta de alguma cirurgia.

Ou seja, criar a possibilidade de todos se movimentarem não é somente uma questão legal, mas de cidadania.

O objetivo do SindicoNet com essa reportagem é ajudar o síndico a descobrir porque, onde e como fazer as adaptações, além de conscientizar todos os moradores quanto a essa necessidade legal e social.

Por isso, forneça essa reportagem aos condôminos do seu prédio e incentive a discussão do tema.

LEGISLAÇÃO

Segundo o advogado especializado em condomínios Márcio Rachkorsky, são inúmeras as leis que regem e legitimam a acessibilidade, além das municipais e estaduais.

Mas, a principal delas, é a Constituição, que garante a todo cidadão seus direitos sociais (entre eles o de ir e vir livremente) e garantias fundamentais para a pessoa humana, que incluem todos os indivíduos independentemente de suas condições físicas ou mentais.

A principal lei brasileira que rege essa questão é a Lei de Acessibilidade – Decreto de lei nº 5296, de 2 de dezembro de 2004.

Por ser federal, ela vale em todos os estados do país, mas, estados e municípios ainda possuem legislações locais próprias que tratam da acessibilidade.

Na cidade de São Paulo, por exemplo, existe a CPA – Comissão Permanente de Acessibilidade que cria normas regulatórias. Em sua resolução CPA/SMPED-G/015/2008, de 14 de novembro de 2008, a instituição define normas e controle que garantam a acessibilidade para pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida a edificações, vias públicas, espaços, meios de comunicação, transportes, mobiliário e equipamentos urbanos.

Essas regulamentações podem servir como base para possíveis definições técnicas para qualquer estado ou condomínio, que poderá utilizá-lo como base, desde que oficialize sua fonte e que essas normas não estejam de encontro com normas locais.

Além das normas brasileiras que todos os condomínios devem seguir, há também normas internacionais que garantem que todas as pessoas devem ter o direito de acessar os locais que desejam e que suas limitações motoras não devem impossibilitar essas necessidades.

  • ABNT - Há também a Norma NBR 9050 da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) que regula questões de acessibilidade.

APROVAÇÃO DAS OBRAS

Segundo o advogado Márcio Rachkorsky, por se tratar de uma questão legal, não haveria a necessidade da Assembleia aprovar a realização de obras que garantam a acessibilidade do condomínio. Afinal, trata-se de uma determinação da legislação e não de uma obra de embelezamento ou de manutenção.

Entretanto, ele orienta que os síndicos devem, sim, convocar Assembleia para explicar as necessidades legais e sociais e resolver questões como o orçamento da obra.

RESISTÊNCIA POR PARTE DE ALGUM MORADOR

Se um síndico se deparar com um caso de um morador pedindo obra de acessibilidade ou se ele resolver adequar o prédio e, na Assembleia, encontrar algum condômino se dizendo contra, o síndico deve anotar o nome completo e o RG desse morador e fazer constar na ata que esse condômino é contra as obras, mesmo sabendo que existem leis determinando a obrigatoriedade dela.

Isso deixa claro que o síndico é a favor e o morador é contra.

CONDOMÍNIOS NOVOS

Todo condomínio novo deve ser construído já garantindo a acessibilidade de seus moradores e visitantes.

Mas, caso a construtora não realize as obras de acessibilidade em conjunto com a construção do condomínio, o síndico do prédio pode entrar em contato com a construtora e e exigir que as obras sejam realizadas.

Caso isso não ocorra, o condomínio poderá processar a construtora para que ela faça as obras.

CONDOMÍNIOS ANTIGOS

Condomínios um pouco mais antigos não possuem, em geral, instalações que garantam a acessibilidade.

Para fazer as adaptações, no entanto, é importante que a realização de uma análise técnica no condomínio para  que se conheça quais as obras viáveis  e que não irão atingir a estrutura do prédio.

Uma boa dica é consultar empresas de engenharia especializadas em acessibilidade. Uma análise desses profissionais pode indicar o que é possível fazer com mais rapidez e ainda detectar pontos mais críticos – como elevadores pequenos, por exemplo.

PRIORIDADES

Nem todo condomínio está preparado para fazer obras de adaptação em suas instalações imediatamente, por isso, a avaliação das obras que são mais simples e importantes é fundamental.

Substituir escadas por rampas – ou criar rampas – de acesso a espaços da área comum como piscinas, salões de festa e jogos ou da entrada do condomínio são obras prioritárias e que podem ser feitas rapidamente e sem custos muito altos, por exemplo.

Uma boa razão para adotar planos de acessibilidade é a valorização do imóvel perante outros que não tenham essas condições.

VAGA NA GARAGEM

Uma questão que deve ser sempre discutida trata das necessidades especiais de pessoas com limitações motoras no condomínio. Independente das obras de acessibilidade, muitas exceções devem existir para facilitar a vida dessas pessoas.

Uma dessas questões trata da vaga da garagem. Quem tem dificuldades para se movimentar ou usa a cadeira de rodas, por exemplo, precisa de espaço para fazer as transições da cadeira para o carro e do carro para a cadeira, por exemplo.

Para que isso seja possível, o espaço da vaga deve ser maior, de acordo com as normas técnicas e segundo artigo 25 da Lei de Acessibilidade – Decreto de lei nº 5296, de 2 de dezembro de 2004.

– Art. 25. Nos estacionamentos externos ou internos das edificações de uso público ou de uso coletivo, ou naqueles localizados nas vias públicas, serão reservados, pelo menos, dois por cento do total de vagas para veículos que transportem pessoa portadora de deficiência física ou visual definidas neste Decreto, sendo assegurada, no mínimo, uma vaga, em locais próximos à entrada principal ou ao elevador, de fácil acesso à circulação de pedestres, com especificações técnicas de desenho e traçado conforme o estabelecido nas normas técnicas de acessibilidade da ABNT. § 1o Os veículos estacionados nas vagas reservadas deverão portar identificação a ser colocada em local de ampla visibilidade, confeccionado e fornecido pelos órgãos de trânsito, que disciplinarão sobre suas características e condições de uso, observando o disposto na Lei no 7.405, de 1985. § 2o Os casos de inobservância do disposto no § 1o estarão sujeitos às sanções estabelecidas pelos órgãos competentes. § 3o Aplica-se o disposto no caput aos estacionamentos localizados em áreas públicas e de uso coletivo. § 4o A utilização das vagas reservadas por veículos que não estejam transportando as pessoas citadas no caput constitui infração ao art. 181, inciso XVII, da Lei no 9.503, de 23 de setembro de 1997.

A vaga desse morador também precisa estar o mais próxima possível do elevador, para facilitar sua entrada.

Fonte: https://www.sindiconet.com.br/

Danos ao patrimônio dos condôminos

A culpa é sempre do condomínio?

Por Inaldo Dantas*

É sempre assim! Qualquer acidente ou incidente que aconteça nas dependências do edifício, a tendência é que a culpa vá sempre para o condomínio ou para o síndico. Independentemente de quem ou o que tenha sido o agente causador, não querem saber, sempre acreditam que é do condomínio o dever de indenizar e ponto final.

Calma! Não estou aqui sentenciando ou muito menos generalizando a atribuição de tudo o que ocorre deva ser de responsabilidade do condomínio.

Se formos buscar no judiciário, não são poucos os casos de moradores que tentam, muitas vezes mudando a verdade dos fatos (o tal da aventura jurídica), obter dos condomínios uma indenização por uma avaria na lataria do seu carro ou uma indenização (por dano moral) que, por conta do dano material, teria abalado seu estado psíquico.

Outros que buscam, da mesma forma, tirar alguma vantagem por ter “ficado preso” por alguns instantes dentro da cabina do elevador, ou então, por ter sido ofendido ao ser cobrado por uma dívida que ele tenha para com o condomínio.

São muitos os casos que eu já presenciei ou atuei na defesa dos condomínios. Precisaria pedir emprestados todos os dedos das mãos dos meus parentes, e mesmo assim, faltariam dedos para contar todos. É muito complicado!

Protocolei a defesa de um condomínio nesses últimos dias: uma “hóspede de final de semana” de um condomínio localizado em Tambaú, João Pessoa, que busca no judiciário, indenizações por danos materiais e morais, por ter (segunda sua versão) seu automóvel danificado na garagem do prédio.

O caso

Segundo a “hóspede” (vou tratar assim, já que a mesma, em sua peça de ataque se autodenomina como hóspede mesmo!), ao entrar no “hotel” e estacionar o seu automóvel (um modelo antigo), o mesmo não possuía qualquer avaria, e no dia seguinte, apareceu com arranhões no para-choque dianteiro e no para-lamas dianteiro esquerdo.

Nos documentos do processo constam dois orçamentos para “reparação do dano” um de R$ 400 e outro de R$550, além de diálogos de whatsapp mantidos com a “gerente do hotel” que comprovaria sua estadia naquele local. Nas alegações, também consta (pasmem) um pedido de reparação por dano moral, no valor do teto máximo dos juizados especiais – 40 salários mínimos – pelos desgastes de ter tido “seu carro danificado”.

Não seria nenhum absurdo se, de início, seu carro valesse (vamos utilizar a tabela FIP) pelo menos 50% do que ela busca “arrancar” dessa aventura jurídica (não vale mais do que 20 mil reais, sem os arranhões do para-choques, lógico) por ter “ficado abalada” com tudo o que aconteceu (um arranhão no para-choques, vale lembrar).

Pois bem, analisando o processo não encontrei sequer fotos do carro comprovando a tão séria avaria. E se porventura tais fotos existissem, não haviam provas de que o mesmo estaria em perfeito estado tanto de conservação quanto do seu acesso à garagem do prédio. Como então provar que o dano foi causado dentro do condomínio? E se realmente tivesse sido, o que o condomínio teria a ver com isso?

Citei acima que as decisões dos Tribunais por esse Brasil afora têm entendido que cabe ao condomínio a responsabilidade desde que sua convenção assim preveja. Uma simples omissão já seria suficiente para inocentá-lo da responsabilidade, veja:

CIVIL. DANO EM VEÍCULO EM ESTACIONAMENTO DO CONDOMÍNIO. ISENÇÃO DE RESPONSABILIDADE. AUSÊNCIA DE PREVISÃO DE CLÁUSULA DE INDENIZAR. PRECEDENTES. RECURSO PROVIDO. SENTENÇA REFORMADA. 1. A RESPONSABILIDADE DO CONDOMÍNIO EM INDENIZAR CONDÔMINOS POR PREJUÍZO DECORRENTES DE ATOS ILÍCITOS OCORRIDOS NAS ÁREAS COMUNS DEVE ESTAR EXPRESSAMENTE PREVISTA NA CONVENÇÃO DO CONDOMÍNIO OU EM ATA DE ASSEMBLÉIA REGULARMENTE CONVOCADA E ALI DELIBERADO O ASSUNTO, OU, AINDA, DE QUALQUER OUTRA FORMA, PORÉM, EXIGE-SE QUE TAL PREVISÃO SEJA EXPRESSA. 2. A CONVENÇÃO DO CONDOMÍNIO NADA DISPÕE SOBRE O DESEJO DOS CONDÔMINOS DE COMPARTILHAREM SOBRE EVENTUAIS PREJUÍZOS DECORRENTES DE QUAISQUER ATOS OU FATOS PRATICADOS OU HAVIDOS NAS ÁREAS COMUNS DO CONDOMÍNIO. 3. DESSA FORMA, NÃO HÁ QUE SE IMPUTAR AO CONDOMÍNIO QUALQUER INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS. (PRECEDENTE) 4. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO. (TJ-DF – ACJ: 83623720058070004 DF 0008362-37.2005.807.0004, Relator: NILSONI DE FREITAS, Data de Julgamento: 08/08/2006,  Primeira Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais do D.F., Data de Publicação: 04/09/2006, DJU Pág. 93 Seção: 3).

Já o “dano moral” pleiteado pela “hóspede”, esse não merece muito comentário, pois qual seria a prova que ela juntaria aos autos de que “ficou moralmente abalada” por uma simples avaria no para-choques do seu automóvel? Na mesma linha de decisão pacificada, os Tribunais entendem que “a mera contrariedade ou o aborrecimento cotidiano não dão ensejo ao dano moral. Recurso especial não conhecido.” (DJ 22.11.2004 p. 359).

Moral da história

Ainda não temos a decisão dessa causa (baseada em fatos reais com pequenas alterações por pura imaginação deste autor), mas não será muito diferente do que pleiteamos na defesa:

  • Ilegitimidade passiva, uma vez que o condomínio não intermediou nenhum contrato e hospedagem;
  • Incompetência de foro, uma vez que a autora utilizou o foro de outra comarca que não tenha sido a de situação do condomínio – a mesma utilizou as prerrogativas do Código de Proteção e Defesa do Consumidor;
  • Falta de provas, uma vez que não há nos autos qualquer prova de que o “dano” tenha sido causado no interior do condomínio, bem como, não há comprovação de que tal dano já existia antes da entrada do automóvel na garagem do prédio;
  • No mérito, não há provas do dano material, uma vez que a autoria juntou apenas “orçamentos” e não “comprovantes de pagamento”. Assim, como indenizar um dano causado se tal dano não gerou, pelo menos até a decisão da demanda, nenhum gasto para a autora?

Lição que fica

Mesmo com a facilidade que tivemos em atuar na defesa desse condomínio, o que os condomínios devem se preocupar são com os atos preventivos, entre eles, de incluir nas convenções a cláusula de exclusão de responsabilidades; de proibição de exploração de atividade não residencial (evitando assim hóspedes de final de semana), de controlar, através de imagens (CFTV) a entrada e a saída dos automóveis em suas garagens.

Por fim, conscientizar seus condôminos de que o condomínio é uma “sociedade” onde todos devem se unir em prol da defesa de seus direitos e não ficar cada um por si buscando tirar de si mesmo, proveito daquilo que não tem. E o mais importante: uma boa assessoria jurídica, que atue principalmente no preventivo, costuma livrar o condomínio de prejuízos e o síndico de grandes dores de cabeça.

E que se tenha uma boa convivência.

(*) Inaldo Dantas é advogado, com larga experiência na área condominial onde atua desde o ano de 1987; exerceu a presidência do Secovi-PB por oito anos consecutivos; foi membro titular da Câmara Brasileira do Comércio e Serviços Imobiliários da Confederação Nacional do Comércio (CBCSI-CNC); Oficial da Reserva (R2) do Exército Brasileiro; editor da Revista Condomínio com circulação nas cidades de Recife-PE, Natal-RN, João Pessoa-PB e Campina Grande-PB; colunista dos portais SindicoNet, Clicksíndico e Sindiconews, do Jornal Correio da Paraíba, do Jornal Sindiconews (São Paulo); organizador da FESINDICO: Feira de Condomínios do Nordeste (10ª. Edição em 2019 no Shopping RioMar – Recife-PE); autor do Livro Prático do Síndico (Ed. Santa Luiza); autor do Livro O Condomínio ao Alcance de Todos (Ed. Santa Luiza), do livro Socorro!!! Sou Síndico; colunista da afiliada da Rede Globo (TV Cabo Branco) na Paraíba e palestrante na área.

via https://www.sindiconet.com.br/

Aluguel do topo de prédios para antenas de operadoras

Saiba o que considerar, valores e o quórum necessárioSaiba o que considerar, valores e o quórum necessário

Conseguir aumentar a arrecadação do condomínio sem aumentar a taxa mensal – talvez até conseguindo baixa-la um pouco – é um desejo de dez entre dez condomínios.

E um caminho para se alcançar esse dinheiro extra no fim do mês é alugando o topo do prédio para antenas de TV, telecomunicações e radiotransmissor.

Afinal, com o advento do 4G, as operadoras vão precisar instalar cada vez mais torres Brasil afora.

A proposta é tentadora, mas ainda há muitas dúvidas sobre o assunto entre os síndicos e moradores: Qual o quórum para aprovação? Faz algum mal à saúde? Serve para qualquer condomínio? Como ir atrás de uma operadora?

Para sanar essas e outras dúvidas, conversamos com especialistas do setor e levantamos nessa matéria os principais esclarecimentos sobre o assunto.

Como alugar o topo do prédio para a instalação de antenas?

O primeiro passo é cadastrar o espaço em uma empresa especializada, denominada Site Acquisition. São essas empresas quem fazem a ponte entre os condomínios e as empresas que efetivamente alugam o espaço.

Há também sites, como o MyTower, que funciona como uma espécie de classificados de imóveis, porém, focado para locação de espaços para antenas.

É possível, sim, o condomínio entrar diretamente em contato com as operadoras que alugam o topo, mas é pouco provável que consigam fechar o negócio.

Do que o prédio precisa para conseguir alugar seu topo?

Além de uma boa localização e aprovação dos condôminos, alguns documentos em dia, como AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros) e Laudo técnico do Para-raio, são imprescindíveis para viabilizar o processo.

“Algo que compromete muito é o empreendimento não estar com o AVCB em dia. Isso acontece em torno de 80% dos condomínios que nos procuram”, explica Tiago Albino, diretor do site MyTower.

Caso o condomínio estiver em processo para emissão do AVCB, dependendo do caso, o protocolo de emissão pode ser aceito como documento pela empresa.

Outro documento importante é cópia da ATA da assembleia que aprovou a instalação da torre.

Boa localização

Prédios altos, regiões elevadadas, áreas abertas e descampadas são os principais atributos para tornar o ponto atraente para as operadoras.

Isso, porém, não quer dizer que prédios mais baixos em bairros menos elevados estejam descartados.

Vai depender muito de cada caso. Se o condomínio fica em um bairro elevado e é o prédio mais alto da região, isso certamente contará a favor na negociação dos valores de locação, afirma Tiago Albino.

Restrições

Há também restrições e regras para a instalação de antenas.

O empreendimento não pode estar a menos de 50 metros de uma escola de ensino infantil, hospital ou posto de saúde, assim como também não pode estar a menos de 100 metros de uma outra torre instalada na região.

Resumo dos requisitos necessários:

  1. Localização
  2. AVCB e Laudo de Para-raios em dia
  3. Não estar a menos de 50 metros de escola infantil, hospital ou posto de saúde
  4. Não estar a menos de 100 metros de outra torre
  5. Aprovação dos condôminos + cópia da ATA de aprovação

Qual o quórum para aprovar o aluguel do topo no condomínio para antenas?

Havendo interesse das empresas e o empreendimento estando com os documentos pedidos em dia, é hora de aprovar a instalação das antenas em assembleia.

O quórum necessário para aprovar a instalação das antenas, porém, não é consenso entre os especialistas do mercado. Há quem defenda unanimidade ou quem defenda anuência de dois terços dos moradores.

“O correto é que se faça a aprovação com dois terços dos condôminos”, ensina Alexandre Marques, advogado especialista em condomínios.

Rodrigo Karpat, também advogado especialista em condomínios, concorda com o quórum, mas aponta que no dia-a-dia, os síndicos aprovam esse aluguel com maioria simples dos presentes.

Danos à saúde

Até o momento, segundo as fontes consultadas, não há nenhuma prova científica de que a instalação de antenas interfira negativamente na saúde dos moradores do local.

A única exceção que pode ocorrer são marca-passos cardíacos e desfibriladores. O ideal é que seus portadores procurem um médico para determinar o risco de interferência que a antena causaria no aparelho, como aponta a Cartilha da Anatel.

O que pedir da operadora que quer alugar o topo do prédio

É fundamental que nessa assembleia a empresa que quer alugar o topo forneça os seguintes documentos:

  1. Apólice de seguros da empresa (com cópia da apólice), cercando o condomínio com todo tipo de cuidados referentes ao cuidado da área alugada
  2. Atestado de estabilidade estrutural e responsabilidade civil da empresa, com ART (Anotação de Responsabilidade Técnica)
  3. Licença de funcionamento na prefeitura
  4. Laudo Radiométrico
  5. Licença de Funcionamento de Estação da Anatel
  6. Atestado de impermeabilização do local pós instalação

Vale ressaltar que cada município possui legislação própria e, eventualmente, dependendo da região, a prefeitura local pode exigir também Licença Ambiental, caso o empreendimento esteja próximo a alguma mata ou floresta.

“A empresa deve ainda oferecer um alvará da prefeitura sobre a obra a ser feita no topo da edificação, além de um laudo de pré-instalação onde se constate o estado de conservação do local ANTES da instalação”, assinala o advogado Alexandre Marques.

Fiscalização e co-responsabilidade

Outro ponto importante é que o condomínio pode ser co-responsável, caso a operadora seja multada por não estar com as licenças em dia.

Portanto, é essencial que o condomínio peça regularmente, a cada 6 meses, essas licenças.

Além disso, e tão importante quanto, é que tal documentação fique disponível, em alguma pasta em local protegido e visível no acesso à torre, para casos de fiscalização.

Quanto pode gerar de receita para o condomínio

Como dissemos, cada caso é um caso. O atributo que mais conta é a localização.

Há casos extremos de condomínios que recebem R$ 800,00/mês, assim como prédios na região da Paulista, em São Paulo, com valores próximos dos R$ 100mil por mês, esclarece Tiago.

Ou seja, o valor pode variar muito, mas a média do mercado costuma girar em torno de R$ 6mil a R$ 8mil por mês.

Como deve ser o contrato de aluguel para antenas de telecomunicação

No contrato de aluguel é fundamental que se especifique os seguintes itens:

  • Duração do contrato pode chegar a 30 anos
  • Os custos de instalação correm por conta de quem aluga o espaço
  • O documento também deve prever que caso haja algum dano às áreas comuns do condomínio decorrentes da instalação das antenas (infiltrações são comuns), é a empresa quem deve se responsabilizar pelo reparo
  • Especificação do índice que irá corrigir o valor da locação anualmente
  • Explicar que os técnicos da empresa devem seguir o regulamento interno no que tange a identificação para entrada no prédio
  • Manutenção da área deve ficar a cargo da empresa que aluga o local
  • O momento ideal para negociação de valores é na renovação do contrato.
  • Conta de luz: é a empresa quem arca com os custos da conta de luz das antenas. Para isso, pedem um relógio separado. Quando o prédio é antigo e não há essa possibilidade, o ideal é fazer uma média do que foi gasto no condomínio nos últimos seis meses com energia elétrica.  O que for gasto além disso será despesa da empresa.
  • Sublocação: quando a empresa aluga o topo inteiro, geralmente vai ceder o espaço para outras empresas também se utilizarem do local, e pagarem um aluguel para a empresa. O contrato deve, portanto, prever esse tipo de situação. O comum é que o condomínio fique também com 50% da receita da sublocação

Novidades do setor de locação do topo de prédio para antenas

  • Lease by out: modalidade em que empresas de investimento compram o contrato de aluguel. Situação interessante para condomínios que estejam com dificuldade financeira.

“A empresa de investimento paga metade do valor do contrato para o prédio à vista, e administra para si o resto do contrato”, explica Tiago Albino, da My Tower.

  • Sharings: é quando o condomínio aluga seu topo para uma empresa e essa irá oferecer o espaço para diversas empresas utilizarem ao mesmo tempo.

O que fazer com a receita do aluguel para antenas de telecomunicação?

Há condomínios que conseguem investir a receita do aluguel no próprio condomínio, e assim, renovar áreas comuns ou até viabilizar um retrofit.

Importante salientar que os recursos extras arrecadados pelos condôminos com a locação devem ser declarados no imposto de renda.

Fonte: https://www.sindiconet.com.br

A importância da brigada de incêndio em condomínios

Incêndio não é exatamente uma preocupação na rotina dos moradores de condomínios nas grandes cidades. Entretanto, essas comunidades, mesmo residenciais, precisam, por lei, ter gente preparada para essa eventualidade. 

Qualquer tipo de condomínio precisa requerer e renovar a cada dois ou três anos o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB). Parece inusitado mas pouca gente sabe disso e, quando acontece uma emergência, são poucos os que estão aptos a resolver a questão. Com razão, alguns síndicos reclamam da indiferença de condôminos e moradores, mas quando o assunte é fogo, eles próprios têm dificuldade de se manterem atualizados sobre as normas de segurança.

No condomínio residencial, comercial ou misto, a indiferença atinge uma frente ampla de condôminos e moradores, que reluta para desmobilizar até itens supérfluos de decoração. Há aqueles que se recusam a retirar o excesso de mobiliário e objetos que podem dificultar o trânsito de pessoas em caso de fuga. Por conta disso, as brigadas de incêndio são fundamentais para o treinamento de pessoas: condôminos, moradores e funcionários. Quando bem treinadas, essas brigadas realizam os primeiros socorros, enquanto os bombeiros estão a caminho.

Fontes potenciais de fogo

É assim que funciona. Gás e energia elétrica são as principais fontes potenciais de um incêndio. Há, contudo, muitas dicas importantes para evitar o pior. Objetos deixados nos halls de acesso às escadarias, como capachos, vasos, bicicletas e lixeiras são amigos do fogo. Onde houver, as portas corta fogo devem ser bem fechadas e objetos de rigorosa manutenção. Em qualquer lugar das unidades autônomas, velas acesas devem merecer cuidados. Elas podem facilmente tombar. Não colocar vários aparelhos elétricos em uma só tomada, especialmente ar condicionado, é regra básica de prevenção. Fios elétricos em mal estado e com emendas, nem pensar. O fogão exige cuidados especiais: é muito fácil esquecer, sem fogo, as bocas de gás abertas. Outro ponto que merece atenção em se tratando de incêndio são as garagens.

É preciso, no entanto, que as pessoas saibam usar os diferentes equipamentos antifogo. Quem conhece os diversos tipos de extintores e a finalidade de cada um deles? E as mangueiras, como manuseá-las?

Para-raios

No Brasil, são registrados 50 milhões de raios por ano e, nos condomínios, o para-raio também exige atenção especial. O sistema deve ser vistoriado a cada seis meses. Sem o laudo da vistoria, o síndico não consegue o AVCB. Se, por falta de manutenção, o raio atingir e danificar a parte elétrica do prédio, causando algum problema, o síndico poderá responder civil e criminalmente. A brigada de incêndio tem ainda a função de propagar sua expertise: não deve ser um elemento estanque no condomínio.

Essa orientação geral antifogo começa nas assembleias. O síndico deve convocar condôminos e moradores para reuniões temáticas e, em tom quase patriótico, chamar a atenção de todos para a importância desse tema tão subestimado. O mesmo será feito com os funcionários. A brigada anti-incêndio de um condomínio inclui moradores e funcionários. Esse cuidado tem de se incorporar à rotina do empreendimento.

Por Hubert Gebara – Vice-presidente de Administração Imobiliária do Secovi-SP e diretor do Grupo Hubert

Fonte: Estadão

Escolher apartamento para comprar exige conhecer situação do condomínio

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Escolher um apartamento para comprar exige muito mais do que conhecer a unidade, verificar seu preço e estado de conservação ou mesmo a região onde o prédio está localizado. A situação do condomínio é fundamental e deve pesar na hora da decisão. A orientação é da Lello, empresa líder em administração de condomínios no Estado de São Paulo.

O primeiro passo, essencial, é conhecer as regras do condomínio, por meio de sua convenção e regimento interno, para verificar as normas para mudanças, festas, uso das áreas comuns, barulho e presença de animais de estimação, entre outras.

Os interessados na compra também devem verificar como é o sistema de funcionamento da garagem, quais equipamentos de segurança o condomínio possui, se há manutenção rotineira de elevadores, bombas e portões e se os equipamentos de combate a incêndios estão com a validade em dia.

Outro item importante é verificar qual é o índice médio de inadimplência do condomínio, que mede o total de boletos em aberto por mais de 30 dias. “Índices acima de 6% são preocupantes, pois comprometem o fluxo de caixa e, consequentemente, a capacidade de o condomínio pagar suas contas em dia”, diz Angélica Arbex, gerente da Lello Condomínios.

Segundo Angélica, é importante que os interessados em comprar um apartamento também se certifiquem como é feita a prestação de contas mensal do condomínio. “Esse procedimento deve ser totalmente transparente, com a descriminação de todos os itens. O futuro morador deve desconfiar de prestações que contenham, por exemplo, valores com indicação de recibo não identificado”, alerta.

A gerente da Lello Condomínios também orienta quem vai escolher um novo apartamento para morar a verificar a situação trabalhista do condomínio, uma vez que pendências com a Previdência Social ou processos movidos por ex-funcionários podem onerar a cota do condomínio e desvalorizar o patrimônio.

Em condomínios com grandes áreas de lazer, convivência e entretenimento, é necessário verificar, ainda, como é feita a manutenção desses espaços, que podem ficar ociosos e abandonados caso não haja um uma gestão adequada, comprometendo, mais uma vez, o patrimônio comum e desvalorizando os apartamentos.

Fonte: https://www.terra.com.br/

Financiamento ou rateio extra?

Ricardo Karpat explica quando esses modelos de aporte financeiro devem ser usados

Resultado de imagem para rateio extra

Por Ricardo Karpat*

Na administração condominial, um risco sempre presente – inclusive nas mais zelosas e comprometidas gestões das finanças – envolve justamente o seu caixa. Não há condomínio completamente imune a uma emergência que exija, por parte de sua administração, a necessidade de buscar mais recursos.

Surge, então, a dúvida: recorrer ao financiamento ou realizar um rateio extra entre os condôminos? A decisão passa por uma análise mais aprofundada sobre essas características, bem como sobre a destinação do recurso e o perfil do condomínio.

O financiamento deve ser visto como alternativa real em casos que exijam celeridade, como a necessidade de realização de uma obra emergencial. Por ele, garante-se, de forma rápida, verba para algo que não estava previsto e, por essa razão, não estava provisionado. Nesse modelo de aporte financeiro, o condomínio recebe o montante necessário em uma única vez e executa o pagamento de forma parcelada e dividida entre os condôminos.

Outra situação recorrente na administração condominial e que demanda rápida solução é o dispêndio de recurso numa eventual dispensa de funcionário. Geralmente, os gastos que envolvem passivos trabalhistas de profissionais que atuam há muito tempo no condomínio geram altos valores. Nesse cenário, o financiamento apresenta-se como boa opção.

Ainda no âmbito das relações de trabalho, outra questão que tem se intensificado nos últimos anos –  e exigido dinheiro no caixa do condomínio –, é a substituição da presença humana pela tecnologia, com a implantação de portarias remotas.

Para fazer essa substituição, muitos condomínios recorrem ao financiamento e, em alguns casos, a redução alcançada com a folha de pagamento mais enxuta é utilizada para custear o financiamento estabelecido e a contratação da empresa de portaria remota, com sobras de recurso que podem entrar no caixa do condomínio já em curto prazo.

A pintura predial é mais um assunto que envolve estratégia na captação de recursos. Dependendo do porte do condomínio, o gasto pode não caber no orçamento, sendo necessária a procura pelo financiamento.

Vale destacar que, geralmente, o fornecedor para esse tipo de serviço não consegue ampliar muito o prazo para o condomínio e a instituição financeira, então, figura como boa alternativa. Com os recursos em mãos, o condomínio consegue barganhar valores mais atraentes, onerando menos os condôminos. Nesse quesito, inclusive, o aporte deve ser visto como um investimento, já que a benfeitoria irá valorizar o imóvel.

Na mesma linha de raciocínio devem ser pautados os investimentos em melhorias que geram economias. O custo do financiamento contratado é subtraído do investimento realizado e a redução de custos gerada é direcionada para o caixa do condomínio. Dessa forma, o próprio custo ordinário condominial paga o valor financiado ao longo do tempo, sem a necessidade de realização de rateio extra.

Atenção na escolha da instituição financeira

Evidentemente, nem tudo são flores na contratação de um financiamento como solução de recursos para o condomínio. Se por um lado, a vantagem é contar imediatamente com um dinheiro que será pago em médio ou longo prazo, por outro lado, a contratação desse tipo de serviço envolve juros que, atualmente, possui uma taxa média de 3% ao mês.

Como a taxa de juros oscila de acordo com as instituições financeiras, a definição da empresa que será contratada pelo condomínio deve ser um dos critérios na seleção. Hoje, os grandes bancos comerciais não oferecem linhas especificas destinadas a condomínios. Instituições financeiras menores disponibilizam esse tipo de serviço, elas possuem processo menos burocrático e mais dinâmico, o que é fundamental para quem precisa da verba urgentemente. Vale a pena procurá-las em busca de mais informação.

Informação, aliás, é palavra de ordem na busca pela empresa financiadora. Conheça o histórico da instituição procurada, tente buscar referências. Certifique-se de que a empresa é idônea e que está devidamente registrada no Banco Central do Brasil. Caso contrário, ela atua de maneira irregular.

É importante ressaltar que a contratação, mesmo para essas instituições menores, é precedida de uma breve análise da saúde financeira do condomínio. Somente após a certificação o valor é liberado e pode ser utilizado.

E o rateio extra?

Depois de abordar em detalhes o financiamento como estratégia de aquisição de recursos no condomínio, a pergunta que fica é: e o rateio extra, quando deve ser utilizado?

A principal vantagem do rateio extra é a ausência de juros. Trata-se de uma solução eficaz, mas em casos que não sejam emergenciais o uso da verba financeira.

Nesse modelo de aporte financeiro, o condomínio arrecada uma quantia extra, mês a mês, de cada condômino, até alcançar o valor que necessita. Durante esse período, a administração condominial pode realizar os orçamentos que precisa e terá tempo suficiente para negociar até que finalmente o contrato seja concretizado para executar a obra ou benfeitoria planejada.

Independentemente da escolha da forma de aquisição do recurso, o assunto deve ser muito bem analisado e compartilhado integralmente com os condôminos. Tomando esses cuidados, o valor acrescido temporariamente na cota condominial certamente será bem destinado, trazendo benefícios para todos os envolvidos.

*Ricardo Karpat é diretor da Gábor RH e referência nacional na formação de Síndicos Profissionais.

via sindiconet.com.br

Sistema “pay per use” tem virado tendência em condomínios: Veja como funciona.

Consiste em oferecer serviços como limpeza e arrumação que só serão cobrados mediante a contratação dos mesmos.

Além do preço do imóvel, um dos critérios levados em conta na hora de comprar ou alugar um apartamento é a comodidade proporcionada pelo condomínio. E é cada vez mais comum que novos empreendimentos sejam lançados com diversos serviços de lazer e conveniência aos moradores. Desde um espaço para meditação até salão de jogos, cabe tudo (ou quase) nos condomínios modernos. A comodidade proporcionada pela vida em condomínio parece não ter limites. Agora, além de todos os benefícios tradicionais, a novidade é o serviço ‘’pay per use’’ (pague pelo uso).

Para facilitar a vida dos moradores, diversos condomínios passaram a adotar esse sistema com os mais variados serviços: limpeza e arrumação, recreação infantil, serviços de pet shop, lava car e personal trainer são alguns deles. A vantagem desse tipo de oferta é a possibilidade de pagamento apenas por quem utilizar, não onerando o condomínio como um todo.

Segundo a Aabic (Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínos), a redução dos preços pode chegar até 5%, em média, em relação aos valores praticados no mercado. Dependendo do tamanho do empreendimento, caso feche pacotes com muitos moradores, por exemplo, esse tipo de prestação de serviço pode ser ainda mais vantajoso.

Porém, antes de colocar em prática o sistema, o assunto deve ser aprovado em assembleia e inserido na convenção do condomínio, como qualquer outra matéria. O responsável legal pela contratação da empresa, ou do profissional que irá passar a ofertar os serviços, bem como a forma de pagamento são de responsabilidades do síndico, assunto que também deve ser debatido em reunião.

Caso haja insatisfação com os serviços prestados pela empresa, o morador precisa informar o síndico e relatar o ocorrido. Até mesmo por isso, edifícios que utilizam do sistema “pague para usar” tem optado por criar um site para esse fim. No sistema, é possível organizar o agendamento de horários, a descrição dos serviços, e as sugestões e reclamações podem ser feitas de maneira rápida e segura.

Mais que um modismo passageiro, ao aliar comodidade e praticidade, o sistema “pay per use” parece ter vindo para ficar. E com ele, o fim da desculpa pela falta de tempo.

Por: Guilherme de Paula Pires

Fonte: http://www.vivaocondominio.com.br/

Autuações do CRA sobre síndicos e condomínios

Entenda a polêmica e saiba como agir

Entenda a polêmica e saiba como agir

O envio de ofícios e autuações do CRA a síndicos profissionais continua (veja aqui artigo sobre o caso).

A novidade é que, agora esses documentos também estão sendo endereçados aos condomínios. Ou seja, os empreendimentos também passaram a ser autuados e “obrigados” a obter registro no CRA.

A situação é, no mínimo, arbitrária e gera estranheza – já que sequer há uma lei aprovada que inclua o síndico profissional à categoria dos Administradores. O que dizer, então, de um condomínio autuado?

A proposta desta matéria é trazer luz ao tema, e orientar você, leitor, sobre a legalidade de tais atos – uma vez que a profissão sequer é regulamentada.

E responder dúvidas, por exemplo, o que fazer, caso você ou seu condomínio seja autuado pelo CRA. Confira abaixo o que dizem os especialistas.

NOTA: Apenas ao final da apuração, o SíndicoNet conseguiu um posicionamento do CRA. Mesmo assim, não como voz oficial; mas por meio do depoimento da coordenadora do Grupo de Excelência em Administração de Condomínios (GEAC) do CRA-SP. Confira no final da matéria.

Caso prático: Condomínio autuado no RJ 

Em maio, um condomínio da cidade de Resende, no interior do Rio de Janeiro, recebeu um ofício do CRA-RJcom as seguintes palavras:

“Verificamos que as atividades desempenhadas por essa empresa (…) a obrigam ao registro como ‘pessoa jurídica’ neste Conselho. (…) concedemos um prazo de 15 dias corridos, a partir do recebimento deste ofício, para que V. Sa. acesse o Sistema de Autoatendimento do CRA-RJ, e inicie o registro de sua empresa neste Conselho Profissional (…). Transcorrido o prazo acima mencionado sem o devido atendimento, essa empresa estará sujeita à lavratura de auto de infração, nos termos da legislação vigente”.

A notificação foi entregue nas mãos do síndico profissional Fulvio Stagi. “Assim que chegou, encaminhei o documento ao Jurídico do condomínio; pois, de acordo com a notificação do CRA, tínhamos 15 dias para justificar ou regulamentar o condomínio junto ao Conselho”, conta.

“Condomínios edilícios são entes despersonalizados cujas atividades não se enquadram no campo de atuação de qualquer conselho profissional”, rebate o advogado André Junqueira.

Por que as medidas do CRA sobre condomínios e síndicos são ilegais?

Ao “canetar” síndicos profissionais e condomínios, o CRA fere a constituição. E os especialistas são unânimes:uma portaria/resolução interna e unilateral do CRA não pode simplesmente definir que, a partir de uma determinada data, os condomínios exerçam profissão conexa ao seu campo de atuação.

As críticas são duras.

“Uma entidade tão conceituada parece que não definiu ao certo onde focar suas pretensões. Autua, simultaneamente, administradoras e condomínios, além de  participar do Projeto de lei 348/2018do Senado Federal para que o síndico não condômino também tenha seu registro no conselho”, diz o economista e administrador Gabriel Karpat.

O CRA foi criado por uma portaria federal em 1965 – lembra Karpat –, um ano após a promulgação da chamada Lei dos Condomínios, em 1964. “Por que só agora, decorridos mais de 50 anos, identificaram a necessidade de condomínios e síndicos não condôminos terem registro como técnicos em administração?”, provoca.

Não existe qualquer legalidade para a atuação do órgão em condomínios; e tais atuações, com certeza, irão abarrotar o judiciário de forma desnecessária. “Há uma vontade arrecadatória que move o Conselho a passar por cima da legislação”, apimenta o advogado Rodrigo Karpat.

Quanto à regulamentação do Síndico Profissional 

Das mais de 2600 profissões e ocupações reconhecidas constantes no CBO (Catálogo Brasileiro de Ocupações), menos de 80 são regulamentadas.

Os especialistas concordam que melhor o reconhecimento da profissão, em vez de sua regulamentação, para que síndicos profissionais tenham um código de atividade própria no CNAE, faculdades autorizadas na formação etc.

“Acho que o CRA está entrando numa esfera privada, particular, em que uma massa de pessoas decide o que quiser fazer com seu bem ou dinheiro”, resume Fulvio Staggi, síndico profissional.

Para quê regulamentação por uma entidade, se cada condomínio por meio de seus respectivos moradores exerce a própria fiscalização? Reelegendo-o, se satisfeitos, e destituindo-o quando cometer alguma irregularidade, prossegue Staggi. Tudo isso sem vínculo a qualquer Conselho regulador.

“Qualquer um de nós ‘administra’ algo, e não precisamos, necessariamente, de administradores. No caso de condomínios, os síndicos, ao longo da história, sempre foram pessoas das mais diferentes matizes, como engenheiros, médicos, advogados, contadores, e, inclusive, administradores – não sendo estes, necessariamente, melhores do que os demais”, confirma o advogado Marcelo Meirelles.

Condomínios são obrigados a ter registro no CRA? 

Os condomínios têm suas atividades regulamentadas pelos artigos 1331 a 1358 do Código Civil; anteriormente, pelos artigos da Lei 4591 de 1964.

São edificações com partes de propriedade privativa e partes inseparáveis de propriedade comum entre os demais condôminos. Constituídos através de documento registrado no Registro de Imóveis.

O critério para a inscrição em um órgão regulador é determinado pela atividade que exerce ou os serviços que presta. No caso dos condomínios, nenhuma das duas premissas se aplica.

“Deveriam eventualmente filiar-se ao CRC ( Conselho de Contabilidade) pois são obrigados a prestar contas anualmente em assembleia, e fazem balancetes. Ou na OAB, pois casos de notificações disciplinares ou inadimplência são cobrados na justiça. Ou ainda no CREA de engenharia pelos programas de manutenção que os condomínios têm em suas atividades”, analisa Gabriel Karpat.

Lembrando que condomínios não possuem contrato social ou objeto social e não visam lucro: sequer são pessoas jurídicas.

“Jamais se cogitou exigir de um condomínio edilício, que não tem personalidade jurídica ou autonomia patrimonial (como um espólio ou massa falida), ser inscrito em qualquer entidade, seja CRA, CRC, OAB, CRECI etc.”, esclarece André Junqueira.

RESUMINDO os pontos da arbitrariedade do CRA

  • A profissão do síndico não foi regulamentada, portanto não pode ser vinculada a um Conselho;
  • A profissão de síndico pode ser exercida por pessoas de qualquer formação, desde que esteja capacitada para tal;
  • O condomínio, não sendo pessoa jurídica, não pode ser vinculado a um conselho.

O que condomínio e/ou síndico devem fazer ao receber notificação do CRA

Veja abaixo o que advogados e especialistas, de forma unânime, recomendam fazer em casos de autuação:

  • Responder formalmente ao CRA utilizando o próprio sistema eletrônico do conselho para resposta aos ofícios;
  • Caso o CRA insista na posição equivocada adotada e deflagre a fase de autuação, condomínio e/ou síndico deve estar preparado para adotar as medidas cabíveis administrativas e, por fim, judiciais;
  • Garantir que o ofício do CRA não fique sem resposta, para depois não ser responsabilizado civelmente por sua inércia;
  • De preferência, contratar um escritório de advocacia ou advogado especializado em condomínios. Também é importante que tenha experiência com relação aos conselhos profissionais para responder o ofício de forma bem fundamentada e assertiva;
  • Evite responder somente por carta enviada pelos correios (com aviso de recebimento) ou via cartório. Embora sejam formas juridicamente corretas para resposta, podem ser ignoradas por esse tipo de instituição (autarquias, concessionárias etc.).

“É importante respeitar o procedimento administrativo da entidade, protocolando a resposta da forma correta. No caso do CRA-RJ, o site possui todas as ferramentas para isso e se chama “Sistema CRA-RJ”. Enviar a resposta por correio ou cartório deve ser complementar, não substitutiva do uso do sistema”, orienta Junqueira.

Não surtindo efeito as ações extrajudiciais, deve-se tomar ações judiciais específicas para anular a cobrança, como eventualmente mandado de segurança, não se submetendo à fiscalização do CRA ou a cobrança.

“Para que tais arbitrariedades sejam contidas, os órgãos de Classe que efetivamente defendem os condomínios precisam se manifestar de forma coletiva com Mandado de Segurança, propositura de ADIn e ação declaratória de inexigibilidade de cobrança”, diz o advogado Rodrigo Karpat.

O passo a passo da fiscalização do CRA

O advogado André Junqueira descreve, abaixo, como funciona o percurso das autuações/ofícios:

1ª FASE – Ofício cobrando a inscrição na entidade e demais condições (sem cobrança de multa)

  • O que deve ser feito? Defesa/Resposta formal ao ofício. Se o notificado não atender o ofício ou sequer responder, o Conselho deflagra a 2ª fase (a seu exclusivo critério):

2ª FASE – Auto de infração cobrando multa

  • O que deve ser feito? Defesa/Resposta ainda mais reforçada que a primeira. Se a multa for mantida pelo CRA-RJ, ainda há possibilidade de recurso ao Conselho Federal de Administração (CFA).  Se não recorrer da decisão do CRA-RJ ou o CFA não atender seu recurso, o Conselho seguirá com a 3ª fase (a seu exclusivo critério).

3ª FASE – A entidade propõe execução fiscal, obrigando o autuado a se defender perante a Justiça Federal.

“Antes de receber a execução fiscal, o autuado pode mover uma ação judicial para já adiantar a discussão”, sugere André Junqueira.

O posicionamento do mercado

De acordo com Junqueira, a opinião geral é de que a atitude do CRA-RJ não tem qualquer fundamento jurídico. “Tanto o SecoviRio quanto a Abadi, as entidades mais representativas e relevantes do setor condominial no Rio de Janeiro já se manifestaram contrárias às notificações”, diz.

ABADI

“Já emitimos um comunicado às associadas no sentido de orientarem seu clientes Condomínios a não efetuarem a inscrição nos quadros do CRA, respondendo os ofícios com argumentos técnicos e jurídicos que demonstrem a ilegitimidade dos termos da notificação. O mercado, de modo geral, tem seguido essa orientação”, afirma Marcelo Borges, diretor de Condomínio e Locação da Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis (Abadi).

Secovi-RIO

Nos últimos dias, o SecoviRio obteve liminar em face do CRA-RJ. No documento do Poder Judiciário, o impetrante impugna a interpretação dada pelo conselho, sustentando que os condomínios prediais não poderiam ser equiparados a empresas.

A posição do CRA frente às autuações

Além do Rio de Janeiro, ofícios e autuações também vêm sendo entregues a condomínios e síndicos profissionais em Florianópolis, São Paulo, entre outros estados.

Procurado pela reportagem do SíndicoNet para que se posicionasse diante desses fatos, o CRA alegou ainda estar avaliando a situação, sem ter uma posição formal até o momento.

Entretanto, Rosely Schwartz, coordenadora do GEAC (Grupo de Excelência em Administração de Condomínios) do CRA-SP, esclarece: “Faltou conhecimento e comunicação entre os conselhos ao realizerem as ações”, resume Rosely.

Schwartz esclareceu ainda, que o Conselho Federal de Administração (CFA) está se movimentando no sentido de criar grupos de excelência em várias capitais, à exemplo do GEAC de São Paulo:

“O primeiro, iniciado nas últimas semanas, é o do Rio de Janeiro; e estamos organizando grupos em Florianópolis e Salvador”, diz.

Tudo isso para afinar os posicionamentos e melhorar a comunicação entre os CRAs, além de discutir questões para aperfeiçoar o Projeto de Lei (PL 348/2018), redigido pelo Senador Hélio José (PROS/DF).

“Somos a favor da Regulamentação da profissão do síndico e do seu registro no CRA, mas não da forma como foi colocada no projeto. Achamos que a lei deve ser genérica, ampla, com os pontos específicos que devem ser definidos pelo Conselho”.

Conclusão

Por enquanto, segue o jogo até que haja um desfecho.

Nós, do SíndicoNet, continuaremos acompanhando de perto os acontecimentos, mantendo aberto o fórum de ideias, as argumentações de todos os lados. A história ainda não terminou.

Fontes consultadas: Fulvio Stagi (síndico profissional); Gabriel Karpat (economista); Rodrigo Karpat (advogado); Marcelo Meirelles (advogado); André Junqueira (advogado)

via https://www.sindiconet.com.br

As benfeitorias do imóvel alugado

Algumas dúvidas, como reformas e pinturas, ainda pairam na hora de realizar alguma modificação na casa

Ter a casa própria é um sonho que, às vezes, está um pouco distante da realidade algumas pessoas e a saída mais viável acaba sendo, realmente, o aluguel. Passar por essa situação, inclusive, pode ter fazer dar um passo para aquisição da casa nova, no entanto, é necessário bastante planejamento durante o período. Só que neste texto não iremos falar sobre a parte financeiro que precisa ser trabalhada, ideias ara economizar ou qualquer outra coisa do gênero…

Vamos falar dos benefícios que o imóvel alugado pode trazer para a nossa vida e como podemos colocar a nossa cara nessa casa sem que percamos dinheiro. Ideias simples e projetos bacanas estão sendo criados a todo o momento, pensando especialmente nesse tipo de morador: o que aluga, não o que compra. Muitas das vezes o piso não agrada, a cor das paredes também não, um móvel precisa fazer muitos furos na parede, assim como os quadros e assim por diante.

Venha conferir como as benfeitorias do imóvel alugado podem te surpreender e deixar a casa muito mais com a sua cara. E o melhor: são itens que podem ser reaproveitados futuramente ou que são mais em conta.

Pisos autoadesivos 

Laminados de PVC, que imitam a madeira. Pronto! Olha uma solução bem legal para renovar aquele piso feio que está na sala ou quarto da casa. Por ser um imóvel que é constantemente alugado, as pessoas acabam não tendo muito zelo pela decoração. Mas, com você pode ser diferente. O metro quadrado desse piso é bem mais em conta e a sua colocação pode ser feita sem ajuda de profissional, por ser, basicamente, um adesivo. Invenção interessante, né?

imóvel alugado

Pinturas nas paredes, portas, janelas e derivados

Outros itens que geralmente não estão em ótimo estado quando você vai alugar uma casa são as paredes, portas, e janelas. Às vezes, não é nem por falta de cuidado, mas uma parede toda branca suja muito mais fácil do que uma com cores. Pintar uma parede e outra dentro de casa, além de dar mais vida, começa a dar sentido a decoração própria de casa.

imóvel alugado

Quem arca com isso?

Essa dúvida acaba pairando na cabeça de muitas pessoas, afinal, quem é que paga essa conta? Muitas vezes isso pode ser definido em contrato ou mesmo com um bom relacionamento no locatário com o locador. Se há uma benfeitoria, pode ocorrer descontos no valor do aluguel, mas, reformas e benfeitorias, como fiação, hidráulica, rachaduras, geralmente, fica por conta do proprietário.

Fonte: Imóvel Web

Veja como fazer um inventário de imóvel

Existem duas formas, a judicial e extrajudicial; saiba quais os requisitos para cada uma delas e os custos

A morte é sempre um momento de dor para os parentes e é ainda no período de luto que os herdeiros devem se preocupar com um passo importante no que diz respeito à divisão dos bens. A transmissão é feita de forma natural, mas é preciso que ela seja formalizada. E é aí que aparece o inventário de imóvel, que é um procedimento para apurar os bens, direitos e dívidas de uma pessoa falecida.

Existem duas formas de fazer o inventário, seja judicial ou extrajudicial, e cada um tem as suas próprias regras a serem cumpridas. Saiba como fazer um inventário e como foDuplique Desembargador Créditos e Cobran…rmalizar a transmissão de um imóvel para os herdeiros.

Mais comum

inventário de imóvel

De modo geral, a forma judicial costuma ser o procedimento mais comum (Foto: Shutterstock)

 

A forma judicial ainda é a regra mais comum, porém é a que costuma demorar mais tempo. Ela precisa ser acompanhada por um juiz. “Não é regra, mas esta forma costuma ser mais demorada e pode durar entre dois e 15 anos. Não tem réu, são os herdeiros que vão em juízo, o que demora é a própria morosidade do judiciário”, explica o advogado Victor Souza, especialista em Direito Civil do escritório Queiroz Cavalcanti Advocacia.

Este caso acontece quando um dos herdeiros é de menor ou incapaz, existe um testamento ou não há consenso em relação à partilha.

Celeridade

inventário de imóvel

Esta é uma forma que surgiu recentemente e vem chamando a atenção pela a agilidade (Foto: Shutterstock)

 

Uma forma mais recente, que passou a ser feita desde 2007, é a extrajudicial. “Desta forma, o inventário é feito no cartório e costuma ser mais célere, demorando entre 30 e 45 dias. Mas, para poder fazer assim, precisa cumprir alguns requisitos”, diz Victor Hugo Souza.

Entre as regras para optar por este tipo de inventário, todos os herdeiros devem ser maiores e capazes, deve existir um acordo entre eles para que não haja divergências em relação à partilha ou valores, não pode existir um testamento e a presença de um advogado é obrigatória.

“Esse é um procedimento super fácil e que garante segurança jurídica, é feito por um tabelião. A escritura fica no cartório, qualquer pessoa tem acesso, dá publicidade”, acrescenta o advogado.

Custos

inventário de imóvel

Todos os processos preveem custos com impostos de transição (Foto: Shutterstock)

 

Em ambos os casos, existem impostos a serem pagos. E, para concluir um processo de um inventário tanto no judicial como no extrajudicial, é preciso pagar o Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), que é cobrado sobre heranças.

O percentual varia de acordo com cada estado e deve ser pago antes mesmo de terminar o processo, o que pode acabar gerando problemas de liquidez para muitas famílias na hora de receber a herança.

“Nos processos judiciais, ainda é preciso pagar as custas do processo, que varia de acordo com montante de bens, e no extrajudicial é preciso pagar as custas do cartório. O que acontece é que, no segundo caso, a resolução é mais rápida e a família pode ganhar mais dinheiro porque gasta menos tempo para dispor dos bens. A relação tempo e dinheiro é mais vantajosa”, ressalta.

Registro

inventário de imóvel

O registro é obrigatório a todos os processos de inventário (Foto: Shutterstock)

 

Depois de concluído o inventário, no caso de um imóvel, é preciso atenção para finalizar todo o processo de forma correta e evitar problemas no futuro. “A diferença quando se trata de um bem que é um imóvel é que é preciso ter o registro do que ficou partilhado. É preciso ir até o cartório de registro de imóveis e fazer o registro do que ficou acordado no inventário na matrícula do imóvel”, acrescenta o advogado.

A matrícula do imóvel é o documento que registra todo o histórico do imóvel e é fundamental concluir o processo passando o nome para o novo proprietário para evitar problemas no futuro.

Fonte: https://revista.zapimoveis.com.br

Modernização dos elevadores traz mais segurança aos usuários

Até mesmo um dos meios de transporte mais seguros do mundo precisa de modernização. Saiba mais sobre a modernização dos elevadores.

Não é somente uma questão estética. Modernização dos elevadores traz mais segurança aos usuários

Elevador que para entre os andares, desnível entre a cabina e o pavimento, porta que demora fechar ou botões que não obedecem ao comando, são problemas comuns em prédios antigos que não modernizaram seus elevadores.

Segundo o Sindicato das Empresas de Elevadores de São Paulo (Seciesp), em torno de 60% das cabines de elevadores carece de manutenção.

Mais do que uma questão meramente estética, os elevadores precisam estar em sintonia com as atualizações tecnológicas do setor para dirimir irregularidades que podem, inclusive, colocar em risco a vida de moradores. “A modernização torna o elevador mais seguro e eficiente”, afirma Edilson Rosin.

Segundo o gerente de modernização de elevadores, outro ponto interessante na atualização dos equipamentos se refere a economia no consumo de energia. “Atualmente, em uma modernização, é possível realizar a instalação de um novo sistema que gera redução de até 40% no consumo de energia elétrica. Mas se este novo sistema for regenerativo, esta economia pode chegar a 70% quando comparado aos sistemas convencionais antigos”, ressalta Rosin.

Além de buscar um funcionamento inteligente e seguro, outra importante demanda quando é realizada uma renovação é o atendimento à norma NM-313, que trata de questões relacionadas à acessibilidade nos equipamentos tais como: corrimão, insertos em braile, sinais sonoros etc.

Outras normas que dispõem sobre requisitos de construção e instalação dos elevadores são: NBR 5666, que trata da terminologia; NBR NM 207, que aborda sobre parâmetros de segurança para construção e instalação; e a NBR 15.597/2008, que visa adequar os elevadores antigos aos padrões atuais de segurança.

Quando o elevador precisa ser modernizado?

Especialistas sugerem que a troca de alguns componentes seja feita a partir de 15 anos, ou quando o equipamento passa a apresentar problemas recorrentes.

» Estar atento e observar o funcionamento do elevador é essencial para identificar quando ele deve ser modernizado.

» Outra dica é observar se as despesas para a manutenção se tornaram extremamente altas e muito frequentes, encarecendo a taxa condominial e atrapalhando a vida dos usuários.

» Alteração no consumo de energia, desnível entre os andares, aumento no barulho e interrupções de serviço são sinais de que somente a manutenção já não é o bastante. Está na hora de modernizar.

Tipos de modernização

1. Substituição total do elevador existente: Neste caso, o elevador é substituído por um novo, seja com ou sem casa de máquinas, com tecnologia sustentável.

2. Atualização tecnológica: Os responsáveis pela administração do condomínio e os técnicos especialistas na manutenção de elevadores avaliarão quais os itens que mais necessitam ser modernizados, traçando um plano de trabalho de acordo com as necessidades e condições financeiras do condomínio.

3. Estética: Nesta fase, o desempenho do elevador é satisfatório, mas o visual pode estar ultrapassado. Neste caso, são realizadas modernizações da cabina e de seus componentes estéticos.

Benefícios da modernização:

» Eliminação de trancos;

» Portas com abertura e fechamento mais suaves;

» Redução de ruídos na casa de máquinas;

» Precisão do nivelamento, independente da carga;

» Aumento da disponibilidade e segurança dos elevadores;

» Redução significativa no consumo de energia elétrica;

» Sem sujeira ou obra civil pesada;

» Valorização de cada unidade do edifício.

Por: Guilherme de Paula Pires com informações da assessoria | Redação Viva o Condomínio | https://vivaocondominio.com.br

O que você precisa saber sobre cota condominial

Fatores que interferem no valor, importância da Previsão Orçamentária e por que os moradores devem comparecer às assembleias

Resultado de imagem para cota condominial

Por Pedro Carsalade*

Muito se fala sobre o valor das cotas condominiais, a dificuldade que elas representam na hora de se vender ou colocar um imóvel para locação, porém, em meio a suposições, interpretações, achismos sem fundamento técnico e algumas frases de efeito em reuniões.

A verdade é que a maioria das pessoas desconhecem a dinâmica de custos e particularidades que permeiam a elaboração de uma previsão orçamentária, que servirá de base para o estabelecimento da cota – parte que cada condômino suportará para manter o seu patrimônio bem cuidado e valorizado.

Diferentemente de um orçamento tradicional de uma empresa, a cota condominial corresponde ao “Rateio de Despesas” elegidas e aprovadas em assembleia geral de condôminos, devida e regularmente convocados na forma legal e convencional, para que, em dia, hora e local pré-determinados os condôminos estabeleçam suas prioridades, investimentos e melhorias a serem implementadas nas instalações do condomínio.

Evidentemente que vários fatores interferem na elaboração do orçamento condominial. Alguns externos e sem controle dos condôminos como tarifas públicas, questões fiscais e tributárias, novas legislações que acabam por onerar o custo operacional do condomínio.

Outros, que chamarei de internos, que representam a vontade da maioria. Esses de total autonomia e responsabilidade dos condôminos, resultado da forma e estrutura de funcionamento decidida por todos. Estamos falando de número de empregados, utilização de equipamentos, controles no consumo de energia e água, entre outros.

Na elaboração de uma Previsão Orçamentária para estabelecimento da cota condominial a ser cobrada deve-se considerar uma rígida análise sobre gastos passados e expectativas futuras de despesas correntes de manutenção e custeio, de investimento (melhorias e conservação), de obras de interesse dos condôminos, de obrigações tributárias e fiscais (estas cada vez mais incidentes sobre os condomínios edilícios) e de despesas administrativas como cartórios, Correios, pró-labore e/ou isenção do síndico, etc.

Não esquecer nunca de provisionar um valor para eventuais inadimplentes, pois caso aconteça o condomínio poderá ter um descasamento de receitas e despesas originando multas ou despesas financeiras.

Geralmente, a composição de um orçamento condominial está dividida em poucas rubricas, e pode ser sintetizado da seguinte forma: despesas de pessoal; despesas com concessionárias; contratos de manutenção; despesas administrativas e reserva para pequenos gastos.

Além disso, a maioria dos condomínios estabelecem em Convenção ou em Assembleias Gerais de Condôminos um fundo de reserva para despesas extraordinárias e não previstas que varia entre 5% a 10% do valor da cota condominial.

A prática de vários anos trabalhando na área de administração condominial nos permitiu verificar que os custos condominiais estão distribuídos nestas rubricas da seguinte forma: até 65% alocados em despesas com pessoal; até 18% em despesas com concessionárias (água e energia); até 8% em contratos de manutenção (elevadores, bombas, CVTV, etc.); até 7% em despesas administrativas (correios, cartórios, cópias, registros, etc.) e o restante para pequenos gastos.

Diante dos dados apresentados fica claro ver que, se queremos promover ações de economia no valor das cotas condominiais devemos focar nas rubricas de maior impacto.

Ainda sobre valores de cotas condominiais devemos alertar que, em condomínios com poucas unidades a cota condominial será superior, pelo fato de existirem menos condôminos para ratear. Além disso, a estrutura básica para o funcionamento de um prédio de 5 unidades é a mesma de um de 20.

Por isso a comparação de cotas condominiais entre condomínios talvez não seja a melhor forma de se avaliar se o condomínio está sendo bem gerido ou não. Cada condomínio tem suas características e deve ser analisado individualmente.

O mais importante de tudo e que não é discutido, e pouco mencionado, é o baixo comparecimento e o desinteresse dos condôminos em participar das Assembleias Gerais para discutir os rumos do seu patrimônio, aprovar os orçamentos, trocar ideias e pontos de vistas, enfim, exercitar seu direito de condômino no Fórum adequado para tanto. E não se está falando daquelas assembleias para eleição de síndico!

Segundo levantamento feito por nossa empresa já há vários anos, o comparecimento nas assembleias é extremamente baixo demonstrando desinteresse por parte dos condôminos na discussão dos problemas relacionados à comunidade a qual pertencem, deixando nas mãos de poucos a responsabilidade de gerir um patrimônio que é de todos.

Em nossas pesquisas a média de comparecimento nas assembleias não passa de 30% de todos os condôminos. Em alguns casos o comparecimento não alcança os 10%. Fazemos essa pesquisa desde 2009. Os condôminos não comparecem e sequer mandam um representante como é permitido pela Lei e pela maioria das Convenções.

Participe das decisões de seu condomínio. Frequente as Assembleias Gerais. Leve sua opinião e sua contribuição. É simples e muito produtivo. Quem sabe você não consiga diminuir o custo de sua cota mensal de condomínio, pois o valor da cota é de responsabilidade de cada condômino.

(*) Presidente do Conselho Deliberativo da ABADI (Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis)

Fonte: https://www.sindiconet.com.br/

8 tipos de imóveis residenciais e suas diferenças

Existem diferenças entre as casas e apartamentos residenciais e a forma como foram pensados. Você sabe como identificar cada um deles? Confira.

Há diversos tipos de propriedades residenciais no Brasil e cada uma delas tem o seu estilo, pensados a fim de atender a uma necessidade especifica. A principal divisão entre as residências para morar – diferente dos empreendimentos comerciais – são: casa ou apartamento.

Na hora de escolher seu imóvel e investir seu dinheiro, é essencial que se conheça todos os tipos de unidades e imóveis para saber qual o tipo de construção que melhor atende às suas necessidades e possibilidades.

Quando falamos de casas, há opções térreas que dispõem de todos os cômodos em um único andar (com ou sem divisões entre os ambientes) e as que distribuem salas de estar e jantar com cozinha em um piso e quartos em outro.

Os apartamentos também possuem divisões de acordo com o seu tamanho e quantidade de cômodos. Mas, no geral, são classificados assim todos os que possuem condomínio e são habitados por famílias em unidades isoladas.

Dentro da divisão de casas e apartamentos, há subdivisões que costumam ser classificadas de acordo com o tipo de construção, detalhes da planta e categoria da propriedade. Separamos 8 tipos de imóveis residenciais e suas diferenças. Confira a seguir e escolha qual o melhor imóvel para você chamar de seu:

Casas

1. Casa Geminada

Casas geminadas são propriedades ligadas umas às outras, onde o espaço total do terreno é dividido de forma igual proporcionalmente. Possuem a mesma estrutura visual e dividem o mesmo telhado. Esse tipo de construção é mais comum em condomínios de casas.


2. Sobrado

O termo sobrado classifica toda e qualquer casa caracterizada por dois ou mais andares, sejam elas residenciais ou comerciais.


3. Bangalô

Os bangalôs são casas térreas, de apenas um piso, e que podem ter uma pequena varanda. Esse tipo de construção é bastante comum na América do Norte.


4. Edícula

Edículas são casas pequenas localizadas no fundo de um terreno. Geralmente possuem apenas um dormitório, sala, banheiro e cozinha. Podem também contar com uma garagem e área externa de serviço.


5. Loft

Lofts são casas sem divisórias entre os cômodos e tem inspiração nos galpões e armazéns americanos dos anos 70, na época reformados para servir como moradia a artistas, executivos, profissionais liberais e publicitários. Esse tipo de construção não possui divisões verticais ou horizontais entre os ambientes e é enxergado até hoje como sinônimo de inovação.

Apartamentos

6. Apartamento

Os apartamentos são unidades onde vivem uma porção de famílias em residências separadas. Podem conter 1, 2, 3 ou mais dormitórios (com ou sem suíte), banheiro, cozinha e não obrigatoriamente, vagas de garagem. O conjunto de apartamentos forma o prédio que é gerenciado por um síndico, para quem os moradores devem pagar o condomínio. O síndico é responsável pelas reformas, obras e demais despesas, além do pagamento de funcionários que trabalham no prédio fazendo a manutenção das áreas de lazer, se existirem, por exemplo.


7. Kitnet

Kitnets são pequenos apartamentos, chamados atualmente também de studios. Os studios possuem apenas 2 cômodos, um quarto-sala-cozinha e mais um banheiro. Por terem espaço reduzido e pouco amplo, esse tipo de construção tem valor inferior e tem sido uma opção comum nas grandes cidades, onde muitos optam morar para facilitar a ida ao trabalho.


8. Flat

Flats são apartamentos residenciais que dispõem de serviços de comodidade, muitas vezes similares à um hotel. Ainda que sejam parecidos, as taxas são menores e não há formalidades características de um. Os flats podem ser utilizados como moradia ou planejados como investimento para o proprietário.

Fonte: http://www.imovelweb.com.br/

Condomínio e a locação por temporada

Para Jaques Bushatsky, esse tipo de aluguel pode ser regulamentado a partir da Lei das Locações dos Imóveis Urbanos

Locação por temporada

Por Jaques Bushatsky*

Estamos no mês de julho e tem circulado, em quantidade enorme, afirmações e imposições nem sempre com fundamento rigoroso, conjugando a locação por temporada e os condomínios. Lembremos: é na lei que as soluções deverão ser procuradas.

E sob o prisma do condomínio, encontra-se no Código Civil (CC) a disposição de que o condômino deve dar às suas partes destinação idêntica à do edifício (isto é, se for residencial a destinação do edifício residencial deverá ser o uso da unidade) sem abalar o sossego, a salubridade e a segurança dos demais possuidores.

Também está no CC a regra de que o condômino poderá, sempre, usar, fruir e livremente dispor de sua unidade condominial.

Com base no que prevê o Código Civil sabemos, portanto, que o condômino poderá utilizar a sua unidade com liberdade, mas deverá respeitar os direitos do demais condôminos.

Fácil concluir: um modo seguro de se identificar que o que se faz é correto (não prejudicial) é saber se existe lei proibindo o que se deseja fazer ou, ainda, lei que o permita expressamente, regulando a prática objetivada. Nessa linha lógica, pergunta-se: haveria lei disciplinando o aluguel por temporada?

Sim, e se localiza a sua regulamentação na Lei n. 8.245 de 1991, a Lei das Locações dos Imóveis Urbanos. Realmente, ela prevê a locação para residência temporária do locatário, chegando até a exemplificar as razões pelas quais o locatário desejaria contratar: lazer, cursos, obras em seu próprio imóvel, tratamento de saúde – na verdade sequer seria necessário exemplificar tanto, convenhamos.

E, diferenciando esta locação residencial das demais, a lei prevê um prazo máximo de 90 dias (sem prazo mínimo), disciplina a situação de locação com mobília, admite a cobrança do aluguel antecipado. Logo, a locação por temporada é permitida, mas essa não é a única regra que merece realce. A mesma Lei das Locações prevê com extrema clareza que o locatário deverá “cumprir integralmente a convenção de condomínio e os regulamentos internos”.

Um aspecto bastante discutido é o uso das áreas e equipamentos comuns pelo locatário. Mas, a resposta é evidente – e está no mesmo Código Civil, que prevê a existência de partes que são propriedade exclusiva (por exemplo, o apartamento) e partes que são propriedade comum dos condôminos (por exemplo, as áreas de lazer do prédio). Lembrada a previsão legal, retornemos à possibilidade já mencionada: a de que o condômino pode usar, fruir do que é seu.

Evidentemente, ao alugar a sua propriedade e receber os valores decorrentes, ele aluga também a sua participação nas áreas comuns. E, é claro, o locatário, por seu turno, deverá obedecer às regras de utilização dessas áreas (horários, agendas, critérios etc.), o que sugere a conveniência de ser dado acesso à Convenção e ao Regimento Interno a cada locatário, logo quando celebrado o contrato.

Em conclusão: a locação residencial por temporada é legal, poderá ser normalmente contratada em condomínios residenciais. O locatário, de seu lado, deverá – além de cumprir adequadamente o contrato de locação – atentar-se às regras do condomínio.

Enfim, agindo conforme a lei, seguiremos, condôminos e locatários, vivendo com tranquilidade.

(*) Jaques Bushatsky é advogado; pró-reitor da Universidade Secovi; coordenador da Comissão de Locação do Ibradim e sócio da Advocacia Bushatsky.

via https://www.sindiconet.com.br/

Realizar obras em imóveis alugados exige uma negociação transparente entre dono e inquilino

Algumas dicas podem contribuir para que eventuais mudanças surtam efeito

José Alberto Rodrigues* /Estado de Minas

Especialistas sugerem investir na pintura, nos acessórios e em adesivos ou papel de parede em caso de mudanças para deixar o imóvel com aparência de decoração econômica - Thiago Costoli/Divulgação
Especialistas sugerem investir na pintura, nos acessórios e em adesivos ou papel de parede em caso de mudanças para deixar o imóvel com aparência de decoração econômica

Encontrar um imóvel para alugar que atenda a todas as expectativas do novo morador é uma tarefa complicada. Porém, é inevitável que o inquilino queira fazer algumas mudanças ou adaptações no imóvel antes de se mudar. Para isso, é importante que o proprietário e o locatário combinem antes da assinatura do contrato as mudanças necessárias, para que não haja reclamações posteriores.

Quando a pessoa compra um imóvel usado dificilmente vai entrar nele sem precisar fazer algum tipo de mudança. “Antes de adquirir o imóvel, na vistoria será verificada a estrutura, como trincas e fissuras que possam comprometer a segurança do prédio, mas em regra a pessoa pode mudar para qualquer lugar sem fazer nenhum tipo de alteração e só iniciar uma reforma já dentro do imóvel. O que vai determinar isso é o poder aquisitivo e o gosto particular de cada um”, avalia Renato Horta, advogado de família.

Mas, no caso de aluguel, basta o locatário verificar se o imóvel atende às necessidades básicas e às expectativas naquele momento. “Já que o locatário – apesar de ter a posse direta do imóvel – não detém a propriedade, pode rescindir o contrato caso o bem não atenda à finalidade para a qual foi locado”, pontua.

Fazer modificações em uma casa alugada requer planejamento e conversa detalhada com o dono do imóvel. “Depende do tipo de modificação que a pessoa vai fazer, porque se é necessária e não for feita pode comprometer a estrutura do imóvel. E se não houver previsão em contrário no contrato, o inquilino pode fazer essa alteração e depois ser reembolsado por meio de indenização.”

As obras que não são necessárias e não colocam em risco seus moradores são chamadas de benfeitorias úteis. “O inquilino poderá fazê-las, desde que autorizado pelo proprietário para ser reembolsado posteriormente. Se forem outras benfeitorias, só pra embelezar o imóvel, o inquilino, pode até fazer, só que o proprietário não é obrigado a indenizá-lo”, afirma o advogado.

CONTRATO 

Por isso, é preciso estar atento às condições do contrato firmado entre o inquilino e o proprietário ou administradora. “É importante observar a existência de obrigações acessórias, por exemplo, a devolução do imóvel pintado. Deve-se ficar atento também sobre qual período se incidirá multa em caso de rescisão antecipada do contrato. Verificar ainda se há proibição de execução de benfeitorias para que o locatário não venha a ser prejudicado financeiramente caso execute algumas obras.”

Já o locador precisa ter atenção se o imóvel for para fins residenciais. Apesar de a lei não obrigar, é aconselhável que o contrato tenha prazo mínimo de 30 meses, pois fixado prazo inferior a esse poderá o locatário permanecer no imóvel por até cinco anos.

REFORMA 

Para Flaviane Pereira, designer de interiores, e Márcia Coimbra, arquiteta do escritório Ágille Arquitetura, o planejamento é o principal objetivo para o sucesso de qualquer projeto de vida que se deseja alcançar na hora da realização do sonho da casa própria, independentemente se a aquisição do imóvel for na planta ou usado. “Caso encontre um imóvel, mas o inquilino pretende intervir na moradia, é recomendado contratar um profissional habilitado para que faça o planejamento das intervenções desejadas e que em comum acordo com o proprietário sejam validadas e aprovadas para dar início ao projeto”, afirmam.

A contratação de um profissional habilitado é necessária para a emissão da norma técnica e para prosseguir com o andamento das intervenções futuras. Uma cópia desses documentos deverá ser entregue acompanhada de uma do projeto e memorial descritivo para o síndico do condomínio. Se o arquiteto não o fizer, caberá ao síndico solicitar a documentação.

DECORAÇÃO 

Algumas mudanças podem ser feitas sem afetar o projeto original do imóvel. “Se forem para deixar o ambiente com aspecto de decoração econômica e só para renovar o ambiente, invista na pintura e nos acessórios, ou em um adesivo ou papel de parede, reutilize objetos ou acessórios, abuse do verde, monte um jardim sustentável e desfrute desse novo lar”, recomendam Flaviane Pereira e Márcia Coimbra.

A arquiteta e a designer de interiores dão algumas dicas para deixar o novo lar mais aconchegante. “Abuse dos acessórios, como um tapete para esconder algumas patologias no piso, o uso de adornos e almofadas para compor essa área que necessita de algum tratamento especial e deixar o ambiente com um clima acolhedore mais aconchegante. Pinte as paredes com cores claras se seu espaço demanda amplitude ou se existe algum defeito que o incomode. Se algum revestimento do banheiro ou outra área de algum cômodo necessitem de algum tratamento, uma ótima opção será o espelho, que, além de ampliar, é esteticamente belo no décor”, afirmam.

Outra dica importante é o uso de madeiras e plantas, deixando o espaço mais próximo da natureza, trazendo mais conforto para o lar e proporcionando sustentabilidade.

Em áreas externas, grandiosas ou enxutas, para propor um espaço aberto e agradável, a dica para espaços pequenos é ter cuidado com a dimensão do mobiliário escolhido. O espaço mais enxuto é perfeito para uma reunião, assim como um espaço amplo possibilita uma amplitude de opções na hora do planejamento conceitual.

É necessário pensar quais são as suas reais necessidades e assim definir suas prioridades e quais os espaços são mais importantes para você investir no imóvel. “A dica preciosa é identificar suas necessidades e agarrar as oportunidades, olhando sempre os diversos fatores envolvidos, como a localização, qualidade e contrato.”

Fonte: https://estadodeminas.lugarcerto.com.br

Entenda a nova Lei dos Bombeiros que visa evitar incêndios em condomínios

Com renovação entre 1 e 5 anos, o documento é a garantia de que o empreendimento segue todas as instruções de segurança

Cabe aos síndicos garantir que os equipamentos de combate à incêndio do prédio estejam operantes/ Foto: iStock

Em vigor desde o dia 9 de abril deste ano, a lei que cobra dos condomínios residenciais o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) em dia pode fazer com que muitos condôminos que não atenderem as exigências sejam surpreendidos com uma advertência ou multa.

O valor a ser pago por aqueles empreendimentos que não estiverem em ordem com seus sistemas de prevenção e combate a incêndio pode chegar a R$ 265 mil, dependendo da gravidade.

Segundo a Lello Condomínios, o decreto 63.911/18 validou o poder de agente fiscalizador estabelecido aos bombeiros. Já a Instrução Técnica nº 01/2019 do Corpo de Bombeiros estabeleceu os procedimentos administrativos e operacionais para a fiscalização nos condomínios e demais desdobramentos.

Antes, o Corpo de Bombeiros só visitava os condomínios quando acionado, ou seja, quando existia algum sinistro ou quando era chamado para vistoria quando da emissão do atestado. Agora os agentes podem vistoriar os condomínios conforme planejamento periódico e contínuo da Corporação, bem como para atender a operações sazonais e áreas de interesse, ou ainda, em razão de denúncia fundamentada.

Portanto, cabe aos síndicos garantir que todos os equipamentos de combate a incêndio instalados nos edifícios estejam operantes, como: recarga dos extintores, sistema de iluminação de emergência, alarme de incêndio, bomba de incêndio, sinalização de rota de fuga, portas corta-fogo, entre outros.

Prédios antigos

Existe uma lenda que os condomínios antigos não conseguem se adequar às novas regras. Raquel explica que hoje em dia a Corporação é muito mais flexível. “Junto com o profissional contratado pelo condomínio e responsável pelo AVCB  fazem discussões técnicas e conseguem encontrar soluções mais assertivas e econômicas sempre resguardando a segurança e preservando a infraestrutura original”, conta ela.

Por isso, vale ter no quadro de funcionários profissionais que entendam sobre o assunto. “Constatamos que muitos condomínios acabaram contratando profissionais que não possuíam expertise suficiente e, como consequência, acabaram gerando mais problemas para os síndicos”, afirma Raquel Tomasini, gerente de produtos e parcerias da Lello Condomínios.

Quanto aos prazos, se o condomínio for fiscalizado e receber uma advertência escrita (Comunique-se) terá 180 dias para corrigir as irregularidades. Este prazo pode ser prorrogado por mais 180 dias mediante defesa fundamentada tecnicamente de acordo com a complexidade das adequações e já apresentando um cronograma físico de execução.

Raquel ressalta ainda que a edificação pode ser multada nos valores de 10 a 10.000 Unidade Fiscal do Estado de São Paulo (UFESP) de acordo com a gravidade da infração, bem como quando persistir a infração após findado o prazo de regularização estabelecido. Além disto, após aplicação da multa e persistindo a infração, a multa será aplicada em dobro.

Quanto a infração persistir, o Corpo de Bombeiros encaminhará o caso a área de Fiscalização da Prefeitura para fins de embargo ou interdição da edificação. Outra dúvida que existem por parte do Síndico e que pagando a multa tudo está resolvido. O pagamento da multa não exime o condomínio da obrigação de corrigir as irregularidades apontadas.

Providências necessárias

  • Instalação de escadas e patamares com corrimão;
  • Portas corta-fogo e coluna de ventilação;
  • Iluminação de emergência e sinalização de rota de fuga;
  • Instalação de extintores, hidrantes, sprinklers, detectores de fumaça e temperatura, acionadores manuais de alarme e bomba d’água se necessário.
  • Treinamento da brigada de incêndio para funcionários da empresa ou edifício;
  • ​Uso de material antichama na fiação elétrica e de revestimento (divisórias, forros, etc) e a segurança das instalações de armazenamento de gases e combustíveis;
  • Laudos atualizados de engenheiros especializados que garantam a integridade de certos itens (SPDA para para-raios, laudo de estanqueidade do gás, entre outros).

Perigo iminente

Segundo estimativa da administradora, que detém a maior carteira de condomínios do Estado, cerca de 60% dos imóveis residenciais não estão em dia com a documentação.

A gerente da Lello aponta que vem auxiliando os síndicos na regularização e obtenção do AVCB, considerando as particularidades dos condomínios residenciais que, em muitos casos, não eram renovados a muitos anos, até por falta de fiscalização dos órgãos competentes.

“O AVCB até então sempre foi prioridade nos condomínios comerciais, pois sem ele não se consegue obter a licença de funcionamento dos conjuntos, por exemplo. Nos residenciais, com a ausência de fiscalização, acabávamos com a tarefa de convencer os síndicos da importância do atestado para a resguardar a segurança dos condôminos”, observa Raquel.

Como obter

Inicialmente é necessário o desenvolvimento de um Projeto de Segurança Contra Incêndio por um engenheiro, e nele contarão todas as medidas a serem tomadas, equipamentos a serem instalados. Este projeto é encaminhado ao Corpo de Bombeiros, que aprova ou devolve com as medidas adicionais necessárias.

Após aprovado o projeto, ocorre uma vistoria presencial feita por um oficial de vistoria que constata se tudo está conforme exigido pela norma. Após a vistoria, é emitido o certificado que normalmente tem validade de 5 anos, porém em alguns casos pode ter a necessidade de renovação anualmente. Para mais informações, entre no site oficial do Corpo de Bombeiros.

Fonte: Estadão

7 dicas para você conseguir um bom desconto no imóvel

Seja para alugar ou para comprar, é possível barganhar e fechar o negócio que cabe no seu orçamento

A situação econômica do Brasil pode ser fator determinante nos valores praticados no mercado imobiliário. Isso porque a lei da oferta e da procura influencia diretamente nos preços dos imóveis. Com o mercado aquecido, a tendência é de encarecer, enquanto em um momento de estagnação, o natural é que apartamentos e casas fiquem mais acessíveis. Este último caso abre, inclusive, uma maior possibilidade de barganha, a depender da forma de pagamento. Porém, é sempre possível conseguir um bom desconto na hora de comprar ou até mesmo de alugar um imóvel. Fique por dentro do que você deve saber na hora de pechinchar, o que pode ser importante no momento da negociação e esteja preparado para deixar a vergonha de lado e ter o poder de de barganha a seu favor.

Os efeitos da crise foram bastante sentidos na construção civil e no mercado imobiliário. Com a alta do desemprego e poder de compra menor, a demanda caiu e, com os estoques em alta, a negociação passou a beneficiar o cliente. Na hora de alugar, os proprietários passaram a aceitar um desconto maior. “É melhor concordar em baixar o valor do que deixar o imóvel vazio, pagando o IPTU e o condomínio. O que pouca gente sabe é que a maioria dos imóveis disponíveis para locação não é de um grande conglomerado, é de uma pessoa que economizou para ter um segundo imóvel. É um público frágil economicamente, então a negociação é sempre possível”, explica José Augusto Viana, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP).

Na hora de comprar, a situação não é diferente e, quanto maior o estoque disponível no mercado, mais fácil de barganhar. Principalmente se o cliente for pagar à vista ou dar uma entrada grande. “A oferta de crédito está em alta neste ano, mas, mesmo assim, quem não depende do financiamento habitacional sai na frente. O que aceitar o financiamento vai demorar um pouco mais para receber e quem está com o dinheiro vai pagar logo”, conta Laudimiro Cavalcanti, diretor do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Rio de Janeiro (Creci-RJ) e conselheiro federal.

Além da forma de pagamento, outros fatores também podem influenciar na hora de conseguir um desconto. Pesquisar sobre o imóvel e ter um parâmetro é fundamental. Ou seja, busque informações sobre a localização, tipo de imóvel e tamanho. “Hoje a internet ajuda muito. É possível ver as opções nos portais e sites de imobiliárias, todas as informações estão lá, de metragem a preço. As fotos também ajudam a ver a situação do imóvel, do acabamento. Também é possível pesquisar sobre a localização, se tem escola, transporte por perto. Assim, faz uma triagem antes e a visita fica para um segundo momento, depois de uma seleção do que interessa. Assim você pode estudar melhor as propostas, já tendo informações e parâmetros”, detalha Laudimiro. A pesquisa deve contemplar imóveis dentro do perfil que o cliente busca, para que crie mecanismos de comparação para fazer uma boa proposta.

Inclusive, fazer uma contraproposta também é importante, porém é fundamental ser flexível e saber até onde negociar. Portanto, procure saber qual a necessidade do proprietário em alugar ou vender, se o imóvel está fechado faz muito tempo, isso pode aumentar a capacidade de barganha. Porém, é preciso entender que para alguns tipos de imóveis, a demanda é grande e, caso tenha agradado e o valor couber no orçamento, a demora pode fazer com outra pessoa passe na frente da negociação.

A ajuda de um profissional pode, inclusive, facilitar a intermediação da negociação. Além disso, ele pode ter conhecimento para que o fechamento do negócio, que envolve muitos detalhes e também uma grande documentação, sem problemas futuros. “Muita gente não sabe como funciona o processo. O corretor não precisa ser advogado, ma ele tem que ter conhecimento de direito imobiliário. O comprador muitas vezes se empolga e quer fechar negócio e, quando vai ver, o imóvel está hipotecado ou aparece uma cláusula que ele não pode ser vendido. Tem que prestar atenção em tudo”, explica Laudimiro Cavalcanti.

E, no final das contas, mesmo que aquele seja o imóvel dos sonhos, não se deixe levar pela emoção. É fundamental fazer uma vistoria nele para analisar se o imóvel ou condomínio tem algum problema e, caso necessite de algum reparo, o cliente não precise desembolsar um valor que não estava dentro do orçamento. Verifique a parte elétrica e hidráulica. “Além disso, veja a posição e o andar. Às vezes, o valor dos apartamentos em um mesmo prédio varia de acordo com o andar e a posição. Quanto mais alto, mais valorizado. E também se é nascente poderá ser mais caro”, acrescenta José Augusto Viana Neto.

Confira algumas dicas para você conseguir um bom desconto no imóvel:

1- Conheça o mercado

Fique informado sobre a situação econômica do Brasil porque o conhecimento pode ajudar na hora de pedir um desconto. Em tempos de instabilidade, os estoques ficam mais altos e as pessoas e construtoras estão mais dispostos a negociar;

2- Forma de pagamento

Na hora de comprar, se o cliente tiver poder para pagar à vista ou tem economia para dar uma grande entrada no imóvel, ele pode conseguir um desconto maior, já que o pagamento será feito mais rapidamente do que em um financiamento;

3- Pesquise para ter parâmetro

Acesse sites e faça a pesquisa prévia. Faça a busca entre imóveis semelhantes e na mesma região que pretende morar para ter parâmetro para negociar o que você deseja.

4- Seleção prévia

Hoje em dia não precisa mais perder tempo visitando todos os imóveis disponíveis. Com a pesquisa na internet, é possível verificar como é o imóvel, o estado, acabamento, se tem armário, localização e se atende a todas as necessidades. Vá visitar apenas os que se encaixarem no que o cliente busca e analise as propostas deles;

5- Seja flexível para negociar

É importante fazer uma contraproposta, mas saiba até onde a negociação pode ir. Se o imóvel for o dos seus sonhos, caiba no seu orçamento e do tipo que a demanda é alta, pela boa condição e localização,não demore muito para fechar negócio. Afinal de contas, você pode perdê-lo para outra pessoa.

6 – Ajuda de profissional

São muitos os detalhes em um processo para comprar ou alugar um imóvel. Tem a negociação, tem o conhecimento do mercado e também questões burocráticas, como a parte de documentação e se o imóvel está em perfeitas condições. Um corretor vai estar preparado para ajudar;

7 – Vistoria é importante

Mesmo que aparentemente você tenha encontrado o imóvel dos sonhos, não deixe de fazer uma vistoria. Analise a parte hidráulica e elétrica para não ter prejuízo depois. E também verifique a posição dele e o andar, o valor de apartamentos pode variar em um mesmo prédio.

Fonte: ZAP em Casa

 

Balancete: quando pode ser revisado?

Rodrigo Karpat responde esta e outras dúvidas, inclusive, quanto à anulação

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Por Rodrigo Karpat*

A prestação de contas é uma obrigação legal do síndico conforme Art. 1.348, VIII do Código Civil, o qual aduz que as contas devem ser prestadas em assembleia anualmente ou quando exigidas.

Assim, é inerente ao cargo de síndico e ao exercício das atividades da administradora prestar a qualquer tempo os esclarecimentos necessários à gestão, lembrando que tais solicitações não atentam contra o síndico ou representam desconfiança em relação à gestão necessariamente.

Assim como uma empresa deve prestar esclarecimentos aos seus sócios, o síndico deve prestar contas aos condôminos em assembleia ou quando exigido.

Uma vez ao mês a pasta de prestação de contas, contendo a movimentação do mês anterior com os documentos originais, deve ser entregue pela administradora ao síndico e demais membros do corpo diretivo para análise e considerações. Pasta esta que pode ser física ou digital e que o condômino pode e deve ter acesso.

Porém, em alguns casos, mesmo após as contas terem sido prestadas e aprovadas em assembleia, as quais passam, em “tese”, a estarem aprovadas, em casos excepcionais, estas podem ser revistas.

As contas podem ser reexaminadas judicialmente caso existam indícios de erro, dolo ou coação, conforme Art. 138 e seguintes do Código Civil, o que tornaria anulável o ato de aprovação. O prazo de anulação das contas aprovadas em vícios, nas hipóteses de coação, dolo e erro é de quatro anos (Art. 178 do CC).

Para os demais casos, o prazo de anulação será o de dois anos com base no Art. 179 do Código Civil. Sendo passível de anulação apenas pela via judicial, uma vez que a aprovação tem presunção relativa, ou seja, podem ser desfeitas pela prova em contrário, admitindo assim a contraprova.

De tal sorte que, de forma extrajudicial, as contas já aprovadas não podem ser reexaminadas ou rediscutidas, apenas quando houver provas de erros graves ou fraude. Aí sim o fato deverá ser levado ao judiciário pelo condomínio, para anulação do ato fraudulento ou cancelamento da assembleia eivada de vícios.

Para esses casos, o remédio é o síndico saber gerenciar a prestação de contas, contratando empresa administradora de primeira linha para fazer o balancete, formular resumo e apresentação do resultado da gestão em assembleia.

Uma auditoria independente, também, minimiza riscos da gestão e, muitas vezes, supre conselheiros desinteressados que na hora da prestação de contas acabam por atrapalhar a aprovação quando, por exemplo, não assinam as pastas de prestação de contas.

(*) Dr. Rodrigo Karpat, advogado militante na área cível há mais de 10 anos; sócio-fundador do escritório Karpat Sociedade de Advogados e considerado um dos maiores especialistas em direito imobiliário e em questões condominiais do país. Além de ministrar palestras e cursos em todo o Brasil, é colunista da ELEMIDIA, do site SíndicoNet, do Jornal Folha do Síndico, do Condomínio em Ordem e de outros 50 veículos condominiais, além de ser consultor da Rádio Justiça de Brasília, do programa “É de Casa” da Rede Globo e apresenta o programa “Vida em Condomínio” da TV CRECI. É membro efetivo da comissão de Direito Condominial da OAB/SP.

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Conheça os mitos e verdades na compra de imóveis na planta

Saiba o que pode acontecer e se prepare para realizar seu sonho sem problemas

As dúvidas sobre a compra de imóveis na planta vão além da forma de construção, dos materiais utilizados ou de como ficarão os ambientes. O projeto, o contrato, os prazos – são muitas etapas que podem embaralhar a vida de quem está diante do empreendimento. Nem sempre tudo que se fala por aí é verdade. Então, leia as orientações e bom negócio!

1 – Preços e condições de pagamentos são melhores?


(Foto: Shutterstock)

Verdade! Proprietário da Construtora Santa Rosa, o engenheiro Luiz Borges diz que imóveis na planta têm melhores preços e condições de pagamento. “Afinal de contas, o processo de vendas está sendo realizado em cima de um projeto. Devido a isso, o cliente pagará no imóvel um valor abaixo do que gira o mercado imobiliário”.

2 – O apartamento será montado exatamente como eu quero? 

imóveis na planta
(Foto: Shutterstock)

Verdade! Segundo Borges, na grande maioria das vezes, o projeto arquitetônico aprovado tem um layout definido. Ou seja, o cliente tem que escolher o imóvel, entre as opções que a construtora tem. “As grandes construtoras oferecem como diferencial a venda de dois ou mais layouts diferentes dentro de um mesmo prédio. Neste caso, o cliente tem mais opções”, diz o engenheiro.

3 – Os contratos são simples? 

imóveis na planta
(Foto: Shutterstock)

Mito! Segundo o advogado Renato Horta, professor do Curso de Direito da Una de Belo Horizonte (MG) e da Faculdade Pitágoras de Betim (MG), são contratos burocráticos. Por se tratar de volume considerável de dinheiro, normalmente, exige contratação não apenas junto ao construtor ou incorporador, mas também com agente financeiro. “A dupla contratação, por estar relacionada com obrigações a serem cumpridas por pessoas diferentes, exige maior cuidado”, diz.

4 – A obra pode atrasar mais que o esperado?


(Foto: Shutterstock)

Verdade! Horta explica que é algo comum e que motivou a edição da Lei 13.786, de 27/12/2018, que trata da rescisão contratual unilateral de aquisição de unidade imobiliária em incorporação imobiliária e em parcelamento de solo urbano.

“A lei incorporou a prática de mercado relativa à cláusula de tolerância, em que o contratado previa a possibilidade de prorrogação automática do prazo para entrega em até 180 dias. Ela deu ao contratante, após a superação do prazo, a possibilidade de rescindir unilateralmente o contrato, sendo devida a ele todo o valor pago corrigido e eventual multa pactuada”.

5 – Não é possível acompanhar todas as etapas de obra? 

imóveis na planta
(Foto: Shutterstock)

Mito! A Lei 4591, de 16/12/1964, estabelece constituição de Comissão de Representantes com a finalidade de representar os adquirentes frente o construtor ou incorporador em tudo o que interessar ao bom andamento da incorporação. O engenheiro Luiz Borges afirma que o ideal é analisar a etapa realizada em relação à previsão de desembolso financeiro até ela. “É o termômetro para analisarmos se o dinheiro dos investidores está sendo bem gerenciado”.

6 – Há garantias em caso de problemas futuros?

imóveis na planta
(Foto: Shutterstock)

Verdade! O advogado Renato Horta lembra que, em relação à estrutura de imóveis na planta, há sempre garantia. “Se for algum vício aparente, a garantia tem limite temporal de 90 dias. Se vício oculto, cinco anos a partir da descoberta. Se o problema estiver relacionada com as questões jurídicas dirigidas à contratação, a garantia está reservada aos limites legais”.

Fonte: https://revista.zapimoveis.com.br/

Sistema solar fotovoltaico é alternativa em condomínios para garantir menores gastos

Tendência também promove a educação sustentável entre moradores

José Alberto Rodrigues* /Estado de Minas

Empreendimentos sustentáveis da MRV conquistam maior valorização no mercado - MRV Engenharia/Divulgação

Em tempos de aumento na conta de luz e pouco dinheiro, qualquer ajuda no fim do mês é bem-vinda. Uma alternativa é a instalação de sistema de energia solar, o que reduzirá bastante o custo no bolso e representa uma boa economia. Gerar a própria energia por meio de um sistema fotovoltaico é um desejo crescente entre construtoras.

Luis Henrique Capanema Pedrosa, gestor executivo de suprimentos da Construtora MRV, diz que a ideia consiste na instalação de painéis fotovoltaicos no telhado dos empreendimentos, convertendo energia solar em energia elétrica. “A energia gerada é consumida localmente e, quando há um excedente, ele é injetado na rede de distribuição da concessionária de energia local”, pontua. Segundo ele, no fim do mês é feita uma compensação entre a energia total injetada e a total consumida, podendo até mesmo cobrir quase a totalidade do consumo do condomínio.

De acordo com Rodrigo Travi, CEO da Ledax Energy and Lighting, a tendência é que dentro de cada plano de construção já esteja planejado um sistema de energia solar. “Para isso, é muito importante que os empreendimentos já sejam projetados com estruturas capazes de suportar o peso das placas solares e que tenham uma boa incidência solar nas áreas planejadas. O sistema ainda agrega valor de venda e marketing positivo para as construções”, comenta.

O mercado imobiliário encontrou em conceitos sustentáveis uma melhor forma de gestão ambiental e meio de atrair clientes. “As construtoras passariam a ter empreendimentos mais valorizados e ajudariam a difundir a importância da geração de energia por meio de fontes limpas e renováveis”, destaca Luis Henrique.

A energia fotovoltaica gera uma redução no custo de manutenção, uma vez que propicia a redução da despesa, gerando economia que pode ser revertida ao próprio condomínio. “Outro ponto que deve ser destacado é que cada vez mais municípios estão adotando o “IPTU Verde”, que concede descontos nesse imposto para os empreendimentos que implantarem ações sustentáveis”, lembra o executivo.

ESTRATÉGICO

Entre os benefícios da instalação para os condôminos, o gestor executivo frisa que, com o dinheiro economizado com a energia do local, é possível garantir melhorias para o próprio prédio, agregando valor ao empreendimento e valorizando as unidades. “Além de ter a energia sendo gerada por uma fonte limpa, um condomínio com geração solar fotovoltaica pode reverter a economia em benefícios, como pintura das áreas comuns, melhorias diversas em mobiliário e paisagismo”, salienta.

Para isso, a montagem do sistema deve ser feita em ponto estratégico. De acordo com Rodrigo Travi, a característica essencial que pode inviabilizar a instalação do sistema é o sombreamento causado por árvores, antenas, prédios ao redor, postes etc. “O ideal, além de não haver sombreamento, é a superfície ser plana e sem vegetação, para terrenos, e em bom estado de conservação no caso de lajes e telhados.” Normalmente, a instalação é feita nos telhados, que devem suportar essa carga extra, mas pode também ser feita como cobertura de estacionamentos.

Apesar das vantagens, todo o projeto deve estar em sintonia com essa tendência. “É importante ressaltar que a implantação de sistemas fotovoltaicos deve ser acompanhada de projetos de instalações com maior eficiência energética, com o uso de LEDs e sensores, para maximizar os resultados”, conclui Luis Henrique Capanema.

* Estagiário sob a supervisão da subeditora Elizabeth Colares

Fonte: https://estadodeminas.lugarcerto.com.br

Dicas para acertar em cheio na escolha do imóvel

Muitos são os fatores que determinam o fechamento do negócio, seja para comprar ou alugar. Fique atento para não errar e o sonho da casa própria virar uma frustração

O sonho da casa própria ainda permeia o imaginário da maioria dos brasileiros. Para muita gente, chegar a essa realização não é tarefa fácil. São anos e mais anos juntando dinheiro ou pagando prestações de um financiamento imobiliário. Para outros, pela disponibilidade financeira, é um sonho até mais palpável. Porém, independentemente do caminho até chegar à casa própria, como é um bem durável e que pode, inclusive, durar uma vida inteira, a hora de escolher o imóvel dos sonhos exige muito cuidado e atenção. São muitos os detalhes e variantes que podem ser determinantes na escolha para que ela não se torne uma frustração. Saiba todos os detalhes para acertar e eleger o imóvel dos sonhos. Dicas que valem para quem vai comprar, mas também para quem quer alugar.

O imóvel normalmente é algo bastante sonhado para quem está saindo da casa dos pais, para quem vai se casar e formar uma família ou para quem está em busca de um apartamento maior. E é sempre uma busca pela realização de um sonho, um momento importante. “Por isso é muito importante fazer a busca certa e encontrar o imóvel que realmente deseja. Depois de fechar negócio e descobrir que não era exatamente o que queria, pode ser um trauma para uma família, poucos sabem avaliar o estresse e o problema que isso gera dentro de um lar. Quando o negócio é errado, isso é um desastre. E depois é uma dificuldade para se desfazer e vender”, ressalta José Augusto Viana Neto, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP).

Localização

Uma das questões fundamentais é a escolha da localização, principalmente porque esta questão pode ser importante na qualidade de vida, já que pode ser próximo do trabalho ou da escola das crianças. “O primeiro passo é escolher o bairro, se quer morar perto da praia ou do metrô, do trabalho, da escola ou do que for importante na rotina”, afirma Laudimiro Cavalcanti, diretor do Creci-RJ e conselheiro federal. A internet pode ser a primeira aliada nesta triagem. “Os sites de busca de imóveis e de imobiliárias têm muitas opções e todas as demais informações sobre a localização, o que tem por perto, sobre o bairro, está no Google. Ele pode selecionar alguns apartamentos previamente para depois pedir para um corretor mostrar os já pré-selecionados”, completa.

Informações

Para José Augusto Viana Neto, esta facilidade da tecnologia acaba poupando tempo, o que é fundamental na rotina corrida da vida atual. “No passado, era preciso que o corretor saísse com os clientes para visitar entre 15 e 20 imóveis. Acabava sendo uma despesa alta, um desgaste e uma perda de tempo. Hoje é possível pesquisar na internet, conversar sobre detalhes por e-mail, mostrar fotos por WhatsApp, sair para ver dois ou três apartamentos e ter uma noção do que deseja”, detalha. Porém, alguns passos ainda são importantes antes de fechar o negócio, como, por exemplo, fazer uma pesquisa sobre o condomínio e seu entorno. “Ele deve procurar conversar com o síndico, com os vizinhos, perguntar se é um local seguro, se tem câmeras de segurança, se tem muito assalto no entorno, se tem infraestrutura para o filho, se a água é de poço e costuma faltar, se tem gerador de energia, todos esses detalhes”, acrescenta Laudimiro Cavalcanti. Outra boa fonte de informações é o quadro de avisos do empreendimento, que pode conter informações importantes.

Lançamentos

Para quem está em busca de lançamentos, de imóveis que ainda estão na planta, buscar todo tipo de informação também é importante. “A construtora tem todas as informações. É bom ir no estande de vendas com as informações na mão e checar tudo. Verificar se a metragem vai ser a mesma anunciada, se a construção seguirá o memorial construtivo, que registra na prefeitura o que será construído no local e traz detalhes de acabamento, de quantos apartamentos, se vai ter playground e tudo mais. Veja também a documentação do terreno, se a construtora já pagou ou se tem alguma pendência”, diz Laudimiro Cavalcanti.

 

(Foto: Shutterstock)

 

Infraestrutura

Primeiro avalie se o imóvel agrada os futuros moradores. “Analise o tamanho, se a distribuição dos cômodos está bom, todos os detalhes do apartamento”, sugere José Augusto. A parte da infraestrutura também entra nos pontos importantes para serem analisados. “Veja a tubulação de água, o esgoto, a parte elétrica. Verifique também o teto do banheiro, da cozinha, o lado contrário das paredes que têm encanamento, se tem alguma mancha de umidade, é preciso ter atenção para ver se existe alguma infiltração”, acrescenta.

Armários

Os armários são bastante funcionais e entrar em um imóvel com tudo pronto pode ser um ponto positivo. “Se tem um embutido, ele agrega valor porque é um conforto já tê-lo lá. Muitas vezes eles são feitos sob medida e se adequam perfeitamente ao espaço, mas precisa estar conservado”, ressalta o presidente do Creci-SP. Porém, em muitos casos, eles não atendem ao gosto pessoal. “Às vezes o proprietário mostra achando tudo lindo, mas o comprador já está pensando em mudar, caso feche o negócio. De toda, isso não desvaloriza porque o armário é fácil de trocar, não é um ponto fundamental para assinar ou não o contrato”, diz Laudimiro Cavalcanti. Porém, caso existam armários no imóvel, é bom ficar atento e abrir as portas, analisar se existe cupim ou se precisa fazer alguma reforma.

 

(Foto: Shutterstock)

 

Horário da visita

O horário para visitar o imóvel pode influenciar na decisão para comprar ou alugar. Isso porque ele pode mostrar em que horário e em que ambientes o sol bate, até que horas isso acontece e a temperatura que fica nele. Portanto, é sempre importante fazer a visita em um horário que o sol esteja a pino. Fazer pelo menos uma visita noturna e ter referência dos dois turnos pode ser fundamental. “Além das características internas, veja o que tem no entorno do imóvel. Pode ser que na casa ao lado funcione uma igreja e você não vai saber os horários dos cultos, se vai ter barulho no domingo pela manhã, por exemplo. O mesmo pode acontecer com uma escola próxima ou uma feira livre nas imediações”, detalha José Augusto.

 

(Foto: Shutterstock)

 

Abra a janela

Pode parecer bobagem, mas abrir a janela vai mostrar, em primeiro lugar, se o imóvel é ventilado. A atitude também vai mostrar a luminosidade interna, além da temperatura. Além disso, desta forma o futuro morador poderá ver o que tem na frente, se é uma parede, outro prédio, a casa de um vizinho, e também a vista, analisando o entorno. “O dono do imóvel ou corretor que não quer enganar já deixa tudo aberto para deixar o comprador mais à vontade, sem que ele precise pedir licença para abrir”, conclui Laudimiro Cavalcanti.

 


(Foto: Shutterstock)

 

 

Fonte: https://revista.zapimoveis.com.br

 

 

 

11 passos pós-assembleia de condomínio

Colunista destaca as medidas que o síndico deve tomar antes, durante e depois da reunião

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Por Aldo Junior*

É muito comum após a realização de uma assembleia condominial acontecer o que chamamos de acomodação.

Os assuntos levados à pauta são resolvidos, as taxas são implementadas, os ajustes são feitos, porém, quais são os procedimentos legais para evitar demandas dos condôminos? Esse é o nosso tema.

A partir deste momento, a maioria dos síndicos, se acomoda e vai deixando a entrega da ata para depois. No entanto, os condôminos que não compareceram à assembleia têm o direito de saber o que foi decidido, ainda mais se foi aprova alguma taxa ou mudança em algum procedimento que possa envolver o dia a dia de sua convivência no condomínio.

Infelizmente, muitos síndicos quando são cobrados pelos condôminos se irritam e acabam causando um problema ainda maior pela simples falta de cuidado na divulgação da ata.

Outra situação muito comum é o síndico sem qualquer cuidado distribuir a ata sem se cercar dos devidos cuidados de conferência e piorar ainda mais a íntegra das informações.

Por isso, preparamos as medidas necessárias após a assembleia, a fim de evitar aborrecimentos, vejamos:

  1. Acompanhar o trabalho do secretário na transcrição dos registros da ata;
  2. Conferir os itens da pauta e a integralidade das tratativas e suas abordagens completas no texto da ata;
  3. Citar todos os eventuais apartes de condôminos e seus comentários;
  4. Transcrever os itens polêmicos tais como: aumento de taxa, criação de taxa extra com detalhes como prazo de cobrança e tempo de arrecadação a fim de evitar questionamentos judiciais futuros;
  5. Verificar a necessidade ou não de quórum qualificado para as decisões tomadas;
  6. Apurar no item de pauta de “assuntos gerais” se houve alguma aprovação de item que possa invalidar os atos decisórios da assembleia;
  7. Juntar a lista de presença ao corpo da ata para registro;
  8. Colher as assinaturas do secretário e do presidente da mesa;
  9. Enviar a ata para registro em cartório;
  10. Distribuir a ata registrada para todos os condôminos mediante carta protocolada, além de disponibilizar em sites ou quadros de avisos do condomínio;
  11. Arquivar no escritório a ata registrada ou ainda escanear e guardar em computador para futura consulta de condôminos.

Todos os cuidados do síndico devem ser focados na integralidade da transcrição da ata com a mais estrita verdade das tratativas realizadas entre os condôminos.

Qualquer desvio de conduta, tentativa de manipulação ou falsa condução dos termos da ata, podem caracterizar crime em desfavor do secretário da assembleia e para o presidente como previsto no Código Penal:

Art. 298. Falsificar, no todo ou em parte, documento particular ou alterar documento particular verdadeiro:

Pena — reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, e multa.

A responsabilidade que envolve os condôminos ou terceiros que redigem a ata é muito grande. A importância dos registros fidedignos do que foi tratado é fundamental para a segurança jurídica do síndico e do condomínio com um todo.

Estas medidas preventivas certamente vão evitar muitos problemas junto aos condomínios, com relação a possíveis nulidades, questionamentos legais e dúvidas suscitadas, principalmente daqueles condôminos que não compareceram à reunião.

Como é sabido, um dos deveres do síndico previsto em convenção e na legislação é a comunicação de todos os fatos relevantes aos condôminos, por isso nunca se deve esquecer desta obrigação, pois a assembleia é um dos fatores mais relevantes dentro de um condomínio.

Por isso o checklist pós-assembleia é muito importante para garantir a correta informação ao condômino e, principalmente, para levar a informação sem vícios administrativos e jurídicos.

(*) Aldo Jr. também é conhecido como Dr. Condomínio.

via https://www.sindiconet.com.br/

Móveis de madeira: trazendo o tradicional para os dias atuais

Está pensando na decoração do seu lar e se interessou por móveis de madeira? Nós te ajudamos inseri-lo na composição de diversos ambientes no seu lar.

Quando o assunto é decoração de interiores, o material dos móveis que compõem o lar pode dizer muito sobre os moradores do local. Isso pois, geralmente, móveis modernos e com acabamento em laca são muito utilizados por aqueles que gostam de uma decoração mais moderna e clean.

Já aqueles que utilizam móveis retrô e em finalização fosca, são mais descolados e preferem ambientes minimalistas.

Mas, e os tradicionais móveis de madeira?

Algumas pessoas podem considerá-los parte de decorações clássicas, porém as tendências de decorações da atualidade provam o contrário!

Isso porque, com o novo conceito rústico e industrial, ambos muito utilizados em projetos nos últimos anos, houve também a volta da madeira em diversos móveis, além de utilizada como revestimento e aposta certa para os detalhes.

Essa nova tendência foi uma das inspirações para o projeto do decorado da A.Yoshii. Nele, é possível ver que há uma convergência de estilos, fazendo com que os ambientes se tornem únicos, desde os grandes móveis, até os detalhes como peças decorativas, que dão o toque especial ao todo.

Unindo modernidade e personalidade, esse tipo de decoração fez com que os móveis de madeira sofressem uma repaginada. Desde suas estruturas, que tomaram as mais variadas formas, até seus acabamentos, que tem opções envernizadas e foscas também.

Para aqueles que querem inovar na decoração do lar, apostando em bons móveis de madeira, é possível escolher uma peça que seja objeto central da composição do ambiente.

Já para quem gosta do material e almeja um móvel que tome toda a atenção do cômodo, fazê-lo ponto focal do ambiente é essencial. Isso pois todo o restante da decoração nesse espaço será composto de acordo com o móvel em questão para que sua casa não fique sobrecarregada.

Inclusive, é preciso pensar bastante na iluminação ao selecionar revestimentos de madeira ou que ao menos imitem o material, já que, caso não haja pontos de luz suficientes, o cômodo pode ficar escuro e isso pode impactar no restante da decoração.

Porém, se você não quiser se arriscar tanto e preferir uma decoração mais neutra, é possível agregar apenas objetos em madeira. Assim, você ainda estará por dentro das tendências de decoração atuais, mas manterá o seu estilo e personalidade próprios em evidencia.

Viu só? As possibilidades são muitas e você pode se jogar de cabeça nas ideias ao iniciar o projeto do seu novo lar.

A.Yoshii Engenharia desenvolve obras de grande porte, como usinas de açúcar e álcool e fábricas de papel e celulose. No segmento de incorporação, com empreendimentos residenciais e comerciais construídos em importantes cidades do Paraná, a A.Yoshii se destaca pela qualidade e pontualidade na entrega.

Fonte: http://www.imovelweb.com.br

Expansão de varandas

Conheça o árduo caminho para condomínios que sonham em ampliar ou construir varandas

Conheça o árduo caminho para condomínios que sonham em ampliar ou construir varandas

Aumentar a metragem da unidade, o valor do metro quadrado e ainda ganhar mais iluminação e ventilação. Quem não quer?

Afinal, agregar uma sacada ou varanda ao apartamento pode trazer tudo isso. Porém, o percurso para se obter a tão sonhada sacada é longo – e, em alguns casos, pode até não ser viável.

São muitas as variáveis envolvidas antes do projeto sair do papel.

Requisitos para se construir uma nova varanda ou sacada no condomínio

O primeiro dado a ser pesquisado é se o condomínio pode ter mais área construída do que a apresentada atualmente – já que, muitas vezes, ao construir todo o potencial construtivo do terreno foi utilizado, não “sobrando” assim  mais metros quadrados a serem adicionados posteriormente pelos moradores.

Há também um porém estrutural: não são todos os edifícios que poderiam receber essa sobrecarga em sua estrutura. Em alguns, é possível fazer uma obra de adequação na fundação, em outros, não.

Outro grande entrave é a necessidade de aprovação de 100% dos condôminos. Todos, inclusive os inadimplentes, devem estar de acordo com a implantação da sacada ou varanda. Segundo os especialistas ouvidos pelo SíndicoNet são esses os dois maiores empecilhos para viabilizar essa obra de grande porte.

Recompensa

Mas quem vencer esses obstáculos pode ver o metro quadrado do seu apartamento aumentar bastante – seja em número ou em valores, assim como a liquidez do bem.  Há casos em que a valorização do imóvel chegou a 100%, após a conclusão da obra.

Veja abaixo um passo a passo de como pode ser desafiador um projeto desse tamanho. Vale lembrar também que é difícil projetar um prazo para a duração da obra, uma vez que fatores como: quantidade de dinheiro disponível, complexidade do projeto, aprovação das alterações na prefeitura, entre outros.

1.Projeto

Se há interesse de alguns moradores em adicionar a sacada, o primeiro passo é contratar uma empresa de arquitetura ou engenharia que investigue se o terreno do condomínio ainda tem potencial construtivo. Via de regra é possível adicionar 10% de área ao total já construído.

A empresa contratada deve ter em seu quadro arquitetos e engenheiros. Geralmente é a empresa também quem entra com o processo junto à prefeitura, pedindo o alvará para a execução da obra, e quem cuida da parte documental do projeto.

Geralmente os papéis pedidos pela prefeitura são: a convenção do condomínio, a planta original e a elaborada pelos engenheiros/arquitetos, com anotação de responsabilidade técnica (ART). É importante que a convenção esteja atualizada.

2. Assembleia explicativa

Se o projeto for realmente viável, então, o grupo de interessados na expansão e o síndico podem marcar uma assembleia para expor a ideia para todos. Aqui, vale lembrar que a anuência de todos os condôminos é necessária para que a obra siga em frente.

Por isso, é de suma importância fazer um trabalho anterior à assembleia, informando todos os condôminos sobre todas as características do projeto, inclusive com uma previsão de preços, e de formas de pagamento.

CASO PRÁTICO

Isabel Clemente Santos, administradora, integrou a comissão de obras do seu condomínio. Seu projeto de expansão de sacada está esperando aprovação na prefeitura de São Paulo. Para conseguir a aprovação de todos os condôminos, traçou uma estratégia inteligente.

“Mapeamos todas as unidades do condomínio – principalmente aqueles que não queriam a reforma. Investigamos os motivos e apresentamos o projeto em todas as unidades, uma por uma.Esse processo demorou quase três anos, mas conseguimos aprovar a obra. No momento da assembleia, de votar, todos já estavam bem informados sobre o que se tratava”.

Com a aprovação em mãos, o condomínio já pode começar a arrecadar um fundo para a sacada, que irá ajudar a deixar a obra mais rápida em sua fase de execução.

3. Aprovação na prefeitura

Com 100% de anuência dos proprietários, o projeto de alteração é mandado para ser aprovado pela prefeitura, assim como um alvará da obra.

“Em se tratando de uma obra desse tamanho, é fundamental que o condomínio e o síndico estejam extremamente bem assessorados, com uma empresa que seja a mais especializada possível nesse tipo de projeto”, assinala o advogado Alexandre Marques.

Ele também explica que, via de regra, é a empresa quem dá a assessoria documental para os empreendimentos junto à prefeitura.

Essa fase pode demorar dependendo do plano diretor de cada cidade, do bairro em que está o empreendimento, se há necessidade de equipamentos especiais (como guindastes, etc), entre outros.

4. Execução da obra

Essa é a fase que causa maior incômodo no empreendimento, uma vez que a maioria dos condôminos continuará a ocupar seus imóveis enquanto a obra é executada.

Algo que pode atrasar essa etapa é  a falta de dinheiro em caixa. Por isso, quanto maior for a arrecadação do fundo para a sacada, mais rapidamente a reforma poderá terminar. O ideal é começar a execução com pelo menos 30% de entrada, e parcelar e ratear o restante.

Uma opção é consultar empresas especializadas em crédito para condomínio, que podem oferecer um aporte financeiro – e um fôlego extra para a obra.

Responsabilidades

Vale lembrar que é o síndico o maior responsável pelo condomínio, sempre. Por isso, ele deve se cercar de fornecedores competentes e confiáveis.

“O síndico não precisa entender de fundação, de concreto, de nada disso. Mas deve saber que deve escolher com muita atenção e responsabilidade as empresas que cuidarão das diversas partes dessa obra”, ensina Hubert Gebara, do Secovi.

Para se certificar, vale visitar antigos clientes de empresas de arquitetura e engenharia que fizeram projetos similares aos que o seu condomínio quer executar.

Fotos

Veja abaixo um exemplo de como era e como ficou um condomínio da cidade de São Paulo, que conseguiu implementar a construção de sacada.

 

Crédito das imagens: PAX.ARQ Legenda: Imagens do antes e depois do edifício quando o projeto foi apresentado pelo escritório de arquitetura PAX – Arquitetura

Fontes consultadas: Marcio Rachkorsky, advogado especializado em condomínios; Raquel Tomasini, gerente de produtos da Lello; Hubert Gebara, vice-presidente de condomínios do Secovi-SP; Alexandre Marques, advogado especializado em condomínios; Isabel Clemente Santos Paim Vieira, condômina; Simone Santos, gerente da administradora Herzog; Zeferino Velloso, da VIP Inspeções prediais; Paula Sertório e Victor Paixão, arquitetos e sócios do PAX.ARQ

via https://www.sindiconet.com.br/

Apartamento pronto para morar ou pronto para mudar? Saiba a diferença

Os apartamentos prontos para morar são uma ótima opção para investir e para morar. Mas você conhece os apartamentos prontos para mudar? Entenda a diferença!

Quando buscamos um novo lar, os anúncios de imóveis novos brilham aos olhos. Afinal de contas, tem coisa melhor do que se mudar para um apartamento novinho em folha? Pronto para chamar de seu e ainda com cheirinho de novo?

Essa é a sensação que todos tem ao conquistar um imóvel novo.

Os ótimos preços e condições de pagamento, além das diversas opções de lazer no condomínio, são ótimos atrativos. Mas, o melhor de tudo, é que, ao apostar nesse tipo de empreendimento, você será a primeira pessoa a morar naquele imóvel.

Outra vantagem de imóveis novos, que acabaram de ser entregues, é que seus moradores poderão mudar-se e já começar a desfrutar do conforto do novo lar em pouco tempo após assinatura da papelada.

Os chamados “prontos para morar” contam, tradicionalmente, com a estrutura mínima necessária para que o proprietário se mude para o local, ou seja, já com instalação elétrica e hidráulica, com os revestimentos (apenas em áreas molhadas, como banheiros e cozinha) e janelas e portas básicas.

Porém, isso não significa que, ao chegar ao apartamento, a família terá tudo realmente pronto para morar sem antes realizar alguns ajustes ou instalações.

Esses apartamentos, por exemplo, não vêm com sistema de ar condicionado instalado. Esse é um ponto importante a se considerar, pensando que, caso o morador queira instalar posteriormente, esse serviço torna-se um pouco mais trabalhoso.

Mas, então, qual a melhor saída?

A boa nova é que já está disponível no mercado o apartamento pronto para mudar. Esse tipo de imóvel tem a facilidade de ser não apenas pronto para o proprietário morar, eles têm como principal funcionalidade todo o conforto necessário para que ele se mude de imediato, sem necessidade de nenhuma instalação prévia.

Nessa opção, além de já ter o apartamento entregue com sistema de ar condicionado instalado, há ainda o cuidado dos idealizadores de entregar o imóvel aos compradores já com os revestimentos colocados.

E mais: o conceito de imóveis prontos para mudar ainda dá ao morador na entrega das chaves alguns dos eletrodomésticos mais necessários para o dia a dia, já instalados!

Fonte: http://www.imovelweb.com.br

 

 

Cuidados com gás nos apartamentos

Informação e revisão periódica dos equipamentos são essenciais

Gás nos apartamentos

Por Gabriel Karpat*

Nos últimos dias, a imprensa nacional voltou a destacar, infelizmente, mais uma tragédia envolvendo vazamento de aquecedor a gás dentro de um condomínio, culminando com a lamentável morte de seus ocupantes.

Em uma ocorrência semelhante ocorrida recentemente no Rio de Janeiro, um grande vazamento de gás fez uma vítima fatal e destruiu parcialmente uma edificação.

Esses casos trazem urgentemente a necessidade de cada condomínio, na figura de seus representantes e responsáveis, se questionarem: o que fazer para evitar tragédias como essas?

A informação é a primeira forma de prevenção. Embora seja pouco conhecida, existe uma norma da ABNT (NBR 15526:2012) que normatiza e estabelece requisitos mínimos para as redes de distribuição para gases combustíveis nas instalações residenciais.

Entre os itens de cuidados essenciais contemplados nessa norma técnica, estão a necessidade de dispositivo de segurança e de espaço com renovação de ar para casos de eventuais vazamentos.

Além da informação, a ação é ponto fundamental para reduzir ou eliminar riscos de tragédias como as noticiadas recentemente. Nesse sentido, fica a questão: o que o síndico pode fazer dentro de sua alçada?

É bem verdade que dentro das unidades condominiais, muito pouco pode ser feito. Entretanto, diante da gravidade das consequências que ocorrências desse tipo podem causar, é fundamental ser proativo.

O primeiro passo é usar todos os canais de comunicação do condomínio para alertar os condôminos quanto aos riscos de instalação de gás por empresa ou pessoa sem habilitação e preparo técnico para executar esse serviço.

O mesmo vale para serviços de revisão. Aliás, nesse ponto, é imprescindível ampla divulgação de que todos os equipamentos que utilizam fornecimento de gás devem ser periodicamente revisados, ainda que não apresente qualquer anomalia. Essa revisão deve ser feita a cada cinco anos. É importante ressaltar que quem mensura o risco não é o morador, mas o técnico especializado.

Para que o alerta chegue a todos os envolvidos, utilize os mais variados meios de comunicação. Faça uso das redes sociais, de murais na garagem e dos comunicados afixados nos elevadores. Assim, assegurará que de alguma forma o aviso chegará aos condôminos.

Outra solução a ser ponderada é incluir no orçamento a revisão de todas as unidades no momento em que o condomínio efetuar as constantes revisões da rede de distribuição e das prumadas coletivas.

Trata-se de um momento oportuno para criar novas rotinas, prevendo além do atendimento à manutenção dos itens habituais, de forma a incorporar os demais itens que apresentam riscos, mesmo que não aparentes.

O tema merece atenção redobrada. Afinal, muito mais que patrimônio, estamos falando de vidas humanas. Com a devida atenção, preserva-se o bem-estar e a segurança de toda a coletividade.

Sob esse aspecto, inclusive, é importante ressaltar mais uma observação: a máxima de que dentro da minha unidade “só a mim interessa”, em condomínio deve ser descartada. Esse modo de pensar ou de agir não é mais compatível com a vida em comunidade.

(*) Gabriel Karpat é diretor da GK Administração de Bens e coordenador do curso de síndicos profissionais da Gábor RH.

Fonte: https://www.sindiconet.com.br

Saiba o que levar em conta na hora de comprar um imóvel

Antes de concretizar o negócio, é importante analisar itens como preço, condições de pagamento, vizinhança e segurança

Augusto Guimarães Pio /Estado de Minas

Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press

Na hora de comprar um imóvel residencial, alguns fatores devem ser levados em conta. Naturalmente, não se deve avaliar apenas o valor do bem, principalmente se for para fins familiares, ainda mais quando o casal tem filhos. A reserva financeira acumulada para dar como entrada, a quitação das prestações do financiamento imobiliário e também o peso que o apartamento terá no orçamento mensal ao longo dos anos são questões que devem ser pensadas sempre antes de concretizar um negócio.

Além da questão econômica, que é fundamental, outros pontos devem ser colocados na balança. Ronaldo Starling, proprietário da Ronaldo Starling Netimóveis, alerta que um dos principais itens necessários quando se tem crianças em casa é a segurança. Ele explica que apartamentos com garagens fechadas, porteiros e espaço interno são ideais para esse tipo de família. “Além do básico, é importante procurar condomínios que tenham uma área com parquinho para a criançada, playground e até espaço de festas para os aniversários”, aconselha o executivo.

LOCALIZAÇÃO 

“Pesquisar sobre o local, ver os índices de violência e visitar a região em várias horas do dia é importante” – Ronaldo Starling, proprietário da Ronaldo Starling Netimóveis

Ronaldo Starling destaca que outro ponto importante é quanto ao deslocamento da família. “Quanto mais próximo da escola e dos lugares mais frequentados pela família, é mais fácil”. O ideal, de acordo com o especialista, é que exista, pelo menos, um hospital ou instituição médica próximo da residência, pois as crianças costumam ficar doentes com mais facilidade. “Portanto, é preciso a garantia de um lugar para levá-las no caso de uma emergência de saúde”, alerta.

Segundo Ronaldo, outro segredo de como escolher um apartamento bom é entender que a vizinhança também é muito importante. “Por isso, pesquisar sobre o local, ver os índices de violência e visitar a região em várias horas do dia é importante. O ideal é morar em vizinhanças tranquilas, sem o tormento do som alto oriundos de bares e casas de shows. E se a família gosta de pets, não se pode esquecer de conferir as regras do condomínio antes de fechar a negociação. Há vários edifícios e apartamentos que aceitam cães, gatos e outros animais estimação.”

Fonte: https://estadodeminas.lugarcerto.com.br

Dicas para organizar os documentos do condomínio

Um bom síndico sabe como organizar os documentos do condomínio. Esse é o ponto de partida de qualquer boa gestão.

Vida de síndico não é fácil. São dezenas de decisões que precisam ser tomadas diariamente. Desde uma simples conversa nos corredores, até a assinatura de contrato para o início de uma grande obra, tudo passa pelas mãos do síndico.

Embora a tecnologia aplicada à administração condominial tenha avançado muito nos últimos anos, a assinatura de documentos físicos ainda é indispensável. Você até pode digitalizá-lo para registrar como uma cópia extra. Porém, a versão original ainda é a mais segura na hora de comprovar suas decisões.

Por isso, saiba agora como organizar os documentos do condomínio e como conservá-los. Lembre-se que eles são provas de tudo o que aconteceu durante a sua gestão.

Responsabilidades

A gestão, a guarda e a manutenção da documentação é de responsabilidade do síndico. É ele quem decide quais papéis serão guardados, por quanto tempo e onde.

Uma das decisões que o síndico deverá tomar se refere ao local de armazenamento. Caso não haja um espaço próprio no condomínio para esse fim, reserve um local seguro e fechado. Certifique-se, também, que somente o síndico tenha acesso ao lugar. Porém, não leve os documentos para casa.

Os documentos mais importantes devem ser colocados, de preferência, em locais altos para proteção de eventuais enchentes e longe de fontes de fogo.

Mas lembre-se que o condômino pode ter acesso aos documentos, desde que solicitado com antecedência e para pronta consulta. Portanto, pense na praticidade do acesso. Caso o morador queira levar algum documento para casa, deve-se realizar uma cópia do arquivo.

Quais documentos deverão ser guardados?

Na prática, tudo o que o síndico achar necessário pode ser arquivado. Se o arquivo for bem organizado, não haverá problemas em achá-los posteriormente. Porém, indispensável mesmo é guardar os seguintes documentos:

– Convenção do condomínio (veja aqui modelo);

– Regulamento interno;

– Inscrição do condomínio na Receita Federal (CNPJ);

– Apólice de seguro (seguro condomínio é coisa séria veja algumas dicas);

– Relatório de receitas e despesas referentes aos últimos cinco anos;

– Livro de registro de atas (veja nosso checklist para síndicos);

– Cadastro dos moradores e de prestadores de serviços (possuir um cadastro dos moradores previne diversos incômodos);

– Plantas de implantação do condomínio, assim como as de hidráulica e elétrica;

– Relatórios de inspeção anual emitido pelas empresas que fazem a conservação do condomínio;

– (AVCB) Auto de vistoria do corpo de bombeiros (ter em dia o AVCB é sinal de respeito à vida);

– Documentos fornecidos pela construtora ou incorporadora na época de entrega do empreendimento;

– Certificado de limpeza de caixas d’água e dedetização;

– Notas fiscais diversas.

Invista em pastas ou caixas box e organize-as de acordo com o assunto. Outra forma muito prática é separar por mês. Por exemplo: as pastas de prestação de contas mensais podem ser organizadas por ano.

Separe por categoria

Lembre que qualquer morador pode ter acesso aos documentos do condomínio. Como já dissemos antes, desde que solicitado com antecedência para consulta no local. Caso o morador queira levar algum documento consigo, providencie uma cópia.

Portanto, ao separar os documentos por categorias ou assuntos você economizará tempo na hora de procurar o que está querendo

Digitalização é uma solução 

Uma forma bastante segura de se certificar que nada será extraviado. Ao digitalizar os documentos você cria automaticamente um backup de todo o arquivo.

Porém, lembre-se que os documentos digitalizados servem apenas como cópia e que é fundamental manter certos registros em sua versão física, a fim de validar sua autenticidade.

Agora que você já conhece algumas dicas de como organizar os documentos do condomínio, compartilhe conosco a sua opinião, experiência e rotina adotada na sua gestão em relação ao tema.

Fonte: Guilherme de Paula Pires | Redação Viva o Condomínio | https://vivaocondominio.com.br

Veja como usar papel de parede no banheiro

Dê uma nova cara ao ambiente sem passar por grandes reformas

Para começar um “quebra quebra” de reforma no banheiro, é preciso estar financeira e psicologicamente disposto e estável, já que este é um tipo de obra que pode gerar muita dor de cabeça. Mas, é possível se livrar da sensação de estar enjoado da decoração de uma forma prática e rápida: utilizando papel de parede no banheiro.


Foto: Reprodução/Pinterest

Antigamente, era comum ter o pé atrás para adotar essa opção em cômodos como o banheiro, já que a tecnologia não era tão avançada e o prejuízo poderia ser grande caso o papel de parede deteriorasse com o vapor do ambiente. Dessa forma, era muito mais frequente que ele fosse utilizado apenas em lavabos.

Mas, a arquiteta e urbanista Danielle Andraos, do escritório Arquitetura Possível, explica que hoje, com o avanço da qualidade dos papéis de parede, tudo só depende da decisão certa na hora da compra: “Com a escolha dos materiais indicados, resistentes à umidade e ao vapor, pode-se deixar a criatividade aflorar e usá-los em quaisquer paredes até mesmo dentro do box dando uma cara super atual ao ambiente”.

Os mais indicados são o vinílico e lavável. O primeiro é feito de PVC e tem base de tela ou papel, conforme explicam as arquitetas Nathiara Pozzebon e Juliane Richetti, da Arqhezze Arquitetura. Segundo elas, essa opção conta com um tratamento que dá à ela um aspecto de tecido e aumenta a durabilidade, já que é muito resistente à umidade.

Já o papel de parede impermeável, como o próprio nome já diz, é protegido da exposição à água e conta com uma infinidade de texturas enorme, desde as que imitam couro, cobre e madeira até as estampadas.


Foto: Reprodução/Pinterest

Apesar de toda essa moderna tecnologia que te possibilita decorar o banheiro de modo fácil, a dupla de arquitetas da Arqhezze explica que é preciso investigar o local antes de instalar o papel de parede: “A umidade não ocorre somente nos ambientes tipicamente úmidos, como banheiro, lavanderia e cozinha. Muitas casas possuem mofos nas paredes das salas e quartos. Isso pode ocorrer devido a má impermeabilização das paredes na construção, a pouca iluminação ou a falta de ventilação”. Se houver este problema no ambiente, nem as opções adequadas resistirão.

A opção que você talvez tenha ficado curioso a qual você pode colocar dentro do box é bastante inovadora e recebe o nome de papel de parede com proteção de fibra de vidro, que na verdade é um revestimento com a mesma facilidade de aplicação que os papéis de parede. “Ele possui uma maior durabilidade, é lavável, antimofo, não mancha e não desbota com o tempo, o que permite seu uso sem receio até mesmo na área chuveiro”, detalha Danielle Andraos.


Foto: Reprodução/Pinterest

Além dos atributos técnicos que são práticos, o papel de parede volta em 2018 como uma forte tendência e um de seus pontos fortes é a versatilidade, já que as opções de estampas e texturas são infinitas.

Para dar um ar refinado e especial ao ambiente, você pode se basear nas opções que hoje estão em alta, como os de concreto aparente, cimento queimado, 3D, retrôs, listras e os geométricos. Aliando estas tendências ao seu próprio estilo, você terá a garantia de um banheiro renovado e lindo!

Fonte: https://revista.zapimoveis.com.br/

 

Entenda tudo sobre direito de preferência

Segundo a lei, em caso de venda, locatário tem prioridade para adquirir o imóvel locado

O direito de preferência no mercado imobiliário é a garantia dada a uma pessoa, com uma condição específica, para adquirir um imóvel com prioridade em relação a outras. Ele está previsto em lei e acontece em várias situações. Tem o direito de preferência dos entes públicos com os imóveis tombados, por exemplo. O mais comum, porém, é na locação.

 

direito de preferência
O direito de preferência é muito comum em contratos de locação (Foto: Shutterstock)

 

“Se o proprietário quer vender um imóvel que está locado e recebeu oferta de um terceiro, ele deve dar oportunidade ao inquilino de igualar a proposta. Porque o inquilino tem preferência na compra“, explica o advogado Brunno Brandi.

O advogado lembra que o dono não precisa vender mais barato para o inquilino. O locatário deve pagar o mesmo valor que foi oferecido por um potencial comprador. Ou o preço que consta no anúncio de venda do imóvel. Preferência, diz Brandi, não significa exclusividade.

Como funciona

 

direito de preferência
O direito de preferência deve estar previsto em contrato (Foto: Shutterstock)

 

A advogada Giovana Frascino Donato ressalta que locador deve dar conhecimento do negócio ao locatário por notificação judicial, extrajudicial ou outro meio explícito.

“A comunicação deverá conter todas as condições. Em especial, o preço, a forma de pagamento, a existência de ônus reais (dívidas), bem como o local e horário em que pode ser examinada a documentação pertinente”, orienta a advogada.

Segundo ela, caso seja aceita a proposta pelo locatário e o locador desista do negócio, este último será responsável pelos prejuízos ocasionados, inclusive lucros cessantes.

Justiça

 

direito de preferência
O locatário pode recorrer à Justiça caso seu direito não seja observado (Foto: Shutterstock)

 

Segundo Brunno Brandi, o locatário pode recorrer à Justiça se o seu direito de preferência não for observado, pedindo indenização pelas perdas e danos sofridos. E, no prazo de seis meses da venda, pode ajuizar ação depositando no processo o preço e demais despesas para ficar com o imóvel vendido irregularmente.

O advogado explica, entretanto, que existem algumas situações que impedem o exercício de preferência pelo locatário, como a venda por decisão judicial (leilão, por exemplo), permuta (troca de imóveis) e doação.

“Também em caso de integralização de capital da empresa com o imóvel, cisão, fusão e incorporação da empresa titular do imóvel. Ou, ainda, se o imóvel for de mais de uma pessoa e apenas uma delas estiver vendendo, terá preferência sobre a do locatário”.

 

Fonte: https://revista.zapimoveis.com.br/

Plano de emergência no condomínio: já redigiu o seu?

Ainda que as manutenções preventivas estejam em dia, é fundamental possuir um bom plano de emergência no condomínio.

Plano de emergência do condomínio: já redigiu o seu?

O plano de emergência do condomínio é um documento que tem por objetivo descrever todas as possíveis situações que demandem atuação imediata e organizada de um grupo de pessoas. Seja ela com formação específica ou não.

É necessário que este documento esteja em constante atualização, levando em conta a evolução tecnológica, dos métodos e das equipes de trabalho.

Para a sua elaboração, o síndico poderá contar com o auxílio de profissionais especializados como corpo de bombeiros, policiais militares e administradoras de condomínio.

Situações de contingência nem sempre podem ser evitadas, já que sua ocorrência muitas vezes independente da organização do condomínio. Mas a sua mitigação, sim. E para isso, contar com um plano de emergência é essencial.

Veja abaixo algumas situações que precisam ser incluídas em um plano de emergência no condomínio e como agir.

1- Telefones

Possuir uma lista de telefones sempre atualizada é o primeiro passo na elaboração de um plano. Tenha anotado todos os telefones de instituições de saúde e socorro. Não esqueça, também, de incluir as empresas de manutenção de elevadores, de bomba, portas e portões eletrônicos, bem como seguradoras.

2- Incêndio

Inclua uma seção especifica para o tema. Uma dica é procurar orientação do corpo de bombeiros.  Nesta parte, deixe claro no plano de emergência a tarefa de cada morador e funcionário. Leve em conta:

– Rotas de fuga;

– Ponto de encontro;

– Brigada de incêndio;

– Não utilização dos elevadores.

O treinamento de evacuação do local é essencial e pode ser realizado com a ajuda do corpo de bombeiros. Aproveite a oportunidade e organize uma palestra com esses profissionais sobre o tema. Por fim, não se esqueça das sinalizações refletivas dos extintores, portas cortas fogo e saídas de emergência.

3- Problemas hidráulicos

Vazamentos e falta de água são bastante comuns em condomínios. Principalmente em estações mais quentes. Logo, no plano de emergência deve constar como agir nesses casos.

– Deixar claro que procedimentos tomar em casos de vazamentos em unidades vazias ou quando o morador não abrir a porta.

– Em que momento a interrupção do abastecimento se torna um incômodo e é necessária a contratação de um caminhão-pipa.

4- Vazamento de gás

Situação extremamente perigosa e que exige uma pronta resposta por todos. É necessário incluir, no plano de emergência do condomínio, como proceder em casos de vazamento. Itens que não podem faltar:

– Local do registro geral e evacuação do local;

– Telefone da distribuidora de gás;

– Identificação do vazamento: tubulação do condomínio ou na unidade.

5- Quedas de energia elétrica

Com procedimentos simples é possível evitar maiores dores de cabeça por causa da falta de luz no condomínio. É recomendável que o plano de emergência inclua os seguintes itens:

– Localização das caixas de distribuição;

– Telefones da distribuidora e empresas de manutenção;

– Verificação dos equipamentos auxiliares como lanternas carregadas na portaria (em casos que o condomínio não possua gerador).

– Observar se há pessoas presas no elevador.

6- Passageiro preso no elevador

Uma situação extremamente desconfortante, em situações como essa a rapidez é fundamental. Portanto, dedique uma seção detalhada sobre esse tema.

– Deixe claro no documento procedimentos para acalmar o usuário;

– Instrua-o para que acione o botão de alarme;

– Não force as portas nem tente sair se o elevador estiver parado entre os andares.

– Inclua o número da empresa de manutenção. Somente eles ou o corpo de bombeiros poderão fazer o resgate.

7- Desmaios ou mal súbitos

Caracterizados pela perda repentina da consciência, saber agir em situações como essa pode ser essencial para salvar uma vida.  No plano de emergência podem constar alguns procedimentos básicos, como:

– Em casos de médico no condomínio, deixar anotado telefone e apartamento para eventuais emergências;

– Chegar perto da pessoa e conferir se ela está respirando;

– Procurar pelo pulso para saber a frequência cardíaca;

– Incluir ilustrações sobre técnicas de reanimação;

– Tudo isso são medidas indispensáveis para o primeiro atendimento até a chegada do SAMU.

Ainda que o condomínio possua suas manutenções preventivas em dia, qualquer um dos incidentes acima pode ocorrer de forma inesperada. Logo, é fundamental possuir um bom plano de emergência.

Por: Guilherme de Paula Pires

Redação: Viva o Condomínio

Antes de comprar um imóvel, observe se há dívidas pendentes

Débitos com condomínio e IPTU, por exemplo, podem acabar sendo transferidos futuramente para o novo morador

 Augusto Pio /Estado de Minas

Thiago Fagundes/CB/D.A Press

Todo cuidado deve ser observado na hora de adquirir um imóvel, principalmente se informar se ele não tem alguma dívida pendente, como condomínio e Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). O problema é que comprar um imóvel que está com dívidas pode se transformar em um grande problema no futuro. É que essa dívida deverá ser paga pelo novo proprietário, mesmo que a responsabilidade no atraso das contas não seja dele. Em razão disso, vale negociar qualquer pendência do imóvel com o atual dono, pedindo descontos por causa das dívidas ou, em último caso, desistir da compra se esta não for um negócio vantajoso para o adquirente.

Por outro lado, é comum construtoras e incorporadores entregarem imóveis novos para os consumidores já com dívidas de condomínio e IPTU. Essa prática pode virar um problema sério, já que é passível de negativação do nome do consumidor e penhora do imóvel. Segundo Vinícius Costa, presidente da Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH), pelas promessas de compra e venda, a responsabilidade do comprador pelo pagamento dos impostos e taxas inerentes ao imóvel começa com a averbação do habite-se, o que, muitas vezes, ocorre antes mesmo da entrega das chaves. “Ou seja, pelo construtor/incorporador, a responsabilidade do consumidor independe de ele ter ou não recebido as chaves do imóvel. Contudo, esse não é o entendimento do Poder Judiciário”, esclarece o executivo.

Ele ressalta que nas relações entre particulares em que não se aplica o Código de Defesa do Consumidor, a regra é que o vendedor deve entregar o imóvel livre e desembaraçado de qualquer dívida e ônus. “Para que o comprador possa assumir essa dívida, é necessário que ele tenha ciência e concorde expressamente com seu pagamento. Nos casos em que envolvem construtoras e incorporadoras, o consumidor só toma conhecimento da dívida depois que é cobrado pelo condomínio ou pela municipalidade, isso quando não é surpreendido com uma demanda judicial ou a negativação do seu nome.”

LEILÃO 

O presidente da ABMH explica que, diante da prática comum do mercado de compra e venda de imóveis e do abuso da cobrança sem a prévia utilização do imóvel pelo consumidor, o Poder Judiciário vem afastando a responsabilidade do consumidor pelo pagamento da dívida. “Porém, importante que o comprador, logo após tomar posse do imóvel, procure o síndico do condomínio e a municipalidade para verificar a regularidade dos pagamentos e evitar que isso vire uma bola de neve, pois, na verdade quem responde pela dívida é o imóvel. Logo, se o comprador não paga e se o construtor não paga, quem vai responder é o imóvel, que poderá ir a leilão para pagamento da dívida”, conclui Vinícius.

Diante disso, é bom ficar atento, pois ao comprar um imóvel de um proprietário que não pagou IPTU ou condomínio, saiba que essas dívidas passarão para você. Por isso, corra atrás do valor que o vendedor do imóvel deve. Assim você saberá se conseguirá pagar as pendências. Caso o valor seja alto e você queira tentar um novo pagamento, fale com o síndico antes de fechar a compra. Dessa forma, saberá o que ele espera, quais as formas de pagamento que o condomínio aceita e quais são as possibilidades de negociação.

Por último, se a propriedade tem dívidas, o melhor é pedir um bom desconto no preço final, pois é você quem terá de quitar os valores devidos, o que fará com que gaste mais para regularizar a situação do imóvel.

Fonte: https://estadodeminas.lugarcerto.com.br/

Como gerar renda para o condomínio e diminuir a taxa condominial

Aprenda diferentes maneiras para arrecadar dinheiro para o condomínio e, consequentemente, reduzir a sua taxa condominial

É praticamente impossível encontrar alguém que não gosta de economizar dinheiro. Ainda mais em tempos de crise financeira como o que vivemos atualmente. No caso de condomínio, há uma série de ações que podem ser realizadas para arrecadar dinheiro e reduzir a taxa paga pelos moradores ao condomínio. Confira:

Foto: Divulgação / DINO

Aluguel de espaços

Locação pode ser um excelente negócio para o seu condomínio. E estes aluguéis podem ser desde locações de espaços não utilizados no condomínio para algum morador, passando por locar academia e estacionamentos, por exemplo, para empresas terceiras, até o aluguel do terraço do condomínio para instalação de antenas de telefonia e internet.

Em todos estes casos, é necessário aprovação dos moradores em reunião de assembleia do condomínio. Além disso, é preciso estar atento a alguns detalhes, como por exemplo:

No caso de locação para moradores, o síndico precisa dar a chance para todos os condôminos se manifestarem interessados em locar o espaço.

Para a locação de antena, é preciso verificar se o seu condomínio possui os pré-requisitos para instalação dos equipamentos.

E em relação a locação de espaços para empresas terceirizadas, sugere-se que esta seja adicionada a Convenção do condomínio.

Espaço para publicidade

A prática de publicidade em condomínios é muito comum atualmente principalmente em condomínios comerciais. Normalmente, as propagandas aparecem em murais e televisões nos elevadores ou em totens espalhados pelo condomínio.

Para levar esta iniciativa para o seu condomínio, busque por empresas especializadas na área para que quando você levar a ideia para a assembleia, você já tenha uma proposta e consiga quantificar o quanto é possível arrecadar.

Estas são as práticas mais comuns e rentáveis para condomínios. Contudo, é preciso que o síndico esteja atento aos procedimentos tributários necessários para que o condomínio não tenha problemas no futuro.

Ou seja, todo o dinheiro arrecadado deve, obrigatoriamente, constar na prestação de contas do condomínio apresentada pelo síndico. Nesta apresentação, o síndico deve ter os documentos que comprovem a origem da renda.

E o mais importante! Após os contratos serem assinados e as práticas de locação e/ou publicidade iniciarem no condomínio, o síndico deve recalcular a taxa condominial levando em consideração a arrecadação com estas iniciativas.

Website: http://blog.townsq.com.br/

Fonte: https://www.terra.com.br

Conheça iniciativas simples para evitar aumento na taxa de condomínio

Padronizar a limpeza, capacitar funcionários e substituir as lâmpadas por modelos LED são alternativas para otimizar o orçamento do empreendimento

por Sharon Abdalla

Em tempos de economia de recursos, diminuir – ou pelo menos não elevar – a taxa de condomínio pode garantir um respiro ao orçamento das famílias e ao planejamento financeiro dos empreendimentos que convivem com o fantasma da inadimplência. Para isso, síndicos e moradores precisam investir em ações que reduzam o consumo de materiais e recursos naturais e se conscientizar que a participação de todos é fundamental para o sucesso da inciativa.

É o que afirma o síndico Alessandro Barbosa de Oliveira, que há um ano e oito meses administra o Fit Marumbi, empreendimento localizado no Guaíra que conta com 672 apartamentos e cerca de dois mil moradores. A gestão dele é tida como um bom exemplo pelo Sindicato da Habitação e Condomínios do Paraná (Secovi-PR).

Maiores condominios residencias de Curitiba . Na foto Residencial Fit Marumbi , na Vila Guaira .

Desde que assumiu a gestão, ele implantou uma política de economia em diversas áreas do condomínio, o que permitiu que a taxa paga pelos moradores – de cerca de R$ 330 – não precisasse ser reajustada, ao contrário do que costuma ocorrer em outros empreendimentos.

“Se não tivéssemos tomado estas atitudes, seria necessário aumentar a taxa do condomínio em cerca de 14,5% em 2017”, simula Oliveira.

Para os condomínios que desejam seguir o mesmo caminho, o síndico compartilha a “receita de sucesso” e deixa um recado: “Muitas dessas ideias surgiram dos próprios moradores. A dica, então, é o síndico se abrir [para elas] e colocar as melhores em prática”, sugere.

Energia elétrica

A substituição das lâmpadas das áreas comuns por modelos LED foi a primeira iniciativa tomada com o objetivo de reduzir os custos com energia elétrica no Fit Marumbi. Para dar conta da iluminação das 12 torres, quase três mil lâmpadas foram trocadas. As bombas d’água que alimentam as torres também passaram a ser desligadas durante a madrugada (entre meia-noite e 5h). Com essas duas atitudes, o condomínio passou a economizar em torno de R$ 14 mil por mês nos gastos com energia elétrica.

Limpeza

A padronização da limpeza dos espaços comuns foi outra iniciativa que trouxe economia para o condomínio. “Temos oito colaboradores que cuidam da limpeza e cada um deles trabalhava de uma forma”, lembra Oliveira. Para solucionar esta questão, o condomínio fez uma parceria com a empresa que fornece os produtos de limpeza, que ofereceu treinamento aos funcionários. “Eles aprenderam a utilizar e diluir os produtos na proporção correta. Com isso, tivemos queda de 40% no consumo dos materiais de limpeza”, conta o síndico. “Isso resultou em uma economia de R$ 2,3 mil mensais na compra dos produtos”, acrescenta.

Capacitação

A revisão dos contratos terceirizados e a capacitação dos funcionários que já constam na folha de pagamento do condomínio para a execução de tarefas antes delegadas a empresas externas foi outra estratégia adotada para reduzir os custos. “Demos treinamento para nossos colaboradores da manutenção geral sobre limpeza da piscina, elétrica e manutenção do jardim. Hoje, eles executam estes serviços que, antes, nós terceirizávamos”, lembra. Além da economia decorrente do cancelamento dos contratos, que é de cerca de R$ 4,8 mil mensais, o condomínio não precisou direcionar recursos para os treinamentos, que foram ofertados pelos fornecedores ou realizados nos cursos que o Secovi-PR disponibiliza para seus associados.

Manutenção preventiva

Criar uma rotina de verificação dos itens necessários ao funcionamento adequado do condomínio é outra dica do síndico Alessandro de Oliveira. Desta forma, segundo ele, é possível se antecipar e fazer a manutenção preventiva das instalações e equipamentos, o que costuma sair mais barato do que a realização de consertos emergenciais. “O síndico pode criar uma tabela para se lembrar de rever as lâmpadas todas as segundas e as bombas d´água as terças-feiras [e assim sucessivamente]”, sugere Oliveira.

Conscientização

Promover ações para conscientizar os moradores sobre a necessidade de se contribuir para a manutenção das áreas e instalações do condomínio é a nova estratégia que o Fit Marumbiestá adotando para otimizar o orçamento do empreendimento. “Não adianta se economizar no material de limpeza quando um morador passa pelo hall com um saco de lixo vazando logo após a funcionário ter limpado o local”, ilustra o síndico. “Em casos como este, a economia que se consegue de um lado é perdida de outro. Por isso a campanha de conscientização é importante”, resume Oliveira.

Fonte:  http://www.gazetadopovo.com.br

O guia da suculenta: conheça as espécies e como cultivá-las

Já matou uma suculenta afogada? Isso é muito comum: apesar de serem fáceis de cuidar, existem deslizes graves que atrapalham o cultivo

Todo cacto é uma suculenta, mas nem toda suculenta é um cacto: aqui, vamos falar do segundo grupo, as primas dos reis do deserto, pequenas, gordas e sem espinhos.

Não é muito difícil tomar conta de uma suculenta. Então, se você ama plantas, mas costuma assistir as verdinhas definharem apesar dos seus esforços, suculentas podem ser a solução. Carol Costa, jornalista especializada em jardinagem, explica: tudo que elas precisam é de muito sol e pouca água.

Porém, existem alguns truques importantes. Um deles é estar atento à rega: é muito comum afogar as suculentas no cultivo em casa. Para evitar que as raízes fiquem empoçadas, invista em vasos com furos (mesmo que elas não estejam em um modelo tradicional) e em uma mistura de areia com terra para drenagem.

Mas e a frequência da rega? A quantidade semanal será diferente dependendo da estação do ano e da temperatura. Mais que focar em um número específico de irrigações, repare na aparência da planta e da terra, que deve ser mantida úmida, nunca encharcada.

Para medir, é só fingir que a terra é aquele bolo de chocolate delicioso no forno e espetar um palito. Se ele sair sujo, ainda não está pronto. Ou seja: não é hora de regar. Saindo seco, pode pegar a quantidade de água de um copinho descartável de café e colocar, devagar e com bom senso.  Uma boa ideia é usar uma bisnaga plástica, como aquelas de lanchonete, para dosar bem a quantidade. Para as suculentas grandes, o esquema é o mesmo, porém com medidas maiores.

Preste muita atenção no tamanho de sua planta. Suculentas que se tornam compridas, com folhas bem separadas e até um pouco desmilinguidas, sofrem com falta de luz solar. A planta saudável é bem compacta. Leve-as para tomar banhos de sol durante a manhã para evitar que elas percam seu formato natural.

Evite também aqueles pedriscos brancos, pequenos, usados para enfeitar vasos: eles nada mais são que mármore picado e, molhados, liberam um pó que faz mal para a planta. No lugar deles prefira coberturas naturais como casca de pinus e palha de arroz.

As suculentas deram certo, você gostou muito e agora quer replantar? Fazer a muda é fácil: corte o caule da suculenta e deixe-o secar por dois dias – se ele for replantado imediatamente, encherá de fungos. Depois é só coloca-lo novamente na terra e esperar a planta “pegar”!

Conheça algumas espécies de suculentas que ficam lindas em casa:

Nome científico: Aeonium leucoblepharum

(mountaincrestgardens) | Nome popular: Orelha de Shrek. Nome científico: Crassula ovata Gollum

(Reprodução | Flickr | Bri Weldon) | Nome popular: Planta-jade. Nome científico: Crassula ovata

Nome científico: Echeveria carnicolor

(Reprodução | Flickr | Diego Delso) | Nome popular: Echevéria ou Rosa-de-Pedra. Nome científico: Echeveria Elegans

(Divulgação) | Nome popular: colar-de-pérolas. Nome científico: Senecio rowleyanus

(Reprodução | sedumphotos.net) | Nome científico: Sedum adolphi

(Reprodução | cactusjungle) | Nome científico: Sedum carnicolor

(Reprodução | Balamore) | Nome científico: Sedum cauticola

(Reprodução | sedumphotos.net) | Nome científico: Sedum clavatum

Nome científico: Sedum compactum

(Reprodução | Achiland) | Nome científico: Sedum lydium

(Reprodução | sedumphotos.net) | Nome científico: Sedum makinoi

(Reprodução | Etsy) | Nome científico: Sedum multiceps

(Reprodução | sedumphotos.net) | Nome científico: Sedum oreganum

(Reprodução | sedumphotos.net) | Nome científico: Sedum pachyphyllum

(Reprodução | sedumphotos.net) | Nome científico: Sedum pluricaule

(Reprodução | llifle | Julio C. Garcia) | Nome científico: Sedum lucidum

(Reprodução | Flickr | Ryan Somma) | Nome científico: Sedum nussbaumerianum

Fonte: https://casa.abril.com.br/

Confira 7 dicas imperdíveis para você escolher o imóvel ideal

Muitos são os fatores que determinam o fechamento do negócio, seja para comprar ou alugar. Fique atento para não errar e o sonho da casa própria virar uma frustração

1- Escolha a localização – Escolher o bairro mais apropriado para morar e fazer uma triagem, usando informações de sites de imóveis e imobiliárias, é fundamental;

2- Converse e pegue informações – Faça todo levantamento sobre o imóvel, a localização e o entorno na internet e, além disso, converse com sindico e vizinhos para pegar mais detalhes sobre o empreendimento;

3- Atenção para os lançamentos – Como os imóveis ainda estão na planta e não é possível avaliar pessoalmente, busque todas as informações possíveis sobre a obra e o empreendimento com a construtora;


Lançamentos  (Foto: Banco de Imagens / Think Stock)

4- Fique atento à infraestrutura – Verifique se o imóvel agrada aos futuros moradores e também as condições dele quanto à rede hidráulica e elétrica, se existem vazamentos e infiltrações;

5- Verifique os armários – Eles podem ser um ponto positivo na negociação, desde que estejam conservados. Abra as portas e analise se há cupins e como está o estado de conservação;

6- Acerte o horário da visita – Isso pode determinar se o apartamento recebe a incidência do sol, em que horários e se ele fica muito quente. Também é possível verificar o funcionamento do entorno e da vizinhança;


(Foto: Shutterstock)

7- Abra as janelas – Veja se o imóvel é ventilado, o que tem do lado de fora, a vista e também tente enxergar como é a vizinhança.

Fonte: https://revista.zapimoveis.com.br

Time bem preparado

Os funcionários devem receber treinamento periódico para evitar contratempos e riscos para o condomínio

A vida vertical, cada vez mais comum nos grandes centros urbanos, também se torna a escolha de muitos moradores pela segurança oferecida. Entretanto, uma vez que a segurança é baseada em pessoas conscientes, procedimentos e normas técnicas, os funcionários devem ser treinados para proteger o local e precisam estar atentos ao cumprimento das regras internas.

Imagem relacionada

O primeiro passo é contratar um consultor ou empresa especializada e estabelecer um manual de segurança para o condomínio. Os funcionários serão treinados na teoria e na prática, evitando, dessa forma, surpresas desagradáveis, como a invasão do local por ladrões.

De acordo com o consultor de segurança da Plansec, David Fernandes, o treinamento ideal deve ser realizado uma vez por mês com os funcionários, para que internalizem as ações e ajudem a garantir a segurança do local. Ele também cita outras medidas de comportamento que os funcionários devem ter:

- Adotar procedimentos de controle de acesso, como a identificação de cada pessoa, deixando-a entrar no condomínio apenas se houver autorização do morador;
- Ter cuidado na entrada de visitantes, prestadores de serviço, oficiais de justiça e entregadores, que não devem ultrapassar os portões;
- Estar atento e manter observação constante a todos os passos que acontecem dentro e fora do condomínio;
- Não se aproximar de estranhos junto aos portões ou perímetro, bem como acionar os órgãos públicos em casos de suspeitas ou emergências;
- Se a situação fugir do previsto, deve seguir as normas do manual de emergências para saber como atuar em cada uma, como procedimentos para invasão armada, disparo de cerca elétrica, entre outros.

Softwares e controles – Além do treinamento e de um manual de segurança que deve ser feito para o condomínio, os softwares operacionais também são importantes aliados dos funcionários e moradores para evitar que pessoas mal-intencionadas invadam o local.

“Os softwares mais adotados são os de controle de acesso e de visitantes, o uso de câmeras e o intertravamento de portões. Mas algo bem simples e muito importante é o uso correto do interfone para evitar a rendição do porteiro e a entrada não autorizada”, explica o consultor em segurança David Fernandes.

A Troad Tecnologia dispõe de produtos, como o Portaria Digital, Operatus e iTela, que auxiliam na operação predial e controle das informações trocadas entre condôminos e administração.

Segundo Gilberto Monteiro, da Troad Tecnologia, “pelo site o condômino interage com a administração do condomínio e a portaria. A solução para a portaria facilita a vida do operador, que passa a receber informações atualizadas sobre liberações, restrições e orientações por parte da administração ou das unidades”.

Com isso, o processo de liberação de acesso é feito com base em informações formais das unidades, o que melhora o fluxo de acesso de prestadores e visitantes. “As soluções integradas de automação dos operadores podem validar informações fornecidas pelos moradores das unidades, que são previamente cadastrados, e comparar dados em telas de apoio. Assim, mantem-se a atenção da portaria nas áreas de segurança”, avalia Monteiro.

Para a administração, os recursos integram a comunicação e facilitam a orientação com os operadores nas portarias. Ela pode auxiliar na manutenção de dados a serem consultados pela portaria e posicionar os moradores sobre ações feitas por outros grupos internos do condomínio, como segurança, limpeza e manutenção, bem como organizar melhor os controles internos para consulta dos gestores do condomínio.

Para evitar surpresas

  • Ao adotar o manual de segurança combinado com os softwares e treinamentos regulares dos funcionários, o condomínio reduz os riscos de ser surpreendido por pessoas mal-intencionadas
  • Os funcionários são treinados de acordo com a necessidade percebida pela administração, com base em suas próprias ações
  • Além de treinamento presencial, há vídeos rápidos de reciclagem que os funcionários podem acessar todos os dias
Fonte: iCondominial

Convenção de condomínio: principal instrumento jurídico

Convenção de condomínio: Em qualquer espaço coletivo, a manutenção de certas regras básicas tem o objetivo de manter em harmonia o convívio social.

Já imaginou chegar em casa à noite e ver que outro carro está estacionado na sua vaga? Ou que uma obra de grande porte está sendo feita bem próximo a sua janela sem lhe informarem? Com certeza não é nada agradável. Em uma sociedade cada vez mais atribulada de tarefas, alguns problemas precisam ser evitados. E é essa a intenção da convenção de condomínio. Assim como o país e os estados federativos, os condomínios sejam eles comerciais, residenciais ou mistos, também possuem a sua “constituição”, como é chamada a convenção de condomínio, exigida pela Lei de Condomínio (Lei 4.591/1964).

Convenção de condomínio

Onde centenas de pessoas moram e passam diariamente, determinar limites e obrigações é essencial para um bom entendimento.

Muitas são as regras que servem para organizar a vida dentro de um condomínio. E a convenção do condomínio é o documento que reúne todas elas. Nesse documento está a forma de gerenciamento do condomínio. Por exemplo como funciona o pagamento de contas, o que pode e o que não pode ser feito, tempo de mandato do síndico. A convenção é o documento no qual são disciplinados direitos e deveres referentes a administração do condomínio.

Regimento interno do condomínio estabelece regras das áreas comuns

Além da convenção, existe também o regimento interno do condomínio, ou seja, as regras de utilização das áreas comuns. O uso das piscinas, equipamentos de lazer, elevadores e a segurança do condomínio são alguns dos itens do documento.

Mesmo que por algum motivo a convenção não tenha sido registrada no cartório de registro de imóveis, desde que assinada por pelo menos dois terços dos proprietários ela passa a ter validade entre os condôminos. Portanto, mesmo que ela não esteja registrada os custos de manutenção do condomínio e o comportamento exigido pelos condôminos, assim como o regimento interno, que pode estar na própria convenção ou em um documento separado, já passará a ser válida.

Confira os modelos de documentos disponíveis para utilizar em seu condomínio:

Fonte: Guilherme de Paula Pires | Viva o Condomínio | https://vivaocondominio.com.br

Silestone: bonito e resistente para substituir mármores e granitos

Material está em alta, tem grande variedade de cores e deixa os ambientes com acabamento mais requintado

Ele virou queridinho nas bancadas de cozinhas. É indicado por muitos arquitetos para substituir pedras de granito por não ter porosidade e apresentar aspecto liso mais requintado. O Silestone é um composto constituído por 94% de quartzo natural, resina e pigmentos. Resistente, possui variedade ampla de cores para combinar com qualquer decoração.

Silestone é uma marca registrada, como a palha de aço Bombril. Mas o mesmo material, que é industrializado, diferentemente de granito e do mármore, que são rochas naturais, pode ser encontrado com outros nomes, como Quartzo Stone. Por sua versatilidade, já começa a invadir outros ambientes, como banheiros.

“Pode ser usado em cozinhas, áreas de serviço, banheiros, salas. Só não é indicado para áreas externas pois os raios solares UV danificam as resinas compostas no quartzo. Os melhores ambientes para se usar esse material são cozinhas e lavanderias, devido à sua característica de impermeabilidade e fácil manutenção”, opina a arquiteta Fernanda Sakabe, sócia e diretora de planejamento e obras da SZK Arquitetura.

Vantagens

Segundo a arquiteta, a principal vantagem  em relação às pedras naturais é que o material é muito mais resistente a riscos e manchas do que mármores e granitos, além de ser impermeável.

“O custo do quartzo depende principalmente da sua marca e categoria. Ele é mais caro que o granito e pode ser mais caro ou mais barato que o mármore, dependendo dos tipos. A média de preço do metro quadrado do Silestone varia de R$ 1.300,00 a 2.500,00”.

Fernanda diz que o uso está em alta por causa da grande divulgação no mercado e pela possibilidade de conseguir tampos de cores homogêneas e coloridas, fugindo um pouco do tradicional de pedras.

“A versatilidade do Silestone não se limita apenas a bancadas. Mas, devido ao seu alto valor de mercado, a opção ainda é mais procurada para este fim”.

Inspire-se:

(Foto: Shutterstock)

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(Foto: Shutterstock)


(Foto: Shutterstock)

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(Foto: Shutterstock)


Fonte: https://revista.zapimoveis.com.br

Manter a taxa condominial em dia é coisa séria

Única forma de arrecadação do condomínio a taxa condominial garante o bom funcionamento do empreendimento. 

Manter a taxa condominial em dia é coisa séria

Por conta das festividades de fim de ano, e dos gastos do início do novo ano com escola, material escolar, quitação de dívidas relacionadas a viagens e outras situações, os meses de dezembro, janeiro e fevereiro são os que apresentam os maiores índices de inadimplência no condomínio.

Isso ocorre, entre outros motivos bastante particulares para cada condômino, geralmente por duas situações: a primeira é a dificuldade de relacionar a importância do pagamento da taxa condominial em dia com o bem-estar do condomínio, já que é por meio desse valor que os custos para a manutenção e melhoria do empreendimento serão pagos;

Em segundo lugar devido a entrada em vigor do novo Código Civil, em 2003. Isso porque, fruto de um dispositivo infeliz, como afirmam diversos especialistas, que reduziu a multa pelo atraso no pagamento da taxa condominial de 20% para 2%, se tornou vantajoso atrasar o pagamento da taxa para a quitação de outras dívidas. Se por um lado o novo Código Civil agilizou a possibilidade de penhora do imóvel para situações de inadimplência, por outro lado deixou parecer que dever a taxa condominial é um problema menor.

A taxa condominial é a única forma de arrecadação do condomínio

Condomínio não investe dinheiro em aplicações, não gera renda futura e não recebe valores oriundos de terceiros. Sua única forma de arrecadação é proveniente do pagamento da taxa condominial. E como o condomínio trabalha com rateio de despesas, se alguém deixar de pagar vai faltar dinheiro para a manutenção e melhorias do próprio imóvel.

Sendo assim, manter o pagamento da taxa em dia tem o potencial de valorizar o próprio imóvel, uma vez que todo o valor arrecadado fruto do pagamento da taxa será aplicada no próprio condomínio para melhoria das áreas comuns.

Tomar algumas medidas pode ajudar na diminuição dos custos do condomínio     

Quanto maior for a taxa condominial, maior a possibilidade de ocorrerem atrasos no pagamento. Por isso, uma boa saída para o síndico é baratear ao máximo, sem perder a qualidade de serviço, os custos mensais do condomínio. E uma das formas de diminuição das taxas é priorizar a manutenção preventiva em detrimento da corretiva. É muito mais vantajoso investir na prevenção, ou na manutenção de um equipamento, do que trocá-lo.

Outra possibilidade para a diminuição dos valores da taxa condominial é em relação à medição individualizada da água. Além de justa, uma vez que você passa a pagar por somente o que está consumindo, é econômica para o condomínio já que se deixa de incluir esse custo na taxa mensal.

Investir na contratação de uma garantidora também pode ser uma boa solução se o condomínio apresentar índices elevados de inadimplência. A vantagem para o condomínio, nesse caso, é a de arrecadar de forma integral a taxa condominial de todos os moradores, independentemente da taxa de inadimplentes. Já para o síndico, a contratação deste tipo de serviço evita o desconforto de efetuar a cobrança de porta em porta, podendo criar uma situação embaraçosa para ambos.

De qualquer forma, e entendendo os problemas particulares que por ventura passa cada condômino e que justifique o atraso no pagamento, manter a taxa condominial em dia é indispensável para todos.

Fonte: Guilherme de Paula Pires | Redação: Viva o Condomínio | https://vivaocondominio.com.br

Confira os tipos de garantias de locação

Para alugar um imóvel é indispensável oferecer garantias de pagamento ao locador

Quando se trata de locação, querer não é poder. O futuro inquilino precisa comprovar ao proprietário do imóvel que conseguirá pagar os aluguéis em dia. Geralmente o contrato é de um ano, com previsão de multa caso seja quebrado antes do tempo por uma das partes. Abaixo, os principais tipos de garantias que o locatário pode apresentar.

Fiador

A mais antiga e popular forma de garantia: é uma pessoa capaz (com condição financeira comprovada) de assumir as obrigações, caso o aluguel não seja pago. O fiador entra no contrato geralmente colocando como garantia um imóvel próprio. E a renda mensal dele precisa ser de três vezes ou mais o valor mensal do aluguel.

 


Fiador é uma das garantias mais antigas (Foto: Shutterstock)

 

Embora o locatário possa colocar qualquer pessoa como fiador, dificilmente alguém que não é da família aceita tamanha responsabilidade. Afinal, se nenhum dos dois honrarem os pagamentos, o imóvel do fiador é penhorado.

Caução

É o pagamento antecipado de um valor, geralmente o montante relativo a três meses de aluguel. Segundo o Procon-SP, o correto é que a quantia seja depositada em caderneta de poupança e restituída ao locatário ao término da locação, acrescida de juros e correção monetária do período. Se houver algum débito pendente, o locador poderá descontar do valor a ser restituído.

 


No caução você paga antecipado os três primeiros meses (Foto: Shutterstock)

 

Também é possível listar bens do locatário em garantia, como carro ou outro imóvel. Caso isso ocorra, é necessário registrar no Cartório de Títulos e Documentos ou de Imóveis que o bem está comprometido naquele período.

Seguro fiança

Forma pouco usada, consiste na compra de uma apólice de seguro, igual a de carro. A pessoa paga (o montante vai depender do tipo de cobertura, quantos aluguéis cobre e o valor deles) e garante ao proprietário o recebimento em dia dos alugueis, caso deixe de pagar.

Esse tipo de garantia costuma ser o último recurso do locatário, já que, além do aluguel, ele terá mais um custo mensal com as parcelas do seguro.

Fonte: https://revista.zapimoveis.com.br/

Conheça o charme do canto alemão na decoração

Mais espaço e funcionalidade para horas de bate-papo na sala de jantar

Com um nome que vem da tradicional decoração de bares da Alemanha de manter longos bancos ao redor de suas mesas, o canto alemão foi uma das principais tendências de decoração em 2017. A ideia nada mais é do que fazer a substituição das cadeiras da mesa de jantar por um banco encostado na parede, que pode ser em formato de L ou simplesmente uma linha reta.

 


(Foto: BR.Pinterest.com.br)

 

Segunda a arquiteta Ludmilla Brandão, além de imprimir muito estilo e personalidade na décor, o canto alemão ajuda muito na otimização do ambiente: “Uma das grandes vantagens é melhorar a circulação do ambiente ganhando mais espaço e, por aproveitar, os cantos conseguimos acomodar mais pessoas a mesa”.

Um outro grande truque é fazer do banco um baú, assim você ganha mais espaço de armazenamento para toalhas de mesa, panos de prato e coisas que precisem ficar perto da sala de jantar e da cozinha, por exemplo.

 


(Foto: BR.Pinterest.com.br)

 

Já a desvantagem é mínima e se restringe a dificuldade que as pessoas sentadas no banco podem ter em se locomover, porque para que uma pessoa saia do local as outras precisarão dar espaço.

Para quem ama receber família e amigos em casa, o canto alemão é uma grande pedida pela informalidade que ele imprime ao ambiente, tornando-se um ótimo lugar para horas e horas de longos papos. Conforme as dicas das designers de interiores Natália Idalgo e Jéssica Aguiar, da Conceito Design, a área de refeição se torna mais agradável nesse formato: “Você pode utilizar assentos e encostos almofadados, e também abusar das almofadas, elas deixam o ambiente bem despojado e moderno”.

Na hora de escolher a mesa (redonda, quadrada, retangular), existem alguns pontos que devem ser levados em consideração para melhor o seu espaço e pensar no tamanho do espaço versus o número de pessoas que você gostaria de acomodar é a melhor dica: “Um exemplo, se você tem um espaço mais longitudinal, opte por uma mesa retangular, ela ocupará muito bem o espaço. Mantenha sempre as cadeiras próximas a área de circulação, e não encostadas na parede, deixe o banco ocupar esse espaço, para que a passagem não seja obstruída”, explicam Natália e Jéssica.

Quanto a escolha das cadeiras, não há segredos, o que vale é seu gosto pessoal. Deixe bem definido o estilo que você quer que a sua decoração em geral tenha e abuse da criatividade. Mas se ainda assim você ficar na dúvida opte por cadeiras que conversem com o tecido do banco e que sejam confortáveis.

 


(Foto: BR.Pinterest.com.br)

 

Se o canto alemão já contribui para a otimização do espaço por si só, você pode utilizá-lo para ampliar ainda mais a sua sala. “Uma dica muito versátil é o uso de espelhos nas paredes, que dá mais profundidade e amplitude ao ambiente”, conclui a arquiteta Ludmilla Brandão.

Fonte: https://revista.zapimoveis.com.br/

Boa gestão do seu condomínio: função de síndico deve ser levada a sério

Confira algumas dicas para uma boa gestão do seu condomínio

Boa gestão do seu condomínio

Uma das tarefas mais complexas de quem atua na área da administração é realizar a boa gestão do condomínio. É cada vez mais comum que profissionais liberais, com formação superior, em cargos de gerência em suas respectivas empresas, se tornem também síndicos dos condomínios onde moram. Isso acontece porque a complexidade dessa tarefa tem aumentado muito.

Um indício desse novo tipo de profissional que vem ganhando espaço é o número cada vez menor de reeleições para síndico. De janeiro a abril deste ano, 35% dos condomínios no estado de São Paulo elegeram novos síndicos, contra 30% em 2015, como aponta pesquisa realizada pela administradora Lello.

Um bom síndico deve realizar uma boa gestão do condomínio

Entre as atribuições deste profissional, como consta no artigo 1.348 do Código Civil, está o de representar, cumprir e fazer com que os moradores respeitem a convenção. Mas também o de salvaguardar partes comuns do empreendimento, convocar assembleias, elaborar orçamentos e receitas anuais, e conferir o pagamento das taxas dos condôminos.

Como se observa, são diversas as tarefas que o síndico tem que acompanhar no cotidiano do condomínio e, ainda, aliar com as atividades do seu trabalho regular. Até por isso, manter uma boa equipe de colaboradores é peça fundamental para o bom andamento do condomínio.

A tecnologia a favor da boa gestão do seu condomínio

Com os avanços da tecnologia, o síndico moderno pode administrar o condomínio por meio da internet, pelos diversos aplicativos que possibilitam a sua gestão por uma tela de celular. No entanto, a presença física do síndico ainda é indispensável para solucionar problemas corriqueiros, sobretudo nas áreas comuns, como vagas de garagens, o respeito à lei do silêncio, segurança e possíveis discussões entre condôminos.

Nos dias atuais é imperativo, caso o condomínio pense em uma administração moderna, enxergá-lo como uma verdadeira empresa. Possuir uma gestão competente, eficiente e segura faz do seu condomínio um lugar melhor para você e para os seus vizinhos.

Veja algumas dicas para uma boa gestão do seu condomínio:

Preze pela organização

Quanto mais organizado for o seu condomínio mais fácil será administrá-lo. Por isso, se você tiver facilidade com a tecnologia, procure por aplicativos de gestão de condomínio para auxiliá-lo. Se não for o seu caso, mantenha em dia documentos importantes e observe as datas de manutenção dos equipamentos do edifício.

Manutenção em dia

Um síndico bem organizado não esquece a manutenção de nenhum equipamento do condomínio. Observe as áreas comuns do empreendimento como jardins, calçadas, playgrounds, escadas, elevadores e os itens de segurança que são obrigatórios por legislação estar em dia.

Seja receptivo aos elogios e às críticas

Um síndico moderno deve saber ouvir os outros. O reconhecimento de um bom trabalho é algo que sempre nos engrandece. Porém, saber entender as críticas e crescer com elas é essencial para alcançar a maturidade profissional.

Delegue algumas tarefas básicas

Você pode até delegar algumas tarefas, caso seja necessário. Para isso, crie conselhos, com ajuda dos condôminos, que irão lhe auxiliar na gestão do condomínio em assuntos como limpeza e conservação, por exemplo.

Tenha o controle financeiro de sua gestão

Na função de síndico você só está administrando o dinheiro do condomínio. Por definição, um dinheiro de todos que moram no empreendimento. É obrigação do síndico prestar contas dos gastos de sua gestão. Pode, inclusive, responder criminalmente por uma má gestão. Por isso, uma boa administração preza pela transparência.

Conte com a ajuda de assessores nas áreas jurídica e contábil

Em um condomínio existem diversas obrigações tributárias e jurídicas. O síndico não precisa saber de tudo isso. Mas é obrigação do gestor escolher um escritório competente para ajudar em questões inerentes à administração.

Valorize o seu síndico

Por fim, tenha orgulho de ser síndico. Mesmo que seja uma função cada vez mais complexa e extenuante, o gestor é o responsável direto pelo patrimônio dos moradores e do bem-estar de todos. Portanto, é um posto extremamente estratégico para o cotidiano do condomínio.

Fonte: Guilherme de Paula Pires | Viva o Condomínio | https://vivaocondominio.com.br

5 idéias sustentáveis fáceis de fazer

É possível praticar a sustentabilidade com alguns objetos e isso é mais simples do que imaginamos. Confira algumas idéias sustentáveis fáceis de fazer aqui.

Pequenas mudanças no ambiente e criamos um universo mais consciente e sustentável ao nosso redor. Além disso, hoje em dia é possível aliar decoração, beleza, criatividade e sustentabilidade em um mesmo espaço com ideias muito mais simples e que ajudam a reciclar materiais.

Ser sustentável não significa apenas separar o lixo corretamente ou usar a água e a energia de maneira mais consciente. Isso com certeza faz parte do processo, mas existem ideias sustentáveis, fáceis de fazer e que podem ser colocadas em prática em vários lugares.

Separamos algumas dessas ideias sustentáveis para que você possa aplicar aí mesmo na sua casa e começar a mudar o mundo a partir da sua casa.

1. Estruturas a mostra

Pode ser no quarto, na cozinha, na sala ou no banheiro, não importa. Atualmente a moda e a decoração apreciam itens mais rústicos nos ambientes. Um bom exemplo disso é a parede em tons de cimento queimado, cada vez mais populares.

Nesse caso, como podemos ver na foto abaixo, não existe nenhum tipo de forro, gesso, molduras ou várias e várias camadas de tinta. O teto foi deixado em sua forma original o que o deixa até mais fresco e cheio de identidade.

Para combinar com esse estilo, opte por paredes e móveis em tons mais claros, assim o ambiente não fica muito carregado. Você pode ousar até um pouco mais e deixar tijolos a mostra, assim como pilares da estrutura.

Porém, tome um pouco de cuidado. Aqui a linha entre o estilo e o descuido pode ser muito tênue. Não queremos que sua casa tenha um aspecto desleixado. Exatamente por isso, fique atento à fiação e se preferir use um pouco de tinta para melhorar o acabamento, porém prefira as tintas à base de água.


2. Madeira de demolição

Um dos pilares da sustentabilidade é o reaproveitamento de materiais. Saber reutilizar itens que muitas vezes são considerados lixo é a grande chave do negócio. Nesse caso, que tal usar a madeira de demolição?

Esse tipo de madeira não tem acabamento e nem cor uniforme, seus desenhos jamais serão perfeitos e iguais, aliás, o charme está exatamente nisso: exclusividade.

A madeira de demolição pode ser reaproveitada em vários locais, desde a mesa de jantar, passando por quadros e painéis até chegar em camas ou bandejas. Com o auxílio de um profissional que saiba manipular a madeira, é possível criar projetos únicos e incríveis, use a criatividade.


3. Mesa de Centro

Você já viu como uma mesa de centro feita de pneu pode se tornar na principal peça da sua decoração? Existem várias formas de fazer, cada uma delas pode adotar um estilo diferente e deixar sua decoração mais sofisticada ou mais rústica, a escolha é sua.

Entre os modelos mais buscados está a mesa que recebe um revestimento de corda ou palha, tornando a peça rudimentar. Porém, existem modelos que ficam lindos com espelhos na superfície e uma pintura ou revestimento de tecido ou peças descoladas e coloridas.

Quem aposta em um ambiente ainda mais rústico, invista sem erro nas mesas de centro feitas com caixotes de madeira, aqueles de feira mesmo. Lixe as laterais, use verniz para proteger e monte do tamanho que achar mais apropriado para sua decoração. Veja as opções nas fotos abaixo:


4. Móveis antigos ou reutilizados

Existem famílias que trazem móveis de geração em geração. Bom, chegou a hora de reaproveitá-los repaginados ou não.

Sempre é possível dar uma cara nova ao móvel usando pinturas, no caso de cadeiras use novos revestimentos, porém é bem interessante manter o móvel o mais original possível.

Caso não tenha nenhuma peça de família, visite antiquários ou lojas de móveis usados. É sempre possível garimpar uma boa peça, mesmo que possua marcas ou esteja um pouco detonada.

Aqui também vale a pena misturar, um bom exemplo disso é usar cadeiras diferentes na mesa. Podem ser de modelos diferentes e de cores diferentes também, isso vai deixar sua decoração mais descolada e 100% sustentável.

5. Iluminação

Citamos no início que a economia de luz faz parte da sustentabilidade de modo geral, isso inclui a decoração de ambientes. Abuse da luz natural e garanta mais economia na conta no fim do mês. Janelas mais abertas, cortinas com tecidos mais leves e se isso não for muito possível, invista em lâmpadas de baixo consumo, como as fluorescentes ou as lâmpadas de LED.

A diferença entre cada uma delas é a cor da iluminação, que pode ser branca ou mais amarelada, aí você decide de acordo com seu gosto pessoal, mas é bom saber que as luzes mais amarelas deixam o ambiente mais aconchegante, ou seja: ideal para os quartos.

Já as brancas deixam o ambiente mais frio, portanto devem ser usadas no escritório ou no cantinho que você usa para trabalhar, ler ou estudar.  Aproveite as dicas e invista em uma decoração simples, fácil de fazer e totalmente sustentável.

Fonte: http://www.imovelweb.com.br

Restrição aos inadimplentes: uso das das áreas comuns

Apesar de possível, é mais seguro não restringir o devedor

 

Apesar de possível, é mais seguro não restringir o devedor

 

 

A inadimplência é um dos grandes problemas do condomínio. Mesmo com a agilidade trazida pelo novo CPC, muitos condomínios se veem em uma posição de tentar limitar o que o devedor pode fazer ou não nas áreas comuns.

Em se tratando de uso de piscina, sauna, salão de festas, etc. há entendimentos que beneficiam os condomínios que optaram por restringir o uso dessas áreas comuns ao morador inadimplente e também que punem empreendimentos que usaram esse tipo de medida.

E mesmo encontrabdo respaldo na jurisprudência para os dois lado, o advogado especialista em condomínios Zulmar Koerich aconselha que não se aplique esse tipo de restrição aos inadimplentes.

Saiba mais no vídeo:

Fonte: https://www.sindiconet.com.br

Para quem sonha com a casa própria antes dos 30 anos, é essencial ter planejamento

A orientação de profissionais do mercado é investir em uma unidade mais simples

Fonte: Augusto Pio /Estado de Minas

Reprodução/Internet/Bom Negócio Imobiliário em SP

Comprar a casa própria é o grande sonho de muita gente e, o quanto antes a pessoa se interessar por adquirir um imóvel, melhor será. Para aqueles que querem fazer negócio, seja para morar ou para investimento, principalmente se tiverem menos de 30 anos, a palavra-chave é planejamento. Na realidade, o sonho da casa própria pode vir antes mesmo do desejo de formar uma família e a escolha pode estar ligada à ideia de independência, da vontade de querer sair da casa dos pais, além de uma forma de investimento.

Uma organização financeira e ótimo planejamento são fundamentais para a conquista do primeiro imóvel, pois, do valor do bem e das prestações, do tamanho à localização, tudo precisa ser cuidadosamente pensado e avaliado. Mas a pergunta é: qual o momento ideal para fazer isso?. A dica é se planejar desde cedo, principalmente quando muitos jovens ainda moram com os pais, época em que os gastos costumam ser menores.

Outro aspecto imprescindível é ter ótima organização financeira, afinal, a compra de um imóvel na planta, novo ou usado, requer alto investimento e pode representar um desembolso a médio e a longo prazos. “Atualmente, a maioria dos jovens entra mais cedo para o mercado de trabalho, ou seja, logo têm uma fonte de renda própria”, ressalta Ronaldo Starling, presidente da Netimóveis BH.

“Essa é a hora então de dar os primeiros passos, o que implica rever o orçamento, cortar o supérfluo, reservar uma quantia mensal e, de preferência, estipular um valor e seguir esse compromisso à risca, bem como buscar a ajuda de especialista sobre a melhor forma de aplicar os recursos próprios”, alerta Starling. Ele salienta que a compra da casa própria é um marco importante na vida de qualquer pessoa e, por isso, alguns cuidados devem ser tomados.

Ronaldo Starling, presidente da Netimóveis BH, alerta que é preciso observar o limite de comprometimento de 30% do salário no pagamento das parcelas - Arquivo Pessoal
Ronaldo Starling, presidente da Netimóveis BH, alerta que é preciso observar o limite de comprometimento de 30% do salário no pagamento das parcelas – Arquivo Pessoal

“Geralmente, em início de carreira, os salários tendem a ser menores, o que demanda disciplina financeira bem-apurada, na ponta do lápis. Nesse sentido, o melhor é começar investindo em um imóvel menor e com maior flexibilidade de venda ou de ser alugado. É o que chamamos de liquidez. A facilidade em converter o bem em dinheiro e sem perdas significativas. Ainda sob essa perspectiva, o mercado já percebeu essa tendência e vem desenvolvendo projetos para atender esse público, como a construção de lofts, apartamentos com serviços incluídos, localização estratégica, unidades próprias para investimento, moradia própria ou de apoio”, diz o presidente da Netimóveis BH.

FINANCIAMENTO 

“Nessa mesma linha de raciocínio, é preciso ter em mente o valor e o tipo de imóvel que se deseja adquirir, além de considerar despesas como ITBI e taxas cartoriais. Na avaliação de Starling, grande parte dos brasileiros recorre ao financiamento imobiliário. “Desse modo, todas essas variáveis devem constar no planejamento do futuro comprador, considerando que o pagamento do empréstimo pode levar de 20 a 35 anos.”

O executivo esclarece que, considerado o investimento de maior preferência pelos brasileiros, o imóvel segue sendo um bem com tendência de valorização. Portanto, a obtenção de uma casa ou de um apartamento quando ainda se é jovem, faz com que o comprador tenha seu imóvel com maior valor de mercado. “Para quem já sonha conquistar o seu primeiro apartamento antes dos 30 anos, o segredo, além de excelente planejamento, inclusive financeiro, é procurar com calma e investir em um imóvel mais simples, observando o limite de comprometimento de 30% do salário no pagamento das parcelas”, orienta o presidente.

Fonte: https://estadodeminas.lugarcerto.com.br

Inverno é tempo de observar a manutenção da piscina

Para aproveitar em dias mais quentes, o cuidado com a piscina do condomínio começa no inverno. Use essa época do ano para realizar a manutenção da piscina. 

É tempo de frio em diversas regiões do país. E como nesta época do ano as baixas temperaturas costumam afastar as pessoas das piscinas, esse período se torna o mais indicado para obras de reparo, troca de revestimentos e restauração de pisos e decks.

Os dois tipos mais comuns de piscinas instaladas em condomínios são as de resina poliéster com fibra de vidro, menos suscetíveis a furos e vazamentos. E as piscinas feitas de vinil, fáceis de montar e econômicas, por não precisarem de rejuntes.

Em ambos os casos, com o passar dos tempos, invariavelmente elas precisam passar por manutenção. E é isso que iremos tratar a seguir.

Veja agora o que deve pode ser observado pelo síndico, na área da piscina, aproveitando o pouco uso desse espaço em períodos mais frios.

1- Infiltrações e rachaduras

Infiltrações e rachaduras são ocasionadas, na maioria das vezes, pelo recalque que desloca a estrutura da piscina. Nesse caso, deve-se resolver o problema da fissura e, depois, tornar a impermeabilizar e revesti-la.

Geralmente as fissuras aparecem porque no momento da instalação não foi observada a relação entre impermeabilização e estrutura.

Por exemplo: se a impermeabilização escolhida for rígida, mas a estrutura apresentar movimentações é certo que no futuro surgirão fissuras e rachaduras.

Portanto, na hora de escolher o material mais indicado leve em conta a estrutura do espaço e o tipo de impermeabilização escolhido. Isso poderá evitar manutenções futuras fora de hora.

2- Troca de rejunte e azulejo

Apesar de não serem muito comuns em condomínios, os azulejos são uma das formas mais econômicas de revestir piscinas. Além disso, há uma infinidade de tipos de decoração com esse material. E como todo tipo de revestimento, ele também necessita de reformas e manutenções.

Existem duas possiblidades para a troca de azulejo e rejunte. A forma tradicional, a piscina é esvaziada lentamente, deixando somente um espelho d´água para evitar a dilatação da estrutura, e a empresa contratada escova os rejuntes e efetua a troca os azulejos trincados.

Porém, essa opção pode dispender um custo elevado financeiramente para o condomínio e ecologicamente para o planeta.

A segunda opção, denominada de técnica subaquática, já é bastante encontrada no mercado. Nela, o profissional efetua a troca dos azulejos, a reposição dos rejuntes e outros serviços sem precisar esvaziar a piscina.

Desta forma, não é preciso jogar fora milhares de metros cúbicos de água pelo ralo, onerando custos ao condomínio com a fatura mensal da água.

3- Troca do vinil da piscina

Nesse caso, não tem outro jeito. Será preciso esvaziar a piscina. Até mesmo por isso épocas mais frias do ano se tornam a mais indicada para esse tipo de procedimento.

O primeiro passo é a retirada do vinil antigo e a verificação de rachaduras na estrutura. Só depois se aplica um novo vinil.

Porém, antes mesmo do esvaziamento da piscina, é recomendável que o novo vinil já esteja pronto. Isso porque uma piscina vazia por muito tempo é mais propícia a sofrer riscos estruturais.

4- Troca de borda e manutenção do piso no entorno da piscina

Em qualquer tipo de piscina há a possibilidade da troca de sua borda. Para tanto, é fundamental que a nova borda tenha a mesma espessura da antiga, para não criar degraus de um revestimento para o outro.

Em relação à troca de pisos e decks, lembre-se sempre de que o conforto deve ser um aliado da segurança. Logo, os materiais mais indicados são os pisos atérmicos, aqueles que não absorvem muito calor, e os antiderrapantes.

Tratamento da água na piscina deve observado o ano todo

Além das manutenções periódicas, mais indicadas para serem feitas no inverno, o fato do espaço estar sendo menos usado não significa que os cuidados com a qualidade da água e a estrutura do espaço devam ser negligenciados.

Para que os condôminos possam usufruir desse espaço em dias mais quentes, sem pagar a mais por isso, uma vez que a falta de cuidado com a qualidade da água no decorrer do ano pode triplicar o valor do seu tratamento, é necessário que o síndico siga os procedimentos preventivos regularmente.

Veja algumas dicas para manter a piscina sempre limpa 

– Em piscinas de uso coletivo o controle do cloro precisa ser rigoroso, geralmente dia sim, dia não, já que é ele que mantém a piscina transparente e evita a transmissão de doenças. Porém, fique atento, já que cloro em excesso pode irritar os olhos e danificar os cabelos.

– O processo de filtragem da água precisa ocorrer todos os dias. Os filtros mais comuns são os de areia. Apesar de serem muito eficientes, é preciso observar o correto tempo de filtração, a carga de areia adequada depositada no filtro e a validade do produto.

– Também é preciso ficar atento ao pH da água. A medição deve ocorrer pelo menos duas vezes por semana. Já a aspiração da piscina depende da demanda de utilização. Em alta temporada é recomendável efetuar o procedimento pelo menos uma ver por semana.

– A aplicação de alguns produtos químicos também se faz necessária durante esse período. O uso de algicidas e produtos para baixar a alcalinidade são os mais comuns.

Como se vê, manter uma piscina com água transparente e livre de doenças é bastante trabalhoso. Por isso, muitos condomínios contratam empresas especializadas. Já outros, com piscinas menores, preferem delegar essa função para seus funcionários.

Na prática, não existe nada que impeça que o próprio condomínio efetue esse procedimento, caso ele possua um profissional competente e com conhecimentos para executar o serviço.

No entanto, a vigilância sanitária, na Resolução 0003/2001, estabelece que todo local que possua piscina de uso coletivo ou especial seja obrigado a possuir alvará sanitário e profissional da área química como responsável técnico.

Fonte: Guilherme de Paula Pires | Viva o Condomínio | https://vivaocondominio.com.br

Veja como financiar um imóvel direto com a construtora

Medida depende de vontade da empresa, mas costuma ter juros mais altos e menor prazo

A possibilidade de financiar um imóvel existe a partir da vontade da própria construtora ou incorporadora, que vê no negócio a oportunidade de reduzir gastos com as taxas e encargos bancários. Da parte do comprador, é sempre bom fazer uma pesquisa sobre a empresa no que se refere ao correto recebimento do produto.

O economista Alberto Ajzental, executivo financeiro do setor imobiliário, avisa que os clientes também terão de enfrentar burocracia no procedimento.

“As construtoras têm as mesmas preocupações que o banco quanto à concessão e os documentos disponíveis são os mesmos. A construtorapode ser mais rápida, caso esteja bem estruturada”.

Os juros costumam ser mais altos e o prazo para pagamento menor do que os financiamentos bancários. “Geralmente são maiores (os juros). O prazovaria de 60 a 96 meses, podendo chegar a 120 meses em casos excepcionais”, explica o economista César Bergo, presidente do Conselho Regional de Economia do Distrito Federal (Corecon-DF).

financiar um imóvel
Os prazos estabelecidos pelas construtoras costumam ser menores que as dos bancos (Foto: Shutterstock)

Segundo ele, os prazos das instituições financeiras são mais longos, chegam a 30 anos, dependendo da idade do proponente. Ajzental diz que esse tipo de negociação é indicada para quem não consegue, por alguma razão, obter recursos do banco, como, por exemplo, um segundo empréstimo. “Obviamente a razão não pode ser um problema que afetaria a concessão por parte da construtora, como nome sujo”.

Bergo detalha que existem dois tipos de financiamentos pelas construtoras/incorporadoras. Um antes da entrega da chave (na planta), que teoricamente não existe cobrança de juros, sendo o valor corrigido por um índice da construção civil. E o financiamento após a entrega da chave, que além dos juros tem a correção pelo IGPM.

“A operação com as construtoras ou incorporadoras deve ser efetuada por pessoas que tenham a perspectiva de conseguir no curto prazo os recursos para quitação. Para o médio e longo prazo é mais indicado efetuar a operação no sistema financeiro com um banco que cobre as menores taxas”, orienta o presidente do Corecon-DF.

Fonte: https://revista.zapimoveis.com.br

Checklist: o que observar na hora de visitar um imóvel

Saiba as situações em que é preciso olhar cuidadoso para não ter problemas depois

Visitar imóveis em busca daquele que mais se encaixa ao seu sonho é uma tarefa prazerosa. Dentro do local você já imagina onde ficará suas coisas, como pretende deixar determinados ambientes, se o espaço é adequado às suas necessidades e se a localização é ideal.

Tudo isso faz parte, mas cuidado para não fechar os olhos para algumas questões centrais que podem significar dor de cabeça futura. Os designers de interiores Paulo Brites e Lome Chung, do escritório Icono Projetos e Interiores, dão as dicas.

1. Ficar atento as condições de pisos, paredes e tetos. E principalmente os sinais de infiltração, manchas, mofos e amarelados.


(Foto: Shutterstock)

2. Tipos de rachadura que denotam algo estrutural. Nem sempre é estrutural, às vezes é apenas uma movimentação do prédio que é possível fechar com massa.


(Foto: Shutterstock)

3. Testar as quedas d’água. Ligar o chuveiro, torneiras… prestar atenção na vazão dos ralos e na criação de poças.


(Foto: Shutterstock)

4. Da mesma forma, testar os vasos sanitários e descargas.


(Foto: Shutterstock)

5. Prédios antigos tendem a ter sinais de cupim, é importante se atentar.


(Foto: Shutterstock)

6. Fechamento e abertura de janelas. Ver se não tem nenhum tipo de fresta e se está bem vedada.


(Foto: Shutterstock)

7. Questões elétricas é importante observar, levar um abajurzinho de tomada pode ser um bom teste.


(Foto: Shutterstock)

8. Observar se os azulejos estão estufados, ocos ou soltos.


(Foto: Shutterstock)

9. Olhar a posição do sol para o apartamento é bem interessante, pois ele pode ajudar na iluminação e aquecimento. Sol da manhã traz luminosidade e o sol da tarde aquecimento.


(Foto: Shutterstock)

10. A altura do elevador deve ser levada em conta, porque dependendo dos móveis será necessário o uso do içamento.


(Foto: Shutterstock)

Fonte: https://revista.zapimoveis.com.br

 

 

Dicas de segurança para síndicos

Trabalhar para que os condôminos possam se sentir seguros. Esse é um dos lemas de todo síndico quando o assunto é segurança

Dicas de segurança para síndicos

Dando continuidade às nossas dicas sobre segurança em condomínios, voltamos nossa atenção agora para os cuidados que os síndicos devem ter com o assunto.

Esse é um tema que todo administrador de condomínio deve estar atento, pois um dos principais objetivos da sua gestão é manter a tranquilidade dos moradores em relação à segurança. Desde escolher corretamente os funcionários até a criação de cadastros de moradores, visitantes e empresas terceiras, tudo deve estar em conformidade para que os condôminos possam se sentir seguro.

Portanto, fique atento e veja algumas dicas de segurança que os síndicos devem observar.

1 – Saber o número exato de moradores e de visitantes mensais do condomínio facilita o trabalho dos funcionários e evita a presença de estranhos dentro do condomínio. Ter conhecimentos destes números favorece a implantação de um sistema de segurança condizente com o tamanho do condomínio.

2- Faça reuniões periódicas com os responsáveis pela segurança para correção de eventuais falhas para se certificar da segurança do sistema. Pode parecer exagero, mas verificar a confiabilidade de um sistema de segurança também é importante.

3- Ser o mais rigoroso possível na hora de contratar os colaboradores já que serão eles que estarão no dia a dia do condomínio. Checar referências e pedir atestado de antecedentes criminais são os passos mais recomendados antes de contratar alguém.

4- Após a contratação, orientá-lo. É preciso comunicar com clareza aos funcionários todas as normas e procedimentos de segurança do condomínio e verificar se no dia a dia estão sendo cumpridas.

5- Ainda com relação aos funcionários é indispensável promover periodicamente uma reciclagem. Convoque reuniões, promova treinamentos, contrate palestras com especialistas em segurança para ressaltar a seriedade do tema  para o funcionário.

6- Pensar um procedimento padrão para recebimento de produtos é algo essencial nos dias de hoje. Com o aumento no número de compras pela internet o fluxo de entrega de produtos nos condomínios se tornou algo constante. Por isso, qualquer que seja o tipo de entrega (produtos, delivery…) ela deve ser feita ao morador na portaria. Para que esta norma seja cumprida, é crucial que o síndico convoque uma assembleia para tal finalidade e espalhe comunicados em pontos estratégicos do condomínio.

7- Contratar uma empresa responsável pela segurança do condomínio ou investir em produtos como câmeras, cercas e sensores? Tudo isso vai depender do tamanho do empreendimento, do caixa e das particularidades do seu condomínio. Por isso é essencial conhecer cada detalhe do local antes de contratar uma empresa.

8 – Por fim, mesmo com tanta tecnologia à disposição, como já escrevemos anteriormente, Segurança dentro do condomínio depende da ação diária de todos, contar com a colaboração dos condôminos é algo fundamental para a segurança de todos. Aproveite as assembleias para explicar o funcionamento dos equipamentos de segurança e deixar claro que eles são a parte principal na engrenagem (síndicos-funcionários-condôminos) que faz a segurança funcionar.

Como vimos, garantir a segurança dos condôminos não é uma tarefa simples. Mas quando todos estão trabalhando para o mesmo objetivo as coisas ficam mais fáceis.

Fonte: Guilherme de Paula Pires | Redação Viva o Condomínio | https://vivaocondominio.com.br

Saiba escolher os materiais de construção para sua reforma

Fique atento aos detalhes na hora de comprar para não ter prejuízo depois

Não tem jeito, reformar dá trabalho. Escolher profissionais, o que vai ser feito e os materiais são itens básicos. Aí começa aquela corrida em busca do melhor orçamento, afinal os preços dos produtos variam muito de uma loja para a outra.Mas não é só valor que você deve ficar atento, veja também a qualidade do material que vai comprar e detalhes como validade, quantidade necessária e correto armazenamento. Assim, diminui o risco de problemas futuros.

1 – Cimentos e massas

Cimento e massa (Foto: Shutterstock)

Não adianta você comprar 30 sacos de argamassa, cimento ou massa pronta se eles não serão usados de imediato. Esses itens empedram muito facilmente em contato com ambientes úmidos, como o das obras, ou mesmo armazenados em locais inadequados, como garagens. Verifique quando irá precisar compre com a maior proximidade da data de uso. E atenção: não é tudo igual, cada marca tem um tempo de secagem e um resistência própria. Leia as instruções e leve a mais indicada para o local onde irá aplicar.

2 – Areia

Ela faz par com o cimento e é base da alvenaria. Geralmente é vendida em sacos (lembrando que a massa pronta substitui cimento e areia na maioria dos casos). A areia tem várias ‘peneiras’: grossa, média e fina. A mais usada em reformas residenciais é a média, com grãos entre 0,42 e dois milímetros de diâmetro. Antes da escolha, peça ajuda profissional indicando o local onde será aplicada.

3 – Pisos e revestimentos

Pisos e revestimentos (Foto: Shutterstock)

Gostou daquele descontão? Cuidado! Pisos e revestimentos são feitos por coleções e costumam ter preço reduzido quando estão saindo de linha, o que acontece quase sempre. Veja se terá produto suficiente e com uma certa margem, para o caso de reposição futura.

4 – Material hidráulico

Hidráulica (Foto: Shutterstock)

Tubos e conexões precisam ter tamanho e especificação corretos para evitar problemas. Uma conexão mal colocada é risco de vazamento em breve. Nesse caso, opte também pelas marcas conhecidas pela durabilidade. Veja o tipo de vazão e pressão da água para escolher o encanamento e lembre-se: para água quente (locais com aquecedor) a tubulação deve ser própria para altas temperaturas.

5 – Elétricos

Não coloque sua família em risco e nem queira que seu apartamento pegue fogo porque a fiação não aguentou a potência do ar-condicionado, por exemplo. Escolha a fiação correta para cada uso. Chuveiros e aparelhos de ar-condicionado precisam de cabos mais grossos. Para passar atrás do fogão embutido, fios antichamas. Faça um quadro de energia grande, não economize nos disjuntores para não sobrecarregar o sistema elétrico.

6 – Tintas

Tintas (Foto: Shutterstock)

Veja a validade e o tipo de tinta mais adequado para o local onde será utilizado. Hoje a maioria não tem cheio forte e seca rápido, mesmo assim pergunte. A cor não é a única coisa a escolher. Existem tintas foscas, com brilho ou intermediárias. Na dúvida, leve uma pequena quantidade e faça o teste em uma parede.

Fonte: https://revista.zapimoveis.com.br/

Veja a importância da prestação de contas em um condomínio

Síndico precisa ter registros e justificativas das receitas e despesas e repassar informações aos moradores

Ser transparente e facilitar o relacionamento com os condôminos por meio da prestação de contas. Essa é a missão de Alex Dias, síndico de um condomínio em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Para isso, ele tem todas as contas do prédio em ordem e apresenta balancetes mensais para que os moradores acompanhem a gestão.

prestação de contas
A prestação de contas é um dever de toda administradora condominial (Foto: Shutterstock)

 

“Procuro manter as pastas organizadas por ano e meses em arquivos de acesso rápido, de forma que facilite a consulta tanto para a administração, como para os condôminos. Além disso, é muito importante que seja feita auditoria mensal das pastas, por empresa especializada, para não ter surpresas na prestação de contas”, explica.

Não é só questão de organização: o síndico pode ser responsabilizado por não prestar contas ou por falhas no balanço que não for aprovado. Se não resolver as pendências, pode, inclusive, ser acionado judicialmente.

Responsabilidades

Supervisor do Núcleo de Gestão Integrada da CIPA – Administração de Condomínios e Imóveis, André Ricardo detalha que as administradoras montam pastas de prestação de contas, que incluem pagamento de pessoal, contas de concessionárias, contratos de manutenção (como de elevadores), gastos administrativos, com serviços e receita com taxa de condomínio.

“A realização da prestação de contas à assembleia é obrigação atribuída ao síndico, no artigo 22, da Lei 4.591, de 16 dezembro de 1964, e abordada no artigo 1.348, do Código Civil. Em regra, as prestações de contas são realizadas anualmente na assembleia geral ordinária ou em extraordinária, quando necessário”, diz Ricardo.

prestação de contas
Em caso de reprovação ou irregularidade, a administradora tem um prazo para esclarecimento (Foto: Shutterstock)

 

Em caso de reprovação das contas, uma das soluções é esclarecer quais itens ficaram pendentes e solicitar um prazo para que as explicações sejam feitas. Uma nova assembleia deve ser convocada, ressalta o supervisor da CIPA.

“O ideal é quem fez o balanço conseguir dar uma explicação convincente. E se houver um erro, o que pode acontecer, consertá-lo. Quem aprova deve avaliar o teor e o montante envolvidos, acionando os mecanismos previstos na convenção do condomínio. Em último caso, exigir por meios judiciais uma prestação de contas”.

Fonte: https://revista.zapimoveis.com.br

Veja como escolher revestimentos para a cozinha

Arquitetas explicam o que levar em conta na hora de comprar o material

A cozinha é um ambiente especial dentro de uma casa. É lá que preparamos nossas refeições e, não raro, onde as pessoas ficam à nossa volta ansiosas enquanto os pratos ficam prontos.  Esse espaço precisa ter uma decoração que reflita a personalidade do morador, mas também é necessário que seja prática. Os revestimentos para cozinha precisam estar preparados para resistir a mistura constante de temperaturas e resíduos próprios da preparação de alimentos.


Projeto da Leila Dionizios Arquitetura em que ela usa pastilhas para revestir a parede (Foto: Divulgação)

A arquiteta Leila Dionizios diz que há uma série de revestimentos que podem embelezar a cozinha de forma rápida e prática. “Ladrilhos, cerâmicas e pastilhas são algumas opções, mas também é possível encontrar até adesivos de parede para cozinha. São super fáceis de instalar”, afirma.

Sobre as cores dos revestimentos, ela comenta que os tons amarelo, laranja e vermelho combinam bem com o ambiente e, segundo a psicologia das cores, despertam a fome.  Ela alerta que os móveis devem ser combinados com o revestimento para que o espaço não fique muito escuro.

Segundo a arquiteta Flávia Sá, os revestimentos mais utilizados em cozinha são cerâmica e porcelanato. Ela explica que o morador precisa optar pelos revestimentos para chão e parede que sejam mais fáceis de limpar e resistentes à água.

O preço entre os modelos não está relacionado à qualidade, mas sim com a inovação tecnológica e a marca, comenta Flávia. Ela fala que a maior preocupação na hora da escolha deste tipo de material é ter atenção às informações do fabricante sobre o local de uso e a contratação de mão de obra especializada para instalação.  Também deve ser observada qual a argamassa indicada pelo fabricante.

Inspire-se:


(Foto: Shutterstock)

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Fonte: https://revista.zapimoveis.com.br

 

 

Ladrilho hidráulico: um toque diferenciado na decoração da sua casa

Ele pode ser usado para composição em muitos ambientes e tornar seu lar mais alegre

Ele foi soberano em palácios da Europa no século 19 (1701 até o ano 1800). Feito de forma artesanal, um a um, com cimento e corantes, era tido como indispensável na decoração. No Brasil, também ocupou, com seus desenhos coloridos, ricos casarões. Mas foi perdendo espaço para a cerâmica. Agora, o ladrilho hidráulico volta a reinar, mas como item de composição, que dá tom ao acabamento do ambiente.

O que é?

Segundo a arquiteta Ana Yoshida, ladrilho hidráulico é um tipo de revestimento feito à mão super customizável, que possui efeito rústico e contemporâneo. É um material versátil, que vem ganhando espaço e pode ser utilizado em diversas superfícies. Ela ainda destaca que, recentemente, o ladrilho hidráulico voltou a ser tendência na decoração. Sua principal diferença em relação à cerâmica é que não possui cozimento. Pode ser encontrado em lojas de revestimentos ou materiais de construção.

(Foto: Shutterstock)

Onde usar?

“Utilizamos o ladrilho hidráulico para piso ou em paredes, para trazer um diferencial, um colorido. Além de apostar no revestimento de bancadas de cozinha, varanda, banheiro, área gourmet e até mesmo em salas de jantar” diz Ana, ressaltando que o resultado é criativo e diferenciado.

(Foto: Google)

Como colocar?

A arquiteta Karina Korn afirma que aplicação é fácil. A primeira medida é definir a paginação, combinando os desenhos e formas dos ladrilhos. Com o contrapiso nivelado e limpo, é só fazer o assentamento das peças, sobre uma camada de argamassa. “Como é frágil, é importante evitar o uso de martelos para pressioná-lo contra a argamassa. Depois de aplicados, os ladrilhos são limpos e recebem resina para impermeabilização”, explica ela. Após isso, se faz o rejunte e são aplicadas mais duas camadas de resina, esperando 24 horas entre as aplicações para secagem.

Qual o tipo de manutenção?

Para limpar o ladrilho e mantê-lo sempre bonito, Karina explica que é preciso apenas água e detergente neutro. Produtos ácidos ou abrasivos devem ser evitados. É essencial também ter sempre uma reserva de peças, para o caso de o material ser danificado.

É tendência?

A arquiteta Ana Yoshida detalha que por conta do estilo industrial e despojado, de uns anos para cá o ladrilho hidráulico voltou a ser tendência. “É um produto versátil e bonito que atualmente é encontrado por valores mais acessíveis”. A mesma opinião tem a arquiteta Karina Korn. “Por alguns anos ele ficou meio adormecido, agora parece que voltou com força total. É um revestimento muito pratico e o seu apelo artesanal encanta corações”.

Inspire-se:

(Foto: Shutterstock)

(Foto: Shutterstock)

(Foto: Shutterstock)

Fonte: https://revista.zapimoveis.com.br

Queridinho na decoração: cimento queimado vai bem com tudo de paredes e bancadas a pisos

Originalmente usado como opção rústica e menos trabalhosa de piso, o cimento queimado caiu no gosto popular e, rapidamente, virou o queridinho da decoração moderna. Recriado em forma de textura pronta, vendida em latas, o material, que tem bom custo-benefício em relação a outros tipos de revestimento, como mármore e porcelanato, deixou o segundo plano para virar protagonista em paredes de variados ambientes.

Um dos pontos positivos do material, que tem uma pitada de sofisticação e modernidade, é a facilidade com que cai bem em locais modernos, arrojados, clássicos ou até mesmo mais despojados. O motivo, avalia a arquiteta Nina Abadjieff, é o poder transformador e o fato de ser um verdadeiro curinga, que chama a atenção sem roubar a cena.

“Não existe regra para usá-lo. E no caso das texturas (tintas que reproduzem o aspecto do cimento original), além de possibilitarem o uso de cores diferentes, e não só do cinza, podem dar um toque moderno e suave sem brigar com uma decoração clássica, por exemplo”, explica.
A dica da profissional é ficar de olho nas composições e, principalmente, nas combinações de cor. Se o ambiente já tiver cinza demais – o pretinho básico da decoração –, por exemplo, a melhor receita é priorizar a mistura e o degradê, evitando a monotonia. Também vale apostar em pontos de cor nas paredes e em objetos decorativos, orienta Nina.

“Num ambiente clássico, recomendo tons mais claros e uma textura mais uniforme, que dá um toque moderno e suave, valorizando o estilo. Também é permitido brincar com tonalidades semelhantes, criando uma ideia de continuidade e harmonia em todo o espaço”, ensina.

Novo branco

O arquiteto Júnior Piacesi ressalta ainda a versatilidade do material, que chama de “novo branco” da decoração. O motivo é que apesar de ter textura bastante particular, irregular e uma identidade rústica, ele não fica pesado quando colocado ao lado de materiais e composições mais nobres.
“O cimento queimado e suas diferentes variações combinam com tudo. É um material muito versátil, que pode ser usado com madeira, mármore, em pisos, paredes e até em móveis”, justifica o profissional de Belo Horizonte.

Quem optar por usá-lo da maneira mais, digamos, primitiva, ou seja, no piso, tem sinal verde, desde que redobre a atenção no momento de instalá-lo. “O cimento queimado nada mais é do que uma nata aplicada no momento em que se executa o contrapiso. Nesse processo é importante colocar juntas de dilatação, evitando que o material quebre. Por ser um produto muito artesanal (o original e não o industrializado), pode ser que haja trincas, o que é supernormal”, reforça o arquiteta.

Ponto a ponto:

- Apesar de ter se popularizado da maneira convencional, feito da mistura entre argamassa e areia e usado principalmente como piso, o cimento queimado ganhou o mercado e conquistou variações e efeitos. Pioneira na reprodução do estilo no Brasil, a Suvinil, por exemplo, comercializa tintas com efeito marmorizado, que reproduz não só o próprio cimento como a aparência de madeira e até de bambu. A italiana Novacolor também entrou na onda ao fabricar texturas que imitam a aparência do material, rústico e imperfeito.

- A dica do arquiteto Júnior Piacesi é ficar de olho no material para ter certeza de que irá alcançar o efeito desejado. “Existem vários produtos que reproduzem a aparência do cimento original. Além das tintas e texturas, há piso vinílico, porcelanatos e até carpetes. No caso da tinta, é preciso aplicar com uma espátula fininha para ter esse aspecto rústico”, ensina.

- Nina Abadjieff chama a atenção para a segurança no uso. Por se tratar de uma superfície que fica bastante lisa, é bom evitar a aplicação da textura em locais que recebam água constantemente, como banheiro e cozinha – quando usados no piso. Fora isso, está liberado o uso em paredes inteiras, detalhes e até em bancadas. Para os quartos, a dica é fazer um mix de materiais, com mistura de cimento e madeira para proporcionar mais aconchego e sofisticação.

Confira dicas de como usá-lo em casa:

Pinterest/Divulgação

Cimento queimado na decoração

Tom sobre tom 

Material usado na parede do quarto com decoração clássica e cores neutras pouco contrastantes confere sofisticação ao ambiente; cinza mais claro e textura fina “conversam” bem com a cabeceira da cama e com os acessórios

Pinterest/Divulgação

Cimento queimado na decoração

Cinza em tudo 

Problema nenhum se a casa tiver vários elementos no mesmo tom da parede.
Basta escolher nuances mais contrastantes para alcançar o objetivo desejado. Neste ambiente, sofá e mesa de canto são mais claros

Gustavo Xavier/Divulgação

Cimento queimado na decoração

High Tech 

Apesar de o material remeter à rusticidade e, por este motivo, ser geralmente usado em ambientes mais descontraídos, dá para utilizá-lo em decorações modernas e até tecnológicas, como a desse apartamento
Pinterest/Divulgação
Cimento queimado na decoração
Chique e descomplicado 
Luz de LED colocada sobre a parede escolhida para ganhar a textura fez toda
a diferença. Ambiente ficou ainda mais sofisticado com o cuidado especial dado
à pequena parede, que virou ponto de atenção da sala
Pinterest/Divulgação

Cimento queimado na decoração

Mix de cores 

Dá para quebrar a monotonia do cinza apostando em acessórios e móveis coloridos que criam ambientes mais descontraídos e despojados. Contraste entre os tons da parede e do sofá faz toda a diferença no conjunto desta sala

Pinterest/Divulgação
Cimento queimado na decoração
No chão
Originalmente usado em pisos, o cimento queimado amplia os ambientes. Vale uma atenção maior na hora de assentar o material, que pode apresentar trincas ou rachaduras com o passar do tempo
Fonte: http://hojeemdia.com.br/plural

Os dez hábitos que os super síndicos têm

Saiba como os super síndicos atuam no dia-a-dia da sua gestão

Saiba como os super síndicos atuam no dia-a-dia da sua gestão

Ser síndico pode estar na moda e ser um ótimo caminho profissional. Mas não é para todo mundo. Afinal, a lista de habilidades, responsabilidades e obrigações parece não chegar ao fim nunca!

Pensando nisso, o SíndicoNet investigou o mercado.Perguntamos a especialistas como administradores de condomínio, síndicos profissionais, advogados especializados em condomínios o que diferencia um síndico comum de um gestor diferenciado.

Assim, conseguimos descobrir e elencar abaixo os dez hábitos que diferenciam os super síndicos dos gestores comuns. Você já sabe em qual time quer estar, não é verdade?

Confira!

1- Eles sabem se organizar  

Checklist

Os síndicos lidam com uma infinidade de demandas em cada condomínio. Por isso, é fundamental saber de quem cobrar o que deve ser feito em cada área.

“O síndico é um generalista. Fazendo um checklist consistente com cada empreendimento, e cobrando a sua execução periodicamente, fica mais fácil de saber se tudo está sendo feito de forma adequada”, analisa Ricardo Karpat, diretor da Gábor RH.

Ele explica que cada síndico deve desenvolver o seu próprio checklist, de acordo com as necessidades de cada condomínio.

O síndico profissional Wolfram Werther também é adepto desse tipo de organização para a sua gestão.

“Dessa forma, fica mais fácil saber o que precisa de mais ou menos atenção”, aponta.

Nos checklists devem constar as tarefas que devem ser feitas periodicamente pela equipe de manutenção ou zelador, as tarefas que a administradora deve apresentar para o síndico, as demandas dos condôminos, entre outras.

Assim, fica mais simples de acompanhar a feitura dessas demandas.

2- Eles sabem trabalhar em equipe  

Equipe

“Vejo muitos síndicos profissionais com extrema habilidade de gerir o condomínio pela parte técnica, mas que pecam na humana”, aponta o advogado especialista em condomínios Marcio Rachkorsky.

Ele aponta que trabalhar com gentileza, principalmente com os funcionários do condomínio, é o que faz a diferença para uma gestão bem integrada.

“Eu, como síndico profissional, dependo muito do bom trabalho dos colaboradores do condomínio. Meu ponto é que quanto mais eu tratá-los bem, com clareza, justiça e gentileza, mais eles irão se empenhar em fazer suas funções de acordo com o esperado. Saber reconhecer esse esforço é fundamental para ser um gestor diferenciado”, argumenta ele.

E esse cuidado não deve ser apenas com aqueles que trabalham nas áreas comuns. O síndico profissional Wolfram Werther relata que ações envolvendo funcionários das unidades autônomas também são benéficos para a gestão do condomínio como um todo.

“Fazer uma boa comunicação prévia, para que os funcionários sejam liberados para uma palestra sobre segurança, por exemplo, tem tido ótima aceitação nos condomínios onde trabalho. No evento, geralmente chamamos um policial militar para explicar não só sobre a segurança do condomínio, mas também em locais como no ônibus, ou andando na rua. No final, sempre sorteamos um mimo entre os presentes. É uma forma de valorizar quem está no local todos os dias, reforçar a segurança e a autoestima da pessoa”, conta ele.

3- Eles sabem trabalhar on-line e off-line

Celular

Estar conectado com a tecnologia e as demandas do condomínio é tão importante quanto, ao assumir um condomínio sentar e ler sua convenção e todas as atas das assembleias.

“Estar ligado digitalmente é fundamental. O síndico hoje, para cuidar mais de 4 ou 5 condomínios, ele tem que estar ligado 24h em telefone, e-mail, WhatsApp. Apesar de ser difícil, é um mal necessário. Os moradores esperam isso – assim como os funcionários do condomínio. Dá uma segurança a mais para todos”, sentencia Stefan Jacob, consultor de condomínios.

Esse também é o hábito que o síndico profissional Fulvio Stagi.

“Eu tenho tudo sobre os meus condomínios no meu celular. App de banco, documentos importantes, e-mails. Consigo checar e saber se as coisas estão funcionando remotamente. Segurança, manutenção, funcionários, por exemplo”, enumera ele.

Porém, para chegar a esse estágio de integração com o condomínio, ele explica ser fundamental conhecer bem não só as regras, mas também a história daquela comunidade.

“Conhecer bem as regras e como elas foram decididas é um diferencial enorme para quem quer cuidar de condomínios. Dessa forma, sabemos onde estão os pontos mais sensíveis daquela comunidade, o que é valorizado, o que ficou para trás e como melhorar a gestão respeitando o perfil daqueles moradores”, explica Fulvio.

4- Eles estão constantemente se aprimorando

Workshop

O síndico profissional Edison Duarte explica que a procura perene por aprimoramento é fundamental para quem quer se destacar na gestão condominial.

“Não adianta achar que já sabe o suficiente, porque a gente sempre pode aprender mais. Conheço grandes profissionais que não apenas dão cursos, mas também os acompanham, vão à palestras e workshops. Isso é fundamental pois o mercado não para”, analisa ele.

É importante salientar que só nos últimos anos tivemos mudanças que atingiram em cheio a gestão de condomínios: o novo Código de Processo Civil, que trouxe consigo mais celeridade para cobrar os inadimplentes do condomínio, além de outras mudanças como a citação por carta.

No ano passado houve também a reforma na legislação trabalhista, que também trouxe mudanças na forma com que o condomínio pode lidar com seus colaboradores.

Esse aprimoramento também deve ser estendido a quem trabalha no condomínio.

“Sempre deixo claro para os nossos colaboradores que, caso desejem fazer algum curso em áreas correlatas ao do trabalho deles, iremos pagar e apoiar o aprimoramento deles. Afinal, se um síndico em dia faz uma gestão melhor, o trabalho dos funcionários não pode ser muito diferente”, pesa Werther.

5- Eles sabem conduzir uma assembleia

Assembleia

A assembleia talvez seja o principal momento da vida em condomínio. É ali que tudo acontece: a tomada das decisões, a aprovação (ou não) das contas do período, a escolha do síndico, entre diversos outros aspectos que mostram a democracia que é viver em condomínio.

Por isso é tão importante que o síndico saiba conduzir bem a assembleia.

“Estar bem preparado para essa ocasião é fundamental. Permitir que os moradores também estejam informados, com as informações recebidas com antecedência, da mesma forma, a manter o encontro organizado”, explica Marcio Rachkorsky.

Ele também aponta que o síndico deve ter cordialidade e jogo de cintura para ouvir críticas no momento da assembleia.

“Além disso, deve manter o debate ali, focado nas ideias e argumentos da assembleia. Não deve deixar que esse tipo de desacordo se espalhe para a vida condominial”, explica Marcio.

E para chegar a esse ponto de haver uma boa preparação de todos e de uma assembleia pacífica, é fundamental a presença do síndico no dia-a-dia do condomínio – e um acompanhamento também do conselho.

“Importante para ser um super síndico é também manter a qualidade dos serviços prestados. Para que uma assembleia corra bem, o gestor deve se encontrar pelo menos uma vez por mês com o conselho, para um feedback das demandas do local”, argumenta Fernando Fornícola, diretor da administradora Habitacional.

6- Eles sabem estar, sempre, um passo à frente

A frente

“Olhar para o futuro é fundamental para um síndico que quer se destacar em suas boas práticas de gestão”, crava Angélica Arbex, gerente de marketing da administradora Lello.

“Basta olharmos para trás para vermos quantas novidades tivemos nos últimos anos, sendo o eSocial a maior delas. Quem não se comprometeu em inovar, em olhar para o futuro, teve muita dificuldade com esse processo”, analisa ela.

De fato, estar conectado com os condomínios geridos via app é fundamental.

Fulvio Stagi também reconhece a importância da inovação na gestão condominial.

“Estar cercado de quem pensa não só no agora, mas no futuro, ajuda entender melhor o futuro do condomínio e também a pensar melhores práticas de gestão”, argumenta Fulvio.

Outro ponto importante sobre dar o valor devido à inovação é que ela obriga o gestor a estar sempre se reciclando e se aprimorando.

“Ter parceiros que se preocupam com isso, e que oferecem tecnologias, mais ferramentas, informações e facilidades pode ser um grande diferencial para o gestor”, sugere Ricardo Karpat.

7- Eles sabem onde querem chegar 

Planejamento

“Para ter um diferencial, o síndico não pode ficar focado apenas nas demandas do dia-a-dia que, é claro, devem ser resolvidas. Para ser um super gestor, ele deve ter um olho também no futuro”, acredita a síndica profissional Taula Armentano.

Uma das formas de se conseguir essa visão mais adiante é apostar em indicadores claros de qualidade de gestão.

“Outro ponto que ajuda muito a entender melhor as necessidades futuras do condomínio – algo que faz toda a diferença tanto para o patrimônio daquela comunidade como para a qualidade da gestão, é apostar em pesquisas de satisfação. Ouvindo as pessoas fica bem mais simples de executar o que elas esperam da gestão do síndico, evitando problemas futuros”, explica Taula.

“Quem não sabe para onde ir, não vai chegar a nenhum lugar. Pelo menos não aonde gostaria”, explica Ricardo Karpat.

Por isso, apostar em pesquisas e ouvir as necessidades dos condôminos seguem sendo uma ferramenta extremamente poderosa para quem quer se diferenciar como síndico.

8- Eles priorizam a boa convivência

Convivência

Não podemos esquecer que o síndico é quem organiza a vida comum aquela comunidade.

“O condomínio é uma comunidade heterogênea, em que pessoas de diferentes situações culturais convivem no dia a dia. São inevitáveis os conflitos, que se manifestam nas reuniões e até em registros policiais, sobrecarregando o Judiciário de questões de vizinhança. Assim, o síndico que consegue ser um catalisador dos conflitos e consegue harmonizar as situações, é, para mim, um super síndico”, explica Hamilton Quirino, síndico profissional.

Para o síndico profissional Edison Duarte, usar o princípio da isonomia para tratar os moradores e seus conflitos é fundamental.

“Saber tratar das questões de todos com justiça e sem favorecimentos é algo que só soma nas relações condominiais. Não se pode perder isso de vista – e é algo que o local ganha quando aposta em um síndico profissional preparado para exercer bem as suas funções”, argumenta ele.

9- Eles são craques em previsão orçamentária

Finanças

Uma boa gestão financeira é a espinha dorsal de uma administração condominial bem pensada.

“Cobrar, pagar despesas e prestar contas é a rotina, o básico. No entanto é uma grande virtude de o síndico manter uma boa gestão: controlar e reduzir despesas, em tempos de crise, além de aumentar a arrecadação, zerando a inadimplência, e assim mantendo o valor da cota mensal, apesar da inflação”, ensina Hamilton.

Uma boa gestão financeira envolve, necessariamente, uma boa previsão orçamentária.

“Para isso, é importante conhecer também o passado do condomínio. Quanto melhor o síndico conhecer as características do local, melhor vai conseguir planejar os gastos para o período”, ensina Ricardo Karpat.

Além disso, conhecer a inadimplência do condomínio, e tomar as medidas cabíveis para diminuí-la, também é crucial.

“Sabendo o quanto há de devedores no condomínio, é possível construir ações no sentido de diminuir esse mal. Também evita-se fazer uma previsão que não comtemple esse problema completamente, o que deixa de viabilizar o que estava previsto”, analisa Ricardo Karpat.

10- Eles sabem se comunicar e ter transparência

Comunicação

Conseguir seguir os nove passos acima não é impossível.

Porém, é fundamental que o gestor saiba comunicar bem para os moradores o que está fazendo – e como.

“Uma comunicação focada no que acontece no condomínio é muito importante para os moradores. Dá segurança de que o síndico está de olho nas necessidades do condomínio”, assinala Taula Armentano.

E além de se comunicar bem com os moradores, outra característica dos super síndicos é a transparência.

“É crucial que o síndico mantenha uma postura acessível e aberta com os moradores. Que esteja disposto a conversar sobre a maneira como as coisas estão sendo feitas no condomínio”, aponta Stefan Jacob, consultor condominial.

Essa transparência no trato com os condôminos também deve prevalecer com as contas do condomínio.

“Oferecer formas de os condôminos acompanharem os gastos do condomínio é muito importante – esse tipo de ferramenta hoje é crucial para quem deseja prestar um bom serviço”, explica Angélica Arbex, da Lello condomínios

 

Fonte: https://www.sindiconet.com.br

Para Bombeiros, síndicos deveriam proibir impermeabilização de sofás em prédios

Gabriel Sawaf, especial para a Gazeta do Povo

Segundo major Eduardo Pinheiro, subcomandante do Corpo de Bombeiros, não há níveis seguros para a aplicação do produto inflamável

Segundo major Eduardo Pinheiro, subcomandante do Corpo de Bombeiros, não há níveis seguros para a aplicação do produto inflamável| Foto: Átila Alberti / Tribuna do Paraná

Para o Corpo de Bombeiros, os síndicos deveriam proibir os trabalhos de impermeabilização de sofás dentro dos apartamentos. A recomendação é feita pelo major Eduardo Pinheiro, subcomandante da corporação em Curitiba, após a explosão de um apartamento no bairro Água Verde, na manhã do último sábado (29), durante um serviço do tipo. Um menino de 11 anos morreu e outras três pessoas ficaram gravemente feridas com o acidente.

A explosão teria acontecido justamente porque o tipo de impermeabilização realizado usava um componente altamente inflamável. A fonte de ignição que teria iniciado o incêndio e, consequentemente, a explosão ainda está sendo investigada pela Polícia Civil através da Delegacia de Explosivos, Armas e Munições (Deam).

“Eu diria que o síndico deve proibir atualmente porque está comprovado o risco”, afirmou o major em entrevista ao jornal Boa Noite Paraná, da RPC. “Não podemos esperar que aconteça um próximo para que alguém tome uma medida, que pode ser feita agora”. Segundo ele, o foco tem que sera preservação da vida dos moradores.

Apesar da ideia de que bastar abrir as janelas do imóvel para diminuir os riscos durante o procedimento, Pinheiro garante que não há uma maneira totalmente segura de fazer esse tipo de impermeabilização dentro de residências. “Não há níveis seguros e isto fica comprovado, não somente com os casos que já aconteceram no Paraná, mas em outros lugares do Brasil. Aquela recomendação de ventilar o ambiente, deixar a janela, não é o suficiente para evitar que aconteça uma tragédia”, destaca.

A preocupação em prédios se torna maior porque o risco de um acidente pode atingir mais pessoas do que quem vive no imóvel. “Quando nós falamos de condomínios, a nossa atitude se reflete sobre a coletividade. É preciso uma preocupação muito maior do síndico, inclusive de proibir que se faça esse tipo de atividade com líquidos inflamáveis”, ressalta o major.

Já em em entrevista ao Meio Dia Paraná, também da RPC, a advogada do Sindicato da Habitação e Condomínios do Paraná (Secovi-PR), reforça que os síndicos devem estar atentos a essa situação. “O condomínio pode exigir quais equipamentos serão apresentados. Como se trata de produto químico, teria que ficar até atento, cobrar uma autorização de algum órgão responsável”, indica.”

Fonte: https://www.gazetadopovo.com.br/curitiba/explosao-agua-verde-bombeiros-proibir-impermeabilizacao

Possui uma vaga de garagem que não utiliza? Veja se é possível alugá-la para terceiros

Segundo a legislação, aluguel dos espaços é possível com prévia aprovação da administradora do condomínio

Pensando em alugar a vaga de garagem que você não usa no prédio e descolar um dinheiro extra? Com um número cada vez maior de veículos nas cidades, é fácil encontrar alguém cansado de deixar o carro dormir na rua. Mas antes de qualquer atitude, cuidado! Uma Lei Federal proíbe o aluguel dos espaços a não moradores do prédio.

“Se a convenção do prédio for omissa ou não autorizar a locação, para que seja possível alugar será necessário alterá-la. Isso é feito por meio de uma assembleia, com a votação de, no mínimo, dois terços dos condôminos permitindo a locação para pessoas que não sejam proprietárias de apartamentos naquele prédio”, explica o advogado do Brunno de Moraes Brandi.

Como a lei cita pessoas estranhas ao condomínio, isso quer dizer que é possível alugar a vaga de garagem para um vizinho que more no mesmo condomínio, sem necessidade de autorização.

vaga de garagem

O proprietário que deseja alugar sua vaga deve passar pelas regras do condomínio (Foto: Shutterstock)

“É possível alugar a garagem para outro condômino, conforme prevê o artigo 1.338 do Código Civil, determinando o direito de preferência do condôminoem face de terceiros, quando a convenção condominial permitir que haja a locação a estranhos”, detalha a advogada Carol Valentino Restituti.

Sanções

Caso um morador alugue a vaga para uma pessoa de fora com expressa proibição na convenção condominial, ele pode ser obrigado a pagar uma multa, afirma Carol. “Poderá ser multado e a pessoa de fora impedida de entrar no prédio“, completa Brandi.

Contrato

Se está tudo certo e você tem plena ciência da possibilidade de alugar sua garagem, o próximo passo é fazer um contrato, bem parecido com o de locação de imóveis. Não deixe de colocar valor, período de aluguel, descrever o endereço, a localização e tamanho da vaga. Estipule multas e juros em caso de atraso no pagamento.

Fonte: https://revista.zapimoveis.com.br

Impermeabilização de sofás: procedimento exige cuidados

Como a impermeabilização de sofás é feita a partir de um composto químico altamente inflamável, todo cuidado é pouco durante a aplicação.

Impermeabilização de sofás procedimento exige cuidados

 

explosão de um apartamento no bairro Água Verde, em Curitiba, no último sábado (29), durante o procedimento de impermeabilização de um estofado reacendeu a discussão sobre os cuidados necessários ao fazer esse tipo de procedimento.

Com o impacto da explosão uma criança de seis anos foi arremessada do interior do apartamento, falecendo posteriormente no hospital. Outras três pessoas ficaram feridas.

Como a impermeabilização de sofás é feita a partir de um composto químico altamente inflamável, todo cuidado é pouco durante a aplicação.

Para que episódios tristes como esse não se repitam, veja agora alguns cuidados que devem ser tomados.

Contratação da empresa

A primeira coisa a ser feita diz respeito à contratação da empresa. Seja qual for o serviço, fechar negócio exige muita pesquisa e paciência. Com a popularização do serviço, diversas empresas de limpeza passaram a incluir em suas atividades a impermeabilização de sofás.

Porém, como se trata de um procedimento no qual serão manuseados componentes químicos altamente inflamáveis, o primeiro aspecto a ser levado em conta é em relação à segurança.

É recomendável que a aplicação seja feita por um profissional registrado no Conselho Regional de Química (CRQ) e que a empresa possua todas as certificações necessárias para esse segmento.

Outro aspecto diz respeito ao local da aplicação: a menos que a empresa se comprometa com todas as precauções possíveis para evitar danos durante o procedimento, o mais indicado é que a aplicação seja feita em outro local. De preferência em um pátio ao ar livre. Como vimos, os danos podem ser mais do que somente de ordem material.

O procedimento de impermeabilização

A impermeabilização de sofás se dá pela aplicação de produtos impermeabilizantes que bloqueiam os poros do tecido. Usualmente uma resina, que tem a função de proteger da penetração de líquidos mantendo-os limpos e com aspecto de novo por mais tempo.

Para saber se seu estofado pode ou não ser impermeabilizado, pingue algumas gotas de água sobre o tecido. Se o líquido for absorvido, o sofá poderá ser impermeabilizado. Caso contrário, o procedimento não deverá ser realizado.

O impermeabilizante tem uma duração de três a quatro anos. Caso algum líquido seja derramado, o correto é removê-lo com a ajuda de um papel toalha. Evite esfregar o papel absorvente contra o líquido, pois pode fazer com que ele penetre no tecido.

Fique atento para lavagens a seco. Isso porque alguns produtos possuem em sua base de composição o solvente. Esse químico pode acabar retirando a resina formada no tecido e diminuir a vida útil da impermeabilização.

Cuidado redobrado com impermeabilizações caseiras

Existem no mercado diversas opções em spray, que podem ser aplicadas por qualquer pessoa. Vale lembrar que esse produto também é inflamável. Logo, deverá ser utilizado longe de qualquer contato com fogo ou faísca.

Se você fizer uso de spray, leve em consideração as mesmas dicas acima e siga as instruções no rótulo.

Lembre-se que por se tratar de um procedimento tóxico e inflamável, qualquer descuido pode ocasionar grandes problemas. Por isso, recomendamos a contratação de uma empresa especializada, com todas as certificações em dia e que o procedimento seja feito fora da sua casa e em local aberto. De preferência, na sede empresa.

Fonte: Guilherme de Paula Pires | Redação Viva o Condomínio | https://vivaocondominio.com.br

Comércio em prédios residenciais: proibir ou flexibilizar

Desemprego e novas tecnologias motivam moradores a usarem a própria unidade como escritório ou empresa, realidade que exige regras bem definidas e uma dose de bom senso

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Por Omar Anauate*

O desemprego no Brasil voltou a aumentar e já atinge 13,7 milhões de pessoas segundo o IBGE. Nesse cenário de fragilidade do crescimento econômico, milhares de brasileiros tentam uma renda extra investindo em um negócio próprio, desenvolvido muitas vezes dentro da própria casa.

Mas afinal, o morador pode abrir sua empresa e operar em um condomínio residencial? A resposta é não, mas as transformações das relações de trabalho exigem mediação e bom senso na hora de avaliar essa prática cada vez mais comum.

Antes de tudo é preciso ter em mente que instalar um negócio, contratar funcionários e manter um fluxo comercial no ambiente residencial é completamente diferente do trabalho no formato home office. Ter um escritório em casa é perfeitamente comum e aceito, segundo qualquer convenção condominial. O emprego remoto, aliás, ganha cada vez mais adeptos com a popularização dos dispositivos portáteis, um caminho sem volta para consultores, advogados, professores, jornalistas, designers, profissionais de TI, entre outros profissionais.

A situação começa a mudar de figura quando a atividade comercial começa a influenciar na rotina do prédio e a incomodar outros moradores. Isso ocorre geralmente quando o negócio exige um alto fluxo de mercadorias nas áreas comuns, carregamentos frequentes que ocupam o elevador e barulho fora do normal.

Mais problemático ainda é o aumento da circulação de pessoas no condomínio, o que ameaça não só o sossego, mas a segurança dos moradores. Outra consequência é sobrecarregar o funcionamento do prédio, com possível aumento das despesas com energia, água e manutenção.

Vem se tornando rotina a locação do salão de festas para promover reuniões empresarias e organizar eventos, como bazares. A prática não é necessariamente proibida, mas requer autorização específica do condomínio. Restringir o espaço para atividades religiosas, políticas, esportivas e comerciais é um artigo comum no regulamento do uso do salão em muitos empreendimentos. Em alguns casos, porém, o síndico pode liberar as atividades, desde que compatíveis com o perfil dos moradores e mediante critérios para não perder o controle ou criar precedentes.

A capacidade de mediação do síndico, aliás, é fundamental para pacificar a situação. Alguns casos destoam e constituem quebras evidentes da destinação residencial do edifício, mas outros podem não impactar diretamente no dia a dia do condomínio e não incomodar os moradores.

Cabe ressaltar que o tema pode ser levado para deliberação em assembleia, que avaliaria se vale ou não a pena flexibilizar o uso das unidades. Caso os condôminos optem pela permissão, o síndico pode propor algumas medidas para amenizar as consequências, como limitar as atividades ao horário comercial e sugerir que os vendedores façam entregas de produtos apenas na portaria. É possível ainda permitir que os empresários registrem os endereços de suas pequenas empresas no condomínio apenas para questões fiscais e recebimento de mercadorias.

A atividade comercial em condomínios residenciais é algo que ocorre desde sempre de alguma forma, mas que tende a crescer e ganhar novas nuances com as tecnologias que mudam a forma como nos comunicamos e nos relacionamos. A questão ainda é pouco debatida, mas deve entrar de vez no radar dos síndicos e das administradoras em busca de uma regulamentação mais clara e compatível com a nossa realidade.

Fonte: https://www.sindiconet.com.br

Reforme móveis e objetos antigos da sua decoração

Faça você mesmo reformas e manutenções criativas em seus objetos que estão velhos ou desatualizados. É o DIY transformando a decoração do seu lar!

Final do ano está aí e sempre nessa época a gente sente aquela necessidade dar uma repaginada na casa, mudar os ares, trocar uma peça aqui e outra ali. Mas e se eu falar que você pode ter uma casa totalmente diferente sem tirar um móvel do lugar e gastando pouquinho pra isso?

Pois é, renovar é preciso, mas se puder dar uma cara nova para seus móveis antigos de maneira fácil, versátil e econômica, essa solução tem nome e sobrenome: reforme você mesmo seus móveis e objetos!

Da mesinha de centro à poltrona da vovó, é possível dar uma cara nova pra casa que você já tem usando apenas tinta nova, um adesivo e até mesmo um tecido. Ficou curioso? A gente te mostra como! Basta usar tudo o que você tiver em casa a favor da sua criatividade!

1. Cuide dos móveis antigos 

O primeiro passo é começar a encarar os móveis e objetos antigos não como peças antigas, mas sim como peças que serão transformadas! E como qualquer móvel novo, para manter sua beleza e funcionalidade preservados, é importante ter cuidado e preservá-los.

Antes mesmo de pensar em estilos, cores, texturas e temas para sua repaginada, aposte na limpeza adequada para cada tipo de material – hidrate as madeiras, lustre os metais, tire a sujeira acumulada e faça os reparos necessários. No caso de móveis de madeira, lixe bem todas as superfícies, para corrigir arranhões, riscos e farpas e deixar sua preparada para a próxima etapa.

2. O poder de uma boa pintura

Reformar os móveis antigos com pintura é um truque coringa que funciona sempre! Essa é a fase perfeita para se jogar sem medo nas cores e carregar na sua personalidade. Misturando tons e elementos, é possível ir de uma decoração clássica para rústica.

Seja qual for a cor ou tema que você escolher, dar uma nova cor ao seu móvel gera um impacto imediato na sua decoração, porque ele se torna uma peça praticamente nova. Por isso, essa técnica é ótima para quem não resiste em mudar a decoração da casa de tempos em tempos.

Ah, e hoje em dia tem diversos tipos de tintas e acessórios que nos permite brincar com texturas e até mesmo facilitar o trabalho, como no caso da tinta em spray que faz todo trabalho ainda mais rápido. Ou seja, não tem moleza pra preguiça.

Fonte: Pinterest – Vou Pintar Minha Casa

3. Moderno laqueado

A pintura laqueada é a moda do momento. Além de ser uma pintura especial de alto padrão, é uma técnica que dá um acabamento bem sofisticado para os móveis e deixa tudo com uma cara mais moderna.

Mas apesar do nome parecer diferente e complicado, esse acabamento laqueado é bem acessível e fácil de ser encontrado em lojas, tanto na versão spray ou comum, e também nas versões fosca e acetinada.

Fonte: SOS Solteiros – Mundo das tribos

4. Adesivos e papéis de parede

Os adesivos e papéis e paredes são perfeitos para quem quer reformar os móveis sem precisar mexer tanto na estrutura deles. Incrivelmente versáteis, a técnica não tem segredo: escolha os adesivos que são a sua cara e aplique por cima do móvel. É muito prático.

Aqui vale tudo: adesivos de papel contact, fitas adesivas neutras ou decorativas, laminado autoadesivo… E você pode colocar tanto na parte externa dos móveis, quanto também dentro de gavetas, armários e cômodas.

Para quem além de adesivar também quiser o efeito de textura nos móveis, então é só substituir o papel adesivo por papeis de paredes. Fica lindo.

Fonte: Casa Abril

5. “Vestindo” os móveis com tecido

Essa dica é um pouco mais trabalhosa, mas perfeita para quem adora projetos DIY e não tem medo de pôr a mão na massa. Para esse tipo de reforma, você reutilizar vários pedaços de tecidos que tem pela casa e combiná-los em diferentes composições.

Após pintar o móvel ou objeto com a cor que quiser, passe uma camada de cola branca sobre a parte que será revestida e não aplique o tecido com uma régua, para evitar bolhas e deixar o resultado ainda melhor. Retalhos ficam ótimos como quadros, revestimento de gavetas e até cobrem peças inteiras.

Fonte: Madame Criativa

6. Puxadores

Ah, os puxadores! Assim como o poder de uma boa pintura, você só consegue ver a diferença que faz na decoração quando você muda o puxador pela primeira vez. E acredite, assim que você mudar os puxadores dos seus móveis, eles nunca mais passaram despercebidos.

Coloridos, clássicos, rústicos… o que não falta é opção para por aí para combinar com sua mobília e decoração. E o legal é que podem ser facilmente encontrados em lojas especializadas ou garimpados em feiras de rua por um precinho que vale a pena!

Fonte: Diycore

Viu só como não é preciso de muito para você mesmo criar decorações incríveis usando reformando seus móveis e objetos antigos? Então aproveita que um ano novo vem aí e é a época perfeita para colocar todas essas ideias em prática sem pesar no seu bolso!

Fonte: http://www.imovelweb.com.br/

Veja quais cuidados tomar no aluguel de um imóvel mobiliado

É importante fazer um relatório detalhado de todos os itens e o estado de cada um deles

Pensando em alugar um imóvel mobiliado? Então, a primeira dica é: não deixe a ansiedade atrapalhar! Veja todos os detalhes do local com calma, verifique a qualidade e o funcionamento dos itens da moradia. A vistoria garante uma negociação que seja boa para ambos, evitando problemas futuros.

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A vistoria de um imóvel mobiliado é ainda mais complexa e importante (Foto: Shutterstock)

 

“Preste atenção nos detalhes, abra os armários, veja se está tudo funcionando corretamente. Teste os eletrodomésticos, pergunte se os estofados são impermeabilizados e se algum item no imóvel ainda está na garantia. Veja ainda a abertura das portas e janelas”, orienta a designer de interiores Daiane Antinolfi.

Daiane lembra que o inquilino precisa cuidar bem dos móveis, para não ter que arcar com prejuízos depois. Ela ressalta que é necessária atenção ao uso de materiais de limpeza, evitando produtos corrosivos. “Não bata portas ou gavetas e evite arrastar os móveis para não comprometer a montagem deles”.

Direitos

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É importante que a descrição dos móveis conste de forma completa no contrato (Foto: Shutterstock)

 

A advogada Viviana Callegari afirma que a descrição de móveis e utensíliosexistentes no imóvel, assim como seus valores, devem constar no contrato de locação. Ela considera essencial fazer fotos de tudo para verificação futura.

“O documento de vistoria deve ser um anexo ao contrato. Tem que conter a descrição do estado do imóvel, bem como dos móveis, eletrodomésticos e utensílios que o acompanham. Ao final da locação, o locatário deverá devolver o imóvel no estado em que recebeu”, frisa a especialista.

E em caso de problemas com itens, de quem é a responsabilidade? A resposta de Viviana é: depende. “Se a queima de um eletrodoméstico ocorrer por culpa do locatário, será dele. Se o locatário recebeu o imóvel com tudo funcionando, deverá fazer a manutenção dos móveis, eletrodomésticos e utensílios. Mas depende do que está no contrato”.

Fonte: https://revista.zapimoveis.com.br

Inadimplemento excessivo

Morador que esbanja condição financeira, mas mesmo assim, é inadimplente, pode ser classificado como antissocial

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Por Jaques Bushatsky*

O escritor inglês G.H. Chesterton disse que “fazemos nossos amigos, fazemos nossos inimigos, mas Deus faz nossos vizinhos”, provavelmente em um momento de exasperação que, no caso de artista, finda virando coisa boa.

De início, é preciso circunstanciar que, no âmbito do condomínio, incômodo não é torcer para outro time, se filiar a outro partido, ter outra religião, ter outro gosto. Nada disso fere a comunidade que somente é atingida quando perturbados sossego, saúde e segurança ou quando são violados deveres essenciais à convivência no condomínio edilício.

Temos regras claras. O artigo 1.336, do Código Civil impõe como deveres do condômino:

  1. Contribuir com as despesas de condomínio, pagando a sua parte no rateio;
  2. Não realizar obras que comprometam a segurança do prédio;
  3. Preservar a forma, a cor da fachada, das esquadrias e das partes externas;
  4. Dar às suas partes autônomas destinação igual à do edifício;
  5. Jamais as utilizará prejudicando a saúde, o sossego, a segurança dos possuidores ou os “bons costumes”. O insistente, reiterado desrespeito desses deveres sujeita o mau condômino à multa (artigo 1.337, do Código Civil).

Pois bem, enfrentemos o não pagamento dos rateios em moldes reiterados. Cuidado: o inadimplemento eventual, que é o mais costumeiro, sujeita o inadimplente a suportar juros, atualização monetária, multa (ínfima) de 2% sobre o débito. Não trataremos disto agora.

E aquele condômino que definitivamente entende de não pagar? Aquele que exibe seu automóvel elegante, parece viver na piscina ou na quadra esportiva, mas prorroga por meses o pagamento e, quando paga, sinaliza que o condomínio passará mais algumas meses, novamente, sem receber. Os vizinhos que suportem os gastos.

Essas situações podem ser classificadas como comportamento antissocial, sem dúvida, sendo palpável a incompatibilidade de convivência desse espécime com os demais condôminos.

Ao não cumprir reiteradamente o dever de pagar os rateios, o tal condômino se insere (desde que assim o entendam três quartos (¾) dos condôminos restantes) na hipótese do artigo 1.337 do Código Civil.

Mas, a punição financeira pode chegar ao décuplo do valor da contribuição mensal para as despesas, quando a conduta se mostre grave, por demais sobrecarregados os demais condôminos, abaladas ou por abalar as finanças do condomínio.

É esta a hipótese do artigo 1.337, parágrafo único, do Código Civil, e nossos tribunais já confirmaram punições em situações desse tipo, sendo indiscutível a absoluta incompatibilidade de convivência com esse gênero de descumpridor.

(*) Jaques Bushatsky é advogado, sócio da Advocacia Bushatsky; integrante do Conselho Jurídico da Presidência do Secovi-SP. especialista nas áreas de condomínios, locação, compra e venda de imóveis.

Fonte: https://www.sindiconet.com.br/

Crianças em férias

Período é ideal para organizar jogos, brincadeiras, etc.

Período é ideal para organizar jogos, brincadeiras, etc.

Durante as férias escolares, o problema de barulho costuma aumentar e pequenos acidentes podem ocorrer, já que as crianças permanecerão por mais tempo dentro de casa.

Se os pais trabalham fora, isso é ainda pior. Elas ficam presas no apartamento esperando o momento certo para gastar energia.

Se por um lado, as crianças querem brincar, por outro, é importante que haja segurança e um espaço apto para recebê-las.

Veja algumas dicas para driblar o problema:

  • - O condomínio pode estimular brincadeiras, como o uso de alguns jogos, principalmente quando há pouco espaço no prédio. Entre as opções de jogos estão: damas e outros de tabuleiro, quebra-cabeças e uso de bonecas e carrinhos.
  • - Converse com outros pais e responsáveis por crianças do condomínio para combinarem atividades coletivas,  como jogos na quadra ou horários na brinquedoteca. Sempre supervisionados por um adulto.
  • - Outra atividade bastante interessante é a criação de uma biblioteca. Os pais podem doar os livros. Além de distrair as crianças, incentiva a leitura. A biblioteca poderá ser montada numa sala pequena e com a ajuda das crianças.
  • - Durante as férias, os condomínios podem flexibilizar regras muito rígidas, como a proibição de bicicletas. O condomínio pode abrir exceção para crianças pequenas.
  • - Contratar escolinha de esportes ou profissionais de recreação também ajuda e são alternativas cada vez mais frequentes em condomínios.
  • - Lembre-se: porteiros, zeladores e funcionários do condomínio não são responsáveis pelas crianças.
  • - Os pais e responsáveis pelas crianças do condomínio devem responder pelos atos que infringirem as regras internas do condomínio e estão sujeitos às penalidades

Fonte: https://www.sindiconet.com.br/

Objetos de decoração são fundamentais para dar personalidade à sala de estar

Saiba como escolher os objetos ideais para deixar o ambiente confortável e bonito, sem fugir ao orçamento

A sala de estar costuma ser o lugar de convivência na casa. É um local que tem a proposta de garantir conforto aos moradores, tornar possível momentos de relaxamento, possibilitar laços de convivência com as pessoas próximas e também de receber pessoas que não são tão íntimas. É o local ideal para ler um livro ou ver um filme e também para reunir amigos. É o ambiente onde será permitido entrar um pouco no modo de ser dos donos da casa. A sala de estar precisa ter móveis, objetos e acessórios adequados para cada função que vai assumir. Portanto é importante selecionar os objetos ideais e ainda que representem a personalidade dos proprietários, casando bem com a decoração do ambiente e cabendo dentro do orçamento.

Levando em consideração que a casa resguarda a intimidade do ambiente externo, a sala de estar vai ser o local onde será permitido que o mundo externo adentre um pouco no modo de ser dos donos. “Como espaço de sociabilização, bastaria ter poltronas ou sofás confortáveis, mesa de centro e laterais e uma boa iluminação natural e artificial, mas os moradores sentem outras necessidades estéticas e funcionais. Por isso, começam a ocupar os espaços com objetos de decoração ou peças funcionais”, explica o arquiteto Artur Diniz. Dentro desta questão, os gostos e hábitos dos donos serão refletidos no ambiente. “Se gosta de receber amigos, pode colocar mais cadeiras e um mesa de centro. Se gosta de ver filmes, um sofá mais aconchegante, retrátil ou com chaise longue para esticar as pernas e umas luz amena”, acrescenta a arquiteta Renata Inojosa.

 


(Foto: Shutterstock)

 

O que é importante frisar é que a decoração é bastante pessoal. “Ela depende muito do estilo do proprietário, mas ela é capaz de dar ou até mesmo de mudar a cara do ambiente. Se quiser um espaço mais moderno, pode apostar em peças mais metálicas, quadros tipo pôster e montagens, além de tapetes geométricos . Se quiser uma ambiente mais clássico, peças com design mais de antigos, vasos em vidro, flores e esculturas caem bem”, afirma Renata Inojosa.

Alguns objetos podem ser considerados indispensáveis para a sala de estar, como quadros, tapetes, mesas laterais, mesas de centro, porta retratos e objetos de arte. “Dependendo do tamanho do cômodo e do estilo da decoração, a sala vai pedir espelhos, luminárias de pé ou pendentes. Artesanato ou peças de arte sempre são bem-vindos em qualquer espaço. O Brasil é rico de artistas e artesãos, então não podem ficar de fora da decoração”, sugere Artur Diniz.

 


(Foto: Shutterstock)

 

Porém, o conceito de essencial vai variar de acordo com o estilo de vida do morador, já que algumas pessoas preferem mais espaço livre e menos objetos. De toda forma, é fundamental alcançar um equilíbrio com o espaço a com as superfícies disponíveis. “Deixar espaços vazios é tão importante quanto preencher os espaços, tantos nas paredes como nas bancadas, estantes, mesinhas ou aparadores. Não precisa amontoar muitos objetos, para não prejudicar visualmente, mas não podemos deixar a sensação de que algo está faltando”, diz Artur Diniz.

Estilo

O estilo de vida vai influenciar na escolha dos objetos de decoração na sala de estar. “Para uma pessoa que adora leitura, será essencial ter poltronas, luminárias e um revisteiro, por exemplo. Para aqueles que curtem um bom filme, será essencial equipar com equipamentos de áudio e TV e um sofá ou poltronas bem confortáveis. Neste caso, alguns objetos de decoração que remetam à produção cinematográfica vão personalizar o espaço de acordo com as preferências do morador”, acrescenta o arquiteto.

 


(Foto: Shutterstock)

 

A personalidade do morador também vai influenciar no resultado final do ambiente, já que ela costuma estar refletida da decoração e nos objetos. “Uma pessoa mais discreta tende a escolher tons neutros e discretos, que não se sobressaiam sobre a mobília. Uma pessoa menos discreta vai abusar das cores e formatos. Independentemente da personalidade, o tom sobre tom agrada a maioria”, explica Artur Diniz. Além disso, é possível trabalhar um contraponto entre móveis e objetos de decoração. “Como a mobília é basicamente horizontal, podemos trazer alguns objetos de decoração mais verticais para fazer o contraponto. Mas é preciso ter cuidado para acertar no local e na proporção”, acrescenta.

Alguns objetos costumam aparecer com frequência na decoração da sala de estar. “Quadros, cortinas e espelhos dão beleza ao ambiente, enquanto os tapetes são agradáveis e ajudam a delimitar espaços. Móveis de apoio são importantes para deixar visíveis as peças que gostamos”, afirma o arquiteto. “Para enriquecer a decoração, você pode mesclar objetos na mesma superfície, como vasos, quadros, plantas e materiais diferentes, com proporções diferentes”, completa.

Conforto

Os objetos de decoração ainda servem para criar um ambiente com maior conforto. Para isso, é preciso ficar atento às texturas, cores e suas funções. “Algumas texturas e cores de cortinas promovem a sensação de aconchego, ao mesmo tempo em que protegem da claridade. Os abajures vão ajudar a criar uma iluminação pontual e discreta, quando necessária. Os tapetes vão trazer a sensação confortável ao tato. Os porta-retratos guardam nossas memórias. Como estamos cada vez mais morando em áreas urbanas, vale a pena trazer um pouco da natureza em belos vasos com plantas para a sala de estar”, aconselha Artur Diniz.

 


(Foto: Shutterstock)

 

Outras questões também pesam quando o assunto é conforto. A iluminação é uma delas. “A temperatura de cor da iluminação pode tornar o espaço mais relaxante. Uma cor morna e uma temperatura de cor das lâmpadas em torno de 2700 k e 3000 k garantem um iluminação bastante aconchegante”, explica Renata Inojosa. Já a escolha dos tecidos também é importante. “Os tecidos devem ser adequados ao clima do lugar. Para cidades com o clima mais quente, é preciso tomar cuidado com os couros e revestimentos sintéticos como facho e courino pois esquentam mais e diminuem o aconchego”, completa.

No bolso

Além de tudo, é possível montar a decoração com objetos para a sala de estar sem apertar o orçamento e deixar o ambiente bonito e aconchegante fazendo economia. “Inclusive, é uma tendência muito forte em todo o país de moldar o projeto a um orçamento pré-definido com o cliente. Pois com o assessoramento de um arquiteto, portanto um especialista na área e com conhecimento de vários fornecedores, é possível encontrar peças que tornem o ambiente harmonioso gastando dentro das possibilidades do cliente”, reforça a arquiteta Renata Inojosa.

Para Artur Diniz, a dica para economizar é começar com poucos objetos, de boa qualidade e que valorizem o ambiente. “O resultado será melhor que comprar vários de gosto duvidoso. A partir daí vá pesquisando, sem pressa, em viagens, em feirinhas ao ar livre, em lojas de departamento, em antiquários ou até pela internet”, sugere. Objetos mais caros podem ser substituídos por outros mais em conta, porém sem diminuir a qualidade da decoração. “Podemos substituir quadros com pinturas por quadros por fotografias. O tema, as cores, as dimensões, as molduras, tudo vai ter efeito decorativo. Basta saber compor na parede para obter um efeito legal”, exemplifica.

Pesquisar também faz parte do processo. “Como a variedade de lojas de decoração é imensa, o importante é pesquisar muito para escolher sempre os objetos que cabem no bolso. Se o objeto dos sonhos tem um custo elevado, será hora de protelar sua aquisição. Se a grana também estiver curta, uma boa dica é usar a criatividade e criar luminárias, objetos ou quadros a partir da reciclagem de materiais ou objetos que você tenha em casa. Talvez até você se surpreenda com os resultados”, conclui o arquiteto.

 

 


(Foto: Shutterstockk)

 

Fonte: https://revista.zapimoveis.com.br/

 

 

Conheça a matrícula do imóvel e sua importância em uma negociação

Documento contém todas as informações sobre o bem e pode ser fundamental para que uma negociação não termine com problemas

Assim como as pessoas, os imóveis também possuem um documento que serve como uma certidão de nascimento. A matrícula de imóvel é onde ficam registradas todas as informações importantes sobre ele, como a existência do bem, a descrição, medidas de compra e venda, hipoteca, inventários, doações, detalhes sobre o proprietário, ações judiciais, entre outras.

Ela fica registrada no cartório de Registro de Imóveis e é essencial para que todo o histórico do imóvel esteja disponível e, desta forma, evitar qualquer tipo de transtorno na hora da compra e venda de uma casa, apartamento ou terreno. Consultar este tipo de documento pode garantir uma negociação com menos riscos.

O que é

Matrícula de imóvel

A matrícula de imóvel funciona como uma certidão de nascimento (Foto: Shutterstock)

 

Cada imóvel tem um número atribuído a ele registrado no cartório da região à qual ele pertence e tudo que acontecer com ele deve ser registrado neste documento, é onde fica armazenado todo o histórico do imóvel, desde o seu primeiro registro.

“Seja uma venda, uma permuta, uma incorporação, tudo que será feito com o imóvel precisa ser registrado na matrícula, todo o histórico do imóvel aparece neste documento. Ela serve para terrenos ou para imóveis edificados”, explica Thiago Melo, vice-presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco (Ademi-PE).

Por que os imóveis residenciais desvalorizam? Saiba as causas e consequências

Análise

Matrícula de imóvel

Uma de suas funções é a de servir como garantia para qualquer movimentação (Foto: Shutterstock)

 

A matrícula é um documento que serve como garantia de toda a movimentação que for feita com o imóvel. Além de todas as informações sobre compra, venda, permuta ou incorporação, ela também reúne outros dados de extrema importância para serem analisados na hora de fazer qualquer negociação com o imóvel.

“Se existe algum problema na Justiça que envolva esse imóvel ou se ele tiver sido dado como garantia em alguma transação bancária, isso tudo vai constar na matrícula, permitindo que um possível comprador tenha acesso a esse tipo de informação e analise se vale a pena seguir com o processo em relação ao bem”, explica Thiago Melo.

Importância

Documento

O documento é muito importante para questões legais envolvendo o imóvel (Foto: Shutterstock)

 

O histórico registrado na matrícula do imóvel serve como uma garantia e é importante que um possível comprador avalie o documento para ver se existe algum impedimento para evitar problemas futuros.

“Precisa ter cuidado e ir lá no cartório solicitar esse documento. Vale ressaltar que essa é uma informação pública, o registro é público, e deve ser solicitada a certidão atualizada do terreno ou imóvel antes de fechar qualquer negociação. Basta saber o número ou fazer uma busca no cartório com alguma informação em relação ao proprietário. É fundamental pedir a certidão atualizada antes de fazer qualquer negócio”, ressalta o vice-presidente da Ademi-PE.

Registro

Certidão

O registro é importante para manter a matrícula atualizada (Foto: Shutterstock)

 

Mesmo depois de fechar a negociação, ainda assim é importante manter a matrícula atualizada com as informações sobre o processo de compra e venda. Um simples registro pode dar mais estabilidade na negociação.

“Se a pessoa tem uma promessa de compra e venda assinada e tendo o comprovante que pagou tudo, ela pode registrar na matrícula a promessa de compra e venda. Enquanto não tem o título final, ela pode registrar que o imóvel está sendo negociado. Inclusive, isso pode evitar que uma pessoa de má fé tente vender o mesmo imóvel para duas pessoas diferentes”, detalha Thiago Melo.

O vice-presidente da Ademi-PE ainda ressalta que, ao final do processo, é fundamental passar o imóvel para o nome do novo proprietário para evitar problemas no futuro, principalmente a perda do bem. “Muita gente não toma esse cuidado, mas essa é uma garantia porque existem muitos problemas quando a pessoa paga e não transfere para o seu nome”.

Fonte: https://revista.zapimoveis.com.br/

Assembleia precisa ter regras

Confira o passo a passo dado por especialistas para planejar e executar uma boa reunião em condomínios

Assembleia precisa ter regras

Ânimos acirrados, dúvidas e conflitos são situações já esperadas, mas que podem ser minimizadas durante uma assembleia de condomínio.

A solução está em uma ata bem planejada e uma reunião conduzida com foco e ordem. Para ter orientações mais detalhadas, especialistas dão dicas de como expor com êxito os assuntos de interesse comum dos condôminos.

O primeiro passo para uma assembleia de condomínio é listar os assuntos que serão tratados e, após, elaborar o edital de convocação. Ele deve ser fixado em locais estratégicos, com boa visibilidade, e divulgado de maneira impressa ou pela internet a todos os interessados, com 10 a 15 dias de antecedência.

O edital deve ser escrito como determina a convenção do condomínio, com a data e o horário, o local de realização e os assuntos a serem tratados, além de conter a assinatura do síndico. A quantidade de assuntos também é determinante. O recomendado são, no máximo, quatro pautas por assembleia, para evitar que o evento se torne cansativo. “O edital de convocação deve ser redigido de maneira simples e conter todos os elementos possíveis para que os condôminos possam conhecer e se preparar previamente para os assuntos da reunião”, explica o advogado especialista em direito imobiliário Paulo Henrique de Moraes Júnior.

Outro ponto importante é a preparação do local onde será realizada a assembleia. As cadeiras devem ser preparadas para o número esperado de participantes. Se forem poucos, o ideal é dispô-las em círculo, para facilitar o diálogo.

Presidente da mesa

Iniciada a reunião, os presentes devem escolher o presidente da mesa, que será responsável pelo andamento da assembleia, além de manter a ordem e o bom andamento, analisar a pauta estabelecida no edital, preparar a lista de presentes, as procurações de representação (caso ocorram) e a eventual presença de um condômino inadimplente, o qual, segundo o artigo 1.335, inciso III, do Código Civil, será impedindo de votar, como lembra Paulo Henrique. “A principal função do presidente da mesa é saber conduzir a assembleia, de modo a permitir que a reunião ocorra em um ritmo apropriado e evite que assuntos sejam estendidos desnecessariamente, além de advertir o condômino que estiver tumultuando e com atitude agressiva”.

Walter Junior
Walter Jorge Jr explica que assuntos que não foram publicados no edital não podem ser votados

Outra atribuição do presidente da mesa, explica Walter João Jorge Júnior, vice – presidente de Condomínios do Secovi, é a de não permitir que assuntos que não estejam no edital sejam definidos, sob pena de ser invalidado judicialmente, além de verificar se há quórum suficiente para decidir ações importantes. A cópia da convenção e do regimento interno pode ajudar nesse e em outros momentos, por isso é interessante tê-la em mãos. “A assembleia só pode deliberar dentro dos itens previstos no respectivo edital de convocação, por isso dizemos que o item ‘assuntos gerais’ não possui caráter deliberativo”, afirma.

Já o secretário deve ser eleito pelo presidente da mesa e tem como função auxiliá-lo na redação da ata da assembleia. E o síndico, caso não seja nomeado como presidente da mesa e/ou secretário, não poderá interferir na condução da reunião, restringindo-se apenas ao seu direito de voto, como os demais condôminos. “Eventualmente, caso os ânimos fiquem exaltados e o ambiente se torne conturbado, o síndico poderá auxiliar o presidente na ordem da reunião”, completa Paulo Henrique, que também é especialista em direito civil.

Importante lembrar que a lista de presentes deve ser preenchida no início da assembleia e anexada à ata. A ausência implica na aceitação automática das decisões definidas, ou seja, quem não compareceu não poderá reivindicar uma decisão tomada pela maioria dos moradores. No entanto, Walter João Jorge Jr. lembra que também devem ser observadas as quantidades mínimas de votantes conforme o tipo de deliberação a ser realizada. “Para isso o Código Civil deve ser observado como complemento dos dispositivos da convenção”.

Elaboração da ata

Terminada a reunião, esse é o momento do síndico tirar dúvidas individualmente e discutir de forma mais informal o que foi tratado na assembleia. A ata deve ser redigida, assinada pelo presidente da mesa e pelo secretário e disponibilizada para consulta. “A ata deve refletir o que foi deliberado, independente dessa decisão ter sido adequada do ponto de vista prático ou até mesmo legal, tendo em vista que, certo ou errado, esta tem que ser fiel ao que de fato ocorreu”, recomenda Walter. A redação não deve ser extensa e não há a necessidade de registrar todos os comentários feitos.

O documento deve ser enviado pelo síndico a cada condômino em um prazo máximo de oito dias. Inquilinos e condômino-locador também devem receber. “O inquilino tem direitos estabelecidos, já que cabe a ele o pagamento das despesas ordinárias da taxa condominial”, alerta Paulo Henrique.

Não é obrigatório registrar a ata em cartório, a não ser que esteja determinado na convenção de condomínio. No entanto, o advogado recomenda o registro, “pois torna a decisão da assembleia pública e permite a reconstituição do livro de ata no caso de extravio”.

Saiba mais

Assembleia Geral Ordinária (AGO): É obrigatória por lei e deve ser realizada uma vez por ano. O foco é a prestação de contas, aprovação das despesas dos últimos 12 meses e a previsão orçamentária para o próximo ano. Muitos condomínios aproveitam a AGO para fazer a eleição de síndico, subsíndico e conselho fiscal.

Assembleia Geral Extraordinária (AGE): São realizadas várias vezes ao ano para aprovar despesas emergenciais e assuntos gerais que não foram discutidos na AGO.

Assembleia Geral de Instalação (AGI): É feita para constituir um condomínio que acabou de ser entregue pela incorporadora.

Fonte: http://condominiosc.com.br/

Quer usar nichos em casa? Veja 6 inspirações e escolha o modelo para sua casa

Nichos são práticos, versáteis e também ajudam na decoração; veja ideias

Para decorar, organizar e manter sua casa sempre em ordem, há diversos recursos que podem ser utilizados – e os nichos estão entre eles. Encontrado em diferentes tamanhos e formatos, ele pode ser usado para várias funcionalidades e, além disso, combina com todos os cômodos.

nichos
Shutterstock

Nichos ajudam – e muito – na organização, mas também possuem outras funções que vão além da decoração

De acordo com a arquiteta Karina Korn, os nichos proporcionam uma liberdade muito gostosa para criar. “Soltos, em conjunto, fixados na parede ou apoiado no piso, é possível utilizá-lo das mais variadas formas”, afirma. Ele pode ser usado para deixar um local reduzido mais funcional, separar ambientes e trazer pontos de destaque.

“Muitas vezes temos espaços que não podem ser aproveitados nas plantas, como shafts. Nessa situação, a criação dos nichos dá uso a um espaço que não teria função”, ressalta Karina. “Os nichos são uma solução muito prática e bonita também para dividir espaços. Eles promovem a separação dos ambientes sem pesar”, completa.

Diante disso, confira algumas ideias versáteis de nichos para utilizar em sua casa:

1. Embutidos

nichos embutidos
Edu Pozella

Neste projeto, os três nichos embutidos foram instalados ao lado da escada que dá acesso ao segundo andar da casa

Nesse projeto, Karina construiu três nichos, que recebem objetos decorativos, no início das escadas que levam os moradores até o segundo andar. Segundo a arquiteta, a proposta foi trazer um toque de sofisticação para demarcar a parede que começará com seu pé-direito duplo. Os itens também permitem trazer vida em um local que, geralmente, não é utilizado.

2. No banheiro

nichos no banheiro
Edu Pozella

Ter um nicho dentro do banheiro, principalmente no box, ajuda a economizar espaço, sendo ideal para locais pequenos

Em banheiros pequenos, uma das reclamações mais constantes é a falta de espaço. Diante disso, o nicho embutido vem ganhando cada vez mais destaque nos projetos e, inclusive, dentro da área do box por oferecer praticidade. “Quando se coloca uma prateleira dentro do box, o espaço diminui e o morador acaba muitas vezes batendo o braço”, aponta Karina.

“Os nichos dentro de box são quase sempre possíveis, mas é preciso observar e pesquisar sobre a estrutura do prédio ou da casa”, alerta a arquiteta. Vale destacar que, apesar de não existir um tamanho padrão, é importante respeitar algumas dimensões mínimas de profundidade para acomodar itens básicos, como shampoo e condicionador, por exemplo.

Já ao lado, o banheiro ainda ganha destaque com a construção de três nichos de madeira , acima do vaso sanitário. Nesse projeto, os itens foram utilizados para guardar os brinquedos do morador, mas também é possível acomodar outras peças, como toalhas, itens de higiene pessoal e até pequenos vasos de flores.

3. Decorativos 

nichos decorativos
Elisa Soveral

Nesse caso, a ideia foi trazer nichos decorativos, de pequena profundidade, para evidenciá-los no ambiente em questão

Na sala acima, a arquiteta aproveitou o painel de madeira, que reveste a parede de ponta a ponta e que recebe a TV, para incluir dos nichos de pequena profundidade. O objetivo foi permitir a inclusão de objetos e evidenciá-los na decoração do ambiente. É possível armazenar porta-retrato e outras peças nos nichos decorativos .

4. Organização 

nichos organização
Nicola Labate

Os nichos mais amplos são ideias para guardar livros e documentos importantes de quem trabalha em casa, por exemplo

Ter um escritório em casa requer organização. Para isso, uma das formas de ajudar o morador a manter pastas, documentos e livros em ordem, por exemplo, é com a utilização de nichos. Localizados acima da mesa, dois nichos de madeira ficam em evidência e combinam a tonalidade junto com a escrivaninha, o gaveteiro e o piso.

5. Diferenciados 

nichos diferenciados
Edu Pozella

Até mesmo um quarto com um estilo que remete à natureza por ter nichos que, nesse caso., são feitos de pallets

Para criar uma decoração diferente e personalizada, a dica é adotar nichos inspirados nos pallets. O visual leve é composto pela madeira pinus, que combinou com o estilo urban jungle , que traz um ar de “floresta” ao ambiente com elementos característicos da natureza e muitas plantas espalhadas pelo local.

6. Nichos em formato de estante 

nichos estante
Edu Pozella

Os nichos em formato de estante podem ser instalados em um recorte da parede para guardar objetos decorativos

Com o objetivo de aproveitar bem os espaços deste cômodo, a arquiteta utilizou, em uma das extremidades da parede, uma estante com armários e nichos , que podem armazenar peças que completam a decoração. Você pode se inspirar nessa e nas outras ideias apresentadas e adaptá-las para os espaços disponíveis em sua casa.

Fonte: Delas – iG @ https://delas.ig.com.br/casa/2019-06-23/quer-usar-nichos-em-casa-veja-6-inspiracoes-e-escolha-o-modelo-para-sua-casa.html

Garagem ou depósito de entulhos?

Como e por que evitar que sua vaga de estacionamento se transforme num ‘armazém de quinquilharias’

Garagens costumam gerar uma série de discussões e atritos em condomínios. Entre os problemas mais comuns estão número insuficiente de vagas, carros maiores do que os espaços para estacionamento, apartamentos que usam mais de uma vaga sem ter permissão para isso e o uso da garagem como uma espécie de depósito de entulhos.

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A má utilização da vaga de garagem, em especial, é um assunto sério e o condomínio tem de estar atento para coibir tal abuso.

Primeiramente, segundo Gerson F. Couvo, coordenador-geral do departamento de condomínios de uma administradoraé preciso considerar que cada condomínio tem o seu regulamento interno, e as vagas de garagem devem ser utilizadas de acordo com as disposições da convenção condominial e destas regras internas.

Isso significa que o morador deve seguir algumas condutas essenciais, como, por exemplo, estacionar dentro dos limites da vaga de forma a não atrapalhar a circulação e o estacionamento dos vizinhos. “Mas devem ser respeitados também”, segundo Couvo, “os tipos de vagas existentes na edificação, além daquelas próprias para motocicletas previstas nos condomínios mais atuais”.

Utilização inadequada – Quando a vaga da garagem é utilizada para guardar móveis, materiais e objetos, algo não permitido pelo condomínio, é preciso que a unidade responsável pela vaga seja notificada imediatamente a providenciar a remoção das quinquilharias.

Muitas vezes, a garagem de um morador começa a ficar tão cheia de bagunça que acaba incentivando outros moradores a fazerem o mesmo, o que não é agradável para ninguém.

E se o morador não fizer a remoção dos objetos mesmo após a notificação do condomínio, pode ser aplicada multa prevista na convenção de condomínio ou no regulamento interno. O condomínio também pode providenciar a remoção do entulho e cobrar as despesas da unidade, desde que haja tal previsão no regramento interno. Em último caso, o condomínio pode até acionar o morador judicialmente.

De pneus a baús – O analista de sistemas Thiago Sanches Brambila conta que já teve problemas na sua vaga de garagem quando os moradores começaram a colocar pneus encostados nas paredes para evitar possíveis batidas do automóvel no muro, o que acabava por dificultar o acesso e comprometer a estética.

“Depois dos pneus, as pessoas passaram a colocar outros materiais lá, porque pensavam: ‘se tem pneu, por que não posso colocar uma caixa para guardar ferramentas?’.Um dos moradores chegou a colocar um baú na sua vaga de garagem. Para controlar esse crescimento de ‘objetos estranhos’ foi solicitado que retirassem tudo, inclusive os pneus”, diz Brambila.

Bicicletas e outros objetos – No caso de bicicletas, o ideal é sugerir a criação de um bicicletário no condomínio, desde que seja feito um controle das bikes “estacionadas” anualmente, caso contrário o lugar também corre o risco de virar um depósito de bicicletas que ninguém usa.

Outra possibilidade, quando existe uma grande demanda pelo uso da garagem para a guarda de objetos, é a instalação de armários em uma área comum. A sugestão pode ser levada em assembleia para votação. Caso não haja espaço comum para isso, pode ser sugerido o uso de armários, prateleiras e estantes dentro de cada garagem demarcada, de forma a conter os abusos.

O que diz o Código Civil – Muitas pessoas que fazem uso inadequado da garagem argumentam, quando instados a retirá-los, que os objetos estão na sua vaga, que pode ser utilizada do jeito que bem entenderem. No entanto, segundo juristas, não é bem assim, pois o artigo 1.314 do Código Civil, ao tratar de direitos e deveres dos condôminos, estabelece que “cada condômino pode usar da coisa conforme sua destinação”.

No caso, a vaga de garagem tem como destinação a guarda de veículos, ou seja: carros, motos e até bicicletas. Mas em hipótese alguma pode servir como depósito de entulhos. Dessa forma, se o condômino infrator não atender ao pedido de retirar os materiais de sua vaga, pode ser acionado judicialmente para tanto.

Por meio de uma ação judicial de obrigação de fazer – também denominada de ação cominatória – terá de proceder à limpeza da área. A questão é regulada pelos artigos 632 a 638 do Código de Processo Civil e está prevista no 497 do novo CPC, que deverá vigorar a partir de 16 de março de 2016.

Como manter a ordem

  • Se o apartamento é pequeno e o espaço da garagem é essencial, é preciso ao menos arrumar a bagunça. Uma opção é o uso de estantes ou armários embutidos, que servem para guardar objetos que não devem ficar visíveis na garagem.
  • Painéis e prateleiras também são uma alternativa prática para quem precisa do espaço e tem que manter a ordem. Sobre eles podem ser acomodadas caixas de ferramentas, materiais de jardinagem e esportivos.
  • Quando não der para instalar prateleiras e nem houver espaço para colocar um armário na vaga, o morador pode usar caixas organizadoras para acomodar objetos menores.
  • Os pneus, por sua vez, podem ser cobertos com capas específicas, o que evita o acúmulo de água parada (no caso das garagens descobertas).

         Imagem: Blog Comjol

Fonte: iCondominial

Imóvel dos sonhos: saiba como encontrar um perfeito para você

Imóvel dos sonhos: saiba como encontrar um perfeito para você

Buscar o imóvel ideal para morar é uma decisão importante e que envolve uma série de fatores. Não é para menos: é onde você irá passar a maior parte do seu tempo. Por isso, é importante que não seja simplesmente um bom imóvel, mas sim o imóvel dos sonhos!

Para fazer uma boa escolha, portanto, é preciso que você fique atento a alguns detalhes. Planejar essa mudança com cuidado e ter em mente suas necessidades são um dos primeiros passos para uma boa negociação.

Mas como começar a avaliar a infinidade de imóveis que hoje se encontram disponíveis no mercado? Não se desespere! Para ajudar você nessa empreitada, preparamos esse post com tudo o que você deve avaliar na hora de escolher a casa ou apartamento que sempre quis. Confira!

Veja quanto você poderá gastar por mês

Antes de iniciar uma busca pela internet sem critérios, é importante que você faça um levantamento de quanto poderá gastar com o novo imóvel. Isso vai evitar frustrações e arrependimentos após a negociação.

Veja a quantia que pode gastar com as parcelas do financiamento ou com o valor mensal do aluguel. Também não se esqueça de contabilizar taxa de condomínio, quando houver, e o valor do IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano).

Para você não passar apertos, existem algumas calculadoras de financiamento. Essas ferramentas permitem que você saiba quanto pagará de entrada e quais os valores das parcelas. Dessa forma, você consegue pagar tudo em dia com tranquilidade e sem fazer muitos sacrifícios.

Analise suas prioridades

Agora que você já sabe o quanto pode investir no novo lar, é hora de tornar bastante objetiva sua descrição do imóvel dos sonhos.

Faça uma lista com o número ideal de cômodos para que você viva com conforto e não se esqueça de prestar atenção às vagas de garagem. Se você não abre mão de um quintal, por exemplo, é importante que isso conste na lista para evitar que você fique desapontado após a assinatura do contrato.

O ideal, nessa etapa, é ver tudo o que você planeja ter na sua próxima moradia para filtrar as opções disponíveis. No entanto, procure ter um pouco de flexibilidade nos critérios para facilitar a busca.

Escolha os bairros ideais do seu imóvel dos sonhos

O bairro é um dos fatores mais determinantes na escolha do imóvel. Além de estar diretamente ligado ao seu valor, a região escolhida ainda contribui para uma vida mais tranquila.

Faça uma lista dos bairros mais próximos ao seu trabalho ou à escola dos seus filhos. Isso vai evitar que você passe horas dentro do carro ou do transporte coletivo. É necessário, ainda, que a região conte com boa infraestrutura, como iluminação pública, serviços e comércios próximos e vias de acesso facilitadas.

Caso já conheça bem a cidade e tenha um bairro de sua preferência, não deixe de listá-lo. Estar familiarizado a uma região pode deixar você mais confortável. Mesmo assim, é importante não se limitar a um único bairro. Você pode se surpreender ao conhecer novos lugares.

Avalie a segurança das regiões

Na hora de escolher o imóvel dos sonhos, não deixe de gastar um tempinho avaliando a segurança do local. A criminalidade tem sido uma das maiores preocupações dos brasileiros e, por isso, é essencial que você entenda a dinâmica do bairro, como é o dia a dia da região e se há grande incidência de assaltos, invasões etc.

Uma dica é você fazer uma visita ao bairro em diferentes horários, inclusive durante a noite. Dessa forma, você consegue sentir o clima da região, verificar se as ruas são iluminadas e se existem pontos desertos que exigem atenção redobrada.

Além da segurança externa, é importante averiguar se o imóvel conta com ferramentas de segurança. Condomínios, por exemplo, costumam oferecer controle de acesso interno durante 24 horas e monitoramento por câmeras. Conhecer esses detalhes podem fazer você dormir mais tranquilo e garantem a segurança da sua família.

Faça visitas criteriosas aos imóveis

Visitar um imóvel é uma etapa que acaba sendo negligenciada. Esse é um dos maiores erros que você pode cometer! Analisar a casa ou apartamento de forma detalhada pode fazer com que sua escolha seja mais acertada, reduzindo as chances de arrependimento.

Já imaginou você fechar negócio e descobrir que sua cama não cabe no quarto principal? É essencial que você realize visitas munido de trena ou fita métrica. Assim, você consegue avaliar se os móveis que já tem ficarão bem distribuídos no novo imóvel.

Observe com detalhes se as paredes apresentam problemas de estrutura ou se há manchas que indiquem a presença de mofo. Em geral, esses danos são causados por problemas hidráulicos que podem lhe custar caro após a negociação. Tenha a mesma atenção à parte elétrica e observe bem a caixa de energia.

Faça uma pesquisa em portais de confiança

Para facilitar sua busca, uma dica é você contar com portais de classificados de imóveis. Esses buscadores online têm uma infinidade de opções de propriedades para que você escolha o ideal para você e para sua família.

Sites especializados em imóveis têm grande variedade e atende quem busca uma opção para comprar ou alugar. Muitos deles, ainda, concentram as opções das principais imobiliárias da sua cidade. Assim fica muito mais fácil achar aquele cantinho especial em um único lugar e com toda a segurança.

Outra vantagem de recorrer aos buscadores online é que existe um critério para anunciar, ou seja, você garante uma negociação segura, sem fraudes e sem dores de cabeça.

Fonte: https://www.imovelweb.com.br

Conselho fiscal do condomínio: entenda sua importância

Uma das tarefas do conselho fiscal do condomínio é evitar que o dinheiro arrecadado por meio do pagamento das cotas seja usado de forma imprópria.

Conselho fiscal do condomínio: entenda sua importância

Mesmo que optativo, a figura do conselho fiscal está presente na maioria dos condomínios. Trata-se daquele grupo de moradores que acompanha mais de perto o trabalho da administração local, cujo objetivo é averiguar as contas do condomínio.

Falamos que o conselho fiscal é optativo porque o novo Código Civil deixou de obrigar a sua existência. O artigo 1.356, menciona apenas que “poderá haver no condomínio um conselho fiscal, composto de três membros, eleitos pela assembleia, por prazo não superior a dois anos, ao qual compete dar parecer sobre as contas do síndico”.

Porém, na legislação (lei 4.591/64 art.23) que tratava dessa matéria, o conselho recebe um tratamento mais categórico:

“Art. 23: será eleito, na forma prevista da convenção, um Conselho Consultivo, constituído de três condôminos, com mandatos que não poderão exceder 2 anos, permitida reeleição.”

“Parágrafo único: funcionará o Conselho como órgão consultivo do síndico, para assessorá-lo na solução dos problemas que digam respeito ao condomínio, podendo a Convenção definir suas atribuições específicas”.

Apesar de ser algo facultativo de acordo com o novo Código Civil, é necessário conferir se a convenção do condomínio ou o regimento interno tornam obrigatória a existência do grupo.

Para o bom andamento administrativo do condomínio é recomendável sua eleição. Afinal, o órgão contribui para uma boa gestão financeira, garantindo que as contas sejam acompanhadas de perto.

Veja agora o que são os conselhos fiscais, sua importância e responsabilidades e como ocorre a sua eleição.

1- Conselho fiscal do condomínio: O que é, sua importância e responsabilidades.

Formado por condôminos, trata-se de um órgão complementar à administração condominial que tem por objetivo analisar as contas e emitir parecer recomendando ou não a sua aprovação.

Vale lembrar que o conselho não decide a aprovação das contas apresentadas pelo síndico. O que existe, e essa é a sua principal atribuição, é a recomendação. A decisão final será dada em assembleia.

Na prática, esse conselho pode apresentar diversas ressalvas que serão melhor esclarecidas na assembleia e, após explanação das partes, tomadas uma decisão.

Portanto, não se trata apenas de uma função burocrática. Na verdade, um conselho fiscal atuante é vital para a boa saúde financeira do condomínio.

Formulários do condomínio: Modelo de ata de reunião do conselho fiscal: não aprovação

Formulários do condomínio: Ata de reunião do conselho fiscal: aprovação com ressalvas

Formulários do condomínio: Ata de reunião do conselho fiscal: aprovação

2- Eleição do conselho fiscal

As regras para a eleição do conselho fiscal são determinadas pela convenção do condomínio. Como determina o novo Código Civil, o grupo deve ser composto por três integrantes: um presidente e dois membros.

Eles são escolhidos, via de regra, no mesmo ato que elege o síndico, por maioria dos votos.

Caso a convenção não estipule, qualquer pessoa pode se candidatar ao cargo de conselheiro (procurador, inquilino, ocupante). Porém, é aconselhável que apenas os moradores candidatem-se. Nesse sentido, é importante que essa recomendação esteja ratificada na convenção.

Outro item que deve constar na convenção se refere à eleição de chapas. Podem ser fechadas (composto de três pessoas) ou de membros avulsos. Assim como a eleição de suplentes para afastamentos e renúncias.

Como a sua função é aferir as contas financeiras do condomínio, pode ser interessante que moradores com algum conhecimento dessa área optem pela candidatura. Embora, em alguns casos, a vontade de estar presente e fazer a diferença se sobressai à competência técnica.

Por fim, é primordial que o morador vote com a razão e deixe de lado gostos pessoais e amizades. Como se vê, a atribuição do conselho fiscal é um dos pilares para uma boa gestão.

Fonte: Guilherme de Paula Pires | Redação Viva o Condomínio | https://vivaocondominio.com.br

Na hora de eleger um síndico, é melhor um profissional ou morador?

Administrar um condomínio exige muita responsabilidade, por isso é importante analisar todas as possibilidades para fazer a escolha certa

O síndico é o administrador do condomínio e são muitas as atribuições a ele conferidas, um cargo que exige muita responsabilidade. As funções vão desde manter a ordem nas áreas comuns, fazer os pagamentos em dia, cobrar dos inadimplentes, cuidar dos funcionários e controlar obras e serviços, entre outras.

Não é uma missão fácil, já que ela exige muita dedicação, cuidado, atenção, além de disponibilidade de tempo. Uma dúvida que surge é que, para fazer todo esse trabalho, quem é melhor para exercer a função, que exige uma rotina diária de acompanhamento: um morador do condomínio ou um síndico profissional?

Para tomar a decisão de quem estará à frente da administração condominial, é preciso analisar algumas variáveis e um dos pontos importantes é do tamanho e das características do condomínio.

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A escolha do síndico deve estar condicionada às características do condomínio (Foto: Shutterstock)

“A questão depende do perfil de cada condomínio, porque temos muitos com síndicos orgânicos, que são moradores, que são extremamente bem administrados e, nesses casos, não há a necessidade do profissional. Mas em outros condomínios, os síndicos moradores erram muito e acabam atrapalhando a gestão”, enumera Paulo Melo, presidente da Associação Brasileira de Síndicos e Síndicos Profissionais (Abrassp).

O tamanho do condomínio pode ser um dos fatores determinantes na escolha do tipo de síndico. “As pessoas estão cada vez mais ocupadas com suas funções e respectivos trabalhos. Em um condomínio pequeno, de até 60 unidades, a quantidade de moradores é menor e provavelmente menos pessoas vão se candidatar. Já em um com 500 a 1000 unidades, podem aparecer diversas pessoas que queiram se candidatar. E isso pode dar certo ou não”, explica Paulo Melo.

Em situações que moradores decidem disputar a eleição, ele ainda ressalta o papel de um síndico profissional nelas. “Eu costumo dizer que o profissional não deve disputar a eleição em um condomínio com síndico orgânico. Por isso, antes de tudo, o próprio condomínio precisa entender o que ele quer para ele para definir o tipo de eleição“, complementa.

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Os síndico morador e o profissional possuem vantagens e desvantagens (Foto: Shutterstock)

Tanto o síndico morador quanto o profissional apresentam vantagens e desvantagens para exercer a função. O primeiro conhece bem o condomínio porque vivencia o dia a dia dele e, além disso, terá o empenho de fazer melhorias, porque ele próprio será beneficiado. Mas ele normalmente divide o cargo com o emprego e tem menos tempo disponível.

Já o síndico profissional se dedica exclusivamente para a função, tem maior disponibilidade de tempo e tem experiência em administrar condomínios. É ainda importante ele ter registro profissional porque fortalece na hora de disputar eleição.

“Existe uma balança. O síndico orgânico mora no prédio e, às vezes, tem um círculo de amizade, seja o vizinho de porta ou do andar, e muitas vezes ele precisa notificar essas pessoas, multar, o que pode gerar um conflito interno. O profissional não tem esse problema, porque ele não tem relação com ninguém e tem maior isenção no trabalho”, ressalta o presidente da Abrassp.

Em relação aos custos, nos dois casos haverá algum tipo de despesa. Em muitos condomínios, o morador que assume o cargo fica isento de pagar as despesas com condomínio, mas Paulo Melo reforça que tanto o síndico orgânico quanto o profissional devem receber pelo trabalho.

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É importante que ambos os síndicos sejam remunerados por suas funções (Foto: Shutterstock)

“Os dois devem ter pró-labore. O orgânico está exercendo a função e nada mais justo do que receber por isso, assim como o profissional. Em muitos casos, este último responde como pessoa jurídica, emite nota de prestaçãode serviço, não precisa recolher impostos como INSS. Então precisa avaliar para ver o que sai mais barato e melhor”, afirma.

Na hora de fazer a escolha, também é importante ter consciência sobre as responsabilidades de um síndico e analisar se a pessoa está preparada para exercer a função. “O síndico tem as responsabilidades civil e criminal, ele responde por todos os atos praticados em sua gestão”, pontua Paulo Melo.

Além disso, é preciso ter muito conhecimento para assumir o cargo. “Ele tem que entender todo o complexo do condomínio, tem que ser administrador, contador, arquiteto, psicólogo e engenheiro ao mesmo tempo, tem que entender de lei e de contratos. Ele é o administrador do condomínio e vai resolver todos os problemas. É importante que ele assuma o papel como administrador e não dono do prédio”, conclui.

Fonte: https://revista.zapimoveis.com.br

Como decorar apartamentos compactos?

Decorar um apartamento pequeno sem gastar muito e deixá-lo moderno e personalizado é possível! Confira as dicas que separamos a seguir

Enfim, você realizou o sonho da casa própria e está pronto para decorar seu lar, mas, ao mesmo tempo, está com receio, pois seu imóvel não tem metragens grandiosas e você não tem um orçamento tão robusto. Não se preocupe! Saiba que, sim, é possível criar um ambiente legal com uma decoração na qual você não gastará muito.

Inclusive, essa atividade pode se transformar num lazer muito prazeroso e interessante, basta apostar na criatividade e, claro, na capacidade de garimpar boas peças, buscar inspiração e encontrar boas dicas na internet. No que depender das nossas dicas, iremos te ajudar e muito! Continue acompanhando:

1. Luminárias

Esse é um item que deixa seu ambiente muito mais charmoso e divertido, dependendo do tipo de ambiente que você quer criar. Invista em luminárias de chão ou até nos pendentes, que são mais baratas e ficam lindas e úteis na mesa de jantar, por exemplo. Abajur em uma mesa de canto também é uma boa ideia, principalmente se você quiser criar um cantinho reservado para leitura.


2. Piso ou tapete?

Você não precisa gastar e se endividar com pisos, materiais de construção, diárias de pedreiro e até passar aquele transtorno com obra e ter que limpar aquela sujeira que toda mudança radical deixa para trás. Além de pensar em um piso que seja prático e de fácil limpeza, você também pode investir em um bom tapete. Isso mesmo! Grandes ou pequenos, lisos ou estampados, com várias opções de materiais e tecidos. Assim, fica muito fácil dar outra cara para o chão do seu apartamento. E o melhor é poder trocar o tapete e mudar sempre que quiser, algo que fica mais difícil quando se enjoa do piso, não é mesmo?


3. Paredes

Não existe decoração sem mexer nas paredes. E quando se trata delas, existem duas opções baratas e bem simples: tinta ou papel de parede. As paredes com personalidade e presença na decoração estão em alta, o ambiente pode ser pintado completamente com uma nova cor ou apostar em uma única parede pintada com uma cor diferente. Em paralelo, existe a opção do papel de parede, com inúmeras possibilidades de estampas, cores e texturas. Pode ser encontrado em casas de decoração ou até papelarias, em versões bem econômicas.

4. Plantas

Sabe o que transforma qualquer ambiente e você não gasta muito? Plantas! O verde natural tem o poder de transformar qualquer ambiente e ainda traz para o espaço interno a leveza e a natureza dentro de casa.Espalhe plantas em vasos grandes ou pequenos, na sala, no banheiro, na cozinha, no quarto, no hall de entrada ou em qualquer outro canto. Se existe uma unanimidade em relação às plantas, com certeza é essa: ficam bem em qualquer ambiente. Por fim, busque utilizar iluminação natural ou cores claras no espaço, isso dá uma sensação de que o ambiente é mais amplo do que realmente é.


Viu só como é possível decorar seu lar de diferentes formas e sem gastar muito? Todos os exemplos utilizados na nossa matéria são do espaço decorado do Residencial Inovatto, no bairro de Irajá, o novo Lançamento da Novolar, na cidade maravilhosa.

O condomínio conta com apartamentos de 44 m² que serão entregues com dois dormitórios e já com piso laminado instalado – o que é uma ajuda e tanto para aquele tópico do piso que tratamos acima. Não deixe de conferir mais sobre o Residencial Inovatto que conta com formas de pagamento flexível, além de se encaixar no programa Minha Casa Minha Vida.

* A Novolar, empresa do grupo Patrimar, nasceu em 2000 e atua em obras no segmento de padrão médio para a classe média e popular no sudeste do país. Dentro desse nível, a empresa trabalha sempre com o melhor padrão possível, tanto de materiais quanto de tecnologia.

Fonte: http://www.imovelweb.com.br/

10 direitos que devem constar no contrato de aluguel

10 direitos que devem constar no contrato de aluguel

Análise do contrato de aluguel deve ser realizada com calma para que não haja problemas futuros quando o mesmo entrar em vigência

Ao locar um imóvel, seja para morar ou montar um negócio, é necessário tomar uma série de cuidados. Para não assinar um contrato de aluguel residencial que lhe cause dor de cabeça mais tarde, o ideal é que o documento seja analisado por um advogado.

Se não houver como consultar um profissional, leia todas as cláusulas com cuidado e o que não entender, pergunte para o proprietário ou imobiliária responsável. Lembre-se: nunca assine nenhum documento antes de ler!

A seguir confira 10 direitos que devem estar previstos em seu contrato. Boa leitura!

1. Condições do imóvel

O inquilino sempre deve visitar o imóvel e, com cuidado, prestar atenção a todos os detalhes para ter certeza de que o local está em ordem. Geralmente, essa vistoria é acompanhada pelo proprietário ou corretor da imobiliária.

O ideal é que durante a visita sejam feitas imagens de cada cômodo, para não haver divergências entre inquilino e proprietário posteriormente. O resultado dessa vistoria, que inclui desde pintura à presença de gabinetes no banheiro e cozinha, deve ser anexado ao contrato.

Com fotografias do local, fica claro o que será de responsabilidade do locatário na hora de deixar o imóvel. Afinal, ele terá que entregar o apartamento ou casa da maneira como encontrou.

Se problemas surgirem no meio do caminho, como manchas ou rachaduras na parede, por exemplo, o mais comum é fazer novas imagens e anexá-las ao contrato com assinatura do locador. Caso o proprietário se recuse a arrumar uma solução e no contrato não há uma cláusula específica, o ideal é entrar em um acordo. Por isso, essa é uma questão que deve estar bastante clara no documento.

2. Melhorias e construção

Quem aluga um imóvel deve estar ciente de que qualquer reforma, ainda que seja para valorizar o imóvel, precisa ter o aval do proprietário. Essa é uma cláusula sempre presente em contrato.

Quando o locador autorizar algum tipo de melhoria, saiba que dificilmente o inquilino terá qualquer reembolso por isso. Leve isso em consideração ao planejar qualquer reforma. Entretanto em caso de reparos como vazamentos e infiltração, a responsabilidade é do proprietário, que pode fazer o pagamento ou conceder desconto no aluguel.

3. Formas de garantia

Existem diferentes formas de garantia ao locar um imóvel. Entre as mais comuns estão o fiador, seguro fiança e caução. Por isso, antes de procurar um lugar para morar ou montar o seu negócio, assegure-se de que vai conseguir cumprir com algumas dessas modalidades.

Para que o proprietário aceite o fiador, geralmente um amigo ou parente, é necessário que o mesmo tenha um imóvel em seu nome e de preferência na mesma cidade. Em alguns casos é necessário, também, um fiador que tenha renda superior ao valor do aluguel.

Já no caso da garantia caução, o inquilino deve depositar uma quantia equivalente a três meses de aluguel em uma espécie de poupança. Se no final do contrato esse dinheiro não for usado para cobrir uma multa ou mensalidade atrasada, o valor será devolvido ao locatário.

seguro fiança, por sua vez, é um capital que o locatário paga para uma seguradora, que vai cumprir com o compromisso do aluguel, se o mesmo não conseguir. O valor equivale a um aluguel a mais por ano.

No contrato, às vezes, o locador deixa explícito em alguma cláusula que tem preferência por uma ou outra garantia. Por isso é bom prestar bastante atenção.

4. Multas

As multas de um contrato de aluguel residencial devem dispor a respeito de atraso no pagamento da locação, rescisão ou infração a qualquer cláusula. O valor acrescido, porém, não pode ser abusivo. Por isso é necessário analisar o contrato com cautela.

As multas no caso de rescisão devem ser sempre proporcionais, de acordo com o prazo do contrato. O locador também não pode pedir o imóvel antes da data combinada. Ainda, é possível estipular que o locatário devolva o apartamento ou casa em 12 meses, sem pagamento de multa.

5. Preferência na venda de imóvel

Antes de vender o imóvel, saiba que o proprietário tem um prazo para que o inquilino manifeste a sua vontade ou não de fazer o negócio. Isso significa que a preferência na compra é do locatário.

Trinta dias é o prazo estipulado para que o inquilino deixe o imóvel caso não queira ou não possa adquiri-lo. Portanto, antes do tempo acabar, o ideal é que o inquilino procure renovar o contrato, solicitando até um prazo maior. Assim ele ficará muito mais protegido.

6. Documentos exigidos na assinatura do contrato

Para um documento completo, é importante observar a identificação das partes. Devem constar dados como RG, nome completo, CPF, nacionalidade, profissão e endereço.

Caso uma das partes seja casada, ainda deve ser apresentada a certidão de casamentos e os dados completos do marido ou da esposa. É essencial ficar atento a isso, já que a falta da assinatura do cônjuge pode invalidar toda a transação.

7. A vigência do contrato

Lei do Inquilinato prevê que o contrato não tenha vigência menor do que 30 meses. Ainda assim, é comum que haja uma negociação na hora de rescindir o contrato sem multa após um ano. Isso é especialmente frequente em negociações com imobiliárias.

Não deixe de estar atento a esse detalhe. Caso não haja nada especificado, é possível que você tenha que arcar com multa se precisar sair do imóvel antes do término do contrato.

Contratos menores, como aqueles com vigência menor do que 90 dias, devem ter especificado o uso do imóvel como para temporada.

8. Índice de reajuste

Outro direito importante que deve constar no contrato de aluguel residencial é a especificação do índice de reajuste do aluguel e os abatimentos que acontecem em caso de pagamento em dia.

Na maioria dos contratos, o índice de reajuste é o IGP-M (Índice Geral de Preços de Mercado). Mesmo assim, alguns proprietários podem escolher outras formas de aumento anual.

É importante lembrar que a legislação permite esse reajuste a cada 12 meses, mas não menos do que isso. Mudanças frequentes de valor e índices abusivos indicam práticas ilegais.

9. Condições de quebra de contrato

Caso o contrato precise ser rescindido, algumas multas podem ser aplicadas. Caso o locatário precise sair do imóvel a 4 meses do final da vigência, por exemplo, ele deverá pagar multa proporcional ao tempo restante.

Existem algumas exceções para essa multa. Quando o inquilino avisar o proprietário que precisará se mudar com, no mínimo, 30 dias de antecedência, a multa pode ser anulada.

O importante é prestar bastante atenção às cláusulas que falam das condições de quebra. Todos estamos sujeitos a mudanças bruscas de planos e é importante estarmos prontos para eventuais sanções.

10. Destinação do imóvel

Verifique se o contrato especifica qual a destinação do imóvel negociado. As modalidades são residencial, comercial ou para temporada. Não pense que é um detalhe; as condições de locação são diferentes para cada uma delas.

Essa é uma garantia que as partes têm de que o contrato é verdadeiro e de que o imóvel não será utilizado para outro fim. O acordo deve ser respeitado, caso contrário, o inquilino deverá pagar multas ou arcar com outras punições.

O contrato de aluguel residencial é o primeiro passo para que você tenha uma morada tranquila e sem incômodos. A leitura correta do documento garante os direitos de todos e asseguram os deveres previstos pela lei.

Fonte: https://www.imovelweb.com.br

É ilegal construtora pagar quota de condomínio menor

Proprietários de unidades adquiridas na planta devem se atentar ao que diz a convenção

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Por Kênio de Souza Pereira*

Aproveitando-se do fato da maioria dos compradores não lerem a convenção, algumas construtoras vêm impondo aos proprietários de unidades adquiridas na planta uma relação leonina.

Isso ocorre quando o edifício é entregue aos adquirentes, e ainda faltam algumas unidades a serem vendidas, sendo os moradores obrigados – por força da escritura de convenção – a pagar a quota de condomínio num valor superior ao que seria correto.

Ao elaborar a convenção do condomínio sozinha, a construtora estabelece que somente as unidades vendidas pagarão a quota de condomínio integral e que as unidades que pertencem ao investidor/construtora, enquanto não forem vendidas pagarão, por exemplo, apenas 30% da quota de condomínio.

Tal cláusula abusiva é encontrada também em alguns estatutos de associação de condomínios fechados, onde os lotes de propriedade do loteador se valorizam à custa dos adquirentes que assumem todas as despesas de manutenção e conservação do empreendimento.

O cálculo funciona da seguinte maneira: se o valor das despesas ordinárias (porteiros, faxineiras, água, energia elétrica, etc) resulta na quota de condomínio de R$1 mil por unidade ocupada ou vendida, a construtora pagaria somente R$ 300 (30%) pela unidade que ainda está à venda.

O problema gera prejuízos expressivos em alguns casos, pois na hipótese de um edifício com 50 unidades, tendo sido vendidas apenas 20 apartamentos, os 30 apartamentos da construtora pagariam R$ 9 mil.

O valor de R$ 21 mil, referente aos 70% restantes, seriam transferidos para os 20 proprietários dos apartamentos, os quais pagariam a quota de R$1 mil mensal acrescida de R$1.050,00 que seriam de responsabilidade da construtora.

O resultado seria cada proprietário que comprou o apartamento ser cobrado no valor mensal de R$ 2.050 mil, o que configura ilegalidade, por acarretar enriquecimento sem causa do construtor, situação essa vedada pelo Código Civil, bem como pelo Código de Defesa do Consumidor.

Cláusula da convenção é inválida se ferir a lei

Pelo fato da convenção ser elaborada unilateralmente pela construtora, a cobrança indevida é maquiada, como se fosse legal, e os condôminos, por confiarem em demasia, pagam a quota acima do valor correto sem nada questionar.

A obrigatoriedade de pagar as despesas de condomínio decorre do direito de propriedade, sendo que o condômino é obrigado a pagar as despesas de conservação e manutenção da edificação/condomínio, independentemente de residir/trabalhar ou não na sua unidade.

O valor a ser pago por todas as unidades deve ser igualitário, pois se paga pelo que se utiliza ou pelo que está à disposição, sendo que a lei determina que todos os moradores têm o mesmo direito de usufruir das áreas comuns e dos empregados.

Tendo em vista que essas despesas beneficiam todas as unidades, inclusive, as que estão à venda, qualquer regra que venha a isentar ou reduzir o percentual de participação de unidade não vendida no pagamento dos custos necessários à preservação da propriedade coletiva, acarretará enriquecimento ilícito pelo beneficiado.

A construtora que impõe tal cláusula na convenção visa o lucro e a redução de despesas de forma condenável, transferindo ilegalmente a responsabilidade aos demais condôminos. Porém, trata-se de típica relação de consumo entre os compradores prejudicados e a construtora, motivo pelo qual a cláusula que determina esse rateio desigual é abusiva e pode ser anulada, conforme o art. 51 do Código de Defesa do Consumidor:

“Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que: [...] IV – estabeleçam obrigações consideradas iníquas, abusivas, que coloquem o consumidor em desvantagem exagerada, ou sejam incompatíveis com a boa-fé ou a equidade”.

Condôminos devem agir unidos e com profissionalismo

Diante da ilegalidade, os condôminos, devidamente assessorados juridicamente, podem valer-se da lei e de sua autonomia administrativa para retificarem a convenção, de modo a garantir o rateio justo entre todas as unidades incluindo-se as que são de propriedade da construtora ou da empresa loteadora, conforme o caso.

A condução amadora num caso dessa complexidade pode resultar na consolidação do prejuízo, já que a construtora ou loteadora possui um departamento jurídico competente, apto a afrontar o síndico e os compradores que não têm domínio das diversas leis aplicáveis ao caso. Os condôminos lesados, mediante uma condução técnica, podem ainda, exigir o reembolso de todas as despesas pagas a mais no período em que vigorou a convenção elaborada pela construtora ou pelo loteador.

A prática dessas táticas montadas pelas construtoras e loteadoras decorre da desunião dos compradores, que deixam de se defender de forma adequada ao não se organizarem mediante uma assessoria jurídica unificada e especializada, favorecendo assim prejuízos que poderiam ser evitados.

(*) Kênio de Souza Pereira é advogado; presidente da Comissão de Direito Imobiliário da OAB-MG; Diretor da Caixa Imobiliária Netimóveis e Conselheiro da Câmara do Mercado Imobiliário de MG e do Secovi-MG.

via https://www.sindiconet.com.br/

Procurações e reconhecimento de firma

Rodrigo Karpat detalha o uso correto desse documento nas assembleias de condomínio

Rodrigo Karpat detalha o uso correto desse documento nas assembleias de condomínio

Por Rodrigo Karpat*

É comum o uso de procurações em assembleia, seja para atingir quóruns longínquos como 2/3 dos votos dos condôminos, ou até mesmo para que o procurador possa se municiar de maior poder de representação.

Lembrando que é válida cláusula convencional que limite o número de procurações por pessoa e até mesmo cláusulas que impeçam a outorga da procuração a determinadas pessoas, tais como síndicos e presidente da mesa. De toda forma, é certo que esta modalidade é válida, desde que observadas as regras inerentes à prática.

As procurações podem ser outorgadas por pessoas capazes, nos termos do Código Civil, sem qualquer impedimento legal. O instrumento terá valor com a assinatura daquele que transfere poderes a outrem para o representar em seu nome (art. 654 do Código Civil).

O instrumento de procuração deve conter local em que foi passado (ou seja, a cidade em que a pessoa realizou o instrumento), qualificação daquele que passou os poderes, bem como daquele que os recebe. Deve constar ainda no termo, a data e o fim ao qual se destina a procuração com a clareza dos poderes conferidos, como por exemplo, para representar na assembleia de determinada data (§ 1º do Art. 654 do CC).

A procuração pode ser outorgada por prazo indeterminado, porém, o indicado é que seja outorgada para cada assembleia, deixando claros os poderes conferidos, tais como votar, ser votado, aprovar contas, etc.

Também não é cabível exigir que procurações tragam a forma pública para a representação em assembleias, o que somente poderá ser exigido quando a lei assim determinar.

Procurações emanadas no ato da assembleia, de forma verbal, têm valor legal. Para tanto, é imperioso que seja realizada de forma verbal pelo outorgante, e que se faça constar em ata os poderes conferidos ao outorgado para fins de comprovação da validade dos atos. Se a convenção optou em não aceitar procuração verbal, tal situação deve estar prevista na convenção (art. 656 e 657 do CC), não caberá à assembleia impedir.

A possibilidade de emitir poderes verbalmente não significa que o outorgado possa passar procuração por mensagem de voz via WhatsApp, ou enviar o instrumento de forma eletrônica ao celular do amigo, pelo menos por enquanto estão não são formas aceitas de se fazer procurador.

Pessoas mal-intencionadas muitas vezes se valem de procurações revogadas e de pessoas falecidas, as utilizando de forma inadvertida, maculando o resultado de votações em condomínios. Usar tais documentos na forma descrita são tipificadas no crime de uso de documento falso Art. 304 do CP e de falsidade ideológica 299 do CP.

Nestes casos é importante que se exija em assembleia que as procurações utilizadas façam parte constante da ata, pois aquele que as utiliza fraudulentamente, procura esconder o documento. E com a inserção na ata e consequente registro das procurações no CDT, fica fácil a verificação da sua validade e pedido de anulação do documento no âmbito administrativo e judicial, se necessário.

Faz-se necessário ainda esclarecer que o condomínio poderá exigir que o instrumento de procuração traga a firma reconhecida (Art. 654. § 2º CC), situação que poderá inclusive ser requerida em assembleia, concedendo àquele que portar o documento a possibilidade de validar no prazo estipulado pela assembleia, sob pena de invalidação do cômputo do voto. Embora este não seja o melhor caminho, é uma opção usualmente utilizada.

O melhor caminho, quanto ao reconhecimento de firma, por tratar de uma possibilidade legal, é que o condomínio defina a exigência do reconhecimento de firma previamente no edital ou na convenção.

O julgamento da Apelação 20140111658553 no TJ-DF – em 03/02/2016, pela 6ª Turma Cível, contou com voto do relator no Desembargador Jair Soares no seguinte sentido:

“Procurações outorgadas por condôminos, com poderes para representar condôminos na assembleia, ainda que não contenham firmas reconhecidas, são válidas, sobretudo se a convenção do condomínio não faz semelhante exigência e no edital de convocação da assembleia não foi previsto que seria necessário reconhecer a firma do outorgante na procuração. 6 – Impedir que os condôminos que estavam representados por procurador pudessem votar na assembleia, com a justificativa de falta de reconhecimento de firma nas procurações, torna irregular a assembleia,  

Ou seja, a falta de reconhecimento de firma não é impeditiva para a votação no condomínio, salvo se a convenção ou se o edital assim o exigiu.

A procuração pode ser uma ferramenta eficiente para a gestão condominial, mas seu uso irregular e inadvertido pode trazer problemas e prejuízos à massa condominial.

*Dr. Rodrigo Karpat, advogado militante na área cível há mais de 10 anos, é sócio-fundador do escritório Karpat Sociedade de Advogados e considerado um dos maiores especialistas em Direito Imobiliário e em questões condominiais do país. Além de ministrar palestras e cursos em todo o Brasil, é colunista da ELEMIDIA, do portal IG, do site SíndicoNet, do Jornal Folha do Síndico, do Condomínio em Ordem e de outros 50 veículos condominiais, além de ser consultor da Rádio Justiça de Brasília e ter aparições em alguns dos principais veículos e programas da TV aberta, como É de Casa, Jornal Nacional, Fantástico, Programa Mulheres, Jornal da Record, Jornal da Band, etc. Também é apresentador do programa Vida em Condomínio da TV CRECI. É membro efetivo da comissão de Direito Condominial da OAB/SP.

via https://www.sindiconet.com.br/

3 dicas para escolher quadros grandes para a sua sala

Quadros grandes podem mudar a cara de qualquer ambiente. Saiba como escolher modelos para sala sem errar

Apesar de parecer uma tarefa bem simples, a escolha de um quadro para qualquer ambiente deve levar vários aspectos em consideração, principalmente se o cômodo em questão for a sala, o cartão de visitas da sua casa.

É claro que, para dar personalidade e estilo à sua decoração, o bom gosto faz toda a diferença. Porém, existem alguns cuidados básicos que não podem ser ignorados.

Leia nosso artigo e aprenda a fazer composições bonitas e cheias de harmonia com vários quadros grandes ou apenas com uma única peça.

1. Decoração clean

A tendência de decoração clean e divertida está em evidência já há algum tempo. Preste atenção na foto abaixo e analise como uma única peça casou perfeitamente com a parede em tom neutro, uma peça colorida e diferente, que no caso é o sofá, aliado a um tapete e uma luminária simples.

O quadro é grande e mostra uma arte abstrata, mas poderia perfeitamente ser maior, em cor mais forte, com uma frase ou até uma paisagem.

Já se o seu estilo é usar tons mais neutros tanto na parede quanto nos móveis, a foto abaixo mostra um excelente exemplo: almofadas, paredes, sofá e apenas uma moldura, sem nenhuma imagem. Chique, clean e contemporâneo.

2. Sem usar pregos na parede

Não é por que você quer usar um quadro grande que precise sair furando sua parede pra todo lado até achar o local exato para pendurar a peça.

Na foto abaixo vemos um exemplo bem interessante de uma moldura, que pode muito bem ser substituída por qualquer outro tipo de quadro que combine com o estilo da decoração, apenas encostada na parede.

Essa ideia também pode ser usada no rack ou em uma prateleira, assim evita-se vários furos na parede e, no caso de uma casa alugada, impede-se ainda a necessidade de reparos posteriores.

Lembre-se apenas de colocar o quadro ou moldura em um local que não atrapalhe a circulação das pessoas.

3. Tamanho do cômodo faz diferença

Uma coisa deve ser levada em consideração na hora de escolher um quadro grande para sua sala, diz respeito ao tamanho do cômodo e a quantidade de peças que já existem no local.

Pense em como seria poluído um ambiente pequeno com acumulo de móveis e várias peças juntas.  Então, o ideal para usar um quadro grande como destaque em sua decoração é que ele seja de fato um destaque.

Deixe o protagonismo para a peça e prefira deixar itens como cortina, sofá e objetos menores em segundo plano. Ainda que sua sala tenha um tamanho reduzido, é possível apostar em um quadro grande, desde que os outros detalhes não entrem em competição com a peça e não causem uma sensação de estranheza conjunta.

A foto abaixo traz uma sala ampla, mas veja como o quadro grande e colorido fica bem em conjunto com as demais peças.

Fonte: http://www.imovelweb.com.br/

12 dicas de decoração para apartamentos alugados

Muitos apartamentos, quando alugados, vêm ao inquilino na sua forma mais simples. Sem móveis, ou apenas com os planejados, sobra um grande espaço para a criatividade tomar conta e deixar o novo ambiente a cara de quem estiver lá.

Entretanto, em muitos condomínios, ou até mesmo pelo dono, algumas regras são impostas, como não poder quebrar paredes, pintar, trocar azulejos e outras coisas que possam limitar a adaptação do novo lar.

Confira algumas dicas preparadas pela Hometeka de como ultrapassar essas barreiras e as coloque em prática para decorar seu apartamento alugado.

1. Pisos vinílicos

 

Piso vinílico
via Homeazy

O seu apartamento pode estar com um piso que não te agrada muito, mas fazer a reforma e trocar o material nem sempre é possível nesse caso. Uma opção prática e que solucionará sua demanda são os pisos vinílicos.

Algumas de suas vantagens são: resistência à água, são hipoalergênicos, antichamas, isolantes acústicos e podem ser aplicados reaproveitando os pisos já existentes. Além disso, há uma grande variedade de cores, texturas, espessuras e padronagens. A instalação leva até três dias e o espaço pode ser ocupado na hora.

2. Papel de parede

 

Papel de parede
via Rooang

O papel de parede é uma das opções que surge para quem não pode alterar as cores originais do apartamento.

Cada vez mais fáceis de instalar e limpar, é possível fazer a própria aplicação dos papéis sem ajuda de um profissional, utilizando a cola própria. Apenas se recomenda que o material seja aplicado em uma parede acabada, com massa corrida e demão de tinta, além de ser uma superfície lisa, seca e sem imperfeições.

Há diversas estampas, com tamanhos, estilos e preços diferentes. Alguns inclusive imitam com perfeição ladrilhos hidráulicos, pedras, madeira e fibras.

3. Personalizar azulejo

 

azulejos na cozinha
via Habitissimo

Azulejos de cozinha e banheiros podem ser um problema. Por não haver possibilidade de reforma, a saída é conviver com eles.

Felizmente existem algumas soluções para amenizar a situação e trazer personalidade ao antiquado. Uma das principais são os adesivos de azulejos. Baratos e práticos, os adesivos são colados sobre os azulejos e possuem diversos estilos de estampa, inclusive imitando ladrilhos hidráulicos.

Os adesivos enchem o cômodo de estilo e sua aplicação é rápida, além de ser fácil de retirar e não deixar vestígios de um dia ter existido.

Outra possibilidade de customização é pintar os azulejos com tinta époxi à base de água ou solvente.

4. Parede lousa

 

parede lousa
via Pinterest

Outra opção criativa e divertida de personalizar paredes é criando uma (ou mais) parede lousa. O objetivo é fazer com que a parede se torne um espaço para anotações, desenhos e o que mais couber.

A forma mais viável, rápida e prática de criar sua parede lousa é utilizando papel autoadesivo preto.

5. Nichos e prateleiras

 

prateleira
via Limonagua

A instalação de nichos e prateleiras é extremamente funcional, deixando o ambiente mais organizado e também bonito.

Podem ser instalados em banheiros – guardando produtos de higiene, roupas de banho e papel higiênico, cozinhas e lavanderias, para louças e talheres, potes, materiais de limpeza e outros utilitários -, em quartos – organizando seus pertences como acessórios, sapatos e roupas – e em salas, principalmente para decoração.

 

6. Araras

 

arara
via Peenty

As araras são uma opção funcional e decorativa ao mesmo tempo. Surgem como uma solução para armários muito cheios ou para quem deseja praticidade na troca de roupas no dia a dia.

Simples e econômicas, podem ser compradas em lojas ou feitas artesanalmente a partir de materiais criativos, como bambu, canos, escadas e até cadeiras de praia. Dê preferência às opções móveis na hora de comprar ou de criar sua arara, para que o ambiente fique mais flexível.

A reutilização de materiais é uma tendência nos interiores de casas que desejam um ambiente confortável e sem gastar muito. Os caixotes fazem parte disso e podem ser reutilizados como baús na decoração e no armazenamento de quartos e salas.

O mais interessante é que você mesmo pode personalizar de forma simples o seu caixote, adicionando rodinhas, pintando e transformando-o para outros fins. Isso tudo com a ajuda de um martelo e alguns pregos.

7. Iluminação

 

iluminação
via Ideias Em Casa

A iluminação, caso não possa ser trocada, deve focar em formas alternativas e que não dependam diretamente da fiação elétrica.

Algumas opções que assim surgem são os abajures e luminárias de mesa ou de maior porte.

Uma solução criativa para a iluminação é deixar os cabos das luminárias e lâmpadas à mostra, mas de forma que colabore com a decoração do apartamento.

8. Tapetes

 

tapete
via Little Piece of Me

Os tapetes podem deixar o ambiente mais aconchegante e decorado. Além disso, podem ser a solução para disfarçar aquele piso mais antigo ou sem graça que você não pode trocar.

Atuando como isolante acústico, eles podem ser encontrados em diversos tamanhos, modelos e próprios para diferentes cômodos.

Caso não acha um na medida necessária, compre tapetes idênticos e os coloque lado a lado. Outra opção é investir num patchwork de estampas complementando o espaço do ambiente.

9. Cortinas

 

cortina
via HausDecoração

Cortinas podem conferir vida e personalidade ao ambiente, além de dar a impressão de o espaço estar mais ocupado. As opções são muitas, entre diferentes tipos, comprimentos, texturas, pesos e cores.

Assim como os tapetes, cortinas podem deixar o cômodo mais aconchegante. Utilize-as em quartos, salas e cozinhas.

10. Quadros e pôsteres

 

quadros
via Inspired by Charm

Deixando qualquer ambiente cheio de personalidade, os quadros e os pôsteres são ótimas soluções para transformar um ambiente vazio e sem graça sem muito trabalho.

A parede ideal para que eles estejam é naquela que se vê logo que se entra no local. E não há limitações quanto aos cômodos: eles podem enfeitar seu quarto, sala, banheiro, cozinha e até a lavanderia.

11. Adesivos

 

adesivo de parede
via Hiper Básico

Mais uma solução para transformar as paredes do seu apartamento alugado é fazendo uso de adesivos. De tamanhos pequenos a grandes, com diversas cores, formas e inscrições, os adesivos levam a sua identidade ao cômodo e podem facilmente ser retirados mais tarde.

Além de paredes, podem ser aplicados em armários, geladeiras, portas, janelas e outros locais.

Para sua instalação utilize uma régua para melhor aplicar sem que fiquem bolhas. Não é necessário nada mais além disso – apenas a criatividade.

 

12. Jardim

jardim

Pequenos jardins trazem o verde para dentro do apartamento, deixando-o mais vivo e alegre.

Seja em quartos, salas, banheiros, cozinhas e lavanderias, plantas podem purificar o ambiente e aproveitam sua umidade.

Adquira espécies que possam viver sem luz direta e que não sejam venenosas.

E aí, o que você achou das dicas? Conte pra gente nos comentários e compartilhe com os amigos

Fonte: Hometeka

Whatsapp no condomínio: é uma boa ideia?

Criar grupos de whatsapp no condomínio pode ser uma boa ideia desde que os assuntos se reservem ao “bem comum” e temas menores.

Whatsapp no condomínio: é uma boa ideia?
Whatsapp no condomínio: é uma boa ideia?

Estabelecer uma boa comunicação entre a administração do condomínio, centrada na figura do síndico, e os condôminos é essencial para uma boa gestão.

Incitar a participação dos moradores para sugestões de melhorias, conhecer mais as suas dúvidas e incertezas e, assim, elencar prioridades, torna o trabalho do gestor mais assertivo.

Em tempos antigos, a comunicação no condomínio era feita exclusivamente de forma interpessoal, entre corredores, na entrada e saída de elevadores. A formalização máxima de um ato era o aviso colado no interior dos condomínios.

Mas os tempos são outros. E com a evolução tecnológica, sobretudo na forma de nos comunicarmos, isso mudou completamente. Hoje já é possível tratar e até mesmo resolver problemas em tempo real.

Em contrapartida, cedemos uma parte significativa do nosso tempo e somos cobrados a resolver as coisas na hora, mesmo que a solução necessite de maiores cuidados.

É justamente esse o cenário que muitos condomínios passaram a enfrentar a partir do momento em que passaram a oficializar o whatsapp como o canal de comunicação do condomínio.

O que era para ser algo positivo, que prometia mais agilidade e aproximação entre síndico e condômino, se mostrou prejudicial para as relações pessoais internas.

Porém, quando falamos de whatsapp no condomínio nem tudo são reclamações. São vários os exemplos de gestores que souberam utilizar bem essa ferramenta.

Por isso, nem tanto ao paraíso, nem muito menos ao inferno. Saber criar e gerenciar grupos, estabelecer finalidades e regras claras e não tornar o whatsapp a comunicação oficial do condomínio tornam essa ferramenta útil na gestão.

Veja algumas dicas do que fazer ou não quando o assunto é whatsapp no condomínio.

Quando o whatsapp é um aliado na sua gestão:

1- Se você não quer criar um grupo, uma boa saída é o envio de mensagens por meio de listas de transmissão. Nessa forma somente o dono da lista de transmissão – no caso o síndico – consegue mandar mensagens. Ao receber o aviso a pessoa pode responder para o síndico, só que de forma privada.

2- Ao criar o grupo utilize-o para comunicar sobre manutenções programadas de rede elétrica ou hidráulica. Interrupção de serviços, informar novos procedimentos, troca de funcionários ou plantões. Ou seja, assuntos que não envolvam temas polêmicos.

3- Deixe claro que o grupo de whatsapp do condomínio é somente para assuntos de “bem comum”. Sem trivialidades, picuinhas, diz que me diz ou qualquer outro assunto de esfera pessoal. Nesse caso, até mesmo aquelas figurinhas de “bom dia, boa tarde e boa noite” são desaconselháveis.

4- O grupo não é o canal oficial de comunicação do condomínio. Convocações para assembleia, notificações e outros temas ainda são realizados de outra forma.

E quando o whatsapp se torna um inimigo da sua gestão:

1- Quando a ideia de discutir o “bem comum” é deixada de lado. Logo, passam a ser debatidos assuntos de interesse particular. Nesse caso, o mais comum é um policiamento do condomínio por meio do aplicativo.

2- QUANDO FALTA: educação, cordialidade, responsabilidades e valores comunitários. Ou seja, quando o grupo já perdeu a sua finalidade. Quando surgem piadas de mau gosto e cobranças indevidas, talvez seja a hora de excluí-lo.

3- Decisões orçamentárias não devem ser abordadas em grupos. Somos muito sensíveis quando o assunto é financeiro. Aí, no primeiro sinal de discórdia alguém vai dizer que o condomínio vai subir ainda mais e que se tornou insustentável pagá-lo. Para descambar para a discussão é uma mensagem.

4- Quando o grupo de whatsapp se tornou a principal ferramenta de comunicação do condomínio. Este aplicativo não deve substituir os comunicados, mural, e-mail ou softwares de gestão condominial. Lembre-se: ele é um potencial agregador e nunca algo que substitui.

De qualquer forma, a avaliação da utilização do whatsapp pelo condomínio deverá ser feita pelo síndico. Caso a ferramenta não se adapte à realidade do empreendimento, o mais indicado é excluir o grupo.

Fonte: Guilherme de Paula Pires | Redação Viva o Condomínio | https://vivaocondominio.com.br

Checklist: saiba o que fazer após pegar as chaves de um novo imóvel

Com os próximos passos planejados sua mudança se tornará muito mais rápida

Pegar as chaves de um novo imóvel é sempre um momento muito aguardado. Não importa se ele foi comprado na planta (o que gera ainda mais ansiedade) ou usado, a vontade de entrar em definitivo no local é imensa.

Por isso, planejar o que fazer logo após a aquisição das chaves ajuda a otimizar o tempo de preparação da casa ou apartamento para que a mudança aconteça o mais rápido possível. Abaixo você confere a lista que o ZAP em Casa fez com os passos que você deve seguir antes de chamar o novo canto de lar.

Solicite a ligação da energia elétrica e a instalação do gás

 


(Foto: Shutterstock)

 

A primeira coisa a fazer é pedir na companhia elétrica da sua cidade que a energia da sua casa seja ligada ou religada no caso do imóvel já ter sido habitado. Se você estiver vivendo a segunda opção, também precisará comparecer em algum ponto de atendimento da companhia para passar a conta de luz para o seu nome. Lembre-se de dar prioridade a isso, pois caso haja reforma, os fornecedores precisarão de luz para trabalhar. A instalação do gás também é primordial, pois o aquecedor já deve estar instalado antes que os revestimentos e móveis planejados sejam colocados.

Crie um projeto de reforma e decoração


(Foto: Shutterstock)

 

É possível procurar os serviços de um arquiteto ou engenheiro mesmo antes de pegar as chaves, é só ter a planta do apartamento em mãos. Mas, caso você ainda não tenha passado por essa etapa, ela deve ser a primeira a receber sua atenção. Profissionais te ajudarão (e muito!) a planejar seu futuro lar, tanto no âmbito de espaço quanto no de orçamento, já que eles conseguem adequar o dinheiro que você tem disponível às possibilidades de mercado.

Priorize o que você precisa para mudar

 


(Foto: Shutterstock)

 

Você pode até ter um projeto completo feito para a sua casa, mas é importante saber que você não precisa ter ele finalizado para se mudar. Priorize a base do imóvel, isso é: piso, gesso, azulejos e revestimentos, pintura, bancadas da cozinha e dos banheiros, e parte elétrica e hidráulica. A seguir, pense nos itens indispensáveis para você conviver bem no local: armários da cozinha, cama, sofá – estes são pontos que você mesmo vai definir de acordo com o seu estilo de vida. Feito e comprado tudo isso, você pode dar atenção aos toques finais da decoração depois que se mudar.

Contrate fornecedores

 


(Foto: Shutterstock)

 

Nesta etapa você vai precisar ir atrás de todos os itens listados acima para a base do imóvel, assim como dos móveis planejados (se for o caso, pois muitas vezes imóveis usados já vêm com armários embutidos). A dica aqui é: pesquise incansavelmente. Muitos itens de reforma, como pisos e cerâmicas, por exemplo, podem variar até 150% de preço. Então, se a pedida é economizar, não se conforme com o primeiro orçamento que receber.

Contrate fornecedores e mão-de-obra

 


(Foto: Shutterstock)

 

Chegou uma das partes mais difíceis da sua pré-mudança: encontrar mão-de-obra de confiança. E para isso não há uma fórmula mágica, o segredo é procurar indicações de amigos e contratar o profissional com melhor recomendação que você puder. Muitas vezes, em condomínios novos, é fácil encontrar profissionais que estejam perto de acabar uma obra vizinha e dispostos a pegarem mais serviços no local. Depois que definir os contratados, lembre-se de comunicar a portaria, caso o seu imóvel seja em um condomínio, e deixar uma lista de pessoas autorizadas a entrarem na sua obra; essa é uma questão de segurança.

Providencie serviços essenciais


(Foto: Shutterstock)

 

Assim que a reforma for finalizada e a mudança feita, você pode começar a solicitar os serviços que precisará no dia a dia, como internet, telefone e tv a cabo. Se o seu imóvel estiver em um condomínio fechado, é provável que existam restrições quanto às empresas disponíveis no local, contate a portaria e se informe antes de solicitar o serviço.

Faça uma limpeza completa no local

 


(Foto: Shutterstock)

 

Se tem uma tarefa pesada na fase pré-mudança é a limpeza da casa pós-reforma. Portanto, organize um mutirão entre os familiares ou contrate uma empresa especializada, hoje em dia existem algumas companhia que enviam mais de uma profissional para fazer a limpeza doméstica por preços bem acessíveis. Por fim, com a casa limpinha e renovada, você estará pronto para curtir o novo lar.

Fonte: https://revista.zapimoveis.com.br/

Despesas cartorárias na compra do imóvel: quem deve pagar?

É preciso organizar as finanças para arcar com os custos para além do financiamento, que podem chegar a 6% do valor do imóvel

Na hora de comprar um imóvel, existe um caminho muito mais longo do que encontrar o lugar dos sonhos e conseguir um financiamento. É importante ficar atento para outras obrigações que despontam ao longo de processo e, principalmente, com gastos que vão além das parcelas do financiamento.

Existe uma série de documentos que faz parte do processo de negociação e regularização da compra e venda. E eles geram um custo extra, principalmente porque necessitam ser regularizados no cartório para fazer valer a negociação.

Portanto, é preciso organizar e colocar no orçamento essas despesas para que seja possível comprar o imóvel sem apertar as finanças ou, até mesmo, perder a oportunidade. Mas de quem é a responsabilidade de bancar as despesas cartorárias?

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O comprador não deve pagar as despesas cartorárias apenas se houver um acordo (Foto: Shutterstock)

 

A resposta é direta e só é feita de forma diferente se houver um acordo entre o vendedor e o comprador. “Quem tem a obrigação de pagar as despesas cartorárias é sempre o comprador. A pessoa que está adquirindo o imóvel vai ter os gastos com o ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis), o registro e a escritura”, afirma o advogado Rodrigo Karpat, especialista em direito imobiliário.

“O comprador precisa saber que vai ter esses gastos para que possa fazer a proposta durante a negociação que não vá inviabilizar a compra“, acrescenta Celso Petrucci, economista-chefe do Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP).

Os cartórios de registro de imóveis são responsáveis por guardar a documentação referente a este tipo de bem. O registro do imóvel comprova por lei quem é o proprietário da casa ou do apartamento. Nele, constam as características, a propriedade do imóvel e as medidas.

O valor varia de acordo com as taxas cobradas em cada estado do Brasil e também leva em consideração o preço do imóvel. “Se a compra for feita através de um financiamento, o comprador vai ter que pagar o ITBI e o registro de imóveis. Isso dá um gasto médio, somando os dois, de 4,5% do valor total do imóvel”, detalha Celso Petrucci.

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A escritura é um dos documentos mais caros e importantes na compra de um imóvel (Foto: Shutterstock)

 

A escritura é ainda necessária para quem não vai fazer a compra com financiamento e pretende pagar à vista. Nela, constam as dimensões e aspectos físicos, além da pessoa física jurídica proprietária do bem. Ela deve ser escrita sob a responsabilidade do tabelião e deve ser registrada em um livro, onde está todo o histórico do imóvel, inclusive do que foi feito no passado ou algum impedimento para a venda.

“Se o comprador for pagar à vista, ele terá uma despesa a mais com a escritura. Com o financiamento essa escritura não é cobrada. Mas, financiando, ela é necessária para quem comprou o imóvel ter a tranquilidade de que é o dono. A escritura somada com o ITBI e o registro somam entre 5% e 6% do valor do imóvel”, ressalta o economista-chefe do Secovi-SP.

Rodrigo Karpat reforça a importância de organizar as finanças para fazer todos os registros do imóvel na hora da compra. “Isso é fundamental porque, se o comprador não faz isso, eventualmente esse bem pode não estar no nome dele e pode acabar sofrendo alguma restrição se o antigo dono tiver algum problema. Por isso é importante que conste na matrícula o nome do atual proprietário que comprou o imóvel”, completa o advogado.

Fonte: https://revista.zapimoveis.com.br

Raio-X da administração condominial

Entenda os principais pontos da administração condominial e como ela é estruturada

Entenda os principais pontos da administração condominial e como ela é estruturada

Gerir um condomínio, você já sabe, equivale a gerir uma empresa de pequeno, médio ou grande porte, dependendo do tamanho do condomínio e suas demandas.

Para ajudar o síndico com todas as necessidades administrativas do condomínio, fizemos um RAIO-X de cinco grandes áreas do condomínio: Financeira, Administrativa, Operacional, Recursos humanos e Jurídica.

“Conhecer bem o funcionamento da parte administrativa do condomínio não pode ser menosprezado pelo síndico. Ele deve entender bem todas as áreas para poder cobrar corretamente da administradora”, argumenta Gabriel de Souza, diretor da administradora Prop Starter.

Área financeira do condomínio

PREVISÃO ORÇAMENTÁRIA

  • O QUE É: A previsão orçamentária é o coração das contas do condomínio. É aqui que o síndico – com o apoio da administradora, se tiver – planeja como será gasto o dinheiro arrecadado e qual deverá ser a cota do no condomínio para os próximos 12 meses. Deve ser feita com base nos gastos do ano anterior e também levar em conta itens como: inflação do período, inadimplência do condomínio, dissídio dos funcionários, férias e décimo terceiro, e contratos a serem negociados. Além disso tudo, também deve permitir uma folguinha, para que o pagamento das contas não fique apertado.
  • APROVAÇÃO: Feito isso, a previsão deve ser apresentada em assembleia e aprovada pela maioria dos presentes.
  • DICA: Para fazer uma boa previsão orçamentária é fundamental conhecer bem o perfil do empreendimento. Saber quais serviços são indispensáveis, e onde é possível economizar. Também vale pensar em pontos como se algum funcionário será mandado embora no período, projetar a inflação do ano e levar em conta a inadimplência do local.

BALANCETE

  • O QUE É: Trata-se de um demonstrativo financeiro resumido do condomínio e o principal meio para o síndico, conselho e condôminos acompanharem a gestão das contas do empreendimento. Nele, as despesas e receitas são apresentadas e agrupadas em categorias (plano de contas). Deve constar também saldos atuais e anteriores do fundo de reserva ou outros fundos (se tiver), conta corrente, aplicações, etc.; Números e saldos da inadimplência (não deve mostrar os nomes de inadimplentes)
  • TRANSPARÊNCIA: Por isso, os balancetes são tão importantes e estratégicos para dar transparência à gestão do síndico e da administradora. Um bom balancete deve ser de fácil leitura, bem estruturado (plano de contas) e acessível a todos por internet, no portal do condomínio ou site da administradora, na pasta de prestação de contas e também, de forma simplificada, no boleto de pagamento da cota condominial.
  • QUEM FAZ: geralmente são desenvolvidos e disponibilizados pela administradora do condomínio ou diretamente pelo sistema de gestão do condomínio.
  • DICA: Uma forma de checar as contas do condomínio é comparar o que está no balancete com o extrato bancário

PASTA DE PRESTAÇÃO DE CONTAS

  • O QUE É: A pasta de prestação de contas é uma das ferramentas mais fundamentais de uma gestão condominial boa e transparente. É ali que está toda a movimentação financeira do condomínio e documentação comprobatória do que foi feito, como notas fiscais do mês, o que foi pago, o que foi recebido, o que foi acordado entre o condomínio e um inadimplente, possíveis ações judiciais, etc.
  • TRANSPARÊNCIA: É realmente um raio-x do que a gestão executou em um mês e um ótimo recurso para o síndico e conselheiros acompanharem de forma mais aprofundada a transparência da gestão afim de evitar fraudes e desvios.
  • FORMATO: A pasta pode ser tanto física, com os documentos originais anexados, ou virtual, como já tem acontecido em diversas administradoras.

Área Administrativa do condomínio

OBRIGAÇÕES

  • IMPORTÂNCIA: A gestão de condomínios vem se tornando cada dia mais complexa. Todo ano são aprovadas novas Leis, surgem novas regulamentações, a burocracia não pára de aumentar, os prazos mudam, etc. etc., e com isso a responsabilidade do síndico aumenta proporcionalmente. Veja abaixo as principais obrigações do condomínio:
  • ENCARGOS: o condomínio deve pagar contribuições como PIS/COFINS, CSLL, ISS e INSS sobre funcionários e contratação de fornecedores. É muito importante que o síndcio verifique se esses pagamentos realmente estão sendo feitos
  • INSS DO SÍNDICO: se houver remuneração ou isenção para o síndico, o condomínio deve recolher 20% do valor referente ao INSS.
  • IMPOSTO DE RENDA: o condomínio não paga e nem declara imposto de renda. Deve, apenas, reter na fonte e declarar, todo ano, o imposto de renda retido de seus funcionários. Se o síndico é isento ou remunerado, deve declarar esse benefício no seu imposto de renda, assim como os condôminos devem declarar caso haja ganhos com a locação de áreas comuns ou para antenas de operadoras, por exemplo.
  • CERTIFICAÇÃO DIGITAL: é uma obrigatoriedade desde 2012 para síndicos. Apenas com ela é possível acessar o canal ”Conectividade Social”da Caixa Econômica Federal e, assim, manter em dia informações referentes aos funcionários do condomínio. O SíndicoNet oferece 20% de desconto na emissão de certificados para síndicos.
  • E-SOCIAL: é um canal que irá integrar o envio de informações para o INSS, Receita Federal e Ministério do Trabalho. Deve entrar em vigor e se tornar obrigatório para condomínios a partir de julho de 2018 para todos os empregadores do país
  • NORMAS REGULAMENTADORAS: O condomínio tem uma gama de NRs para seguir, que atestam que há condições de trabalho e segurança e saúde para quem trabalha no local, como NR5 – CIPA, NR06 -EPI, NR07 – PCMSO, NR09, NR 10, NR 23.
  • AVCB e BRIGADA DE INCÊNDIO: O prazo do AVCB – Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros varia de acordo com a aprovação do Corpo de Bombeiros. Normalmente costuma ser de 3 anos para condomínios residenciais e 2 anos para condomínios comerciais, mas pode variar dependendo do estado. Há também obrigações quanto ao treinamento de brigada de Incêndio e manutenção dos equipamentos contra incêndio.
  • SEGURO: O seguro do condomínio é de extrema importância e sua contratação é obrigatória por lei, segundo artigo 1.346 do Código Civil. Ele dá a segurança de que mesmo quando algo der errado, o prejuízo será o menor possível.

DADOS E DOCUMENTAÇÃO

  • CONDÔMINOS: Ter os dados cadastrais dos condôminos em dia é uma tarefa árdua, porém fundamental, de todo condomínio. Só assim a administração consegue agir com segurança e de forma correta ao realizar cobranças, enviar notificações, protestar inadimplentes, etc.
  • PLANTAS: também é importante que o condomínio tenha cópias das suas plantas elétricas, hidráulicas, das unidades, vagas na garagem e áreas comuns.
  • REFORMAS: além da documentação de todas as reformas feitas nas áreas comuns, também é muito importante ter o plano de obra e ARTs das reformas realizdas nas unidades, principalmente após a NBR 16.280.
  • FUNCIONÁRIOS: Ter um cadastro dos funcionários também é fundamental, sejam eles próprios ou terceirizados.
  • DOCUMENTOS: Confira aqui uma lista com os principais documentos que fazem parte da administração de um condomínio e o tempo que devem ser arquivados

ASSEMBLEIAS

  • O QUE É: Em condomínio, praticamente tudo é decidido a partir das assembleias. Nesses encontros, a comunidade se junta para decidir a aprovação de contas, a necessidade de uma obra, e até quem será o próximo síndico do local. Vale ressaltar que as decisões conferidas em assembleia não podem contrariar a legislação.
  • CONVOCAÇÃO: São convocadas conforme as regras da convenção do local. Todos os condôminos devem ser convocados, deve-se contar com uma pauta, de forma que os participantes conheçam, antecipadamente, os temas que serão discutidos no encontro.
  • QUÓRUNS: Segundo a legislação, todas as votações devem respeitar um quórum determinado.
  • ATA: Após o fim do encontro, deve-se fazer uma ata sobre o que foi decidido na assembleia.
  • DICA: Para votações mais complexas, é recomendável antecipar o assunto aos condôminos – no portal do condomínio, por exemplo – a fim de promover um debate pévio e afinar a discussão para tornar a assembleia mais objetiva.

COMPRAS

  • O QUE É: O processo de cotação e compra de produtos e serviços para condomínios merece atenção. Se realizado com critérios e regras claras, ajuda a evitar desperdícios, gastos excessivos e desgastes para o síndico.
  • REGRA: É sempre importante que haja pelo menos três orçamentos para qualquer serviço ou item que o condomínio precise. Porém, se for algo que custe mais do que R$ 10 mil, pode valer a pena orçar com mais empresa.
  • CUIDADOS: Usar unicamente o criério de preço, principalmente ao cotar e contratar serviços, é um dos principais erros dos condomínios. Quase sempre, “o barato sai caro”.
  • ADMINISTRADORA: A administradora geralmente ajuda não apenas com os orçamentos, mas também com a análise e comparação dos mesmos. A empresa também pode ajudar a analisar o contrato, para que se tenha certeza de que o documento formaliza o que havia sido combinado previamente.
  • OBRAS DE GRANDE PORTE: Contratação de obras de grande porte merece atenção e deve-se tomar cuidado com o quórum correto para aprovação da mesma. Geralmente, também exigem um acompanhamento especial.
  • CONTRATOS VIGENTES: Saber o quanto vale o serviço prestado ao condomínio é fundamental. Só assim é possível saber se o que se paga é justo – ou se há margem para negociar com o fornecedor em questão.

GESTÃO E CONTAS A PAGAR

  • MALOTES: Em condomínios, apesar de os documentos estarem cada vez mais digitalizados atualmente, o envio e recebimento de malotes com notas fiscais, recibos de fornecedores e outros documentos ainda é constante. A administradora é uma grande aliada do síndico para cuidar de todos os trâmites e logísticas relacionados a isso.
  • CONTAS A PAGAR: Gerir o pagamento de contas e fornecedores também é um papel que pode ser gerenciado pela administradora.
  • GESTÃO: Um bom sistema de gestão condominial é essencial para realizar o controle de todos os gastos, receitas, contas a pagar, obrigações, etc. Além disso, é fundamental para gerar transparência à gestão do síndico e da administradora.

Área operacional do condomínio

MANUTENÇÃO

  • LEGISLAÇÃO: Cuidar bem das áreas comuns do condomínio é algo tão importante que está descrito no Código Civil como uma das atribuições do síndico, como se lê no art. 1.348: V – diligenciar a conservação e a guarda das partes comuns e zelar pela prestação dos serviços que interessem aos possuidores;
  • IMPORTÂNCIA: Vale lembrar que é através de uma boa manutenção que o empreendimento fica valorizado e seguro, uma das principais exigências atuais dos condôminos que elegem o síndico.
  • INSPEÇÃO: O primeiro passo de uma boa manutenção é realizar periódicamente uma inspeção predial. Isso pode ser feito de uma maneira mais informal e rotineira pelo zelador e, sempre que necessário, por um especialista, de forma mais técnica e formal. É através dessa inspeção que o síndico conseguirá fazer um mapeamento das demandas e planejar uma programação de manutenção preventiva.
  • PREVENÇÃO: Manutenção preventiva é sempre a melhor e mais barata opção quando comparada à manutenção corretiva.
  • ZELADOR: O zelador deve ser um grande aliado do síndico, auxiliando-o a gerenciar as demandas e aplicar a programação de manutenção preventiva.
  • RISCO DE VIDA: As áreas mais críticas da manutenção condominial são aquelas que geram risco à vida dos moradores, como: elevadores, instalações de gás, playgrounds, para-raios, AVCB, equipamentos de segurança, instalações elétricas, obras e reformas nas unidades e áreas comuns, etc.
  • NORMAS: A manutenção do condomínio também exige atenção ao cumprimento das Normas Regulamentadoras relacionadas a diversos equipamentos e áreas do condomínio.
  • CLÁUSULAS DE SLA: Para contratos de manutenção, é sempre válido exigir cláusulas de SLA (Service Level Agreeement) à empresa contratada. Isso garante, em contrato, os prazos de atendimento em caso de ocorrências.
  • VAZAMENTOS: É fundamental que o síndico, com auxílio do zelador, acompanhe de perto as instalações e contas para identificar possíveis vazamentos ou infiltrações que ocasionem desperdício de água e dinheiro.
  • ENERGIA: da mesma forma, a atenção deve ser resobrada para também identificar possíveis vazamentos e fugas de energia.

LIMPEZA

  • IMPORTÂNCIA: O condomínio estar sempre limpo é algo que valoriza o patrimônio e todos esperam da administração condominial.
  • GERENCIAMENTO: As regras de como a limpeza deve ser feita devem ser passadas pelo zelador para os funcionários de limpeza, em caso de funcionários próprios. Caso sejam terceirizados, o síndico ou zelador explica as necessidades do condomínio para um supervisor e, ele, para o colaborador que ficará no condomínio.
  • CUIDADOS: É fundamental que os profissionais tenham instrumentos de trabalho em bom estado para executar suas funções. O zelador deve sempre cobrar o uso de EPI’s quando necessário

FUNCIONÁRIOS 

  • IMPORTÂNCIA: São os colaboradores quem fazem o condomínio funcionar. Desde abrir o portão até checar por infiltrações no telhado, são eles que mantem o local como aquela coletividade deseja.
  • GERENCIAMENTO: Os funcionários devem ter funções e procedimentos claros para seguir. Os mesmos devem ser sempre passados pelo síndico, através do zelador.
  • RELACIONAMENTO COM MORADORES: Os condôminos não devem dar ordens ou sugestões diretas aos funcionários. Qualquer crítica ou sugestão deve ser encaminhada ao síndico diretamente.
  • EPI: Normalmente, em condomínios é preciso EPI (Equipamento de Proteção Individual) para faxineiros (luvas, botas e máscaras para evitar contato direto com lixo e produtos químicos de limpeza) e para o funcionário que trata a piscina (o mesmo EPI para evitar contato com produtos químicos)
  • TERCEIRIZADOS: No caso de funcionários terceirizados, as obrigações e orientações acima são as mesmas. O que muda é que as orientações são passadas do condomínio para um supervisor da empresa, e desse, para quem trabalha no condomínio.

CONDÔMINOS

  • COMUNICAÇÃO: Ter uma boa comunicação com os condôminos é parte integrante de uma boa administração. Aposte em comunicados, circulares e na tecnologia. Uma boa ferramenta para o síndico pode ser um portal para o condomínio.
  • CONFLITOS: Conflitos em condomínios são bastante comuns. Muitas vezes podem ser uma parte desafiadora da gestão. Porém, é importante que se saiba que o síndico e a administradora só têm obrigação de entrar no circuito caso seja um problema coletivo.
  • ANTISSOCIAL: Caso haja um condômino que reiteradamente cause problemas para a coletividade, ele pode ser considerado antissocial.
  • ATENDIMENTO: É importante que os condôminos saibam como agir e a quem recorrer, sempre. Um canal de comunicação com o síndico, seja portal do condomínio, e-mail, telefone ou whatsApp, assim como um horário de atendimento periódico é sempre muito importante para os moradores.

Recursos Humanos do condomínio

OBRIGAÇÕES TRABALHISTAS

  • LEGISLAÇÃO: Assim como visto mais acima no item sobre encargos, o condomínio não é diferente de nenhum outro empregador do país e deve seguir à risca o que manda a legislação trabalhista.
  • REFORMA TRABALHISTA: Com a reforma trabalhista, o condomínio ganhou novas modalidades de contratação e demissão de funcionários, por exemplo.
  • ENCARGOS: Um ponto que deve ser acompanhado de perto pela gestão do condomínio é o pagamento dos encargos trabalhistas e previdenciários dos funcionários - sejam eles próprios ou terceirizados. O ideal é que essa checagem seja feita a cada três meses, no máximo
  • CUIDADOS: Acompanhar se os funcionários recebem pontualmente, se as horas-extras estão sendo pagas, assim como outros benefícios é essencial. Caso isso não esteja acontecendo, é importante questionar a administradora e/ou a empresa terceirzadora de mão de obra sobre o motivo dos atrasos

CONTRATAÇÃO E DEMISSÃO

  • IMPORTÂNCIA: Os funcionários são a espinha dorsal do condomínio. É preciso muito cuidado na hora de escolher quem irá trabalhar no empreendimento.
  • QUEM FAZ: A contratação e demissão de funcionários do condomínio é uma prerrogativa do síndico. É aconselhável que o mesmo, porém, só faça isso sem apoio assemblear caso a decisão não impacte no caixa do condomínio.
  • ERROS COMUNS: Não checar antecedentes e referências, fazer o processo com pressa e não contar com a ajuda de um especialista, seja uma administradora ou profissional de recursos humanos são os erros mais comuns.
  • ADMINISTRADORA: Em caso de funcionários próprios, a contratação costuma ser feita pela administradora e referendada pelo síndico – assim como as demissões.
  • TERCEIRIZADA: Quando a mão de obra é terceirizada e o síndico não está satisfeito com o trabalho de algum dos colaboradores, ele pode pedir à empresa que coloque outra pessoa na vaga em questão

TERCEIRIZADOS

  • O QUE É: Quando o condomínio opta por não ter funcionários próprios, é uma empresa terceirizadora de mão de obra quem provê os colaboradores para o local
  • GERENCIAMENTO: A empresa fica responsável pela gestão da mão de obra, desobrigando a síndico a resolver problemas como escala de funcionários, férias, faltas e atrasos.
  • CO-RESPONSABILIDADE: A escolha por esse tipo de modalidade, porém, não isenta o síndico, com a ajuda da administradora, de acompanhar de perto o pagamento de encargos trabalhistas, como citado acima.

ESCALAS e FOLHA DE PAGAMENTO

  • ESCALA OTIMIZADA: O maior investimento do condomínio, todos os meses, é com seus funcionários. São eles, também, quem cuidam do local. Por isso, é fundamental que os colaboradores sejam bem geridos e os custos otimizados. Um indício de que um bom trabalho está sendo feito é uma boa escala que elimine horas extras desnecessárias.
  • FOLHA DE PAGAMENTO: As principais responsabilidades da área de recursos humanos do condomínio são: Admissão, contratação, gerenciamento e treinamento dos funcionários; Cuidar de demissões quando necessário; Fazer a folha de pagamentos; Cuidar para que a legislação trabalhista e previdenciária seja seguida

Área jurídica do condomínio

  • IMPORTÂNCIA: Este setor da administraçao condominial envolve o cuidado para que o condomínio esteja sempre dentro da lei, evitando problemas hoje e no futuro. Todas as outras áreas do condomínio devem ter respaldo jurídico em suas ações. Seja na relação com moradores, ao calcular horas extras, assinar um contrato ou gerenciar o dinheiro do condomínio.
  • COMPETÊNCIAS: As principais atribuições da área jurídica em condomínios são: Enviar notificações para condôminos; Orientar a equipe diretiva no sentido das decisões tomadas em assembleia; Preparar pareceres jurídicos e dar assessoria sobre temas diversos que interessem ao condomínio; Mover ações jurídicas e representar o condomínio na esfera jurídica quando necessário.
  • COBRANÇA: Importante ressaltar que há diversos serviços cobrados à parte quando se trata de cobrança de inadimplentes. Serviços como emissões de notificaçòes extra-judiciais e judiciais, ação e acompanhamento de cobranças judiciais de inadimplentes, entre outros.
  • EXTRA-JUDICIAL: Outra atribuição da área é colaborar na cobrança extra-judicial, enviando cartas para aqueles que estejam com os pagamentos atrasados.
  • AÇÕES JURÍDICAS: Não são só ações contra os inadimplentes que o condomínio enfrenta. O mesmo pode passar por um processo trabalhista, cível, tributário, ambiental, entre diversas outras esferas. A área jurídica da administradora deve estar sempre pronta a oferecer um aconselhamento legal para o síndico. Esse tipo de acompanhamento também é, geralmente, cobrado à parte
  • CONTRATOS: A apreciação de contratos pela área jurídica é fundamental, principalmente quando se trata de grandes valores. Dessa forma, fica claro que o que está no contrato contempla não apenas as necessidades do condomínio, mas também que o que estava no orçamento será cumprido em termos de prazo e qualidade
  • CONFLITOS: A área jurídica também pode ajudar nos conflitos envolvendo condôminos. O uso de mediação e conciliação em conflitos no condomínio nem sempre envolve advogados, mas pode ser uma boa alternativa.

6 dicas de decoração para aquecer a casa no inverno

Sodimac ensina a mudar visual e esquentar a casa de forma prática e rápida

Com a chegada dos dias frios, nada melhor do que ficar no conforto de casa. E, para transformar o lar em um refúgio ainda mais aconchegante de forma prática, rápida, econômica e sem quebra-quebra, vale apostar em novos itens de decoração.


A Sodimac – varejista líder no setor de materiais para construção, reforma e decoração na América Latina – dá seis dicas de produtos para a casa ficar preparada para o inverno com muito estilo. Confira:

1. Almofadas: não podem faltar no projeto de um espaço acolhedor. Para um grande efeito visual, a dica é espalhar almofadas com capas de tecidos mais quentes pelo sofá de ponta a ponta. Quanto aos tons, opte pelos fechados, como cinza-chumbo, bordô e até estampas geométricas.

2. Mantas: considere o uso de mantas de tricô sobre os sofás ou poltronas e dê vida nova aos móveis. Além de darem um toque de personalidade às poltronas e sofás, as mantas têm a função de cobrir quem estiver sentado.

3. Cortinas: os tecidos com tramas mais fechadas ajudam a proteger a casa daquele ventinho indesejado que costuma entrar pela janela. As cortinas também auxiliam a controlar a claridade. As cores fortes seguem em alta nessa temporada.

4. Tapetes: indispensáveis para promover a sensação de ambiente quente, os tapetes conferem estilo aos ambientes. A dica é coordenar mais de um modelo no mesmo ambiente em tamanhos diferentes, colocando-os lado a lado. Outra sugestão é usar apenas um tapete grande e felpudo.

5. Renovar as paredes: mudar a cor das paredes também é uma alternativa para tornar a sala mais convidativa. As cores intensas combinam com os pisos de madeira. Outra opção mais econômica é o uso de papéis de parede que, na mesma tonalidade de tons fortes, produzem efeito semelhante.

6. Iluminação: o toque final fica por conta da iluminação. A sugestão é substituir as luzes brancas por lâmpadas de feixe amarelado. Assim, os ambientes ganham ares mais relaxantes.

Fonte: https://www.terra.com.br | http://www.sodimac.com.br

Comunicação eficiente para síndicos e administradores

Saber se comunicar fará a diferença no seu condomínio. Confira as recomendações de Rafael Lauand

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Por Rafael Lauand*

A importância de uma boa comunicação dentro do condomínio, das formas mais tradicionais até a comunicação não-violenta (CNV), passando pelos novos canais digitais como apps, já não é novidade.

Uma comunicação de qualidade dentro desse ambiente aproxima síndicos de moradores, constrói credibilidade, melhora a tomada de decisão, entre outros. Na verdade, nem ao menos consegui pensar em um exemplo prático onde uma boa comunicação prejudique o condomínio!

Além de ser um tópico relevante e interessante para a nossa vida dentro e fora do condomínio, é importanteconhecer as noções básicas de comunicação: “quem é o seu público? o formato escolhido é legível? o que você está tentando realizar?”.

Com essas perguntas em mente, escrevi esse artigo para ajudar síndicos, conselheiros e profissionais de administração de condomínio a terem uma comunicação melhor dentro e fora do empreendimento. Veja algumas recomendações abaixo:

1. Para quem você está escrevendo?

Você provavelmente não falaria do mesmo jeito com seu advogado da forma como se comunica com sua filha adolescente. Isso porque nós, humanos, gostamos de adaptar nossas palavras e tom de voz a diferentes pessoas, situações e lugares (substituição do conceito de ‘persona’ para ‘placeona’).

Na teoria de Jung (psiquiatra e psicoterapeuta que fundou a psicologia analítica), persona é uma personalidade que o indivíduo apresenta aos outros como real, mas que, na verdade, é uma variante às vezes muito diferente da verdadeira.

O conceito de ‘placeonas’, introduzido recentemente por Bill Buxton (pesquisador-chefe na Microsoft Research), defende que a personalidade real do indivíduo é uma variante relacionada ao local onde esta pessoa está – seja no condomínio, trabalho ou restaurante, uma personalidade para cada um desses ambientes.

Bill argumenta frequentemente em entrevistas que a próxima ‘grande coisa’ (inovação) não é uma ‘coisa’ (produtos em geral), mas sim uma mudança de paradigma nas nossas relações sociais. Ele acredita que, para ouvir ou descrever alguém, você precisa da “informação no lugar”, ou seja, ele nos lembra que nossos projetos devem levar em conta o contexto físico das interações.

Desse modo, certifique-se de que você saiba quem é o seu público e como eles se comunicam (formal? informal? tecnólogo?). Além disso, é importante entender qual o local de influência do seu público (neste caso o condomínio). Por exemplo, se você estiver escrevendo um comunicado para os moradores sobre a mudança de procedimento de coleta de lixo, não escreva como se estivesse passando uma ordem adiante.

As pessoas dentro do condomínio se veem como iguais, ou seja, elas querem ser informadas dos motivos e resultados esperados de mudanças, e não simplesmente ler um regulamento em que elas podem nem ao menos entender o motivo de ter sido criado. Use palavras, frases e um tom de voz que seu público possa entender e se relacionar. Além disso, encontre o melhor formato para comunicar.

2. Torne o formato fácil de ler

Um único e grande bloco de texto grudado no elevador não é sempre a melhor opção. A clássica comunicação dentro do elevador tem uma grande facilidade que é a garantia de que boa parte dos moradores vai ver o aviso, o que, necessariamente, não significa ler.

Além disso, será que não existe um melhor horário para determinada comunicação? Pensando no exemplo anterior, por que não ser assertivo e comunicar no horário que as pessoas costumam retirar o lixo? Neste caso, e em todos os outros, o melhor formato é aquele que você vai conseguir impactar e engajar a maioria dos moradores.

Não se prenda à comunicação no elevador. Muitas vezes, comunicações em vias online, como o e-mail e apps, são mais efetivas. Eu particularmente recomendo aplicativos específicos para comunicação interna por vários motivos. Informações passadas não são perdidas e ficam guardadas no histórico e seu comunicado pode ser lido ou enviado no melhor momento do dia. Além disso, a atividade diminui a possibilidade de comunicados não oficiais ou adulterados, por exemplo.

Eu não poderia esquecer de enfatizar o lado oposto da comunicação no elevador: o grupo de whatsapp ou similares. Eu acredito que esses grupos possuem uma frequência comunicativa extremamente acima do que as pessoas estão interessadas. Ou seja, isso faz com que os moradores percam o engajamento em ler todas as mensagens contidas ali.

Fora os pontos anteriores, torne o formato de comunicação do seu condomínio legível e no canal que o morador preferir (normalmente não é suficiente apenas uma opção, seja papel ou app).

Limite os longos parágrafos que não querem dizer nada para apenas algumas frases. O texto é muito mais fácil de ler quando é direto ao ponto e se aproveita de recursos visuais como vídeos ou fotos. Também tente organizar seus pensamentos antes de escrever um comunicado. Certifique-se de que a introdução e a conclusão se unem em uma ordem lógica.

3. Conheça seu objetivo

O que você quer que seu público faça depois de ler seu comunicado? Você quer que eles visitem uma área recém reformada? Você quer persuadi-los a participar de um evento? Você quer influenciar opiniões? Ou você só quer informar os moradores sobre alguma novidade?

Pense sobre o seu objetivo final antes de começar a escrever. Assim, pergunte-se: “o que quero atingir com essa comunicação?”. Dessa forma, o comunicado irá realmente realizar o que se destina.

Particularmente, costumo dar muita atenção a todos os comunicados do meu condomínio, porém, acredito que na maioria dos casos, a mensagem é direcionada a um morador específico e não ao condomínio (uma mensagem direta teria mais impacto e menos constrangimento, ou até mesmo duas comunicações diferentes), e nos restantes dos casos eu não entendo o que realmente a administradora quer dizer ali (sou novo no meu condomínio e a LAR.app ainda não administra lá).

Já ouvi algumas vezes que a melhor mensagem é aquela que foi captada pelo receptor. Embora isso possa ser verdade, bem escrita ou dita, a comunicação clara é ainda melhor.

Tomar alguns minutos no início do seu processo de comunicação para pensar sobre essas questões de conteúdo importantes ajudarão sua mensagem a ser lida, compreendida e compartilhada entre os moradores.

Além das 3 recomendações anteriores, também separei algumas dicas direto ao ponto para melhorar a sua comunicação (não só no condomínio):

  • Escutar ativamente pode melhorar a sua compreensão comunicativa;
  • Falar em público é quase inevitável, então esteja sempre preparado;
  • A maioria das empresas (se aplica ao condomínio) querem colaboradores com habilidades de escrita fora da curva;
  • As pessoas não processam só palavras. Por isso, vídeos e imagens são sempre bem-vindos;
  • Comunicação inclusiva (para os moradores) é essencial para atingir seus objetivos;
  • Ser um bom comunicador melhora a sua autoconfiança;
  • Habilidades comunicativas são benéficas para diversos aspectos de nossas vidas.

(*) Rafael Lauand (@rafalauand) é Engenheiro de Produção formado pela UFPR; especialista em controladoria e finanças pela UFPR; especialista em ‘Data Science’ pela John Hopkins University; sócio-fundador da LAR.app Administradora de Condomínios; professor do INSPER no curso de Direito das Startups; e conselheiro de empresas de tecnologia. Rafael foi um dos pioneiros no mercado de startups da geração ‘mobile’, com atuação desde logística à saúde, e também teve experiência como sócio de algumas startups de tecnologia brasileiras.

via https://www.sindiconet.com.br

Vale a pena comprar um imóvel à vista?

É preciso juntar um valor alto para fazer o investimento, enquanto o financiamento garante logo o imóvel, mas tem juros altos

Apesar de a compra de um imóvel permear o sonho da maioria dos brasileiros, esta não é uma tarefa fácil, já que representa um investimento alto, principalmente para quem quer comprar à vista. E a escolha de como será feito o pagamento é sempre parte importante do processo. É fundamental analisar as opções para entender o que vai caber no orçamento e o que vai comprometer menos as finanças da família.

O financiamento costuma ser uma possibilidade viável, mas, ainda que os juros para o crédito imobiliário tenha caído, eles representam uma quantia que pesa no bolso. Porém será que vale a pena juntar dinheiro para pagar um imóvel à vista?

Não há dúvidas que a opção de pagar à vista é sempre a melhor e uma das principais vantagens para quem paga um imóvel à vista é que ele acaba tendo o preço final mais barato.

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Um dos principais pontos negativos da compra à vista é juntar dinheiro (Foto: Shutterstock)

“A pessoa, às vezes, prefere juntar o dinheiro para comprar à vista porque ela tem condições de pechinchar e conseguir descontos. Acho que ela pode fazer um cálculo médio aproximado de 5% de desconto no valor total do imóvel”, explica José Augusto Viana Neto, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP).

Apesar deste ser o cenário ideal, nem sempre o pagamento à vista é possível de ser alcançado. O primeiro ponto é que para juntar dinheiro para comprar um imóvel à vista provavelmente vai levar muitos anos. E se a família vive de aluguel é um complicador porque vai precisar não apenas separar o valor mensal para juntar, mas também somar a isso o dinheiro pago mensalmente para o aluguel.

“Existem pessoas que não têm condições de juntar porque ou elas pagam o aluguel ou juntam. Elas não conseguem fazer os dois ao mesmo tempo, não cabe no orçamento“, afirma José Augusto Viana Neto.

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A disciplina é uma das coisas mais importantes para quem quer comprar à vista (Foto: Shutterstock)

Outra questão que precisa ser levada em consideração é a disciplina necessária porque para chegar ao montante total, vai ser preciso separar o dinheiro mensalmente e ter a capacidade de não mexer nele por nenhum motivo. Por isso, é importante fazer as contas para ver o que é possível separar do orçamento sem apertar as finanças: fazer os cálculos dos gastos médios mensais somados aos extras, como lazer, para identificar quanto sobra.

Além disso, o mercado imobiliário flutua bastante de acordo com a situação econômica e pode acontecer de a pessoa se programar para comprar um imóvel e ele ir se valorizando ao longo dos anos, exigindo mais tempo de poupança.

Por isso, muitas vezes a solução é uma mistura entre poupar e financiar. Para conseguir um financiamento imobiliário através do Sistema Financeiro de Habitação, é necessário dar uma entrada. Portanto, se não é possível quitar o imóvel à vista, o ideal é juntar o máximo possível para dar de entrada porque, quanto maior for esse valor inicial, menor será o financiamento e, consequentemente, as taxas de juros.

Por outro lado, a vantagem do financiamento é que ele vai possibilitar o uso do saldo do FGTS e também que tenha o imóvel de imediato. “A pessoa para de pagar o aluguel, que é um dinheiro gasto, mas que nunca mais volta. Mesmo que se pague juros no financiamento e que não são baixos, já que partem de 8%, acaba compensando porque já garante o imóvel, já o aluguel é um investimento que não capitaliza”, ressalta o presidente do Creci-SP.

Fonte: https://revista.zapimoveis.com.br/

Vazamento de gás em condomínio

Veja algumas dicas, normas, responsabilidades e o que fazer em casos de vazamento de gás em condomínio.

Vazamento de gás em condomínio

Dispor de gás encanado é um privilégio e traz algum conforto para o morador, que já não precisa mais se preocupar em repor o antigo botijão de gás sempre que o produto acabar.

Porém, a distribuição de gás pelo condomínio necessita de cuidados, uma vez que o vazamento pode ocasionar mortes, como a do último domingo, em Campos do Jordão, e pôr em risco a estrutura do prédio com uma possível explosão.

Veja abaixo algumas dicas, normas e responsabilidades e o que fazer em casos de vazamento de gás em condomínio.

Dicas de manutenção

Mesmo não sendo obrigatório por lei, nem havendo fiscalização para tal, é aconselhável que a manutenção dos sistemas de gás do condomínio ocorra uma vez por ano.

– Comece pela vistoria visual. Acompanhe o sentido dos canos para saber se estão em boas condições. Caso apresentem danificações como amassados e ferrugens se faz necessário o reparo.

– Em seguida, verifique a central de gás. Note se todas as placas de advertência estão fixadas e visível aos funcionários e moradores, bem como se o local está cercado por grades.

– Faça um teste de estanqueidade em todos os ramais de distribuição de gás para constatar possíveis vazamentos.

– Note se a tubulação de gás está muito próxima de fios elétricos. Isso aumenta o risco de explosão em casos de vazamento.

– Se o encanamento é muito antigo, de ferro galvanizado, por exemplo, e for necessária a troca das tubulações, o ideal é fazer a substituição por peças de cobre. Apesar de ser mais cara, a sua durabilidade é mais extensa.

Responsabilidades

Conforme Portaria 47/1999 da Agência Nacional de Petróleo (ANP), a distribuidora de abastecimento de gás do condomínio é responsável pela manutenção e vistoria da central de gás até o primeiro regulador de pressão.

Já nas partes comuns, da central de gás até o quadro de medição, a responsabilidade pela manutenção e vistoria passa a ser do condomínio. É necessário frisar que em casos de negligência na manutenção, que gere acidentes ou danos à estrutura da edificação, o síndico pode ser responsabilizado.

É de competência dos condôminos os cuidados que vão desde os medidores até os pontos de consumo dentro de cada unidade. É vital que os moradores fiquem atentos em casos de cheiro de gás dentro da unidade. Se isso ocorrer, avise o zelador ou o síndico e peça uma vistoria de técnicos especializados.

Normas

São três NBRs que regulamentam os requisitos para instalação de centrais de gás em condomínios.

– NBR 13103 especifica os requisitos mínimos exigíveis para projeto, construção, ampliação, reforma e instalação de aparelhos a gás para cocção, aquecimento de água e de ambiente, refrigeração, lavagem, secagem, iluminação, decoração e demais utilizações de gás combustível em ambientes residenciais.

– NBR 15526 instrui sobre projeto e execução das redes de distribuição interna que possam ser abastecidas tanto por canalização de rua quanto por uma central de gás.

– NBR 13523 estabelece os requisitos mínimos para projeto, montagem, alteração, localização e segurança das centrais de gás liquefeito de petróleo (GLP), para instalações comerciais, residenciais, industriais e de abastecimento de empilhadeiras ou equipamentos industriais de limpeza.

Fique de olho também na validade dos conjuntos de regulagem e medidores

Reguladoras possuem validade de cinco anos, conforme norma da ABNT 8473:2001.

– Fabricantes orientam a troca dos medidores em, no máximo, 10 anos.

– A tubulação de gás depende da durabilidade do material utilizado.

1- Tubos galvanizados possuem vida útil de aproximadamente 25 anos.

2- Já os tubos de cobre duram por volta de 50 anos.

Em casos de vazamento, não se esqueça de seguir essas orientações, elaboradas pelo Corpo de Bombeiros de São Paulo (SP).

Vazamento de gás SEM fogo

  • Feche o registro de gás.
  • Afaste as pessoas de local.
  • Não acione interruptores de eletricidade.
  • Desligue a chave geral de eletricidade somente se ela estiver fora da residência.
  • Não fume nem acenda fósforos ou isqueiros.
  • Se ocorrer em ambiente fechado, abra portas e janelas.
  • Entre em contato com a empresa distribuidora de gás e, em casos mais graves, com o Corpo de Bombeiros.

Vazamento de gás COM fogo

  • Se possível, feche o registro de gás.
  • Afaste as pessoas do local.
  • Desligue a chave geral da eletricidade.
  • Retire do local os materiais combustíveis que puder.
  • Chame o Corpo de Bombeiros.

 

Fonte: Guilherme de Paula Pires | Redação Viva o Condomínio | https://vivaocondominio.com.br/

Veja como escolher a melhor localização na hora de comprar ou alugar um imóvel

A localização é um dos fatores mais importantes na escolha de um imóvel, por isso muitos aspectos devem ser levados em conta

São muitas as variáveis na hora de escolher um imóvel que levam a fechar o negócio. E, apesar de ser importante que o valor, seja do apartamento ou da casa, da parcela do financiamento ou do aluguel, caiba no orçamento e o tamanho seja o ideal para comportar a família, outros pontos também são fundamentais para determinar a escolha.

Um fator que pode fazer a diferença é a localização, já que ele é capaz de garantir uma melhor qualidade de vida para os moradores. Mas o que levar em consideração na hora de decidir? Saiba o que é importante analisar para escolher a melhor localização quando for alugar ou comprar um imóvel.

Muitas vezes, a localização determina a faixa de preço a se pagar e é fundamental analisar se o lugar desejado para comprar ou alugar o imóvel concilia com o valor possível de pagar. Alguns bairros são mais caros do que outros.

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Escolher a melhor localização depende de uma longa busca (Foto: Shutterstock)

“O preço do apartamento ou da casa tem que caber no orçamento da família. Se o valor do aluguel ou do financiamento for muito alto pode acabar gerando mais problemas na vida da pessoa. Se começa a faltar dinheiro, gera dificuldades”, explica José Augusto Viana Neto, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP).

Porém, nem sempre uma boa localização significa que o imóvel deve estar em um bairro mais chique ou mais caro. A qualidade de vida depende de outros fatores e ela pode ser garantida com uma casa ou apartamento que caiba no bolso.

“O ideal é analisar o ritmo de vida da pessoa e procurar algo que seja perto do trabalho, ou da escola dos filhos, mas no entorno da rotina de vida. Isso faz com que evite passar muito tempo no trânsito quando estiver saindo ou voltando de casa. Se o imóvel é longe e precisa de muito deslocamento, a pessoa acaba tendo que ficar no trânsito em vez de ficar com a família. É uma perda de tempo que deve ser evitada ao máximo”, afirma.

Outra questão importante é que nem sempre o imóvel mais barato é o melhor, afinal de contas, dependendo da localização ele pode se tornar um problema. É fundamental estudar o entorno para conhecer o bairro e saber se o local é seguro.

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Um dos fatores mais importantes é a segurança da região preterida (Foto: Shutterstock)

“A segurança tem uma influência muito grande na escolha e, apesar de os imóveis que ficam em regiões mais violentas terem até uma maior depreciação, é preciso avaliar essa questão“, ressalta José Augusto Viana Neto.

A oferta de serviços e comércio no entorno do imóvel também deve ser avaliada. Vale analisar tudo que for importante para a rotina da família, o que é essencial para facilitar o dia a dia. Verificar se existem farmácias, bancos, academias, padarias, supermercados e o que mais for importante na rotina da família.

O meio de locomoção também pode determinar a escolha porque as vias de acesso ao imóvel ou o acesso ao transporte público devem ser avaliados. “Se for uma pessoa que precisa de condução, ela tem que procurar um imóvel que esteja perto de linhas de ônibus e metrô“, diz o presidente do Creci-SP.

Porém, essas localidades não são as ideais para quem busca por tranquilidade. “Existem pessoas que querem distância disso porque não usam o transportes público e têm veículo próprio. Aí elas querem ficar longe do eixo de condução porque normalmente são regiões mais agitadas e que perdem a tranquilidade“, conclui.

Fonte: https://revista.zapimoveis.com.br

Como tornar seu condomínio o mais sustentável possível

Das soluções simples às complexas, conheça e confira as que fazem mais sentido para o perfil do empreendimento e dos condôminos

 

 

Das soluções simples às complexas, conheça e confira as que fazem mais sentido para o perfil do empreendimento e dos condôminos

 

 

 

 

 

Você tem todas as razões do mundo para pensar em soluções que mudem a forma como o seu condomínio usa energia e água. Ou mesmo, como cuida dos seus espaços verdes e destina o lixo.

Será que as pessoas – moradores e funcionários – fazem um consumo consciente dos recursos naturais? O primeiro exercício para transformar uma situação de desperdício e falta de informação é responder com toda a franqueza:

Como jardins são regados e áreas externas lavadas? Que tipo de iluminação é utilizada nos espaços comuns? E quanto ao lixo, como é coletado e destinado? Quais são os critérios de uso e manutenção de equipamentos? O condomínio já fez campanhas de conscientização com os moradores?

Você até pode concluir que há tudo por fazer no seu condomínio. A boa notícia é que dá para mudar o quadro com ações – muitas delas bem simples, que contarão com a sua boa gestão de projetos e o engajamento da comunidade.

Um condomínio mais sustentável valoriza o patrimônio. A sociedade cobra cada vez mais a postura responsável dos gestores. E o mercado, idem.

ECONOMIA DE ÁGUA

torneira fechada

Se a crise hídrica que o estado de São Paulo viveu entre 2014 e 2016 não está fresca na memória, deveria estar. Fechar a torneira e eliminar o desperdício de água se tornou obrigatório.

Vejamos o que se pode fazer pelo meio ambiente e para reduzir a conta do condomínio.

BUSQUE VAZAMENTOS

“O primeiro passo, antes de iniciar qualquer investimento, é identificar as perdas e desperdícios com uma inspeção minuciosa em todos pontos de consumo de água das áreas comuns”, orienta Anderson Benite, engenheiro civil e consultor em Inovação Tecnológica e Green Building.

Verifique:

  • Torneiras de jardins (umidade no entorno e mofo em pisos e paredes);
  • piscinas (necessidade reposição de água constante e superfícies com umidade);
  • torneiras de fechamento automático que demoram demais para fechar (desreguladas);
  • caixas acopladas e válvulas de descarga que ficam com algum fluxo mesmo após o período de acionamento (há testes práticos para isso), dentre outros.

Esse trabalho investigativo pode ser de grande valia para reduzir o gasto do condomínio – entre 20% e 30% na conta. Não percebemos quanto se desperdiça com gotas e fiozinhos de água caindo sem parar. Às vezes, tão discretamente, que levamos um susto ao calcular o quanto de água escorreu pelo ralo.

De fato, veja a conta que Alexandre Furlan, fundador e diretor do Instituto Muda esboça:

Uma torneira gotejando desperdiça 46 litros por dia, equivalente a 1.380 litros por mês. Um filete de mais ou menos 2 milímetros deixa escorrer 4.130 litros por mês.

Outras ações simples podem ser feitas. Benite sugere:

  • verificar se a irrigação do paisagismo está sendo feita em horários de sol, quando há grande perda por evaporação;
  • substituição de torneiras de jardim e demais torneiras externas por torneiras com chaveamento, em que apenas os funcionários da administração tenham a chave;
  • substituir qualquer procedimentos de lavagem de pisos com baldes e mangueiras por limpezas com panos, ou por meio de jato pressurizado se realmente for necessário.

Dica: Elabore de uma planilha simples com o consumo mês a mês. Preencha com base nas contas de água para realizar o monitoramento contínuo. Será útil para identificar rapidamente picos que aconteçam e, muitas vezes, representam vazamentos. Apresente os resultados à equipe de administração, e também aos condôminos para aumentar a conscientização.

CAPTAÇÃO DA ÁGUA DA CHUVA

Independentemente do tipo de construção, toda cobertura tem um ralo para que a água da chuva escorra. Essa água, geralmente, fica armazenada em algum lugar perto do subsolo, para depois ser bombeada para fora.

“O condomínio perde a água da chuva. Com pouco investimento, o síndico consegue recuperarfazendo um pequeno tratamento com cloro e transferindo para uma torneira com um trabalho simples de encanamento. Isso porque cerca de 80% do sistema já está pronto”, explica Furlan.

Vários condomínios novos já tem uma estrutura instalada para a reutilização. Nesses casos, diz Furlan, o condomínio nem precisa fazer adaptações. “Mas se o condomínio antigo quiser fazer, é simples e barato”.

O condomínio não pode levar essa água aos moradores, mas pode usar para os serviços de manutenção e limpeza – por exemplo, regar as plantas, fazer a limpeza das garagens, lavar as áreas comuns.

SUBSTITUIÇÃO DE PEÇAS SANITÁRIAS

Uma solução que funciona tanto para áreas comuns do condomínio quanto para as unidades. Sendo que, nas áreas comuns, vale a pena investir especialmente onde o uso por moradores, funcionários ou convidados é mais intenso.

Confira alguns dispositivos que podem fazer parte da sua estratégia de economia de água:

  • Bacia com descarga reduzida para 3 e 6 litros. A maioria dos condomínios já tem vasos sanitários com a caixa acoplada. Mas os mais antigos ainda têm vasos que consomem muita água;
  • Torneiras com restritores de vazão ou arejadores;
  • Chuveiros com temporizador no banheiro de funcionários (esse aparelho simples pode ser instalado no chuveiro elétrico para controlar o tempo do banho, de acordo com uma programação);
  • Torneiras com fechamento automático ou por sensor de movimento;
  • Mictórios em banheiros masculinos nas áreas comuns, pois demandam aproximadamente 1,5 litros por uso. Volume muito inferior aos 3 litros de um vaso sanitário de duplo acionamento.

Dica: Apartamentos entre o primeiro e o terceiro andar, têm a pressão da água muito maior do que os moradores precisam. “A água sobe e depois desce. Conforme vai subindo, a pressão vai diminuindo. Se esses moradores colocarem os equipamentos, conseguem uma economia bem grande”, diz Furlan.

MEDIÇÃO INDIVIDUALIZADA DE HIDRÔMETROS

Desde meados dos anos 2000, os condomínios são obrigados a fazer a preparação para a individualização, deixando uma prumada por apartamento. Coisa que não havia nas construções mais antigas.

Ocorre que muitos condomínios ainda não possuem a medição de água individualizada e os vazamentos passam despercebidos pelos ocupantes. Resultado: o impacto nas contas de água é compartilhado entre todas as unidades.

“Normalmente, essa medida apresenta maior necessidade de investimento, mais tempo e pode gerar mais transtorno para os ocupantes. No entanto, os resultados são muito significativos – mais de 30% de economia somente com essa medida”, avalia Benite.

PROGRAMAS DE USO RACIONAL DA ÁGUA

Há 10 anos, a Lello pilota o seu  Programa Água Perda Zero nos condomínios que administra. A partir de um raio-x do condomínio para constatar a situação do consumo de água – prováveis pontos de perda e vazamentos –, o programa desenvolve uma estratégia de consumo racional de água com os ajustes técnicos necessários e a conscientização dos condôminos.

Em números, a economia gerada pelo programa é em torno de 33%.

“As ações de economia e uso racional enraizaram. Novos costumes envolvendo tempo de banho, lavagem de roupa e limpeza de calçadas foram determinantes para a mudança de postura”, conta Raquel Tomasini, engenheira e especialista da Lello.

ECONOMIA DE ENERGIA

economia energia

Caminhamos um bocado desde o movimento de substituição de lâmpadas incandescentes por fluorescentes, a partir de 2014. Já se sabia que as fluorescentes chegam a ser 79% mais econômicas e produzem 70% menos calor que as incandescentes.

Atualmente, boa parte dos condomínios investe na troca das lâmpadas fluorescentes por LED. Nas áreas comuns, as lâmpadas de LED trazem ganhos consideráveis na conta de consumo. Comparativamente, são muito mais duráveis e econômicas do que as outras.

E o benefício da substituição tem outro aspecto – o impacto ao meio ambiente e o descarte. De acordo com Furlan, a lâmpada fluorescente compacta queima muito e gera resíduos. “Se o condomínio quer descartar da maneira correta, tem de pagar para esse descarte. Isso vai entrando na conta”.

Outro potencial de economia é a atualização e a manutenção dos elevadores, que geram muito consumo de energia. Importante fazer a verificação e a manutenção de bombas do condomínio. Isso gera muita economia.

Sem falar na mais simples das soluções, que também dá retorno, que o aviso “Proibido chamar os dois elevadores ao mesmo tempo”.

ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA

No nosso país, o projeto de energia solar caminha ao lado de países que se preocupam em gerar energia limpa e minimizar os impactos na saúde do planeta. Nos condomínios, a solar fotovoltaica começa a ser realidade.

A CPFL lançou recentemente a campanha PromoSolar, parte do Programa de Eficiência Energética da Agencia Nacional de Energia Elétrica (Aneel), voltada para condomínios, com desconto de 50% na instalação dos sistemas solares.

De acordo com Felipe Henrique Zaia, gerente de Eficiência Energética da CPFL, a meta de instalação é de até 700 quilowatts-pico (kWp) em sistemas fotovoltaicos na área de concessão da distribuidora CPFL Paulista – em um raio de 100 quilômetros a partir de Campinas.

“Para a instalação dos sistemas, basta ter telhados em bom estado nas áreas comuns, como academias, salões de festas, churrasqueiras, escritórios administrativos, portarias, estacionamentos, ou até mesmo no solo caso o condomínio tenha espaço”, descreve.

Em condomínios verticais, o espaço de telhado normalmente é menor, porém, de acordo com Zaia, não existe impeditivo para a instalação das placas solares.

  • Dica: A energia solar fotovoltaica é bem interessante em termos de economia para alimentar câmeras de segurança, equipamentos como computadores e iluminação de LED.

GESTÃO DOS RESÍDUOS

A coleta seletiva é totalmente conectada a uma ação, a uma vontade do morador de fazer a separação. É uma questão cultural”, resume Furlan, do Instituto Muda.

Já faz alguns anos que os meios de comunicação vão batendo nessa tecla de que as pessoas têm de fazer a separação dos resíduos. “Mas o resultado acaba prejudicado, se elas não têm estrutura, ou seja, container para jogar o reciclável, armazenamento correto, treinamento, coleta profissional”, analisa.

O condomínio que queira ter o mínimo de ações sustentáveis precisa se preocupar com a destinação do seu lixo. Para isso, ele pode optar por dois caminhos:

  • Implementar o projeto com uma ONG ou empresa, e realizar a coleta com cooperativas, prefeitura ou empresa;
  • Implementar o projeto independente. Nesse caso, porém, será necessário planejamento e espaço disponível para armazenar os resíduos.

DESCARTE DO ÓLEO DE COZINHA

Apesar da divulgação, muita gente ainda não sabe exatamente o que pode ser reciclado e o que não pode. O óleo de cozinha é um dos materiais que continua sendo descartado do jeito errado.

“Em alguns dos nossos condomínios, os moradores despejam o óleo direto na pia da cozinha. Vai direto para o encanamento, entope toda a instalação, tem um custo de manutenção elevadíssimo e gera um grande transtorno – não só para o condomínio como para o meio ambiente”, afirma Aldo Castro, síndico profissional e fundador da Prestto.

A solução de Castro foi investir na realização de campanhas de conscientização para a coleta em garrafas PET. A destinação é feita por ONGs parceiras, que passam nos condomínios e retiram esse material. “Com isso, as pessoas deixaram de despejar o óleo dentro da pia”.

Dicas sustentáveis para reduzir os resíduos no condomínio

  • Baixe o aplicativo Rota da Reciclagem para verificar uma organização mais próxima de seu condomínio;
  • Faça a compostagem do resto de grama, folhas, podas de árvores e plantas. Procure orientação com a organização Morada da Floresta;
  • O Instituto Muda, que atua há 10 anos com condomínios, faz treinamento com funcionários, tira dúvidas dos moradores, realiza a coleta do condomínio e doa o material para cooperativas.

CASOS PRÁTICOS

Para a alegria geral, encontramos diversas histórias inspiradoras de condomínios em que as práticas sustentáveis, o consumo consciente e a responsabilidade sócio-ambiental já fazem parte do dia a dia. Separamos duas delas.

CASO 1: RECICLAGEM DE 22 TONELADAS DE COLETA SELETIVA

“Meu objetivo, quando me tornei síndico há cinco anos, era estruturar o sistema de coleta de lixo, partindo da reciclagem de material orgânico, que representa 50% do lixo total.

Encontramos um parceiro bem bacana, o Morada da Floresta, que nos ajudou a desenvolver uma composteira em forma de cilindro aerado, que utiliza serragem em vez de minhocas e ocupa bem menos espaço.

Começamos com duas composteiras, e hoje temos 12 – que comportam algo em torno de 22 toneladas de lixo. Essa compostagem se torna adubo e fertilizante, que utilizamos nos nossos jardins. E o excedente, doamos.

O material reciclável é vendido para cooperativas e o dinheiro apurado, distribuído para os funcionários da limpeza.

O investimento total do projeto ficou em torno de R$ 5 mil. Mas compensou, diante do que gastávamos em saco de lixo por ano – cerca de R$ 4 mil – e em material para a área verde.

O projeto do lixo acabou viabilizando outros projetos, como a criação da horta comunitária. Mas o principal foi a própria formação da área verde. Quando o condomínio foi entregue pela construtora, tínhamos apenas duas árvores. Hoje, temos mais de 100, plantadas com a participação dos moradores.

O primeiro plantio foi no Dia da Árvore, em que cada pessoa foi lá plantar uma árvore. A intenção era que elas, mais do que plantassem algo, criassem raízes no condomínio. Assim, foram se apropriando dos seus espaços e, de fato, vivendo em comunidade.”

Rogério Trava Airoldi, síndico morador

 

CASO 2:  AS CRIANÇAS ENGAJANDO OS PAIS NA SUSTENTABILIDADE

“Temos como política soltar comunicados com temas ligados a gestão de meio ambiente. A cada mês, trabalhamos um tema novo e vamos esclarecendo sobre  economia de água, dicas dentro de casa, nas áreas comuns e no estacionamento.

Mas, mais importante do que envolver o próprio morador, é envolver as crianças. Elas são os principais embaixadores dessa questão de gestão do meio ambiente.

Quando você consegue envolver a criança, essa casa terá uma gestão ambiental mais bacana. Os pais acabam fazendo, pela questão emocional, a partir do momento que envolvemos os filhos. Caso da coleta seletiva feita pela família.

Nas datas festivas como Natal, Páscoa, Festa Junina, Dia das Mães etc., realizamos oficinas com as crianças. Elas usam todos os produtos que coletaram durante determinado período. Com a ajuda dos monitores, montam a decoração do condomínio.

Já fizemos árvores de Natal com garrafa pet, lembrancinha de Dia das Mães com material reciclável, porta-retrato com jornal coletado, brinquedos, entre outros objetos. São ações simples que engajam as crianças e educam os pais. E com pessoas conscientes, fica muito mais fácil ampliar as boas práticas dentro do condomínio.”

Aldo Castro, síndico profissional

EM RESUMO

Para mudar o perfil convencional do seu condomínio e dar uma pegada mais sustentável, você pode investir em:

  • BUSCA DE POSSÍVEIS VAZAMENTOS
    • Grau de dificuldade: Médio
    • Nível de sustentabilidade: Alto
  • CAPTAÇÃO DE ÁGUA DE CHUVA
    • Grau de dificuldade: Fácil, especialmente nos condomínios mais novos.
    • Nível de sustentabilidade: Alto
  • SUBSTITUIÇÃO DE PEÇAS SANITÁRIAS
    • ?Grau de dificuldade: Fácil
    • Nível de sustentabilidade: Alto
  • INDIVIDUALIZAÇÃO DE HIDRÔMETROS
    • ?Grau de dificuldade: Difícil, principalmente em condomínios mais antigos, construídos antes dos anos 2000.
    • Nível de sustentabilidade: Alto
  • SUBSTITUIÇÃO DE LÂMPADAS CONVENCIONAIS POR LED
    • ?Grau de dificuldade: Fácil
    • Nível de sustentabilidade: Alto
  • ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA
    • ?Grau de dificuldade: Médio, pois o mercado já conta com propostas interessantes para condomínios.
    • Nível de sustentabilidade: Alto
  • COLETA SELETIVA
    • ?Grau de dificuldade: Médio, principalmente se contar com parceria de empresas/ONGs especializadas em gestão de resíduos.
    • Nível de sustentabilidade: Alto
  • CONSCIENTIZAÇÃO DE MORADORES E FUNCIONÁRIOS
    • ?Grau de dificuldade: Fácil. Mas, para funcionar, exige planejamento e um trabalho constante.
    • Nível de sustentabilidade: Alto

Mudança de mentalidade

mudando mentalidade

Um dos grandes desafios para realizar transformações no condomínio é a questão cultural. Segundo os especialistas, por vezes, representa um entrave até maior do que o fator financeiro.

Alguns exemplos levantados na apuração do SíndicoNet dizem respeito ao comodismo das pessoas de maneira geral. Há resistência em tomar banhos mais curtos, substituir equipamentos com baixa eficiência energética, adotar hábitos mais colaborativos e econômicos – chamar apenas um elevador ou subir/descer poucos andares. Por aí vai.

A coleta seletiva é um ponto em que, de fato, não há uma tecnologia para realizar. Você pode colocar um equipamento de economizar água, que ele fará isso para você. Mas se você não efetivamente usar a sua mão e colocar ela na lixeira, nada acontecerá.

O ecossistema do condomínio está todo interligado. Ao reduzir o consumo de água, o condômino também reduzirá o consumo de energia. Quando você está com o chuveiro ligado, está usando gás ou energia elétrica.

Somos parte de um setor grande e respeitável. Imagine a amplitude do impacto positivo na sociedade, quando conseguirmos, de fato, praticar um consumo mais consciente dos recursos naturais!

Fontes consultadas: Anderson Benite (engenheiro civil e consultor em Inovação Tecnológica e Green Building); Alexandre Furlan (fundador e diretor do Instituto Muda); Raquel Tomasini (engenheira e especialista da Lello); Felipe Henrique Zaia (gerente de Eficiência Energética da CPFL); Aldo Castro (síndico profissional e fundador da Prestto) e Rogério Trava Airoldi (síndico morador).

Fonte: https://www.sindiconet.com.br

Comprar ou alugar um imóvel?

É possível comprar um imóvel mesmo alugando outro. Veja como e decida o melhor para você

Será que devemos pagar a parcela de um aluguel enquanto junta dinheiro para dar entrada em um bom imóvel ou começa a pagar um imóvel de início, mesmo com uma entrada pequena?  Para responder esta indagação, devemos responder essa pergunta antes:

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É melhor comprar um imóvel à vista ou pagar aluguel?

Comprar um imóvel à vista é algo raro hoje em dia, visto que os preços subiram consideravelmente nos últimos anos, se tornando mais difícil para a maior parte da população ter esta quantia disponível para a compra imediata de um imóvel.

Digamos que você possua um valor guardado depois de muito esforço, além de um dinheiro que você herdou de uma herança em torno de 600 mil reais no total. Com essa quantia é possível comprar bons imóveis na maior parte do Brasil, podendo negociar um grande desconto no mercado atual.

Mas se levarmos em conta que uma vez que irá comprar e pagar pelo seu novo imóvel, toda a quantia poupada irá embora, ou seja, terá que guardar uma nova poupança do zero.

Sendo assim, comprar um imóvel à vista é “queimar” todas as suas reservas de uma vez, talvez não seja a melhor opção. Caso se optarem pelo aluguel enquanto investe a quantia de R$ 600 mil, é possível conseguir uma ótima rentabilidade com um baixo risco durante um período, enquanto se acumula mais dinheiro.

Existem opções no mercado de uma rentabilidade de 10% ao ano, que são muito seguros e no final do período o montante final é de R$ 660 mil.

Se você pagar um aluguel médio de R$ 1.500,00 por mês, terá gasto R$ 18 Mil em um ano. Vejamos a conta:

Rentabilidade Anual: R$ 60 Mil
Aluguel Anual: R$ 18 Mil
Saldo: R$ 48 Mil

Você conseguiu aumentar seu patrimônio em quarenta e oito mil reais, mesmo pagando aluguel, o que no médio prazo dará a você uma quantia maior de dinheiro para dar entrada em uma casa e ainda sobrar dinheiro ou ainda realizar a aquisição de uma casa melhor!

Fonte: ImovelWeb

Inspeção dos para-raios

Entenda a importância desse equipamento para o prédio e para a segurança dos condôminos

Entenda a importância desse equipamento para o prédio e para a segurança dos condôminos

O Brasil é a região que mais recebe raios no mundo: cerca de 50 milhões de descargas do tipo acontecem todos os anos em nosso país.

Mesmo assim, o topo dos prédios nem sempre recebe a atenção necessária. Esta é uma área que necessita de cuidado especial, sendo o para-raio, ou Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA), um de seus principais equipamentos.

A falta de mantenção ou até inexistência desse equipamento pode trazer prejuízos, acidentes e até risco de morte para quem vive no condomínio. E sempre é bom lembrar que, além disso, o síndico pode ser responsabilizado por negligência e o seguro do condomínio invalidado.

Essa matéria tem como objetivo orientar e explicar ao síndico quanto aos cuidados a tomar e o que exigir do fornecedor contratado para manter o equipamento em dia.

É fundamental que os fornecedores do condomínio trabalhem sempre visando a NBR 5419, norma que regulamenta esse tipo de equipamento no Brasil e que foi atualizada em 2015.

Como funciona

Quando um raio atinge um edifício protegido, a descarga elétrica percorre o para-raio, atinge o sistema de cabos e segue até atingir o solo, onde se dissipa e perde a força.

Sem essa proteção, ou com um sistema inadequado, o raio pode danificar a estrutura do edifício e percorrer as instalações elétricas. A falha do SPDA também põe em risco os condôminos que estiverem circulando pelas dependências do condomínio no momento da queda do raio.

Antenas

Outro ponto importante é quanto à instalação de antenas convencionais, de operadoras de celular ou de TV por assinatura via satélite.

Quando isso ocorre, os técnicos da empresa geralmente optam por instalar a antena no topo do prédio. Isso precisa de acompanhamento – seja do síndico ou do zelador-, pois esta antena precisa estar aterrada, conectada ao sistema de para-raios.

O síndico deve verificar também se estão fazendo uma base para fixação da antena. Furar a laje não é indicado, pois pode gerar problemas, como infiltrações.

Riscos

Não contar com um SPDA que esteja de acordo com a norma pode sair muito mais caro para o condomínio do que o valor da vistoria semestral. Veja abaixo algumas situações que podem ocorrer no seu condomínio caso o equipamento não esteja funcionando corretamente e a edificação sofra uma descarga atmosférica:

  • Risco de morte / choques: Existe a possibilidade de que um morador ou funcionário seja atingido por um raio, caso esteja na cobertura e o local não conte com o aterramento adequado.
    Também há a possibilidade de pessoas tomarem choques enquanto manejam eletrônicos ligados na tomada, como secadores de cabelo e celulares carregando na tomada.
  • Queima de equipamentos: tanto do condomínio (placa do elevador, portões elétricos, CFTV), quanto dentro das unidades (eletrônicos e eletrodomésticos ligados na tomada no momento da descarga).
  • Seguro inválido: a seguradora pode se negar a pagar o prêmio ao condomínio caso fique comprovado que o SPDA estava fora dos parâmetros legais. O condomínio pode, porém, entrar com ação na Justiça, para que um perito judicial avalie o equipamento.
  • Danos a estrutura da edificação: sem um isolamento correto, um raio poderia romper, com uma explosão, a alvenaria do prédio, derrubando uma parte da estrutura.

Importante salientar que o síndico pode ser responsabilizado civil e criminalmente caso fique comprovada sua negligência em executar a manutenção correta dos equipamentos do condomínio e que venham a causar prejuízo à coletividade.

Atualização da norma NBR 5419

Pensando em manter os edifícios brasileiros mais protegidos de descargas elétricas, a norma que rege o assunto, NBR 5419 foi atualizada em 2015.

Com essas novidades, veio também a necessidade de se fazer uma vistoria visual do equipamento a cada seis meses – antes, a manutenção preventiva do sistema era efetuada anualmente.

Houve alteração também no número de descidas que conduzem a energia elétrica para as áreas mais baixas da edificação. Até 2015, essas linhas de descida deveriam estar a cada vinte metros. Agora, essa distância foi diminuída para quinze metros, para prédios residenciais.

Com o upgrade da norma, os condomínios agora também devem instalar DPS (Dispositivo Protetor de Surto) em todos os quadros elétricos de suas áreas comuns.

Para o engenheiro Eduardo Yamakado, engenheiro da empresa VIP, empresa de vistorias e inspeções prediais, os DPS são a grande novidade da norma para os consomínios.

“Antes havia quase que exclusivamente uma preocupação com pessoas e com a estrutura, que, é claro, são o mais importante. Mas essa proteção dos sistemas do condomínio, como CFTV, placa de elevador, portão eletrônico, etc. também são extremamente benéficas”, aponta o profissional.

Adequação à norma

Como a norma mudou bastante – apenas em tamanho a norma ‘engordou’ mais de 300 páginas – é de se esperar que os condomínios tenham algumas adequações a serem executadas ao chamarem sua empresa de manutenção do equipamento.

Para deixar o condomínio de acordo com a NBR 5419, o estimado entre as empresas do setor ouvidas pela reportagem do SíndicoNet é algo entre R$ 3 mil a R$ 6 mil – dependendo, é claro, do estado do equipamento.

Esse valor seria para condomínios que estejam com seu laudo em dia. Para empreendimentos que estão há tempos sem fazer a manutenção obrigatória no equipamento, os valores podem ser maiores.

AVCB

Uma das grandes perguntas que acompanhou a atualização da norma é se os condomínios mais antigos serão obrigados a se adequar 100% ao que pede o regramento para obter o AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros).

A resposta é incerta.

Para o capitão da Polícia Militar, Pedro Cunha, o importante para os bombeiros é que a ART esteja assinada por um engenheiro eletricista, atestando que a edificação está segura.

“O bombeiro, para o AVCB, checa a documentação e os equipamentos, esses de uma forma geral. Checa se o para-raio está montado corretamente, se tem o isolamento adequado e se as bitolas estão certas para o empreendimento. Se o local estiver com a documentação e com os equipamentos em dia, não cabe a nós contestar o laudo”, pondera.

Isso porque a responsabilidade sobre o sistema, caso ocorra um sinistro decorrente de descarga elétrica, é de responsabilidade do engenheiro que assinou a ART.

Caso o prédio não conte com o respaldo de um profissional, o síndico é quem poderá ser responsabilizado civilmente por danos ao patrimônio.

“Por isso é fundamental que o condomínio contrate uma empresa que conte com um engenheiro. É ele quem deve assinar a ART”, ensina Ronaldo Sá Oliveira, diretor a RSO Assessoria, e uma das pessoas que ajudou na atualização da norma.

Falando ainda sobre a ART, a mesma deve estar assinada apenas por um engenheiro eletricista. Junto com a ART, deve haver um laudo da empresa, após visita no local e testes em todo o sistema, atestando que o prédio está de acordo com o normatizado pela ABNT. É esse documento que o Corpo de Bombeiros averigua na inspeção do AVCB.

Condomínios mais antigos

Para Paulo Rewald, diretor de normatização do Secovi-SP, a adaptação de prédios mais antigos à norma é um “assunto controverso”.

“Não tem como, um edifício de vinte ou trinta anos se adequar à norma. E outra, se fosse essa a lógica, cada vez que uma norma nova é lançada, teríamos que atualizar todas as edificações, e sabemos que isso não é possível em todos os casos, em alguns ficaria extremamente caro e esteticamente feio”, compara.

Para ele, o fundamental é que esse tipo de edificação siga cuidando da manutenção do equipamento semestralmente e fazendo a leitura da resistência conforme sempre foi pedido.

Ronaldo Sá, a RSO Assessoria, ressalta que os sistemas antigos também oferecem segurança e estão aptos a proteger as pessoas e a integridade da edificação.

“Meu entendimento é que as edificações que possuem o sistema atrelado as normas antigas, poderão continuar utilizando e realizando as manutenções e inspeções conforme a norma anterior, mas em havendo uma reforma ou modernização do sistema, o mesmo deverá ser projetado e executado em conformidade com a norma vigente”, explica.

Tipos de para-raio

Os dois tipos mais comuns de equipamentos são Franklin e a Gaiola de Faraday. Para proteção adequada, no caso de prédios com mais de 20 metros de altura, recomenda-se a instalação dos dois sistemas, que trabalharão conjuntamente na proteção do condomínio. Veja a diferença entre os dois:

Gaiola de Faraday
Imagem meramente ilustrativa fonte: www.electrical-installation.org

Gaiola de Faraday: composto de seis partes principais – captor do tipo terminal aéreo, cabo de cobre, suportes isoladores, tubo de proteção, malha de aterramento e conector de medição. Esse sistema envolve todo o perímetro do prédio. O cabeamento é fechado e é posto um captor a cada cinco metros.

Gaiola de Franklin
Imagem meramente ilustrativa fonte: www.electrical-installation.org

Franklin: utiliza-se captor tipo Franklin, ou seja, em forma tridente, poste metálico (a ser instalado no ponto mais alto do prédio), cabo de cobre, caixa de inspeção, haste copperweld e conector cabo/haste. Aqui, a captação da descarga é feita pelo mastro.

O preço pode variar de acordo com o número de blocos e metragem a ser coberta pelos sistemas.

Manutenção

Depois de instalado, o para-raio deve ser checado semestralmente, sendo vistoriado por empresa especializada em medição ôhmica (resistência de aterramento) para verificação das condições gerais do sistema. Através da medição ôhmica, o técnico avalia se a descarga está ocorrendo corretamente. Veja outros pontos importantes:

  • A vistoria avalia as condições das hastes, se estão esticadas ou não, e se os isoladores estão bem fixados à estrutura.
  • O mastro do para-raio possui a luz piloto, que identifica a altura do prédio. Ela precisa de manutenção, a lâmpada pode queimar.
  • A caixa d’água também precisa estar aterrada, pois pode atrair raios.
  • Quando é feito o trabalho de manutenção, faz-se também uma limpeza no cabeamento e nos captores. Troca de captores só em casos isolados, como de quebra.
  • O custo de uma vistoria gira, atualmente, em torno de R$ 400, já incluindo o atestado técnico feito por um engenheiro especializado.
  • Importante: O atestado deve ser conclusivo. Ou seja, se houver informação de que há necessidade de obras, você terá recebido um relatório técnico e não um atestado de conformidade.
  • O valor da manutenção é bem mais abrangente e depende mais de como está o sistema.
  • Após a incidência direta de uma descarga atmosférica na estrutura o sistema deverá ser verificado após a chuva passar, independentemente do tempo da última revisão

Seguro

As seguradoras normalmente cobrem os danos causados por raios, mesmo quando há problema no SPDA.

Entretanto, a falta de manutenção e o ART informando que o sistema está fora das normas, podem causar problemas. As empresas podem argumentar que os danos ocorreram pela falta de cuidados, o que complica e prolonga o processo de indenização.

Fonte: https://www.sindiconet.com.br

Saiba o que analisar antes de investir em um imóvel comercial

Algumas questões podem fazer a diferença para o sucesso do negócio, por isso é preciso ficar atento

A compra de um imóvel para uso comercial possui peculiaridades em relação a um imóvel residencial. São diversas as variáveis que devem ser avaliadas antes de assinar o contrato, seja para abrigar um empresa ou como investimento. Fazer a melhor escolha pode garantir um maior retorno financeiro e de forma mais rápida. Portanto, saiba o que analisar na hora de comprar um imóvel comercial para que fazer um bom negócio.

Um ponto em comum entre a compra de um imóvel comercial e residencial diz respeito à análise da documentação. “É importante verificar se toda a documentação está registrada no Cartório de Imóveis. É bom tirar as certidões em nome do proprietário, assim como saber se ele mora em outra cidade, porque o proprietário pode estar respondendo a um processo judicial em outra localidade”, explica Manoel da Silveira Maia, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Rio de Janeiro (Creci-RJ).

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Os imóveis residenciais e comerciais são parecidos quanto à documentação (Foto: Shutterstock)

O Presidente do Creci-RJ  ainda ressalta a preocupação em relação aos cuidados que se devem ter quando a negociação será feita por meio da apresentação de uma procuração.

“Essa é uma cautela importante, porque costumam falsificar muito. Uma forma de se precaver é mandar a procuração no cartório local para verificar a assinatura e consultar se foi assinada mesmo pelo proprietário. Se o documento for falso, por exemplo, podem aparecer outras pessoas que também compraram o imóvel”, acrescenta Manoel da Silveira Maia.

A localização de um imóvel é comercial é importante para o sucesso da empresa que irá ocupá-lo. Isso porque quando o imóvel está localizado em um lugar que já tem um grande fluxo de pessoas e de carros, a chance de o negócio dar certo é maior. Ter vagas de estacionamento por perto também pode atrair mais clientes.

Outros fatores que ajudam a aumentar o  movimento no local são acesso a transporte público e uma oferta de serviços como bancos, lotéricas, escolas, por exemplo. É importante que existam fatores que atraiam os consumidores e a facilidade de chegar ao local e conseguir resolver outras coisas por perto são pontos positivos.

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A segurança é um dos fatores mais importantes para qualquer imóvel (Foto: Shutterstock)

Outros quesitos importantes são em relação à segurança e estar uma área específica para finalidade comercial. O tamanho do imóvel influencia no público que buscará o espaço porque existem negócios apropriados para lugares maiores, como por exemplo aqueles que recebem clientes, e outros para menores, como escritórios administrativos.

“É importante ainda verificar o estado de conservação do imóvel até para que isso não gere gastos que não estavam previstos no orçamento no futuro”, conclui Manoel.

Fonte: https://revista.zapimoveis.com.br

Acabe de vez com as goteiras na garagem do condomínio

Conheça as principais causas e soluções para resolver o problema de gotejamento e infiltração

Por Inês Pereira

 

Conheça as principais causas e soluções para resolver o problema de gotejamento e infiltração

Condomínio nenhum está livre do gotejamento insistente, que acaba com a paciência até do síndico mais tranquilo.

O fato é que ninguém convive bem com goteiras na garagem. Nem os gestores nem os moradores. As poças que marcam o chão e prejudicam a limpeza são só o começo do problema.

Quando gotas mancham a pintura dos carros, os moradores apresentam a conta do reparo ao condomínio. Uma situação comum, entre outras que desgastam o dia a dia.

Normalmente ocorrem debaixo das lajes do pavimento térreo, que é — ou deveria ser! –  impermeabilizado.

“Essa ocorrência indica falha e necessidade de reparos no sistema de impermeabilização do térreo. Além de uma provável recuperação das peças estruturais do subsolo, que podem ter sido atacadas pela umidade”, avalia o engenheiro Zeferino Velloso.

Uma coisa é certa: goteiras e infiltrações na garagem são oriundas principalmente de falta de manutenção adequada. Ou seja, podem ser evitadas. E, caso já estejam atormentando, tem solução.

Principais causas de goteiras na garagem 

causa goteira

Esse pequeno grande problema não necessariamente tem a ver com a idade do  empreendimento.

“Eu atuo em condomínios antigos, que possuem subsolos intactos, com boa manutenção e conservação; assim como novos, que acabaram de ser entregues pela construtora, onde eu tenho problemas de gotejamento em algumas partes da laje”, conta Marcelo Ardito, síndico profissional.

Tanto goteiras quanto infiltrações ocorrem por diferentes causas. Veja os pontos de atenção:

  • Canos: Normalmente, no 1º subsolo, temos a passagem de tubulação de águas pluviais, esgoto, hidrante e água potável, que normalmente ficam sobre as vagas de garagem.
  • Ralos e drenagem do jardim: os ralos situados no térreo do prédio podem causar problemas na garagem, causando vazamentos ou ‘pingos’. O mesmo acontece com a drenagem do jardim. Quando entope, entra raiz de plantas ou fica sem a proteção dos ralos e acaba entupindo. Nesse caso, a água de chuva não escoa; pode ir acima da manta de impermeabilização e cair na garagem.
  • Impermeabilização do térreo: segundo Nilton Savieto, síndico profissional, é o problema mais sério enfrentado nas garagens. Isso porque o ponto de infiltração pode estar em um local e os ‘pingos’ em outro lugar, como jardineiras e locais confinados.
  • Lavagem de garagens: normalmente, os subsolos não são impermeabilizados; e quando são lavados, a água se infiltra na laje sem proteção de manta impermeabilizada. “Isso pode causar dano nas ferragens da laje e ‘pingar’ nos carros do segundo ou terceiro subsolo”, observa Savieto.
  • Lençol freático: pode causar infiltração nas paredes, e às vezes, no piso do último subsolo (de baixo para cima).

“Quanto mais prédios (com subsolos) vão sendo construídos numa região, maior é o ataque do lençol freático aos que já estavam construídos”, avisa Velloso.

Conheça as soluções para estancar as gotas

Solução 1: Canos

Trocar tubulação, cotovelo, união etc. “Nesse caso, nunca fazer uma manutenção paliativa. Uma vez que haja vazamento e ele não é consertado, o problema vai aumentar”, alerta Savieto.

Solução 2: Ralos e drenagem de jardim

Para a correção dos ralos, é necessário limpeza com empresa especializada ou equipe de manutenção do prédio.

No caso de drenos do jardim, é um pouco mais trabalhoso, mas recomenda-se que, na altura dos drenos, se faça a retirada da terra, identifique o problema e corrija; além de desentupir, se necessário, e deixar livre para evitar problemas no futuro.

Dica: Tomar e o máximo de cuidado com o tipo de planta que será colocado no jardimevitando plantas com raízes fortes, que se ramifiquem muito.

Solução 3: Impermeabilização do térreo

Ao menor sinal de vazamento chamar uma empresa especializada para fazer a avaliação, pode ser corrigido de várias formas — retirada da manta de impermeabilização, injeção ou outro tipo de correção.

Por ser uma solução mais complexa e cara, será necessário levar para aprovação em assembleia.

Dica: A famosa colocação de “calhas” para conter goteiras é um “veneno” para o concreto e deve ser evitada.

Solução 4: Lavagem de garagens 

NUNCA utilizar mangueira para fazer a lavagem, principalmente se for no 1º subsolo. Nesse caso, faça a limpeza com um mínimo de água e imediatamente enxugue. Ou utilize  equipamento específico que lava. Isso evitará que a água se acumule e penetre no piso.

Solução 5: Lençol freático

Nesse caso, recomenda-se a criação de um sistema de drenagem. As águas infiltradas devem ser recalcadas (bombeadas) para a sarjeta.

A importância da manutenção preventiva

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Em primeiríssimo lugar, não deixe de modo algum que os pingos evoluam para um fio de água. Fatalmente vai causar danos nos carros e custos para fazer o reparo. Isso pode ficar mais caro do que o conserto do problema.

revisão periódica do térreo é parte da lição de casa. Sem o acompanhamento de profissional especializado, nunca permitir que façam furos, instalem aparelhos mais comuns como brinquedos do playground, postes de iluminação, instalação de cabeamento de TV a cabo, telefonia, CFTV ou similares.

“Periodicamente, é necessário fazer a inspeção visual da garagem para verificar se há pequenos vazamentos que iniciam com ‘pingos’ nos carros. Ou, quando não há carro na vaga, constatar se o piso está úmido”, recomenda Savieto.

Da mesma forma, também devem ser feitos periodicamente testes de vazão e revisão de ralos.

Dica: Atenção aos períodos chuvosos ou na rega periódica para visualmente verificar se não acumula água e deixa a terra encharcada.

Quando é preciso contratar profissional especializado

Às vezes o próprio corpo diretivo e o síndico, na qualidade de administrador, detecta o problema com o manutencista e, se for algo mais simples, o problema pode ser resolvido internamente.

“Quando a questão é mais complicada, o melhor a fazer é contratar um profissional habilitado, que pode ser um engenheiro hidráulico ou civil, para ver o que está acontecendo. É importante ser um profissional acostumado a lidar com esse tipo de problema. Às vezes, é mais difícil detectar do que resolver”, orienta Ardito.

Numa obra de médio a grande porte, é importante planejar o tempo, o orçamento e a conscientização dos condôminos sobre a importância de se resolver a situação.

É recomendado envolver a construtora, pedido de acompanhamento por um engenheiro profissional e habilitado –  de preferência que participou da idealização construção do empreendimento.

Claro, nos prédios mais antigos isso não é possível. Mas um engenheiro ali presente vai saber direcionar.

“De qualquer forma, é sempre bom escutar o parecer de, no mínimo, duas empresas”, acrescenta Paulo Ribeiro, síndico profissional.

O condômino tem direito a ressarcimento em caso de goteiras na garagem?  

Imagine que o carro estacionado na vaga sob a goteira é o seu. Obviamente você vai querer receber do condomínio o valor gasto no reparo necessário. E estará coberto de razão.

“Quando o vazamento foi originado de uma área comum – e o síndico foi eleito para gerir o condomínio e responder pela manutenção das áreas comuns — sim, o condômino pode e deve cobrar a responsabilidade do condomínio”, afirma Ribeiro

Dica: Mancha no carro causada por goteira pode ser ter uma solução mais simples e caseira. Antes de partir para a oficina ou o posto de serviços, sugira que o morador experimente a técnica do limão, que consiste na aplicação do sumo sobre o local da mancha. Veja dois vídeos que explicam como fazer:

Sem sombra de dúvidas, deu para sentir que a manutenção preventiva ainda é o melhor remédio para evitar a dor de cabeça.

Fontes consultadas: Nilton Savieto (síndico profissional); Zeferino Velloso (engenheiro, diretor da VIP – Vistorias Inspeções Prediais Engenharia Ltda); Marcelo Ardito (síndico profissional) e Paulo Ribeiro (síndico profissional e diretor da Seleto Síndicos Profissionais).

via: https://www.sindiconet.com.br

Conheça o Habite-se, um dos documentos mais importantes para empreendimentos imobiliários

Documento marca o fim da obra do empreendimento e é importante porque envolve uma série de questões relacionadas a ele

Na hora de comprar um imóvel, uma pergunta é comum em meio ao processo de negociação: o empreendimento tem o Habite-se? Pode soar apenas como uma mera formalidade, mas não é e essa documentação se torna bastante importante para quem vai adquirir um apartamento.

Este é o documento expedido pela prefeitura da cidade onde o condomínio está localizado após as fiscalizações necessárias e atesta a conclusão da obra. Ou seja, ele serve como uma garantia de que a construção seguiu o projeto pré-estabelecido e também é importante porque tem uma série de questões relacionadas a ele, inclusive quando se trata do financiamento imobiliário. Saiba o que é o Habite-se e para que ele serve.

Durante a construção, o empreendimento está registrado no cartório de registros como uma obra e, a partir da liberação do Habite-se e o registro dele no cartório, fica definido que este cenário está encerrado e que agora o edifício se tornou residencial e que os apartamentos podem ser ocupados. Para garantir o documento, é preciso que seja feita uma série de avaliações.

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O Habite-se é emitido pela prefeitura a partir de uma série de fiscalizações (Foto: Shutterstock)

“Existem regras e uma delas é que a prefeitura precisa fazer uma fiscalização para analisar se o projeto foi executado de acordo com o que estava previsto. Se o construtor fez diferente, tem que aprovar novamente porque, ao construir do zero, erros podem acontecer. Mas hoje em dia, com a qualidade que existe na parte topográfica, é difícil de sair algo errado”, explica Thiago Melo, vice-presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco (Ademi-PE).

Além disso, é necessária também uma fiscalização dos Bombeiros e que as ligações de energia e água estejam feitas para a emissão do Habite-se. E para o registro no cartório, também há outras exigências.

“É preciso apresentar a certidão de quitação do INSS para provar que não houve funcionários que trabalharam sem carteira assinada. Pelo tamanho da obra e quanto tempo ela demorou, faz o balanço de quanto deveria ser recebido e faz um cruzamento com o que foi pago. O Habite-se sai se a obra foi executada com trabalho regularizado”, ressalta.

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O Habite-se é fundamental para quem quer fazer um financiamento imobiliário (Foto: Shutterstock)

O Habite-se também é fundamental para o consumidor que deseja comprar um imóvel no empreendimento. Principalmente para os que vão fazer um financiamento imobiliário.

“Efetivamente, o bem só é considerado construído a partir do Habite-se e é a partir dele também que os bancos financiam. Eles só pagam o saldo para o cliente com o documento, é uma exigência para pagar para a construtora. Os bancos consideram que enquanto ainda está em obra ou não tem o Habite-se, há o risco de a construção não terminar. Mas quando tem a documentação, a carta de crédito pode ser liberada, o pagamento é feito à construtora e a dívida passa a ser entre o cliente e o banco”, detalha.

Outro ponto que Thiago Melo ressalta para que os clientes tenham atenção diz respeito ao IPTU. “Enquanto está em obra, é o IPTU do terreno e que deve ser pago pela construtora. Mas a partir do Habite-se, o imposto passa a ser cobrado das unidades. É um marco importante de fim da obra”, conclui.

Fonte: https://revista.zapimoveis.com.br/habite-se/

Veja como melhorar a gestão financeira do condomínio

Melhorar a gestão financeira do condomínio requer conhecimentos técnicos, práticas diárias e muita vontade. Veja algumas dicas.

 

 

Veja como melhorar a gestão financeira do condomínio

A gestão de um condomínio se assemelha a de uma empresa. Em ambas existem funcionários, contas a pagar e a receber, movimentação de caixa e o principal: saber gerir corretamente tudo isso.

Assim como na gestão empresarial, a gestão financeira do condomínio requer boas práticas por parte do administrador. Trabalhar diariamente para medir resultados, mensurar problemas, evitar falhas e corrigir os erros são estratégias fundamentais para o síndico que quer ter um bom resultado.

Tudo isso com apenas um único objetivo: garantir o conforto, a segurança e o bem-estar de todos os moradores.

Porém, isso tem um custo que precisa ser bem administrado. Apostar na transparência e na organização são estratégias que irão facilitar o seu mandato.

Pensando nisso, separamos algumas dicas de gestão financeira.

1- Verifique os registros da gestão anterior

Se você acaba de assumir um novo mandato e não fazia parte do conselho fiscal, ou não tinha nenhuma atribuição com a chapa anterior, o primeiro passo é analisar os registros passados. Fazer uma inspeção cuidadosa em pagamentos, movimentações financeiras e balancetes auxiliam muito nesse início de mandato.

– Fique atento para a existência de pagamentos pendentes;

– Observe os valores e veja se estão corretos;

– Verifique se estão registrados;

– E principalmente se o valor depositado em conta corresponde ao balancete apresentado.

Certifique-se de que está tudo resolvido, que não existe nenhuma pendência deixada para trás passível de ser cobrada na atual gestão.

2- Seja transparente

Deixe claro para o conselho fiscal e para os moradores todos os processos relativos à compra, pagamento e recebimento do condomínio. Mantenha um registro completo de tudo que entrou e saiu mensalmente do caixa.

A transparência nas decisões e nas apresentações dos relatórios financeiros garante uma gestão saudável ao longo do seu mandato.

3- Use a tecnologia a seu favor

Atualmente existem softwares especializados em organizar o processo financeiro do condomínio. É válido que você leve em consideração a adoção desses programas, uma vez que a gestão está cada vez mais integrada.

Criação e acompanhamento do fluxo de caixa, visualização de balancetes, criação e projeção financeira ajudam a embasar tomadas de decisões.

4- Mantenha um fundo de reserva

Mesmo com um bom planejamento, imprevistos acontecem. Por isso, é recomendado manter um fundo de reserva para situações emergenciais.

Assim como em outros processos dentro do condomínio, é necessário  que ocorra uma consulta prévia antes do fundo ser utilizado. Prestar contas sobre a utilização dessa reserva é obrigatório.

Não se esqueça de criar uma conta bancária separada das demais para esse tipo de poupança. Tudo isso ajuda na transparência da sua gestão.

Veja mais: Fundo de reserva pode ser importante em situações emergenciais.

5- Fique de olho nos inadimplentes 

Desenvolver uma planilha com o histórico de pagamento de todos os condôminos ajuda a visualizar a real situação financeira do condomínio. Como o condomínio, nesse sentido, difere muito de uma empresa, por não possuir outra forma de arrecadação que não seja o pagamento da taxa condominial, saber quem são os inadimplentes se torna muito relevante.

A identificação dos devedores crônicos possibilita que a sua gestão trabalhe com a arrecadação real do condomínio.

Porém, isso não quer dizer que você irá esquecer os inadimplentes durante o seu mandato. Investir no diálogo é uma saída, muitas vezes infrutífera.

Nesses casos, uma alternativa possível para dar um folego extra ao caixa do condomínio é a contratação de uma garantidora de cobrança.

Veja mais: empresas garantidoras: Alternativa contra a inadimplência?

6- Faça uma boa gestão de gastos

Avaliar e reavaliar quando e a melhor maneira de gastar o dinheiro do condomínio, sempre que necessário, é outro passo quando o assunto é a gestão financeira do condomínio.

Se questione sempre sobre os gastos atuais do condomínio e se eles estão valendo a pena.

Antes de incluir um novo custo, avalie se ele é realmente necessário. É possível encontrar outra opção financeira mais em conta com as mesmas garantias de serviço?

7- Faça reuniões periódicas

Criar uma rotina de prestação de contas é fundamental. Parta do princípio que o conselho fiscal é um aliado da sua gestão. Apresente relatórios financeiros, peça ajuda na hora de tomar decisões e avalie. É sempre bom pensar em conjunto.

Não se esqueça de redigir uma ATA do encontro, documento no qual deverão estar registradas todas as discussões e decisões realizadas no dia.

8- Reduza ao máximo os desperdícios

Se não é possível eliminar despesas, os desperdícios certamente são. Água, luz e conservação são algumas das despesas passíveis de redução se o síndico investir na conscientização do condômino por meio de campanhas.

Investir na eficiência energética, como a troca de lâmpadas, ou acendimento automático por meio de sensores garante uma redução significativa nos gastos de energia elétrica.

É possível, também, investir em sistemas de captação da água da chuva para ser usada na limpeza de áreas comuns. Investimentos que no início oneram o condomínio, mas que em um futuro próximo se mostram benéficos.

Por fim, vale ressaltar que uma boa gestão financeira no condomínio passa pela elaboração de uma previsão orçamentária e o seu acompanhamento diário. Não deixe que as planilhas falem pela sua gestão. Mas não se esqueça delas.

O trabalho em conjunto, aliando tecnologia e prática é que irá tornar o seu mandato melhor.

Fonte: Guilherme de Paula Pires | Redação Viva o Condomínio | https://vivaocondominio.com.br

Dicas de como coibir condutas de moradores antissociais

Além das advertências e multas até chegar à última medida: a expulsão desse tipo de morador

A prática da boa convivência é uma tarefa complicada para as pessoas. E no dia a dia de um condomínio, isso fica ainda mais evidente, já que o tema é campeão de reclamação.

O cachorro do vizinho que não para de latir, o morador que sempre invade sua vaga na garagem, o excesso de barulho no apartamento de cima, enfim, tudo se torna delicado e evidencia que a harmonia do condomíniodepende – e muito – da cooperação dos condôminos.

Existem moradores que ultrapassam, reiteradamente, a linha do bom senso e transformam a vida dos vizinhos num transtorno à parte. Eles são caracterizados como condôminos antissociais.

Este é o assunto abordado pela advogada Gabriela Macêdo neste vídeo. Ela dá dicas de como coibir condutas antissociais além das habituais advertências e multas até chegar à última medida: a expulsão desse tipo de condômino.

Confira!

Fonte: https://www.sindiconet.com.br

Cozinha gourmet – dicas de decoração

Saiba planejar esse ambiente, onde o preparo dos alimentos e a integração com amigos e familiares ganham destaque

Receber convidados em casa para refeições mais elaboradas tem se tornado um hábito recorrente entre os brasileiros, que estão preferindo investir no conforto do lar a sair para programações externas. “Fatores como a falta de segurança da cidade e o controle cada vez mais rígido do consumo de álcool estão levando as pessoas a terem um estilo de vida mais caseiro, que permita aproveitar melhor os momentos sociais em família e entre amigos”, explica Colman Knijnik, chef de cozinha e especialista em consultoria gastronômica.

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Cozinha deixou de ser apenas um espaço para o preparo das refeições e virou área de convivência (Foto: Shutterstock)

Recomendar as melhores soluções para a composição ideal de uma cozinha gourmet é um dos ofícios do chef Colman, apaixonado por gastronomia e pela recepção de convidados. “A cozinha gourmet é caracterizada por um amplo e bem-equipado espaço para preparar os alimentos, onde tudo está ao alcance das mãos do cozinheiro, de forma prática”, explica.

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Na cozinha gourmet até os utensílios viram objetos de decoração (Foto: Shutterstock)

A grande vantagem do espaço, segundo ele, é a possibilidade de máxima interação entre anfitrião e convidados. “Enquanto o cozinheiro prepara a refeição, os amigos podem observar, aprender e trocar ideias. O gourmet adora isso”, explica.

cozinha gourmet retro
Cozinha gourmet, da arquiteta Patrícia Chambela, tem estilo retrô (Foto: Divulgação)

Com o objetivo de valorizar ainda mais o trabalho de quem comanda a cozinha, a proposta é planejar um espaço que dê maior destaque ao preparo dos alimentos. “A cozinha gourmet pode ser projetada como uma ilha no centro da cozinha, integrada à mesa de jantar, para que o cozinheiro seja o centro das atenções”, salienta o arquiteto Luiz Sentinger.

cozinha gourmet com mesa
Cozinha gourmet favorece o contato entre o cozinheiro, a família e os amigos (Foto: Shutterstock)

Para compor um ambiente funcional, Colman recomenda uma cozinha equipada com aparelhos elétricos de qualidade centralizados (entre eles: forno, fogão, coifa, cooktop, micro-ondas, freezer e até mesmo uma boa adega) acompanhados de bons móveis ao alcance das mãos e dos olhos.

“Uma cozinha gourmet eficiente conta com armários envidraçados para uma melhor visualização do que se tem, além de um generoso paneleiro térreo para os itens mais pesados – panelas de ferro – e um suporte externo para panelas mais leves, ambos próximos ao fogão”, garante. O mesmo vale para a coleção de facas: “Uma ótima opção para sustentar as facas são os suportes com ímã”, opina. De acordo com o especialista, também devem ser suspensos os acessórios mais utilizados, como espátulas e colheres.

Para o preparo dos alimentos, ambos indicam bancadas revestidas em materiais como silestone e vidro, que substituem o granito e facilitam a limpeza, disponíveis em cores variadas. “É imprescindível que a bancada da pia conte com duas cubas em inox, uma para a lavagem dos alimentos e outra para os utensílios”, ensina Colman. Outra dica valiosa é a preferência por torneiras temporizadas, sensíveis ao toque e que encerram a saída de água automaticamente.

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Bancada de silestone pode até ganhar uma cor na cozinha gourmet (Foto: Pinterest)

De acordo com a Andreia Galvan, arquiteta e consultora de tendências na área, além da integração de ambientes, a cozinha gourmet pode ficar ainda mais completa com a instalação de uma churrasqueira e de um forno especial para pizza. “As opções de mobiliário existentes hoje possuem linhas mais retas, com o uso de gavetões, basculantes, sistemas elétricos e portas com larguras maiores, associados à ilha central”, explica. Para ela, o investimento em painéis e vistas de acabamento também é bem-vindo. “Esses detalhes trazem mais charme ao ambiente”, garante. Entre os materiais mais recomendados para os móveis estão o inox, o vidro e a madeira. São nobres e combinam entre si”, recomenda.

Fonte: https://revista.zapimoveis.com.br/

Tem varanda? Veja como escolher os melhores materiais para o seu piso

A escolha do piso para a área externa deve ser feita com cuidado, por uma série de motivos. Confira nossas dicas a seguir para não errar!

Pode parecer uma tarefa fácil, mas a escolha do piso ideal para área externa não é tão simples.

Aliás, a escolha do piso para qualquer cômodo deve ser pensada de uma forma prática, afinal estamos falando de uma das primeiras escolhas da decoração de um espaço e nesse momento, devemos levar em conta a utilização dada para o ambiente.

Então se você está procurando informações sobre tipos de piso externo e outras dicas para escolher o piso da sua varanda, acompanhe os conselhos a seguir:

Antes da escolha:

Antes de iniciar qualquer escolha por um modelo ideal, é importante considerar alguns pontos da sua varanda, são eles:

– Circulação do local: Existem as novas varandas gourmet, as vezes acopladas a outros ambientes da casa. Isso faz com que a área seja usada para receber amigos, fazer aquele churrasco no final de semana, entre outras atividades.

Com isso, algumas varadas chegam a abrigar churrasqueira, sofá, minicozinha e até jardim, logo é preciso levar esse conjunto de dados em conta na hora de escolher o piso e selecionar um pavimento resistente, que possa receber o alto fluxo de pessoas e ainda possa aguentar o peso desses móveis sem prejudicar o material.

– Exposição a fatores naturais: Dependendo do tipo de material do piso escolhido, a incidência do sol e da luz natural pode causar machas, além disso, se a área fica exposta a chuva, o piso deve ser preparado para isso, ou você terá que fazer a manutenção e até a troca muito mais cedo do que o desejado.

Essa questão é muito importante e deve ser bem avaliada principalmente para quem tem uma varanda descoberta. A varanda sem cobertura deixa tudo muito mais exposto.

– Umidade local: É comum manter jardins em varandas e com isso a umidade do local tende a ser mais alta, o piso correto para quem tem uma varanda desse tipo são os mais resistentes a água.

– Família com ou sem crianças: Além da questão da segurança do local, com o uso de redes de proteção e etc. Para quem possui crianças em casa, a escolha do piso deve levar em conta as brincadeiras e possíveis quedas que possam acontecer.

– Presença de animais domésticos: Animais domésticos costumam ter brinquedos e fazer sujeira, a opção deve ser por um piso de fácil limpeza.

– Uso da varanda: Pode ser que sua família não tenha o hábito de receber muitos amigos e a varanda seja utilizada apenas para aquele descanso pós almoço, um local para ler um livro ou para ver o movimento da rua. Independente do uso, as atividades realizadas no local devem ser levadas em consideração para a escolha do piso.

Esses são apenas pontos básicos de atenção que devem ser levados em consideração, obviamente após essas definições é preciso verificar questões de durabilidade do piso, escolha do estilo, entre outras coisas.

Agora que você já sabe os pontos mais importantes para refletir na hora de escolher seu piso, vamos saber um pouco mais sobre os revestimentos para área externa existentes no mercado Acompanhe!

Tipo de piso para área externa:

– Piso cerâmico: As opções mais comuns para assentar em varandas ou uma área de lazer com churrasqueira. Esse tipo de piso é resistente, possui alta durabilidade, não pede muita manutenção e é extremamente fácil de limpar.

Existem opções com textura e granilha, os chamados antiderrapantes, ideais para quem tem criança e quer evitar quedas durante as brincadeiras e até na hora da limpeza. A cerâmica possui alta variedade no mercado e acaba sendo a opção mais comum para varandas.

Os pisos em cerâmica são classificados de acordo com o PEI de cada peça. Antes de efetuar a compra, verifique qual o PEI da cerâmica, quanto maior ele for maior será a resistência e a durabilidade do mesmo.

Em áreas externas é comum o uso de cerâmicas com PEI 4 ou 5.

– Porcelanato: Apesar de muito utilizado para salas e outros cômodos internos, o porcelanato pode ser aplicado em ambientes externos, assim como a cerâmica. O ideal é o uso de porcelanato acetinado.

Esse tipo de porcelanato possui um acabamento fosco e por esse motivo se torna ideal para ambientes mais rústicos. O porcelanato também é muito utilizado devido à alta durabilidade que oferece.

– Ardósia: A ardósia é o revestimento perfeito para quem tem área descoberta, exposta a chuva, ou que possui umidade no local, já que ela é resistente à água.

Porém, a ardósia exige um cuidado especifico na hora de efetuar a limpeza, pois pode ficar manchada facilmente. Não é recomendada para quem tem animais domésticos que utilizem o espaço para brincar ou fazer suas necessidades.

Além desses três tipos de revestimento, os mais usados em varandas, é possível também utilizar pedra ou madeira. Para entender mais sobre as diferenças entre cada tipo de revestimentos leia nosso artigo sobre o assunto clicando aqui.

E continue acompanhando nossos artigos com mais dicas de decoração para ambientes internos e externos, em qualquer fase da sua construção ou reforma.

 Fonte: http://www.imovelweb.com.br

O síndico pode invadir a unidade sem autorização do morador?

Saiba em quais situações a entrada é permitida

 

Saiba em quais situações a entrada é permitida

 

 

Entrar em uma unidade condominial sem autorização pode ser um grande problema. Afinal, entrar na casa de alguém sem ser autorizado pode resultar em muitos problemas e até em processos como invasão de domicílio.

Porém, vivendo em condomínio, há coisas que podem acontecer de repente – e que peçam a entrada urgente de terceiros na unidade.

Nesse vídeo da série “Especialistas”, o advogado especialista em condomínios Zulmar Koerich explica quando é possível entrar na unidade condominial sem a autorização do morador.

Confira!

Fonte: https://www.sindiconet.com.br

3 dicas para fazer mudança sem dor de cabeça

3 dicas para fazer mudança sem dor de cabeça

Está se organizando para fazer mudança? No início, a sensação que temos é a de que será impossível conseguir encaixotar tudo dentro do prazo que estipulamos para estar na casa nova, não é mesmo? Mas saiba que o planejamento é o segredo para que tudo corra bem nessa nova fase da sua vida.

Quer uma ajuda para fazer com que esse momento seja mais tranquilo? Então, continue a leitura! Listamos 3 dicas valiosas para que você consiga arrumar tudo o que tem em casa a tempo de se mudar com organização e sem estresse. Respire fundo, confira o artigo e comece agora mesmo o seu planejamento!

1. Faça uma checklist e organize a mudança

Essa é uma fase em que temos tantas coisas para fazer que o melhor é anotar tudo para que nada fique para trás. Uma boa checklist, que pode ser feita no papel, no computador ou em um aplicativo do seu smartphone, ajudará você nesse planejamento. Comece seguindo essas sugestões:

  • solicite orçamentos para o frete;
  • marque a data da mudança e avise o síndico, tanto do local de onde vai sair quanto do novo imóvel, se for em condomínio;
  • reúna caixas de papelão de diferentes tamanhos, que podem ser recolhidas em supermercados ou compradas em lojas de itens para casa;
  • compre rolos de plástico-bolha e junte jornais para envolver os itens mais frágeis da sua mudança;
  • tenha caneta de ponta grossa para fazer a identificação das caixas e compre fita adesiva larga para fechá-las;
  • comunique seu novo endereço para correspondência para instituições bancárias e outras;
  • agende o desligamento da energia e de outras contas de serviço, como internet, TV a cabo etc.

Feito isso, é hora de separar o que você pretende levar das coisas que decidiu doar ou descartar. Assim, terá menos trabalho na hora de encaixotar e, depois, arrumar tudo na casa nova.

2. Comece a encaixotar tudo

Agora que você já está com tudo planejado, é o momento de começar a encaixotar as coisas. Para ajudar na organização, você pode separar as coisas de uma forma que facilite a arrumação ao entrar na casa nova e deixá-la com a sua cara. Vale dividir as caixas por ambientes, por tipos de itens a serem guardados, entre outras ideias.

Não se esqueça de anotar o que tem dentro das caixas e em que cômodo elas devem ser deixadas pelos entregadores. Use o plástico-bolha para proteger todo o material frágil, como louça, copos e objetos de decoração que correm o risco de quebrar. Também é bom fazer isso com quadros e espelhos. As roupas também merecem um cuidado especial na hora de embalar.

Você também pode separar tudo por prioridade, dividindo as caixas entre aquelas que precisam ser abertas logo nos primeiros dias e as que podem ser deixadas para outro momento. Depois que esvaziar os móveis e encaixotar tudo, você já poderá chamar o profissional que vai desmontá-los para a mudança. Não se esqueça de pedir para ele que deixe a mobília bem protegida.

3. Separe itens para uma emergência

Dificilmente as pessoas conseguem fazer a arrumação da casa nova em apenas um dia. Por isso, é importante que você deixe separado uma mala com as coisas de que pode precisar enquanto ainda não colocou tudo no lugar. Você pode fazer como se fosse para uma viagem de uma semana.

Coloque roupas suficientes para o trabalho, carregador de celular, itens de higiene pessoal, pijamas, entre outros. Também pode ser interessante fazer uma nécessaire com uma minifarmácia, com remédios que podem ser úteis nesses primeiros dias.

Fazer mudança pode ser um processo mais fácil e, até mesmo, divertido, se você seguir algumas dessas dicas e deixar o estresse de lado. Afinal, você está prestes a mudar de vida e entrar no seu lar ideal!

Fonte: https://www.imovelweb.com.br/

Plantas ideais para as áreas comuns dos condomínios: confira quais são

Sempre falamos aqui as vantagens de usar plantas na decoração dos ambientes. Além de estar totalmente alinhada aos conceitos de sustentabilidade, investir na decoração verde pode trazer inúmeros benefícios para sua saúde e para o meio ambiente. Confira algumas plantas ideais para as áreas comuns dos condomínios.

Cada condomínio possui suas características e espaços próprios, por isso listamos possíveis ambientes comuns para tentarmos abranger o maior número de condomínios possível. Vale lembrar que escolher a planta ideal para cada ambiente vai depender da condição de luz que o local recebe, ou seja, se há incidência de sol ou predominância de sombra. Mais uma vez, conversamos com Carol Costa, responsável pelo site Minhas Plantas, que nos ajudou a entender quais as plantas ideias para cada área do condomínio.

Hall de entrada:

Decorar o hall de entrada com plantas dará uma boa valorizada no ambiente e causará ótima primeira impressão aos visitantes!

Sugestões:

Árvore da felicidade

plantas ideais para as áreas comuns dos condomínios

– Aprecia a luz solar, mas o sol a pino não é aconselhável, pois queima as folhas;

– É uma planta imponente, com crescimento lento, cerca de 3cm por ano;

– Exige pouca manutenção;

– Precisa de umidade do ar. Em lugares mais secos, será preciso molhar mais a planta.

Palmeira Areca

plantas ideais para as áreas comuns dos condomínios

– Bastante flexível, pois consegue se adaptar tanto no sol quanto na sombra;

– Ambiente ideal: meia sombra, ou seja, quando o sol bate na planta por 4h;

– Ocupa espaço, pois cresce bastante;

– Ideal para halls de entrada grandes, com bastante espaço.

Muro:

Os muros dos condomínios também podem ser decorados! Que tal criar uma cerca viva no prédio em que você mora?

Sugestão:

Clúsia Fluminensis

plantas ideais para as áreas comuns dos condomínios

– Consegue se adaptar tanto no sol quanto à meia sombra;

– Pode ter a função de isolar uma área, funcionando como uma cerca viva;

– Cresce bastante e fica muito cheia;

– Aceita poda.

As plantas ideais para as áreas comuns dos condomínios alegram os espaços!

Ixora

plantas ideais para as áreas comuns dos condomínios

– Faz muito bem a função de bordadura de muro;

– Suas flores dão um charme especial ao local;

– Atrai borboletas e beija-flores;

– Ambiente ideal: aquele que recebe bastante sol;

– Não precisa de tanta água.

Piscina:

As plantas não devem ficar muito perto da piscina, principalmente aquelas com raízes grandes, pois elas podem crescer demais e atingir a piscina.

Escolha plantas com folhas grandes ou que demoram a cair. As folhas grandes, ao caírem na piscina, serão facilmente retiradas.

Sugestões:

Palmeira Cica (Cycas Revoluta)

plantas ideais para as áreas comuns dos condomínios

– Palmeiras adoram áreas mais úmidas;

– Apreciam tanto lugares com sol forte quanto com sombra;

– Apresentam diferentes portes;

– Preenchem áreas grandes com pouca planta.

Norantea Brasiliensis

plantas ideais para as áreas comuns dos condomínios

– Possui cachos com flores vermelhas bem bonitas;

– As folhas costumam cair pouco;

– Precisam de pouquíssima água.

Área de lazer:

Lugares onde circulam crianças e animais precisam de plantas sem espinhos para que não machuquem pessoas e bichos.

Sugestão:

Xanthorrhoea

plantas ideais para as áreas comuns dos condomínios

– Aprecia a luz solar;

– Não possui espinhos;

– Não precisa de muita água.

Obs.: Ao jogar vôlei ou brincar de bola, cuidado para não atingir as plantas!

Jardim:

Ainda que seu condomínio tenha pouco espaço, vale a pena investir em um pequeno jardim. E mais: pense na possibilidade de fazer uma horta coletiva!

Sugestões:

Lírio da paz

plantas ideais para as áreas comuns dos condomínios

– Adora sombra e meia sombra.

– Não gosta de muito sol. Suporta, no máximo, 4 horas de luz solar.

– Adora cidades úmidas, como o Rio de Janeiro.

Jabuticabeira

plantas ideais para as áreas comuns dos condomínios

– Não gosta de poda.

– Precisa de espaço pra crescer.

– Aprecia sol pleno;

– Precisa de bastante água;

– Além de garantir um belo visual, proporcionará frutas fresquinhas e deliciosas para os moradores!

Obs.: As jabuticabeiras demoram em média 10 anos para dar frutos. Hoje em dia existem lugares que vendem o arbusto adulto pronto para frutificar!

Garagem fechada:

Ambientes com pouquíssima entrada de luz não oferecem condições adequadas para o crescimento das plantas, pois elas precisam de luz para fazer fotossíntese.

Sugestão:

A melhor opção é investir nas plantas artificiais! Hoje em dia, muitas delas são parecidíssimas com as naturais e ainda têm a vantagem de não darem trabalho.

Fonte: CondomíniosVerdes

Afinal de contas, vale a pena reformar o imóvel antes de colocá-lo à venda?

Avaliar o que precisa ser remodelado pode garantir mais agilidade no processo de venda do imóvel

Na hora de comprar um imóvel, o cliente sempre está em busca do lugar dos sonhos: bonito, com reforma em dia e sem defeitos. Afinal de contas, trata-se de um investimento alto, a longo prazo e que, muitas vezes, pode ser um bem que vai servir para o resto da vida. Portanto, nem só a localização e tamanho são importantes para a escolha.

O estado de conservação também pode ser fator decisivo: a primeira impressão é sempre muito importante e também pelo fato de que ninguém vai querer gastar muito mais ou esperar mais tempo antes de se mudar para “ajeitar” o imóvel. Portanto, na hora de vender um imóvel, vale a pena considerar se é melhor reformar antes de anunciar, o que consertar e quanto gastar.

O primeiro ponto a se pensar é que um imóvel em um bom estado vai acelerar a venda dele, afinal de contas, o cliente vai querer comprar um lugar que esteja, além de bonito, sem problemas estruturais.

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Reformar o imóvel pode tanto valorizá-lo quanto aumentar as chances de venda (Foto: Shutterstock)

“Existem muitas pessoas que preferem fazer a obra para começar a vender com a reforma já feita. E isso, com certeza, vai atrair mais pessoas interessadas na compra porque vai poder entrar direto no imóvel sem precisar mexer em nada. Um imóvel em perfeito estado, sem precisar mexer em nada, com certeza vai atrair mais pessoas”, afirma Manoel da Silveira Maia, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Rio de Janeiro (Creci-RJ).

Inclusive, a agilidade no processo pode gerar menos desgaste e também mais economia. “Quanto mais demorar a vender, maior será a chance de perder dinheiro. O apartamento, quando não está com bom estado de conservação, pode ficar meses sem ser vendido. Daí o proprietário acaba entendendo que não vai conseguir e termina fazendo a obra. Depois, naturalmente vai passar mais alguns meses para vender”, diz.

Outro ponto que deve ser levado em consideração é que fazer a reforma pode aumentar o poder de venda do imóvel e, consequentemente, o seu valor. “Além disso, quando o apartamento ou a casa está muito desgastada, o comprador acaba jogando o preço para baixo porque ele não sabe quanto vai precisar investir em uma reforma. Se ele acha que vai precisar de R$ 50 mil para ajeitar tudo, ele vai colocar que terá que gastar mais R$ 80 mil, por exemplo”, acrescenta.

reforma

Não é necessário um grande investimento em reforma para ter sucesso na venda (Foto: Shutterstock)

Porém, não é preciso fazer um grande investimento na reforma do imóvel. É preciso ficar atento ao que realmente precisa ser feito de obra. “O proprietário precisa verificar onde ele vai gastar mais. Em uma reforma, pode ser um custo alto ou baixo, dependendo do que ele queira fazer”, afirma Manoel da Silveira Maia.

Alguns pontos realmente precisam de maior atenção, mas, muitas vezes, alguns reparos são suficientes. Pintar as paredes do imóvel é uma medidaimportante, já que deixa com um aspecto melhor. Se for uma casa, ter atenção ainda para as paredes externas. Banheiros e cozinha são áreas valorizadas e devem receber um cuidado especial, principalmente com cerâmicas e vaso sanitário.

Além disso, fique atento à parte estrutural, afinal de contas, o antigo proprietário pode acabar pagando a conta no futuro se algum problema antigo aparecer.

Fonte: https://revista.zapimoveis.com.br/reforma-imovel/

Instalações de gás no condomínio: cuidados essenciais

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Quem nunca ouviu uma notícia sobre a explosão de gás em algum prédio? Esse tipo de acidente, além dos danos que causa à unidade onde ocorre, pode abalar as estruturas do prédio. As instalações de gás no condomínio devem ser feitas de maneira cuidadosa, seguindo todas as normas para instalação da tubulação de gás. Gás no condomínio é assunto muito sério!

São dois os sistemas geralmente utilizados para a instalação de gás no condomínio: o gás natural e oGLP (gás liquefeito de petróleo).

Para a instalação de gás natural, não há necessidade de botijões ou cilindros de armazenamento. O fornecimento se dá de forma continuada. Um abrigo para medidores e regulador deve ser preparado para a instalação.

Já para instalar o uso do GLP são necessários cilindros de gás e o abastecimento periódico é executado pela concessionária de gás.

Cuidados na instalação de gás no condomínio

  1. Seja qual for o sistema adotado, o gás é levado até as unidades por meio de encanamento. Este pode ser embutido na parede ou ficar aparente. Existe também a possibilidade de colocação de medidores individuais.
  2. A distância entre o abrigo do medidor e o ponto de consumo é que vai determinar o caminho que a tubulação deve percorrer.
  3. Por tornar a manutenção mais simples, a tubulação aparente se torna a melhor opção. Por estar fora do prédio, apresenta risco menor aos moradores em caso de vazamento.
  4. Ambos os sistemas são seguros, mas suas instalações devem seguir as normas da ABNT, para minimizar os riscos de vazamento.
  5. Antes de escolher o sistema de fornecimento a ser instalado, é necessária a avaliação de um profissional com conhecimento técnico. Ele fará a vistoria na obra, determinando qual o sistema mais seguro para o caso.

Como evitar vazamentos nas instalações de gás

  1. A inspeção periódica da central de gás, onde estão os medidores, e dos ramais, deve ser feita todos os anos para a central e a cada três anos para os ramais. Um laudo assinado por um técnico deve ser emitido e recolhida a ART.
  2. Fazendo uma vistoria anual no sistema de gás, o síndico proporciona maior segurança ao condomínio. Mas, é importante que esta vistoria seja realizada pela concessionária que fornece o gás.
  3. Os moradores devem respeitar a validade da válvula que vai do botijão para o fogão e também ficar atentos ao cheiro de gás. Ao perceberem cheiro forte, devem avisar o zelador ou síndico e solicitar uma vistoria urgente.
  4. O aumento na conta do gás também pode ser sinal de algum vazamento.

Cuidar da tubulação de gás é a melhor forma de prevenção

Vale atentar para o fato de que tubulações mais antigas podem apresentar:

  • Problemas de ferrugem;
  • Vazamento;
  • Falta de válvulas manuais de manutenção;
  • Deterioração da pintura aparente;
  • Falta de tratamento anticorrosivo;
  • Utilização de vedante vegetal;
  • Instalação estar em local pouco ventilado;
  • Ausência de extintores nas proximidades.

Essas tubulações eram geralmente feitas com canos de ferro galvanizado. Atualmente, caso seja realizada a troca, o mais indicado é que se instale tubulação de cobre devido a sua maior durabilidade.

Fonte: Tudocondo

Todo dia é dia mundial da energia

Ao pontuar a data, síndicos, administradoras e condôminos se conscientizam da importância de fazer uso sustentável dos recursos energéticos Ao pontuar a data, síndicos, administradoras e condôminos se conscientizam da importância de fazer uso sustentável dos recursos energéticos

O mundo precisa urgentemente de soluções para minimizar a escassez de energia. Desde 1981, no dia 29 de maio, pessoas de todos os países são convidadas a pensar em ações positivas para incluir no dia a dia. Um momento de conscientização e união de esforços.

Em termos globais, os problemas ainda superam em muito as vitórias. O grande desafio para os governos é de que maneira reverter a dura realidade de 1,4 bilhão de pessoas que  vivem privadas de energia elétrica (dados da ONU).

A boa notícia é que o mundo caminha para a gradativa substituição das energias fósseis – carvão mineral e petróleo, entre outras, com duro impacto sobre o meio ambiente – pelas energias limpas e renováveis.

Condomínios não estão de fora desse movimento. Iniciativas que incluem água de reúso e lâmpadas de led, por exemplo, aos poucos são mais vistos. Ótimo sinal, já que a preocupação com o planeta deve começar dentro de casa.

Muita coisa pode ser feita em comunidade, a começar pela própria conscientização do síndico da sua cota de responsabilidade.

O Brasil, que é a nossa casa mãe, tem projetos importantes como a energia eólica – em setembro de 2018, chegou a abastecer 14% de todo Sistema Interligado Nacional (SIN) — segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica).

No campo da energia solar fotovoltaica, o país prepara-se para o futuro com a adaptação da legislação. O Sistema de Compensação de Energia Elétrica, por exemplo, é uma importante inovação trazida pela  Resolução Normativa da ANEEL nº 482/2012 para a geração distribuída.

“Quando a energia injetada na rede for maior que a consumida, o consumidor receberá um crédito em energia (kWh) a ser utilizado para abater o consumo na fatura dos meses subsequentes. Os créditos de energia gerados continuam válidos por 60 meses”, resume Nilo Mello, diretor técnico da Sunon Solar Energy.

Menos consumo de energia nos condomínios

Pensando localmente, cabe a pergunta: o que cada um de nós pode fazer contra o desperdício de energia?

O síndico profissional Fulvio Stagi conta como reduziu em 50% o valor da conta de luz de um dos condomínios onde atua.  Com cinco torres e 420 unidades, a conta de luz, na faixa de R$ 13.900, caiu para R$ 7 mil em um mês.

“No pátio, tínhamos refletores de lâmpada incandescente com reator e os halls ficavam acesos 24h com lâmpadas fluorescentes. Abaixamos os postes posicionados na rua; trocamos os refletores para lâmpadas de led de 50 watts, ligadas em fotocélula — antes o porteiro tinha que acender. Nas garagens dos subsolos, implantamos lâmpadas de led com sensor de presença e nos halls, a mesma coisa — com plafons simples e lâmpadas de led de 9 watts. O payback do investimento foi de 3 meses.”

Energia fotovoltaica vai além da economia

Além de ser uma fonte de energia sustentável, o uso das placas fotovoltaicas nos condomínios traz uma série de vantagens:

  • Redução na fatura de energia;
  • isenção de bandeira tarifária – que acabou de ter aumento;
  • valorização do imóvel;
  • possibilidade de redução do IPTU (varia de acordo com o município);
  • imune aos altos reajustes tarifários dos próximos anos;
  • geração própria de energia, que torna o condomínio autossustentável e possibilita a implantação do Selo Verde (isso também valoriza o imóvel!);
  • por meio da economia, o sistema trará uma nova fonte de renda/caixa para o condomínio;
  • previsibilidade orçamentária.

“É possível economizar praticamente todo o valor da conta de energia, ficando apenas o custo de disponibilidade (custo do fio), que é cobrado na conta”, resume Mello.

Em outro projeto, Stagi apostou na ideia de unir sustentabilidade e economia na conta de luz no condomínio com 25 consultórios, em que é síndico profissional. Segundo ele, a conta atual é de R$ 6 mil, por conta dos aparelhos de ar-condicionado ligados nas áreas comuns.

“Vamos fazer a instalação das placas fotovoltaicas. O investimento será de R$ 130 mil para atender à demanda de consumo de kwatts. O condomínio vai pagar R$ 3.800 por mês (bem menos do que os R$ 6 mil pagos atualmente) durante cinco anos. Depois, só a tarifa mínima do trifásico, que está em torno de R$ 95 e R$ 100”.

A expressão “se cada um fizer a sua parte” é absolutamente verdadeira. Seja no condomínio ou em casa, ensinando as crianças a apagarem a luz nos ambientes vazios, preferindo as lâmpadas de led ou fluorescentes, assim como os eletrodomésticos com selo de eficiência energética.

São muitas as práticas que, somadas, reduzem a conta e contribuem na luta contra o desperdício de energia. Essa semana, em que o mundo está pensando em ações positivas e em conscientização, é um bom momento para fazer uma lista positiva e propor uma ação entre os amigos do condomínio.

Fonte: https://www.sindiconet.com.br/

Cristaleira: como integrar na decoração da sala de jantar

As cristaleiras foram inventadas para servir de armário para guardar peças de cristal. Agora, estão de volta em propostas contemporâneas.

Descubra como integrar modelos diferentes de cristaleira à decoração de uma sala de jantar

Se há um móvel que vem ganhando destaque nas propostas decorativas este é a cristaleira. Ele surgiu na Inglaterra do século XVII, durante o reinado de Maria II.

Mas logo ficou popular em toda a Europa e em países, como os Estados Unidos e Canadá, sendo um símbolo de sofisticação.

Agora está presente nos lares de pessoas do mundo todo, principalmente em ambientes como cozinha e sala de jantar.

(Foto: Tria Arquitetura e Paula Ines Sizinando)

No Brasil, as cristaleiras apareceram com a vinda da corte portuguesa. Naquele tempo, esse móvel era utilizado na decoração juntamente de outras peças, para enfatizar a riqueza e o poder das famílias mais nobres.

Só que, com o passar dos anos, peças assim se tornaram mais acessíveis, aparecendo também nos lares de pessoas de outras classes econômicas.

Vai dizer que você nunca viu na casa de sua avó ou tia avó uma cristaleira? Saiba que esses móveis antigos de ultrapassados não têm absolutamente nada.  Eles estão voltando à moda e aparecendo cada vez mais em casas contemporâneas, tanto clássicas quanto modernas – e até recebendo novas funcionalidades. Quer saber como integrar uma peça assim à decoração de sua casa? Confira as dicas a seguir!

(Foto: Revista Viva Decora)

Quais as características das cristaleiras contemporâneas

Os modelos de cristaleiras disponíveis atualmente no mercado são muito bonitos e práticos.  Além de servir como armazenamento, eles também complementam a decoração de interiores, garantindo-lhe mais identidade.

Mas não há regras sobre qual peça seria mais adequada para cada tipo de ambiente. Na verdade, é pura questão de gosto!

Certamente, o modelo mais tradicional é o em madeira, com pés elevados e duas portas envidraçadas. O vidro é um detalhe interessante porque permite expor as peças guardadas dentro do armário, garantindo, ao mesmo tempo, a sua proteção.

Itens delicados, como xícaras de porcelana e taças de cristal, não devem ficar a mercê do tempo ou da curiosidade de crianças e cachorros, que podem os danificar.

(Foto: Juliana Pippi)

Como inserir uma cristaleira na decoração da sala de jantar

Como dito anteriormente, cristaleiras podem ser inseridas na decoração de vários ambientes de uma casa. Elas, obviamente, se encaixam melhor em espaços voltados para refeições, como uma sala de jantar.

Mas, em todo caso, é difícil conseguir adequar a peça ao restante do conjunto, sem que fique visualmente deslocada. Você saberia dizer qual o design, cor e tamanho de móvel ficaria bem na sua casa?

Dá pra perceber como esta questão é complexa. Normalmente, um profissional especialista em decoração de interiores diria que o estilo de vida da família é que determina a escolha. Também se deve levar consideração o estilo da casa.

Afinal, o que ficaria mais bonito em sua sala de jantar? Qual o modelo de cristaleira lhe agradaria mais e atenderia melhor suas necessidades?

(Foto: Engeart – Engenharia e Arquitetura)

Há ainda a questão do material de fabricação do móvel. Para um conjunto mais harmônico, tente escolher uma peça feita a partir de uma matéria-prima que já se repete no ambiente, como madeira ou inox.

Mas, se você não tem medo de ousar, faça contrastes usando na sala uma cristaleira, mesa e cadeiras de épocas e estilos diferentes. Só lembre-se de que elas devem ter alguma unidade semelhante!

(Foto: MeyerCortez Arquitetura & Design)

Cristaleiras não são considerados as peças mais essenciais em uma decoração de sala de jantar. O arquiteto ou designer de interiores sempre dará, na sua proposta, prioridade para a mesa de refeições.

Isso quer dizer que qualquer outro complemento adicionado não deve comprometer a circulação no espaço. Seu uso não pode sobrecarregar o ambiente. Se o cômodo for muito pequeno, é melhor nem ter o móvel.

Os novos modelos de cristaleiras disponíveis no mercado

A melhor opção de cristaleira para casas contemporâneas é a planejada. Uma vantagem que pode ser apontada sobre móveis assim, feitos sob medida, é que eles aproveitam muito melhor os espaços livres na casa.

Fora que o cliente sempre tem a opção de personalizar seu design do jeito que quiser, valorizando ainda mais o conjunto decorativo.

(Foto: Metrik Design e Lucia Manzano)

Uma cristaleira planejada pode vir com uma iluminação embutida, destacando suas prateleiras.  Também ter um fundo espelhado, adicionando mais profundidade aos nichos e itens dispostos neles. Pode vir sem pés, que não deixa acumular sujeira sob o móvel. Ou ser suspensa, não entrando em contato com a umidade presente no piso e facilitando a limpeza da sala.

Agora, em algumas lojas de moda para a casa, existe à venda cristaleiras prontas. Peças cruas, em tons amadeirados escuros ou em cor branca, num visual mais clássico, são as mais requeridas.

(Foto: Daiana Arnold)

Também tem as em cores alegres, igualmente belas – uma boa pedida para ambientes com decoração mais sóbria. Qualquer uma é uma ótima escolha para salas de jantar.

Os móveis do passado inspiraram os designers a criar peças em estilo vintage, rústico, provençal ou shabby chic, que oferecem um clima mais nostálgico e aconchegante.

(Foto: Braccini + Lima Arquitetura)

Já para ambientes modernos, industriais e em estilo escandinavo, as cristaleiras mais usadas são aquelas de linhas retas e tons sóbrios, como preto e cinza. Elas dão um ar de simplicidade, mas, ao mesmo tempo, sofisticação.

(Foto: Graça Brenner e INOVA Arquitetura guardar dentro de uma cristaleira)

Por muito tempo, as cristaleiras foram utilizadas como armário para armazenar peças finas e delicadas do enxoval de uma futura noiva. Com o tempo, as pessoas que não tem o costume de receber visitas não viram mais sentido em ter todas essas coisas guardadas. Então, esse móvel passou a ser descartado das propostas de decoração.

(Foto: Patrícia Azoni e Carla Cuono Arquitetura e Interiores)

O problema é que tem muita gente que continua a achar as cristaleiras bonitas, só não sabia o que guardar dentro delas. Bem, o que lhes impede de colocar nas prateleiras, ao invés de aparelhos de jantar, seus souvenirs de viagens, livros, bebidas, bibelôs e outros objetos? Nada! Você não precisa se prender à ideia inicial de expor somente cristais. Solte a imaginação e capriche no conteúdo de sua cristaleira!

Fonte: ZAP em Casa

 

 

Consórcio ou financiamento: qual é mais vantajoso?

Conhecer cada modalidade pode ajudar na hora de decidir a forma como vai comprar um imóvel

Comprar um imóvel à vista é realidade distante da maioria dos brasileiros que desejam realizar o sonho da casa própria. Mas isso não inviabiliza a possibilidade de adquirir uma casa ou um apartamento. Existem outras formas para fazer o pagamento (consórcio, financiamento, permuta etc.) e é preciso analisar qual a melhor, levando em consideração as finanças da família.

O financiamento é um caminho já tradicional no Brasil. Porém existe ainda o consórcio. Em ambos os casos, o pagamento não é feito exclusivamente com dinheiro próprio e, justamente por isso, estão sujeitos a taxas e juros. Conhecer cada meio é importante para tomar a melhor decisão. Saiba quais as vantagens de cada um e qual é o melhor meio para comprar o imóvel.

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O caminho mais tradicional para comprar imóveis ainda é o financiamento (Foto: Shutterstock)

O financiamento é um meio bastante conhecido dos brasileiros e pode ser encaixado em dois tipos de sistemas. O Sistema Financeiro de Habitação (SFH) é o mais comum por se enquadrar em uma faixa de valores na qual está a maior parcela das compras de imóveis.

Este tipo de financiamento pode chegar a 80% do valor total do imóvel, que deve custar até R$ 1,5 milhão. Além disso, neste caso, é possível usar o saldo do FGTS. “Este é o tipo de financiamento que, pela sua abrangência, atende a um público de diversas rendas por conta do valor dos imóveis que se enquadram nele e que está comprando o primeiro imóvel”, ressalta Antônio Pessoa, economista e professor do UniFBV.

Outro sistema que pode ser adotado é o Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI), que engloba todos os imóveis que não se encaixam no SFH, como os com valores acima de R$ 1,5 milhão, que sejam comerciais ou estejam nas zonas rurais. É uma modalidade que atende mais ao mercado de luxo ou para investidores.

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O financiamento possui muitas modalidades de negócio (Foto: Shutterstock)

Neste caso, não é possível usar recursos do FGTS para o financiamento. Vale ressaltar que cada tipo utiliza recursos diferentes e faz com que haja diferença entre eles, sendo o SFH mais barato do que o SFI. “No primeiro, os recursos são da poupança e do FGTS, que são mais baratos e resultam em taxas de juros mais baixas.

Enquanto o SFI vem de recursos de operações de mercado de capitais, que são mais caros e terminam tendo juros mais altos”, diferencia Celso Petrucci, economista-ch