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70% dos elevadores em uso no Brasil precisa de modernização. Saiba como evitar falhas

Falhas técnicas e mecânicas nos elevadores de prédios antigos tiram o sono dos moradores, mas não precisam acontecer. Especialista explica como evitar esses transtornos

 

Elevadores antigos precisam de manutenção preventiva e modernização de componentes para que continuem funcionando normalmente. Foto: Bigstock
Elevadores antigos precisam de manutenção preventiva e modernização de componentes para que continuem funcionando normalmente. Foto: Bigstock

por Carolina Werneck*

A maioria dos elevadores em uso no Brasil atualmente carece de algum tipo de modernização. A informação é do Sindicato das Empresas de Elevadores de São Paulo (Seciesp), que calcula algo em torno de 60% de cabines com necessidade de atualização.

Elevadores que param com os moradores dentro dele, não obedecem os comandos dos botões ou travam em um andar. Esses dilemas são ainda mais comuns em prédios antigos. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o órgão responsável pela normatização de transportes verticais, como os elevadores, no Brasil. De acordo com a NBR 16083/2012, a manutenção dos elevadores prevê:

  • lubrificação e limpeza;
  • verificação das funcionalidades;
  • operações de resgate de passageiros;
  • operações de configurações e ajustes;
  • reparos ou mudanças de componentes que podem ocorrer devido ao desgaste e que não afetem as características da instalação.

Monica Gorostarzu é síndica do Condomínio Andreas, em Curitiba. Ela conta que os dois elevadores do edifício são originais e têm, portanto, a mesma idade do prédio, quase 50 anos. Mesmo com todo esse tempo de uso, ela explica que as cabines continuam sendo seguras para os moradores e afirma que a manutenção é fundamental para que os veículos permaneçam funcionais. “O maior problema é o desgaste das peças, que têm de ser trocadas com um pouco mais de frequência. Junto a isso há o gasto energético, que é maior do que o dos elevadores modernos”, afirma.

De acordo com Fernando Peiter, diretor de vendas e marketing da Otis no Brasil, uma das causas para as falhas é a tecnologia utilizada nos equipamentos mais velhos. “Um quadro de comando de elevador de 30 anos atrás tinha algumas dezenas de relés – chaves eletromecânicas em constante atuação – com possibilidade de falhas bem maior que as placas eletrônicas existentes nos elevadores novos.” Ele afirma que a substituição de peças e mecanismos é uma alternativa possível para diminuir os problemas técnicos enfrentados em prédios antigos. Essa troca dos quadros de comando eletromecânicos por quadros de comando microprocessados, além de evitar falhas técnicas, ajuda a reduzir o consumo de energia em até 70%.

No Andreas, a manutenção é feita mensalmente. “Geralmente a empresa olha o nivelamento da cabine, verifica o controle mecânico, o óleo, a extensão das correias e outros detalhes”, explica Monica. Uma vez por ano, a Atlas Schindler, empresa responsável pelos elevadores do condomínio, faz um levantamento geral. Nesse controle anual são avaliadas todas as questões de segurança e apontadas as mudanças que precisam ser feitas também em decorrência da legislação vigente. “Nossos elevadores demandam muito dinheiro para a manutenção. Não há problemas graves, mas é preciso ter cuidado para que as pessoas estejam seguras.” A síndica afirma que, devido ao tempo de uso dos elevadores, algumas vezes é preciso fazer consertos paliativos enquanto a peça para substituição não é encontrada.

De acordo com o Seciesp, embora o elevador seja considerado um meio de transporte seguro, quedas podem ser fatais. Em 2017 já foram registrados quatro casos de quedas e falhas que causaram a morte de usuários em todo o país. O sindicato considera que um dos motivos desse tipo de acidente seja a instalação de equipamentos inadequados e irregulares. “Temos receio que elevadores fora das normas da ABNT estejam sendo comercializados e operando na cidade o que coloca a vida dos usuários em risco”, declara o presidente do Seciesp, Jomar Cardoso.

Peiter explica que há alguns sintomas de que o equipamento precisa ser modernizado. “Partidas e paradas bruscas, desnivelamento da cabina com o piso do andar, alto consumo de energia e elevados gastos com manutenção devido à reposição de peças são sinais de que é preciso substituir peças.” Segundo ele, o conforto do usuário também pode ser prejudicado quando esse tipo de substituição é negligenciado. Sem a troca de peças o elevador pode, inclusive, tornar-se mais barulhento e produzir mais vibrações durante as viagens.

Na hora de fazer as trocas necessárias, o especialista dá a receita: “o pacote básico da modernização prevê a substituição do quadro de comando, fiações e botoeiras/indicadores de posição. Os demais componentes podem permanecer originais”. Outros detalhes dos elevadores podem ser modernizados de acordo com a necessidade e vontade de cada cliente. Entre esses detalhes estão as portas e até mesmo a parte estética da cabine. No edifício que Monica administra, a modernização dos elevadores já está nos planos. “Nós ainda não substituímos as cabines porque o condomínio tem poucos moradores, então precisamos guardar o dinheiro necessário. Além de modernizar as cabines, temos que trocar toda a parte mecânica dos equipamentos”, avalia.

Vantagens de modernizar os elevadores

De acordo com Peiter, algumas das vantagens da modernização de elevadores são:

  • Eliminação de trancos e degraus;
  • portas com abertura e fechamento mais suaves;
  • redução de ruídos na casa de máquinas;
  • melhora a aparência do equipamento;
  • precisão do nivelamento, independente da carga;
  • aumento da disponibilidade dos equipamentos;
  • redução significativa no consumo de energia elétrica dos elevadores;
  • valorização de cada unidade do edifício.

*Especial para a Gazeta do Povo

Fonte: Gazeta do Povo

 

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