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A Relação entre Vizinhos

Por: *Solange Valentim

Quem mora em condomínio sabe que na hora de fazer uma obra no apartamento ou na casa, seja para a troca do piso e azulejo da cozinha, ou mesmo bater um novo prego na parede – para pendurar o primeiro diploma do filho, por exemplo – é possível que vire um caos, especialmente, para os vizinhos, sejam os de cima, de baixo ou de qualquer outro lado.

Tem também os conflitos que se originam no uso da área comum: churrasqueiras, quadras, playground etc. Estes envolvem “crianças” de todas as idades.

O mais desafiador é que, muitas vezes, mesmo com toda educação e gentileza, os moradores que reclamam não são bem atendidos pelos moradores que provocam a barulheira. Infelizmente, como dizia meus avós, “não estão, nem aí, com a hora da verdade.” Pelo contrário, ignoram, sumariamente, as regras de boa vizinhança.

Para que haja uma convivência saudável, após tentativas em vão, vale a pena entrar em contato com o síndico (a) do condomínio para relatar o fato e de preferência que ele e/ou outros profissionais de sua equipe presenciem a ocorrência. Também é necessário que haja o registro no livro de ocorrências e notificação para o vizinho. Infelizmente, em casos extremos, muitas vezes, é necessário envolver a polícia e junto ao síndico (a) solicitar um amparo legal, na Justiça.

Disposição e Manual de Convivência

O fato é que, normalmente, a maioria dos condôminos deseja que haja uma convivência saudável e para isso vale a pena desenvolvermos uma disposição interna para a formatação de uma rede de relacionamentos no condomínio, na qual possamos nos conhecer melhor e por meio de um planejamento interno, tornarmos o quintal de nossas casas um espaço de troca de conhecimentos sobre tudo que envolve a população local e seu entorno.

Por que não formatar, junto com os membros do Conselho e até com o envolvimento de subsíndicos e moradores, um Manual de Convivência. Entre as dicas que podem fazer parte do material indico:

1) Desafios com os vizinhos? Como primeira ação, informe o que está lhe incomodando e os transtornos para sua família e/ou de outros vizinhos. Vale bilhete, carta ou e-mail. Forneça exemplos específicos porque há muita diversidade em nossas comunidades, com seus usos e costumes. Lembre-se que todos são passíveis de passar pela mesma situação. Inclusive, você ou eu.

2) Seja gentil ao relatar os fatos e muito claro em seu pedido. Rodeios atrapalham. Seja direto e que a mensagem “fale” dos limites que todos gozam dentro de um condomínio.

3) Se o problema maior é relacionado a barulho, sejam práticas musicais, por exemplo, faça sugestões de isolamento acústico. O ideal é que se crie um âmbito de solidariedade.

4) Quem sabe, seu vizinho precisa de ajuda e ao oferecê-la, você resolverá o seu problema e o dele? Cuidado para que a outra pessoa não se sinta ofendida. Trate o outro como gostaria de ser tratada.

5) É importante que a partir do momento em que tomar a decisão de resolver o desafio continue com o mesmo ânimo para acompanhar a resolução. Se necessário a relembre do que foi combinado.

6) Vale ter outros vizinhos alinhados, em especial, se os desafios ainda não foram resolvidos. Muitas vezes, com mais pessoas envolvidas as mudanças surtem efeito mais rapidamente.

7) O ideal é que não haja ameaças ou pressões. Temos que lembrar que nossa construção individual não é igual a dos outros, especialmente, modelos internos, construídos no âmbito de nossa família.

Também é interessante, sempre, fazer pesquisas e solicitar outras dicas dos integrantes de cada condomínio para que façam parte do objetivo de conviver, cada vez melhor, em condomínio. .

Fonte: Folha do Condominio

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