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Adeptos dos exercícios físicos escolhem seus condomínios por dispor de academia

Comodidade e economia são atrativos para a opção, mas o prédio deve ter alguns cuidados dentro desses espaços

Academia de ginástica nos condomínios é considerado fator de atração na venda de imóveis, mas é preciso ficar atento à segurança dos usuários - Eduardo Almeida/RA Studio
Academia de ginástica nos condomínios é considerado fator de atração na venda de imóveis, mas é preciso ficar atento à segurança dos usuários

As academias estão invadindo os novos empreendimentos imobiliários. A comodidade, economia e segurança são algumas das vantagens que levam cada vez mais moradores a optar por condomínios que contêm esse serviço. Seguindo essa “onda fitness”, os prédios veem nisso a oportunidade de valorizar o imóvel e atrair mais moradores. Mas antes de querer estimular vendas ou a saúde e bem-estar dos condôminos é preciso estar atento a uma série de cuidados para a segurança e tranquilidade dos usuários.

Andréa Cristina Kluppel Munhoz Soares, vice-coordenadora da Câmara de Inspeção Predial e diretora de Marketing do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de São Paulo (Ibape-SP), ressalta que esses espaços devem ter uma manutenção periódica, a fim de prevenir qualquer problema. “É importante fazer uma revisão periódica dos equipamentos, piso, ventilação e circuitos elétricos. O mais indicado é contratar empresas especializadas para dar o suporte adequado em cada situação”, pontua Andréa.

No momento da instalação e preservação dos aparelhos, alguns cuidados têm de ser seguidos. Deve-se verificar se a instalação dos equipamentos atende às especificações e orientações dos fabricantes, como a distância recomendada dos equipamentos em relação à parede ou outro aparelho. “Uma orientação é nunca deixar a parte traseira da esteira próxima à parede, para evitar problemas em caso de quedas”, cita Andréa.

Outra dica é sobre o circuito elétrico e as tomadas, que devem sempre estar em constante manutenção, já que equipamentos de academia costumam puxar muita energia. A vice-coordenadora da Câmara de Inspeção Predial do Ibape-SP destaca que a parte elétrica tem que ser bem cuidada, para não correr o risco de sobrecarga: “É preciso verificar se a alimentação dos equipamentos está adequada, para prevenir possíveis curto-circuitos. Outra recomendação é a não utilização de adaptadores e Ts”.

Ventilação e iluminação são pontos que precisam de uma atenção especial já que são fundamentais para o bem-estar dos usuários, adaptando os ambientes da academia a cada horário e às necessidades das diferentes práticas. Andréa Cristina Kluppel aconselha também sobre o uso de espelhos dentro das academias “O uso de espelhos tem que ser bem pensado, pois caso o vidro se quebre, por qualquer motivo, pode vir a causar algum acidente”, pontua.

Além de todas essas questões, assim como todas as áreas dos condomínios, as saídas de emergência, sinalizações e extintores de incêndio devem estar sempre bem indicados em caso de algum incidente. “Além da qualidade dos aparelhos, é necessário pensar na segurança de todos os usuários”, finaliza.

REGRAS DE UTILIZAÇÃO 

“As regras do uso de academias dentro dos condomínios vão aparecendo à medida que os problemas surgem. E isso vai de acordo com a necessidade dos prédios”, ressalta Leonardo Mota, vice-presidente das Administradoras de Condomínios da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG).

“As regras do uso de academias dentro dos condomínios vão aparecendo à medida que os problemas surgem. E isso vai de acordo com a necessidade dos prédios” – Leonardo Mota, vice-presidente das Administradoras de Condomínios da CMI/Secovi-MG

Apesar disso, algumas regras específicas podem ser debatidas em assembleias para entrar em vigor no regulamento interno do condomínio. Leonardo Mota ressalta que algumas normas são importantes para o funcionamento e conservação das academias dentro do prédio. “Um ponto é sobre quem pode utilizar o serviço. É recomendado que apenas os condôminos usem a academia, para evitar a entrada de visitantes desconhecidos. O horário de utilização dos equipamentos também deve ser pensado: até que horas o serviço ficará aberto?. É importante pensar nisso. O som proveniente desses espaços também precisa ser pensado para não infringir a Lei do Silêncio e o bem-estar dos outros moradores”, avalia.

A faixa etária é outro fator a ser analisado. Recomenda-se que o uso desses espaços sejam apenas para maiores de 18 anos. Caso o utilizador da academia seja menor de idade, é necessária autorização para a prática das atividades físicas.

Não existe um regulamento para todos os condomínios, portanto, eles não são obrigados a ter um personal trainer para acompanhar os usuários. Mas é aconselhável que o condomínio tome algumas precauções ao disponibilizar esse serviço, como ter alguém treinado para primeiros socorros. Além disso, o condomínio pode pedir aos moradores que apresentem uma avaliação física feita pelo médico, atestando que ele está apto a praticar exercícios.

O vice-presidente das Administradoras de Condomínios da CMI/Secovi-MG conta que em alguns condomínios é necessário o pagamento de uma taxa pela utilização do espaço: “Muitos moradores não usam esses espaços, mas há cobrança de taxas para a manutenção e limpeza dos aparelhos. Não há restrições legais nesse tipo de pagamento, desde que as normas estejam no regulamento interno do condomínio, aprovadas pelos moradores.”

* Estagiário sob a supervisão da editora Teresa Caram

Fonte: José Alberto Rodrigues* / https://estadodeminas.lugarcerto.com.br

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