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Assembleia: incentivando o consumo consciente

Assembleia: incentivando o consumo consciente

Nas assembleias ordinárias de condomínio é o momento de prestar as contas e fazer a previsão orçamentária.

É comum nessas reuniões os condôminos reclamarem da conta alta de água, gás e energia elétrica e o síndico pode aproveitar a deixa para incentivar o consumo consciente no prédio. Uma medida que pode ajudar a diminuir o valor da taxa condominial e contribui com o meio ambiente.

Ao agir como consumidores conscientes, os moradores podem fazer a sua parte em busca de um mundo mais sustentável. O impacto ambiental pelo consumo de água, energia elétrica e gás de até centena de pessoas que moram em prédio é considerável. Sem contar o lixo produzido diariamente, que ao se decompor emite gases de efeito estufa, que contribui para o aquecimento global.

Muitos dos novos prédios já estão sendo construídos com cuidados ambientais, mas quando se trata de edifícios já prontos e que não contaram com preocupações ecológicas em seus projetos originais, há muito por fazer. Para Robson Schiabel, gerente da Flags Administradora de Condomínios, a primeira coisa é tentar conquistar a simpatia dos moradores. Isso porque sempre surge uma certa resistência das pessoas em discutir medidas que, num primeiro momento, pode representar custos extras para o condomínio, “mesmo quando apresentados estudos comprovando que aquele valor será compensado no decorrer do tempo por meio da economia de água ou energia elétrica, promovida pela obra”, conclui Robson.

Mas a adaptação dos edifícios pode trazer até novos rendimentos para o condomínio. Em relação à racionalização de energia elétrica, por exemplo, a instalação de sensores de presença, também chamado de “luzes inteligentes”, evita lâmpadas acesas sem necessidade.

Se essa medida ainda for acompanhada da troca de lâmpadas incandescentes por lâmpadas compactas fluorescentes, também conhecidas como lâmpadas econômicas, trará um custo inicial (em torno de 110 reais por ponto para a instalação dos sensores e a compra das novas lâmpadas, mais caras que as tradicionais), mas que poderá ser revertido num curto espaço de tempo. A economia de energia pode chegar a 15% com os sensores e pode ir de 50% a 80% com as lâmpadas frias.

Outra medida interessante é tornar o elevador inteligente. Assim se as pessoas chamarem mais de um elevador, virá apenas o que estiver mais próximo. Os custos para a instalação desse dispositivo podem, muitas vezes, ser altos. Se isso inviabilizar a adoção da tecnologia, ainda é possível buscar alternativas, como pendurar avisos pedindo que as pessoas acionem apenas um elevador e usem as escadas quando o deslocamento for curto.

Lavar calçadas com mangueira é outro consumo desnecessário. Uma limpeza feita com o uso de um balde e a velha e boa vassoura é igualmente eficiente e gasta muitíssimo menos água. A implantação da coleta seletiva pode trazer benefícios à coletividade de um condomínio.

O óleo de cozinha usado também pode ser revertido em benefício do condomínio. Os moradores podem separar em garrafas pets e vender para empresas que compram o material para fazer sabão e outros produtos. Existem várias cidades em que são desenvolvidos projetos e programas de incentivo para a reciclagem do óleo de cozinha com coleta em edifícios.

O consumo indiscriminado de água pode ser diminuído com campanhas de conscientização. No condomínio Residenziale Francesco Di Arceni, em Florianópolis, a colocação de cartazes com dicas de uso correto do recurso, como: “Você sabia que lavar a louça com o auxílio de uma bacia de água quente, o enxágue é muito mais rápido. Poupe. A Natureza agradece e a taxa de condomínio também” fez a conta cair em 25%. Mas se os moradores não aderirem à iniciativa, uma solução é a individualização dos hidrômetros. O custo é mais elevado, mas cada um pagará por o que utiliza.

Se o condomínio resolver tratar do consumo consciente no dia da assembleia ordinária, é importante marcar uma assembleia extraordinária, com pauta separada para tratar do assunto. Já que a reunião obrigatória anual deve abordar apenas a prestação de contas, previsão orçamentária e eleição de síndico. Assim quando acabar a primeira, pode-se discutir a segunda.

Com informações do Instituto Akatu 

Fonte: CondomínioSC

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