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Assembleia virtual ganha espaço nos condomínios; veja prós e contras

Útil para aumentar a interação entre o morador e o condomínio, o uso da internet nos empreendimentos residenciais ganha força.

Até as assembleias, conhecidas pelo baixo comparecimento e por discussões calorosas, começam aos poucos a ser realizadas pela web.

O síndico Jacques Alexandre do Carmo, que administra três edifícios no Morumbi (zona oeste de São Paulo), conta que utiliza as assembleias virtuais em dois deles.

Por meio delas, os moradores, cadastrados com um login e senha, são convocados a votar na página do condomínio. Os temas da “reunião” ficam abertos em grupos de discussão por um período determinado de dias.

Antes de votar, os condôminos podem tirar dúvidas com o síndico ou a administradora e analisar documentos, como orçamentos de uma obra.

Segundo Carmo, mais da metade dos condôminos costuma participar pela via on-line. Numa assembleia presencial, o número normalmente, de acordo com ele, fica em torno de 10%.
SÃO PAULO, SP
No prédio de Alberto Yuji, em Osasco, a implantação da brinquedoteca de R$ 60 mil foi decidida por votação digital

O comerciante Alberto Yuji, 48, morador de um prédio em Osasco, diz que a primeira votação digital no seu prédio ocorreu em março, para a implantação de uma brinquedoteca de R$ 60 mil.

A obra foi aprovada e já está concluída. Ele diz que os moradores debateram a ideia e o horário de uso sem perder o foco e sem animosidades.

Agora mais assembleias virtuais são planejadas no prédio, para ampliação da churrasqueira e da guarita de segurança e para a compra de equipamentos de ginástica. No último caso, os gastos podem chegar a R$ 100 mil.

“Na assembleia on-line, você vê a proposta de orçamento das empresas e pode ligar para outra ou contestar. Na presencial, acaba havendo tumulto”, diz o químico Francisco Oliveira, 56, síndico desse prédio em Osasco.

Nem todo mundo que experimentou discussões on-line aprova o modelo, porém. É o caso do músico David Misiup, 50, que mora no Morumbi (zona oeste).

“Foi feito um grupo só de moradores. Já participei, hoje não mais. Ele se desvirtua. Um fala mal do síndico, o outro do ex-síndico. As pessoas começam a se ofender.”

POLÊMICA

Se não são unanimidade entre os moradores, as assembleias virtuais também geram divisão entre administradoras de condomínio.

Pioneira em assembleias digitais em condomínios residenciais, a administradora Manager conta com cerca de 50 de 400 condomínios com esse formato de decisão.

De acordo com o diretor da empresa, Marcelo Mahtuk, o sistema é usado para tratar de reformas e até de mudanças no regulamento interno, mas não em eleição de síndico.

Há administradoras, porém, que se opõem às assembleias virtuais.

“Por que 12 porteiros e não dois? Por que o zelador ganha R$ 3.500 e não R$ 2.800. Isso não dá para você responder em uma assembleia virtual. Você tem de conversar na hora”, diz Hubert Gebara, diretor da administradora Hubert e vice-presidente de administração imobiliária e condomínios do Secovi-SP (sindicato do mercado imobiliário).

Já a Itambé adota uma postura intermédia: quando há uma enquete on-line, a proposta tem de ser validada em uma assembleia presencial.

Fonte: Folha de S. Paulo

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