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Segurança de crianças e adolescentes nas áreas comuns dos condomínios depende do cumprimento do regimento interno; conscientização para as regras exige tempo

Resultado de imagem para crianças condominioUma regra que deve ser respeitada: crianças de até dez anos devem estar sempre acompanhadas dos pais ou responsáveis ao utilizar os espaços comuns

Piscina, brinquedoteca, sala de jogos e quadra esportiva. Diferenciais cada vez mais procurados por famílias na hora de escolher um condomínio onde morar, a presença desses itens também exige regras e cuidados específicos. Para garantir a segurança de todos e a tranquilidade dos pais, os condomínios devem ter um regimento interno claro. “O documento precisa ser entregue aos novos moradores imediatamente à chegada deles ao condomínio. Esse é um item fundamental para que depois o síndico e os administradores possam cobrar o cumprimento das regras pelo morador”, pontua a assessora jurídica do Sindicato da Habitação e Condomínios (Secovi – PR), Adiloar Franco Zemuner.

Síndico do Jardins Eco Resort & Residence localizado na Gleba Palhano, Marcelo Canhada, sabe bem da importância dessa regulamentação. Ele conta que desde o lançamento das quatro torres do condomínio há cinco anos, a administração investiu exaustivamente em comunicação para conscientizar os condôminos sobre a importância de se respeitar o regimento. “No começo foi bem difícil fazer com que as regras fossem cumpridas. Além da entrega documentada do regimento, fazemos um trabalho regular de conscientização e sensibilização dos pais em comunicados fixados nas áreas comuns, em conversas e reuniões. É um processo longo sobre esclarecimento de questões de segurança e de preservação do patrimônio comum, mas hoje já posso dizer que funcionou.”

A assessora jurídica do Secovi – PR ressalta que crianças de até dez anos devem estar sempre acompanhadas dos pais ou responsáveis ao utilizar os espaços comuns. Entre os 11 e os 16 anos, a assessora lembra que o adolescente já tem noção clara do que pode e o que não pode ser feito. “É importante que os funcionários dos condomínios tenham muito cuidado ao abordar ou questionar essas crianças e adolescentes. Ninguém, na verdade, tem o direito de repreendê-los a não ser os seus responsáveis legais. Pode-se orientar essas crianças com muito cuidado, mas o ideal é comunicar imediatamente aos seus responsáveis sobre a situação. Se não resolver, a próxima etapa é fazer uma advertência aos adultos na presença de uma testemunha. A advertência deve ser sempre documentada no livro do condomínio. O último recurso é aplicar uma multa, conforme o previsto pelo regimento interno do espaço”, orienta a assessora jurídica.

Mesmo os diversos cuidados previstos pelas regras estabelecidas em cada espaço, a presença de adolescentes exige mais atenção, cuidado e paciência por parte dos síndicos e administradores. Rodrigo Nascimento, administrador do Brisas Residencial Club Alto do Araxá, no Jardim Andrade, conta que os moradores com idade entre os 12 e 16 anos são os que costumam lhe causar mais preocupação.

“Quando eles estão sozinhos é fácil conversar e fazer com que eles cumpram as regras. O problema é quando eles se juntam em grupos maiores. A gente orienta, pede colaboração e eles concordam, mas logo em seguida parece que já querem fazer o contrário”, diz o administrador. Ele conta que não são raras as situações em que os adolescentes infringem as regras. Entre os principais problemas, a ingestão de bebidas alcoólicas em áreas comuns do condomínio, permanência em áreas proibidas como a casa de máquinas do elevador, utilização inadequada e danos aos banheiros e sala de jogos.

Para tornar a convivência tranquila, Nascimento ressalta que a orientação para todos os funcionários do prédio é conversar de forma tranquila com os adolescentes para manter a amizade entre os dois lados. “A gente sempre tenta falar na linguagem deles. Além da questão do respeito, se o adolescente entender que estamos cobrando de uma forma ruim, eles acabam pegando birra. Mas acho que é algo normal da idade esses questionamentos e as tentativas de traspor regras. Sempre vi isso nos condomínios onde trabalhei.”

Marcelo Canhada, do Jardins Eco Resort & Residence, concorda que é preciso cuidado na abordagem. “Tentamos falar com as crianças e adolescentes de forma muito cuidadosa para que não haja qualquer tipo de constrangimento.”

 

Fonte: Folha de Londrina

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