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Cerca elétrica deve ser utilizada com precaução

Cerca elétrica deve ser utilizada com precaução

Em Criciúma, a empresa instaladora de cerca elétrica deve possuir registro no CREA e engenheiro eletricista na condição de responsável técnico

Fazer parte da paisagem, trazendo segurança para os condôminos e tranquilidade para quem administra e acompanha o dia a dia do prédio: assim deve ser a instalação das cercas elétricas, ou energizadas, como são chamadas tais tecnologias, consideradas protetoras de perímetro. Na região sul do Estado de Santa Catarina são utilizadas com frequência, fazendo parte do cenário urbano das cidades.

Como exemplos, pelo menos dois prédios no bairro Michel, em Criciúma, convivem com as cercas elétricas nos arredores da fachada, cuidando dos limites das edificações. Ambos os síndicos se mudaram para seu prédio depois de as cercas instaladas: Valdir Euzébio, síndico do residencial Jequitibá, na Rua Addo Caldas Faraco, lembra que quando se mudou, há dez anos, a estrutura já estava funcionando; a aproximadamente 200 metros do local, na Rua Campos Sales, Roberto Bernardes, síndico do residencial Sol Nascente, também se recorda, quando se mudou, há oito anos, de já conviver com as instalações. E assim os síndicos, ao assumirem a gestão do prédio, passaram a cuidá-las para que continuassem em pleno funcionamento.

Visando a segurança de toda a demarcação do prédio, as cercas elétricas podem servir como aliadas e evitar a entrada de intrusos e ações como furtos ou roubos. Ao acreditar no potencial ostensivo, o síndico Bernardes, do residencial Sol Nascente, afirma que toda manutenção necessária é feita. “Entre um condomínio que não tem esse tipo de proteção e um que tem, acredito que ficamos em vantagem. E esse diferencial é importante hoje”, ressalta. Euzébio, síndico do Jequitibá, valoriza o potencial intimidador do equipamento. “Até hoje nunca tivemos problemas. Já aconteceu de disparar o alarme associado à cerca, mas foi devido a fatores como o vento”, diz. A manutenção faz parte da rotina de ambos os residenciais.

Avaliar o local e planejar a estrutura antes da implantação é uma importante dica do instalador Fabiano Correa. Proprietário de uma empresa que faz o serviço, ele aponta que a instalação é bastante frequente em prédios criciumenses. Segundo Correa, a maioria dos edifícios coloca cerca elétrica em pelo menos um espaço do seu limite com a rua. “A estética do local também é levada em conta, assim com a colocação das placas e os padrões necessários”, enfatiza.

Regulamentação

No residencial Sol Nascente há placas de advertência e a manutenção da cerca está em dia.

Para integrar o cenário das edificações da maneira correta, a instalação de cerca elétrica deve seguir normas e legislações. No Brasil, a norma ABNT NBR IEC 60335-2-76 é a que até então precisa ser considerada, pois trata especificamente de equipamentos eletrificadores de cercas. Quem adquirir esse tipo de equipamento deve garantir sua segurança exigindo que as empresas instaladoras conheçam e respeitem tais padrões.

Além desse fator, apesar de não haver uma lei nacional que aborde o tema, muitos municípios brasileiros já publicaram algo referente ao assunto. Em Criciúma, por exemplo, existe a Lei nº 5221, de 10 de outubro de 2008, que dispõe sobre a instalação de cercas energizadas destinadas à proteção de perímetros no Município de Criciúma.

Veja alguns itens importantes desta lei:

• Empresas e pessoas físicas que se dediquem à instalação de cercas energizadas devem possuir registro no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA) e possuir engenheiro eletricista na condição de responsável técnico.
• É obrigatório o uso de sistema de aterramento específico para a cerca energizada, não podendo ser utilizado para esse fim outro sistema de aterramento existente no imóvel.
• É obrigatória a instalação, a cada dez metros de cerca energizada, de placas de advertência.

Dicas importantes sobre as cercas elétricas:

• Não podem oferecer risco à integridade física, visto que o choque provocado pela cerca deve ser considerado um choque moral, ou seja, não podem produzir queimaduras em pessoas ou animais.
• O local deve ser devidamente sinalizado.
• Informar a todos (moradores, funcionários e a quem mais for necessário, como crianças e vizinhos) sobre sua finalidade e periculosidade. Certificar-se da compreensão das informações.
• Desativar o equipamento ao regar plantas próximas, ao fazer podas e ao fazer manutenção do equipamento ou de estruturas adjacentes. Além disso, não deixar que vegetações venham a tocar a cerca.
• Buscar auxílio profissional de empresas especializadas ao instalar e ao fazer manutenção e reparos.

Fonte: CondomínioSC

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