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Como saber se a piscina do hotel ou condomínio é segura para crianças?

Descubra como reduzir o risco de afogamento dos pequenos e evitar acidentes com os ralos de sucção

Casos de crianças que se afogam com o cabelo ou outra parte do corpo preso ao ralo de sucção são frequentes e assustam pais. Foto: Pixabay

Casos de crianças que se afogam com o cabelo ou outra parte do corpo preso ao ralo de sucção são frequentes e assustam pais. Foto: Pixabay

Você sabe se a piscina do seu condomínio ou do hotel em que você está passando férias é segura?

Essa é uma pergunta que precisa ser respondida por pais que querem apenas descansar e divertir seus filhos. Afinal, 51% do total de mortes de crianças de 1 a 9 anos por afogamento no Brasil ocorreram em piscinas, segundo dados de 2015, sendo o afogamento forçado pela sucção do ralo da piscina uma das causas mais comuns. Os dados são da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa).

HAUS conversou com especialistas da área e elencou algumas dicas para ajudar você a perceber se a piscina foi adequadamente projetada e para reduzir o risco de acidentes.

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Faça a atualização do projeto da piscina para garantir a segurança dos pequenos. Foto: Nenad Radovanovic/Divulgação

Se a sua piscina particular ou a piscina do seu condomínio tiver mais de 15 anos, é indicado revisar o projeto técnico. Independentemente do tipo de piscina, que pode ser de fibra de vidro ou de concreto revestido com cerâmica ou vinil, o sistema de filtragem tradicionalfunciona da mesma maneira em todas elas, como explica Rinaldo Hayashi, da Igarapé Piscinas.

E é aí que mora a principal fonte potencial de acidentes, se não observadas algumas regras.

É fundamental que a piscina tenha mais de um ralo para dividir a pressão de sucção entre eles. “Dessa forma, se alguém se sentar em cima do ralo ou passar com o cabelo por ali, não ficará preso, pois o outro ralo alivia a pressão”, garante Hayashi.

Para isso, eles precisam estar interligados e a distância mínima entre eles deve ser de 1,5 metro, segundo as regras da ABNT. “Assim, criança ou adulto, mesmo de braços abertos, não conseguirá tampar os dois orifícios ao mesmo tempo.”

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Cobertura de segurança sobre a piscina para evitar afogamentos quando não em uso. Foto: Desjoyaux Piscinas/Divulgação

E para diminuir ainda mais o risco de afogamento, é possível equipar os ralos laterais ou do fundo da piscina com tampas especiais que impedem que cabelos e outras partes do corpo sejam sugadas.

Tomadas essas precauções, é indiferente “ativar a filtragem da água enquanto as pessoas utilizam a piscina”, frisa o especialista da Igarapé Piscinas. “Fica a critério da família porque as duas atividades podem conviver tranquilamente.”

Se você preferir ligar a sucção somente quando ninguém estiver na piscina, o que geralmente acontece à noite, saiba que existe a possibilidade de barulho, pois alguns motores são mais ruidosos.

Vale ressaltar que os outros orifícios da piscina, por onde a água retorna do filtro, funcionando até como pequenos jatos de hidromassagem, não apresentam qualquer risco de acidente e não precisam de proteção.

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Cercas de segurança são fundamentais para quem tem crianças ou pets. Foto: Nenad Radovanovic/Divulgação

Outra alternativa é optar por um sistema diferente de filtragem que pode aposentar todas as preocupações com a tubulação e a sucção. É o caso da tecnologia francesa comercializada pela Desjoyaux Piscinas, como esclarece Geronimo Machado, em que a máquina integrada à piscina cria um movimento na água para filtrá-la.

Com exceção das normas técnicas da ABNT, não existe legislaçãofederal que especifique regras de segurança para piscinas particulares, informa o Corpo de Bombeiros do Paraná por meio de sua assessoria de comunicação.

Segundo o consultor jurídico Arthur Henrique de Pontes Rodrigues, do Sindicato da Habitação e Condomínios do Paraná (Secovi-PR), cada condomínio deve criar suas próprias regras de utilização e segurança no regimento interno ou na convenção.

“Em caso de acidente por falta de manutenção das piscinas de condomínios residenciais, assim como falhas de equipamentos de segurança ou problemas de infraestrutura, como piso escorregadio e falhas no controle de acesso, o síndico responde pelo crime de lesão corporal, uma vez que é o responsável pelas áreas comuns dos condomínios”, diz Rodrigues.

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Cercas e coberturas podem evitar acidentes com os pequenos nos momentos de distração nas casas e condomínios com piscina. Foto: Nenad Radovanovic/Divulgação

Atualmente tramita no Senado Federal o Projeto de Lei 1162/2007, que disciplina a prevenção de acidentes em piscinas. Rodrigues conta que, dentre os pontos discutidos no projeto, destacam-se a obrigatoriedade de informações de segurança, o acesso à área com controle de entrada e piso antiderrapante, medidas de prevenção a quedas acidentais (como capas, sensores e alarmes), o uso de tampas antiaprisionamento para evitar o enlace de cabelos ou a sucção de outros membros do corpo humano, além de um botão de desligamento de emergência para as bombas.

Veja as dicas do Corpo de Bombeiro do Paraná para evitar dores de cabeça com as piscinas

-Evite banhar-se na hora do almoço.

-Tenha cercas ou grades ao redor da piscina para dificultar o acesso de crianças.

-Desligue o filtro da piscina quando estiver usando.

-Boias de braço não reduzem o risco de afogamento.

-Nunca deixe as crianças brincando na piscina sem a supervisão de um adulto.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br

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