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Condomínios usam criatividade para elevar arrecadação

Locação de espaços comuns e venda de lixo reciclável são opções para reduzir o valor pago pelos moradores

Daniel Castellano/Gazeta do Povo / Joseph Gardemann Filho: terraço do prédio abriga antenas de telefonia

Joseph Gardemann Filho: terraço do prédio abriga antenas de telefonia

Em tempos de economia difícil, muitos condomínios têm buscado alternativas para reduzir o impacto que as taxas condominiais causam no orçamento das famílias. Além de cortar despesas, a adoção de soluções voltadas à geração de renda tornou-se uma importante aliada para reduzir ou, pelo menos, não elevar o custo mensal para os moradores.

A locação dos terraços para a instalação de antenas de telefonia e internet é uma das opções mais comuns e que demandam menos esforço de gestão. No Condomínio Nicole I, o aluguel é realizado há mais de 15 anos e gera uma renda de R$ 600 mensais. “Como o condomínio fica em um local alto, fomos procurados por uma operadora que desejava instalar a antena”, lembra o síndico e sócio da Ernest Gardemann Contabilidade e Administração de Condomínio, Joseph Ernest Gardemann Filho.

Para otimizar a arrecadação, no ano passado o condomínio aprovou a locação de um espaço da área comum que estava sem uso para uma moradora , que utiliza como depósito por um valor de R$ 300 por mês. O próximo passo será alugar o apartamento destinado à moradia do zelador. “Ao longo do ano, a receita do aluguel do espaço da antena e do depósito soma R$ 10,8 mil, que faz diferença nas contas do condomínio. Reduzimos em cerca de 5% a taxa mensal com essas ações, e esperamos reduzir mais 3% com a locação deste apartamento”, afirma Joseph.

Áreas comuns como academias, espaços pet e estacionamento – nos prédios comerciais – podem ser terceirizados para empresas especializadas e se transformar em fonte de renda por meio do aluguel. A venda do lixo reciclável produzido pelos moradores e a disponibilização de áreas internas para publicidade são outras opções. “O condomínio pode firmar parcerias com empresas para divulgar determinado produto tendo como contrapartida a oferta de um serviço ou o pagamento pelo uso do espaço”, explica Vanusa Vieira, coordenadora da Apsa Administradora de Condomínios em Curitiba.

Regras

A adoção de uma ou mais alternativas de geração de renda vai além da vontade do síndico. Mariana Borges Altmayer, advogada especialista em direito imobiliário, lembra que todas as ações devem ser aprovadas em assembleia, respeitando-se o quórum mínimo determinado pela convenção para cada tema. Ela explica, ainda, que a locação dos espaços comuns para terceiros os obriga a respeitar as regras do condomínio. “Se a locação for para um comércio, o fato de estar dentro do empreendimento não exime o locatário de buscar o alvará e as autorizações necessárias para o funcionamento do negócio”, acrescenta a advogada. Além disso, toda a renda resultante das ações deve constar no orçamento do condomínio e ser demonstrada na prestação de contas que o síndico é obrigado a apresentar pelo menos uma vez ao ano.

Moradores viram voluntários e põem a mão na massa

No Condomínio Parque Residencial Verdespaço, as alternativas para a geração de renda não estão limitadas aos parceiros externos. Há dez anos, os próprios moradores se organizaram para realizar festas e eventos que contribuem para a manutenção do condomínio sem mexer no bolso dos condôminos.

A síndica Wandira Marques Sabino, moradora do empreendimento há 26 anos, conta que a primeira iniciativa realizada foi a Noite do Pastel. A ideia surgiu de uma conversa entre os vizinhos com o objetivo de incrementar a comemoração do Dia das Crianças. “Fizemos a primeira e não vencemos produzir tanto pastel. Hoje, em cada noite são vendidos entre 600 e 800 pastéis”, comemora.

Com o tempo, a festa junina e os bailes temáticos também passaram integrar a agenda do condomínio e a contribuir com a geração de renda, além de manter ativa a vida social e a interação entre os 1,5 mil moradores. “Realizamos de três a quatro bailes por ano, que são abertos para os moradores e seus convidados por meio da compra de ingresso”, conta Wandira.

A organização e o trabalho para a realização de cada ação ficam a cargo dos voluntários do condomínio. O grupo, que começou pequeno, hoje é organizado e formado por cerca de vinte moradores que doam seu tempo e entusiasmo em benefício do condomínio. O empreendimento conta, ainda, com uma lanchonete em funcionamento para atender aos condôminos.

O montante arrecadado é utilizado na realização das festas de Dia das Criança e de Natal – dos moradores e de funcionários – e na melhoria das áreas esportivas. A mais significativa delas foi o reparo das ferragens e grades da quadra e da cancha. “Isso foi feito há quatro anos e custou R$ 22 mil, pago com o dinheiro arrecadado com o trabalho do grupo. É um espaço que todos usam e que não onerou em nada os moradores”, celebra a síndica.

Economia

A adoção de medidas que tenham reflexos sobre os custos fixos ajuda a reduzir os gastos do condomínio com efeito positivo para os moradores. Confira algumas alternativas:

Contratos

Renegociar contratos com fornecedores e prestadores de serviços pode otimizar o orçamento. De acordo com a necessidade manutenções, vale avaliar se não é mais vantajoso contratar um funcionário fixo do que terceirizar o serviço.

Iluminação

Instalar sensores de presença em áreas comuns de tráfego de pessoas e veículos ajuda a reduzir a conta de energia.

Água

Verificar vazamentos, fazer campanhas de conscientização e instalar hidrômetros para medição individual do consumo contribui para a economia na tarifa de água.

Manutenção

Fazer manutenções corretivas é sempre o melhor caminho para reduzir despesas. Obras emergenciais custam mais e podem gerar despesas extras.

Inadimplência

O atraso no pagamento de alguns moradores aumenta a taxa para todos. Contratar o serviço de uma garantidora pode manter a receita em dia.

Fonte: Vanusa Vieira, coordenadora de condomínios da administradora Apsa em Curitiba.

Fonte: Gazeta do Povo

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