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Economia e segurança com a portaria remota

Portaria remota: a tecnologia consiste na substituição dos funcionários por um conjunto de equipamentos que são monitorados por profissionais especializados.
Portaria remota: a tecnologia consiste na substituição dos funcionários por um conjunto de equipamentos que são monitorados por profissionais especializados.

Custos menores, rígido controle de acesso e vigilância em tempo real são alguns dos benefícios da portaria remota.

Com a promessa de maior segurança e economia, muitos condomínios e edifícios têm trocado porteiros e vigilantes pela portaria remota – ou portaria virtual. Conectada a uma central de gestão e segurança, a tecnologia consiste na substituição dos funcionários por um conjunto de equipamentos e softwares que são monitorados por profissionais especializados. De lá é feito todo o controle de acesso ao condomínio, inclusive para visitantes e entregadores, além da vigilância em tempo real.

Em Florianópolis, alguns edifícios já implementaram as portarias remotas, como é o caso de um condomínio no bairro Trindade, que conta com três blocos e totaliza 64 apartamentos. “Ano passado, com o aprofundamento da crise econômica no país e as reclamações dos custos elevados do condomínio, optamos por trocar a portaria”, conta o engenheiro civil William Veras, de 35 anos.

Veras foi o responsável pela implantação da portaria remota em seu prédio, em outubro de 2016. O engenheiro deixou o cargo de síndico no final de janeiro, mas, passados quase seis meses desde a mudança, acredita ter feito a escolha certa. “Tivemos uma economia de cerca de 20%. O pessoal sentiu a vantagem no bolso, logo de cara”, conta. “Outra vantagem é que, com os equipamentos que foram implementados para o sistema funcionar, temos mais controle de acesso e segurança no condomínio”, completa Veras.

Sem porteiros nos edifícios, acaba aquela história de acenar para abrirem o portão. Para entrar no condomínio, esses sistemas de portaria virtual funcionam, basicamente, de três maneiras: identificação biométrica (pela digital); senha de acesso; ou chaveiro (“tag”) – como se fosse um crachá de edifícios comerciais. O interfone ainda está lá para visitantes e entregadores, mas quem atende é um profissional a quilômetros dali.

Quem já implementou o sistema afirma que praticamente não há diferença no dia a dia dos moradores. “A maior diferença é para o visitante, que vai acionar o interfone e falar com a central, que por sua vez entra em contato com o morador pelo telefone (fixo ou celular)”, explica Veras. Segundo o ex-síndico, esse processo dá maior segurança ao condomínio. “A vantagem desse trâmite é que, além de ter uma câmera junto ao interfone, toda a conversa do visitante com a central fica gravada. Se a pessoa autorizar a entrada de um estranho e algo acontecer, não tem como reclamar ou acusar o condomínio”, afirma.

Para o caso de empregados domésticos, há um cadastro prévio junto à central, com credencial restrita a determinados dias e horários, conforme orientação do morador. As crianças também são cadastradas previamente e o procedimento padrão é que recebam credencial a partir dos 12 anos de idade. Os menores não poderão sair do prédio sem autorização, já que é necessária essa credencial também para a saída.

Sistema não é unanimidade

Não são todos os moradores que aprovam a mudança, principalmente os mais velhos e acostumados ao antigo funcionamento das portarias. Enquanto uns sentem a falta do contato pessoal com os funcionários, outros se preocupam com a ausência de alguém que possa chamar uma ambulância em caso de acidentes, por exemplo.

Há ainda aqueles que se preocupam com a demissão dos funcionários e a dificuldade de recolocação profissional. Para minimizar esses problemas, as empresas de portaria remota sugerem que o próprio porteiro seja contratado como zelador para trabalhar no horário comercial e atender demandas como receber encomendas.

Mesmo com algumas reclamações, quem utiliza o sistema afirma que em pouco tempo os moradores se acostumam com as mudanças. “No começo, qualquer probleminha já vira uma tempestade”, conta Veras. Segundo o ex-síndico, os problemas acontecem porque nem todos os moradores realizam corretamente os procedimentos necessários quando o sistema é instalado. “O pessoal acaba não testando os controles, por exemplo, e aí quando não funciona, reclamam. Mas depois que tudo isso é sanado, funciona muito bem”, encerra.

Fonte: CondomínioSC

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