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Excesso de consumo nas faturas de água

Excesso de consumo nas faturas de água

Problema pode estar nos hidrômetros, alertam os síndicos

Fatura de água com valores excessivos nem sempre é um problema do condomínio: o relógio do hidrômetro pode estar alterado. É o caso do síndico Leomar José Bortoluzzi Kossmann, que administra o Condomínio San Fernando, no bairro Estreito, em Florianópolis. Segundo ele, a própria Casan tem um departamento que faz essa aferição. Para isso, basta ir até uma agência da Companhia e fazer a reclamação que, de acordo com Leomar, deve considerar as três últimas contas. Os técnicos vão até o condomínio, retiram os relógios e levam para a análise.

Nas duas ocasiões que solicitou o serviço, o síndico teve êxito. “Às vezes o condomínio paga uma quantidade de água acima do normal e acredita que pode ser um vazamento ou, se for no verão, achar que o consumo é por causa da piscina ou uso nos apartamentos”, diz Leomar, que fez a reclamação no Pró-Cidadão da Secretaria do Continente. Ele aconselha os condomínios a fazerem uma análise de três em três meses, período que, segundo ele, pode haver alteração nos relógios. A causa mais provável é a pressão mais forte da água que acaba desregulando os hidrômetros. “A partir da constatação da Casan, fomos ressarcidos com as faturas zeradas”, explica.

Problema semelhante aconteceu com o síndico Fabiano Roberto Linhares, responsável pela gestão do Condomínio Reggio Di Calabria, que fica no bairro Pantanal, também em Florianópolis. O residencial reúne três blocos com 180 apartamentos. Para evitar transtornos no consumo de água do condomínio, que possui três hidrômetros, um para cada bloco, é feita a leitura diária duas vezes ao dia: uma às 8h e outra às 17h. “Assim, temos a noção exata do consumo que, normalmente, chega a 20 metros cúbicos ao dia. Quando esse número varia muito e dá um salto, ficamos atentos. E se realmente permanecer fora do padrão, vamos ao setor de atendimento da Casan e solicitamos aferição”, explica Fabiano.

A exemplo de Leomar, o síndico Fabiano solicitou aferição em dois momentos. No primeiro, há dois anos, foi confirmada a alteração em um dos hidrômetros que chegou a registrar um gasto de água de 950 a 1000 metros cúbicos no mês ao invés dos 600 a 700 apontados como normal. O hidrômetro foi trocado por um mais moderno, ultrassônico, que tem a leitura eletrônica ao invés de mecânica. “Embora com mais precisão, é um equipamento muito caro”, avalia Fabiano, ao lembrar que para cada pedido de verificação a Casan cobra uma taxa de R$ 120. No entanto, se confirmado o problema, a taxa não é cobrada.

No mês de janeiro, Fabiano, que há quatro anos administra o condomínio, voltou à Casan para fazer uma outra reclamação. Novamente um dos hidrômetros estava marcando um consumo de 1000 metros cúbicos. Foi feita a troca do equipamento e a fatura foi ajustada. “Nas duas vezes que pedi verificação dos hidrômetros, fui muito bem recebido pela equipe de atendimento da Casan”, elogia Fabiano, lembrando que o pagamento da fatura em questão fica suspenso. O cliente só volta a pagar após a aferição realizada pelos técnicos da Companhia.

Fatura veio em dobro

Desde o ano passado, as contas de água viraram uma dor de cabeça para o síndico do Conjunto Habitacional Argus, Cleverton Cidiclei Maciel. Administrador do residencial pelo terceiro ano consecutivo, Cleverton levou um susto quando recebeu a fatura do mês de junho de 2016: R$ 27 mil, ou seja, mais que o dobro das faturas dos meses de janeiro até maio, que apresentavam um custo, cada uma, de R$ 11 mil “Fizemos a reclamação, mas não fomos ressarcidos”, lamenta o síndico.

No último mês de maio, mais um susto: a fatura registrou o valor de R$ 14 mil, quando o normal é R$ 12 mil. A conta se refere ao consumo de água de 160 apartamentos. “Já pedimos aferição do hidrômetro para Casan, uma vez que não identificamos nenhum vazamento no prédio, uma exigência da Companhia”, diz o síndico, lembrando que o problema aconteceu três vezes só este ano.

Responsável pela gestão do condomínio que fica no bairro Coqueiros, em Florianópolis, e que reúne 34 blocos, 544 apartamentos e dois mil moradores, Cleverton explica que o residencial é dividido em grupos de blocos e possui quatro hidrômetros. “O normal é pagarmos o consumo mínimo, mas algumas vezes a conta vem em dobro”, diz, ao destacar as dificuldades geradas pela questão. Uma delas é a demora na análise do hidrômetro, que leva até três meses. “Até lá, já que a Casan suspende o pagamento até sair o resultado, temos de fazer um rateio para não acumular a dívida”, afirma o síndico. Segundo ele, a outra dificuldade é que a liberação da conta tem de ser acompanhada pelo site, através do protocolo emitido na ocasião do pedido de aferição.

Fonte: CondomínioSC

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