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Individualização de água e gás: responsabilidades compartilhadas

Intervenções nos sistemas são feitas por especialistas, mas sua eficácia depende de uma atuação bem articulada entre corpo diretivo, condômino (responsável pela unidade interna) e fornecedores.

A manutenção dos sistemas de água e gás, quando individualizados, requer, de uma maneira geral, maior atenção com detalhes preventivos dos proprietários dos apartamentos, do que intervenções diretas nas estruturas instaladas. Os especialistas explicam que a solução de eventuais problemas com os equipamentos, como medidores e tubulação (no caso do gás) exige mão de obra especializada.

Na Capital paulista, a água é o segundo item mais caro para um condomínio. Só perde para o pagamento de funcionários, comenta Eduardo Lacerda, vice-presidente da Associação Brasileira de Medição Individualizada (Abramei), que sucede a primeira entidade do setor no País (Perágua), criada pelo engenheiro João Martani.

No Edifício Glória Jardim Vitti, a conta de água foi individualizada há dois anos, conta a síndica Elizabeth da Costa Gonçalves Bonetto. Na prática, a Sabesp faz a leitura do consumo total e a empresa que instalou os medidores internos no empreendimento localizado na Freguesia do Ó, zona Norte de São Paulo, confere o consumo de cada residência. “A medição é por telemetria, não precisa entrar nos apartamentos”, explica Elizabeth.

Segundo Eduardo, há pelo menos oito tecnologias distintas para a individualização de água no Brasil, que não se “conversam”. O mais comum é o instalador ser contratado para gerir o sistema, o que inclui leitura de consumo, esclarecimentos aos moradores e correção de eventuais vazamentos nos medidores instalados. “É um mercado que precisa amadurecer em todos os sentidos”, afirma Eduardo.

Elizabeth se diz satisfeita, porque nesses dois anos com conta individualizada, só houve problemas pontuais em dez dos medidores, sanados pela empresa. A adoção do sistema reduziu em aproximadamente R$ 2 mil a fatura mensal com água. Eventual aumento da conta que cabe ao condomínio (e mesmo na fatura individualizada) sem justificativa plausível, pode ser indício de vazamento.

Em relação ao gás, o empreendimento optou pelo combustível natural canalizado, com contas individualizadas. “Há uma central de medição, no térreo, para cada apartamento. A tubulação, específica e em cobre, sobe pela parte externa. A manutenção acontece quando se pinta o prédio, com pintura da tubulação”, detalha a síndica. Internamente, os moradores devem observar se o “flexível” (mecanismo que leva o gás do cano até o fogão) está em boas condições. Para qualquer problema, a concessionária deve ser acionada.

O engenheiro João Martani lembra que em São Paulo, o botijão não é mais permitido e pode ser substituído pelo gás natural ou GLP. Os equipamentos para a individualização, explica, exigem pouca manutenção e têm vida útil média de oito anos. “Cinco é o mínimo que têm que durar”, alerta. Eventuais problemas podem ser identificados quando ocorrem oscilações anormais das contas, orienta Martani.

Fonte: Direcional Condomínios

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