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Ligações clandestinas, ou os populares “gatos”, são cada vez mais frequentes: Saiba como identificá-los

Podem ocorrer na ligação elétrica, na rede de água e esgoto ou em televisões por assinatura. Os “gatos” estão em toda parte.

Antes restritas à periferia das grandes cidades, as ligações clandestinas (água-luz-tevê por assinatura), popularmente conhecidas como “gatos”, já podem ser encontradas com frequência em regiões nobres. Uma operação deflagrada pela Polícia Civil no inicio de 2017, em um condomínio de luxo no estado do Maranhão, foram encontradas diversas ligações clandestinas na rede de luz. Segundo a Companhia Energética do Maranhão (Cemar), o prejuízo pode chegar a R$ 264 milhões.

Em abril do mesmo ano, em Foz do Iguaçu, a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) identificou em um condomínio comercial de classe média o roubo de água por meio da adulteração dos medidores. Das 22 lojas que funcionavam no local, somente dois tinham medidores individuais e consumo compatível com a atividade registrada na prefeitura. A companhia de água do estado calcula um prejuízo mensal de 400 mil com esse tipo de fraude.

E não é somente na rede de distribuição elétrica ou de água que são encontrados “gatos”. Embora mais sofisticado, é muito comum o furto do sinal da tevê por assinatura.

Ele pode se dar de duas maneiras:

A primeira é quando o morador contrata esse tipo de serviço e outros vizinhos fazem ligações clandestinas destas mesmas instalações sem avisar ninguém.

A outra forma, mais sofisticada, e que muitos síndicos ignoram é a instalação de uma central clandestina no condomínio. Na prática, acontece que alguns moradores contratam o serviço e por meio de um profissional a ligação é feita, mediante pagamento mensal, para todos os outros condôminos.

Embora a prática seja caracterizada como furto, com punição de um a quatro anos de detenção, dados do Sindicato das Empresas de Televisão por Assinatura (Seta) mostram que, em média, 14% dos domicílios que possuem televisão por assinatura, o que corresponde a 275 mil lares, são provenientes de “gatos”. Vale lembrar que esse índice já chegou ao patamar de 40% em algumas regiões.

Quando ocorridas em condomínios e for provada a conivência do síndico com instalações irregulares ele e o infrator individual podem ser penalizados. Desde 2007, quando o edifício Mont Blanc, em São Paulo, foi considerado responsável por um dos condôminos ter pirateado uma conexão de tevê a cabo, síndicos e administradoras têm investido na conscientização dos moradores sobre essa prática que pode prejudicar a todos.

Se você mudou há pouco tempo para um imóvel e desconfia que sua energia elétrica, água ou tevê está sendo desviada, fique atento para essas dicas.

1- Confira as faturas: Compare os valores que você gastava na antiga residência com as de agora. Apesar da mudança de endereço, os valores pagos precisam estar próximos. Em caso de muita diferença ligue para a distribuidora de água ou luz do seu estado.

2- Fique atento a oscilações: Existem duas maneiras de furtar energia elétrica. Na primeira é desviando do próprio vizinho. Na outra, a energia é desviada diretamente da rede pública, antes de passar pelo relógio. Ao identificar grandes variações de consumo de um mês para o outro pode ser sinal de que alguém está fazendo “gato”. Oscilações no fornecimento de energia podem, também, ser um indício que sua energia está sendo desviada para outro morador. Caso desconfie entre em contato com o síndico para que tome as providências cabíveis.

3- Problemas na imagem: Quando ocorre o furto de sinal da tevê a cabo diretamente do vizinho é comum que a imagem perca a qualidade. Nesse caso, a primeira providência a ser tomada é consultar a operada sobre eventuais problemas de sinal no dia.  Em caso de recorrência o melhor é solicitar uma visita técnica.

4- Áreas comuns: Em condomínios residenciais a maioria dos furtos de sinal de tevês acontece nas áreas comuns entre os apartamentos. Isso porque os televisores nesses espaços são usados com menos frequência e as oscilações na qualidade de imagem são mais difíceis de serem notadas. Nessas áreas, zeladas por todos os condôminos e geridas pelo síndico, em caso de fraude o condomínio inteiro pode ser responsabilizado pelo ato do vizinho. Portanto, fique atento.

Por: Guilherme de Paula Pires

Fonte: http://www.vivaocondominio.com.br/

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