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Medidas para evitar acidentes com crianças em condomínios

Medidas para evitar acidentes com crianças em condomínios

Na área comum dos edifícios, a responsabilidade para que a meninada brinque sem riscos de acidentes domésticos envolve todos, sobretudo o síndico.

Infância. Período de sonhos e muita diversão. Com o passar do tempo, surgiram novas atividades para os pequenos, seja pelas mudanças sociais, tecnológicas e da crescente restrição de espaço nas cidades. Das brincadeiras de rua, bolinha de gude e amarelinha para os playgrounds dos condomínios e games de computadores, nem tudo se altera. A necessidade de desenvolver o lúdico e o direito de ser criança com segurança é a mesma.

Segundo a Ong Criança Segura os acidentes, ou lesões não-intencionais, representam a principal causa de morte de crianças de um a 14 anos no Brasil. No total, cerca de 5.324 pequenos morrem e 140 mil são hospitalizadas anualmente, de acordo com dados do Ministério da Saúde. No topo da lista das fatalidades estão os afogamentos, com 1.382 mortes, o que corresponde a 26% do total de 2007, superado apenas pelos ocorridos por acidentes de trânsito, que levou a óbito 2.134 (40%).

Também constam nas estatísticas, as mortes por sufocamento 701 (13%) queimaduras – também engloba os de choque elétrico – 337 (6%), quedas 254 (5%) e intoxicações – envenenamento – 105 (2%). O levantamento foi feito com base nos dados do Sistema Único de Saúde (SUS). A organização não governamental lembra que 90% dessas lesões poderiam ser evitadas com atitudes de prevenção.

Cuidados com os equipamentos do edifício

Para evitar acidentes em condomínios, o pediatra diretor do Corpo Clínico do Hospital Infantil Joana de Gusmão, Austregesilo da Silva, orienta uma série de medidas. Colocar protetores nas tomadas de fácil acesso aos pequenos, optar por tapetes mais fixos ao chão e colocar proteções nas escadas, como os corrimãos.

Nas piscinas, é importante instalar grades ou ter um cuidador adulto e fornecer bóias para as crianças, além de colocar forro nos horários que o equipamento não está em uso. No salão de festas “produtos como álcool, espeto e fósforos devem estar bem guardados e não se deve deixar as crianças chegarem perto do fogão”, destaca o pediatra.

Os faxineiros precisam manter baldes e produtos químicos junto a si, ao invés de deixá-los pelos corredores para evitar acidentes com a meninada. “As crianças até dois anos de idade têm facilidade de cair de cabeça em recipientes com água e podem se afogar”, explana a soldada do Corpo de Bombeiros, Jéssica Maia.

Os playgrounds também merecem cuidados especiais. O primeiro deles é comprá-los de empresas que seguem as normas NBR 14350-1 e – NBR 14350-2 (Segurança de brinquedos de playground) da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Segundo o proprietário da Cia da Criança, Moze Bianchin, é necessário averiguar os cantos dos brinquedos, que não podem ter pontas cortantes e “o piso deve ser macio, seja areia fofa ou grama, para amortecer as quedas”, alerta Bianchin.

É preciso de espaço para se desenvolver

O condomínio é um espaço importante para que as crianças criem laços sociais com outras de idades aproximadas de forma mais independente do que nas escolas, aonde são supervisionadas por professores. É o que expõe a psicopedagoga Rosi Isabel Bergamaschi. Segundo ela, essa convivência estimula lidar com as diferenças de pensamentos e de comportamento.

Rosi lembra que nas gerações anteriores, a criançada vivia em casas e tinham mais liberdade para brincar nas ruas, pois a criminalidade não era tão presente. Hoje para os pequenos se desenvolverem de forma saudável, “é importante ter nos condomínios áreas de lazer externas para não ficarem restritos ao computador e videogame”, destaca a psicopedagoga. Se não tiver espaço externo, uma saída é criar uma sala de jogos.

Fonte: CondomínioSC

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