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O tratamento acústico como forma de melhorar a qualidade de vida

Há diversas soluções no mercado, entre elas produtos feitos com fibra de garrafas PET e outros que podem ser usados em formatos de fácil aplicação

Flickr/Banco de Imagens

Stress, insônia, dores de cabeça, falta de concentração… Esses sintomas são familiares a você? Pois fique sabendo que a poluição sonora pode estar atrapalhando sua vida!

Principalmente aqueles que moram em grandes cidades sofrem com barulhos causados por construções, geradores, elevadores, ar-condicionado, entre outros aparelhos. O problema da acústica chega a interferir na qualidade de vida, e o problema vai desde o zum-zum-zum em restaurantes até na dificuldade de ouvir o professor em sala de aula.

Soluções em garrafas PET

O tratamento acústico adequado é um desafio e algumas soluções já são apresentadas. Há opções como espumas, lãs de vidro e de rocha, até produtos feitos com fibras de garrafas PET.

A Trisoft, por exemplo, é uma empresa que oferece o ISOSOFT, um isolante acústico e térmico feito a partir da reciclagem de garrafas PET.  Ele pode ser usado em formatos de fácil aplicação (desde residências até salas de concertos) e atende construções já prontas.

A empresa acredita tanto na necessidade do tratamento acústico nas construções, que participa constantemente de projetos de cunho educacional, ambiental e tudo que possa incentivar a mudança de práticas no mercado imobiliário e de decoração.

Menos ruído em salas de aula 

O tratamento acústico também é fundamental em sala de aula, e promove boa compreensão da fala, maior atenção e fixação do conteúdo. As aulas tornam-se mais tranquilas e produtivas, além de estimular a criatividade e o trabalho em equipe em um ambiente saudável para alunos e professores.

Débora Barretto é arquiteta especializada em acústica e sócia e diretora da Divisão da Acústica da Audium. Ela explica que com o projeto de tratamento acústico em sala de aula, foi atingido aumento de mais de 150% de concentração dos alunos.

No trabalho que ela coordena na União Metropolitana para o Desenvolvimento da Educação e Cultura (Unime), os próprios alunos desenvolvem um projeto acústico e o escolhido é colocado em prática. Todas as etapas do processo são observadas, desde sua criação até o final, quando é possível sentir e comprovar a melhoria na qualidade de vida dos usuários.

Alejandra Kirkwood/Divulgação - Alejandra Kirkwood/DivulgaçãoAlejandra Kirkwood/Divulgação

Alejandra Kirkwood, uma das alunas responsáveis pelo projeto que utilizou materiais Trisoft, esclarece o processo. “Desde que vimos fotos das nuvens acústicas, o desejo por aquela estética prevaleceu. As etapas incluíram volumetria, cálculos para saber a quantidade de painéis necessários para atender ao conforto acústico da sala de aula e o tipo de imagem que poderia ser estampada nas nuvens de uma forma tal que não prejudicasse a atenção e o rendimento dos alunos.”

Isso porque o Isosoft Nuvem permite ser estampado em ambos os lados. No caso do projeto, foi escolhido o produto na cor cinza, para maior acomodação também visual na sala de aula.

Para o diretor da Trisoft Maurício Cohab, participar desse tipo de iniciativa faz com que a empresa incentive ainda mais a importância do conforto acústico e deixe de ser considerado supérfluo num projeto arquitetônico.

Fonte: Estado de Minas, Lugar Certo

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