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Problemas entre os moradores são mais frequentes

Pequenas cidades. Assim podem ser definidos os condomínios-clubes. Por possuírem um número maior de moradores, os problemas de convivência nesses empreendimentos também são maiores.

Encontrar com vizinhos o tempo todo é comum nos condomínios-clubes e o bom senso deve prevalecer para que política da boa vizinhança funcione.

A falta de privacidade é um dos principais problemas nesse tipo de empreendimento, de acordo com administradores.

“Como muitos vizinhos ficam amigos, além da família, as festas nas áreas comuns ficam maiores e as reclamações causadas por barulho aumentam”, afirma Rodrigo Karpat, advogado de condomínio e síndico profissional. O aluguel das churrasqueiras é outro problema comum, já que a demanda pelo espaço é grande.

O uso inadequado das áreas comuns e carros estacionados fora da vaga nas garagens são outros conflitos frequentes. Para que a convivência seja o mais saudável possível, é necessário haver regras bem definidas. “Em alguns condomínios existe até uma comissão formada por moradores para julgar se o condômino deve ser multado pela infração cometida”, comenta Karpat.

Para manter o bom funcionamento, os condomínios-clubes exigem profissionais experientes, além da participação ativa de moradores.

“A administração de um condomínio-clube é muito diferente de um conjunto comum. As partes administrativa, financeira e de pessoal devem estar em dia”, diz Karpat.

A convocação de uma assembleia, por exemplo, pode custar até R$ 6 mil. Além do espaço necessário para reunir um grande contingente de pessoas, de 700 a mil, é preciso que haver uma estrutura com microfone, vídeo e recepcionistas. /L.F.

Fonte: Estadão

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