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Procedimentos avançados de segurança

Condomínios e assaltantes estão cada vez mais preparados e equipados contra arrastões

As quadrilhas que assaltam condomínios vêm se sofisticando, em termos dos procedimentos e até das tecnologias utilizadas. Além das formas mais conhecidas de invasão, como abordagem de carros de moradores no portão do condomínio e outras, vêm sendo noticiados casos que envolvem clonagem de placas de carros, roubos de controle remoto. Cada arrastão em prédios residenciais de luxo tem rendido aos criminosos, em média, R$ 35 mil.

Por isso, os condomínios mais visados pelos assaltantes também estão também aperfeiçoando sua segurança, em termos de procedimentos e sistemas. Algumas medidas são inclusive polêmicas – como obrigar amigos de moradores a apresentar documentos, ainda que acompanhados destes moradores.

Não estamos abordando nesta matéria os procedimentos básicos de segurança. O objetivo aqui é apresentar as soluções avançadas que têm sido aplicadas nos condomínios mais seguros. Confira:

Visitantes

  • Os convidados e amigos dos moradores, ainda que cheguem ao prédio com um dos condôminos, devem ser impedidos de entrar até que exibam seus documentos, pois podem ser seqüestradores disfarçados.
  • Se estiverem dentro do carro com o morador, devem ser obrigados a descer e se identificar -só os condôminos devem ter acesso à garagem.

Moradores

  • Os moradores devem evitar rotinas com relação a horários e hábitos, alternando, se possível, as ruas utilizadas para chegar em casa.
  • Moradores e funcionários devem definir códigos de emergência, ou seja, sinais, luzes, sons, gestos e palavras que identifiquem situações de risco.
  • As senhas devem ser modificadas periodicamente, evitando que sejam passadas a criminosos por ex-empregados. De acordo com o Secovi, 47% das invasões de condomínios tiveram a participação de funcionários ou ex-funcionários.
  • Alguns condomínios vêm adotando multas, aprovadas em assembleias, para moradores que não cumprem os procedimentos de segurança.

Funcionários

  • O condomínio deve ter especial atenção no trato com os funcionários, transformando-os em aliados. Eles devem ter certeza que não serão punidos ou demitidos caso tenham de insistir com condôminos para cumprir os quesitos de segurança.
  • Funcionários devem ser contratados depois de análise de antecedentes criminais.

Equipamentos e sistemas

  • A guarita dos prédios deve ser fechada, blindada, trancada, aparelhada com ar-condicionado, película escurecida, passa-documentos, clausura (o famoso chiqueirinho, espaço entre dois portões), além de banheiro e água, para que o porteiro não precise sair do local.
  • Guarita conectada aos prédios vizinhos por sistema de rádio
  • Os prédios de uma rua podem se unir, dividindo custos de seguranças que patrulhem a rua, e construindo guaritas que tenham visão de uma para outra, para que o vigia de um prédio possa perceber com mais facilidade um assalto no prédio da frente, e acione ajuda policial.
  • Crachás e cartões magnéticos para permitir a entrada de moradores podem ser roubados. O ideal é instalar sistemas de controle de acesso como o hand-key, que identifica a largura e a espessura das mãos do morador, a leitura de impressão digital ou a leitura de íris.
  • O ideal é que os muros dos prédios tenham 3 m, para gerar “boa sensação de segurança”.
  • O melhor sensor para a detecção de invasão é o de infravermelho, que é invisível;
  • O prédio tem que ser bem iluminado na parte de fora, mas a iluminação interna deve ser a menor possível, para dificultar a observação e a locomoção do invasor no interior do local.
  • As portas devem abrir de dentro para fora, facilitando a evasão e dificultando o arrombamento, e não o contrário, como normalmente ocorre.
  • Holofotes, alarmes, câmeras e iluminação precisam ser instalados. O melhor sensor é o infravermelho, invisível para os assaltantes. A cerca eletrificada é ostensiva e retarda a invasão.

Testes

  • Os síndicos devem enviar falsos entregadores ou mesmo falsos moradores para testar a eficiência dos porteiros e vigias, que não devem deixá-los entrar facilmente no prédio.
  • Os condomínios devem fazer reuniões periódicas de segurança, com simulação de situações de risco para se detectar falhas de funcionários e moradores.

Fonte: SindicoNet

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