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Projeto despicha Curitiba e torna cenário urbano mais “leve”

“Poesia em Cores”, desenvolvido pela ACGB e o NAP, faz com que infratores deixem boa herança para a cidade

Travessa da Lapa, por onde começou o projeto de despiche da

ACGB: “mudar o comportamento do pichador” (foto: Paulo Lisboa)

Ao longo dos últimos meses diversos muros de Curitiba, antes repletos de pichação, ganharam nova vida. Nesses espaços, hoje mais coloridos, foram pintadas belas imagens e também mensagens em forma de poesia. Um exemplo que muitos deverão recordar é a Travessa da Lapa, na região central. A quadra entre as ruas Pedro Ivo e José Loureiro teve o muro pintado em agosto do ano passado com poemas e haicais do poeta curitibano Alvaro Posselt e da poetisa Adélia Woellner.

Curiosa e paradoxalmente, um dos protagonistas dessa renovação urbana são justamente os famigerados e mal falados pichadores. É que uma parceria entre o Núcleo de Atenção Psicossocial (NAP) dos Juizados Especiais e a Associação dos Condomínios Garantidos do Brasil (ACGB) tem permitido a esses jovens infratores a ressocialização e amadurecimento pessoal e profissional por meio de medidas socioeducativas. É o projeto “Poesia em Cores”, que conta ainda com o apoio das Tintas Coral.

De acordo com Deisi Margarete Momm Fonseca, coordenadora de projetos da ACGB — uma instituição da sociedade civil que trabalha para cuidar e tornar a cidade melhor — o projeto nasceu em 2012 e, a partir de 2014, foi fechada a parceria com o NAP. Desde então, uma média de 50 “jovens-adultos” têm sido recebidos dentro do projeto Poesia em Cores todos os anos. Em 2016 já foram 34 participantes.

“Queria um projeto que fosse efetivo, fizesse os meninos contribuírem. A ideia era juntar a execução das medidas com cidadania, pertencimento”, explica Deisi, que para colocar o projeto em prática conseguiu a cessão de autoria de obras de poetas locais. Com a parceria, aqueles que antes eram encaminhados para atuarem em projetos com os quais não tinham afinidade agora têm a oportunidade de transformar o olhar para a cidade e se ressocializarem.

“Esse projeto é muito legal porque recupera o espaço degradado, ajuda na reinserção social e tem também um viés educacional, proporcionando contato com a arte, a linguagem poética. É a Justiça permitindo que os prestadores (de serviço) contribuam com algo que fica para a cidade”, comenta a psicóloga Jucemara Anar, coordenadora do projeto no NAP.

Fonte: Bem Paraná

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