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Quanto mais bem preparado para o próximo dono, imóvel pode ser vendido com rapidez

Universidade cria cartilha para proprietários e corretores sobre formas de tornar bens à venda mais atrativos para compradores. Limpeza, retirada de objetos pessoais e cuidados com a segurança estão na lista

Clovelino Maia/EM/D.A Press

O filme Sucesso a qualquer preço (1992), de James Foley, se passa em tempos difíceis para os profissionais do setor imobiliário. Na obra, há importantes dicas de vendas, motivação e pontos a serem analisados por todos os corretores, que tem importante ponto em comum com proprietários de imóveis: ambos querem encontrar interessados em seus imóveis. E se isso acontecer no menor tempo possível, melhor, o que exige paciência e habilidade para atrair a atenção. Mas não vale achar que o imóvel poderia ser procurado logo sem a preocupação em prepará-lo, torná-lo convidativo – o que não significa maquiá-lo. Exceto para demolir, imóveis malconservados não costumam ser os principais alvos de desejo.

Para auxiliar nesta tarefa, a Universidade RE/MAX criou uma cartilha com dicas para proprietários e corretores. Segundo o compilado, pesquisas de mercado indicam que cuidados simples podem fazer toda a diferença na hora de encantar um possível comprador. “É cientificamente comprovado que respondemos aos estímulos sensoriais. O mesmo acontece durante a aquisição de um imóvel. Portanto, é importante dar valor a detalhes de manutenção ou organização”, explica Kátia Santos, gerente da Universidade RE/MAX Brasil.

HABITADOS E VAZIOS 

Cuidar das áreas comuns, como garagens e quintais, deixando-os organizados e limpos nos espaços internos é essencial. “Uma coisa elementar é uma casa limpa. Colocar uma planta para criar um ponto focal nas fotografias, um jardim na cozinha… Isso ajuda o comprador a se sentir num ambiente de acolhimento”, recomenda Katia.

Despessoalizar o espaço também é um cuidado primário. Retirar objetos de valor e pessoais, como joias e porta-retratos, ajudam o interessado a visualizar o ambiente de forma mais próxima de sua realidade futura. “Imagina um comprador atleticano fanático visitando uma casa com adornos do Cruzeiro. Isso já se torna um motivo para ele não querer nem visitar. O mesmo vale para imagens religiosas ou objetos de arte. São coisas que podem criar polêmica”, aconselha a gerente. “Tire o máximo de objetos da visão da pessoa para que ela consiga se projetar ali, ter espaço pra ela pensar ‘aqui eu colocaria um quadro, aqui cabe a minha cama’”.

No caso de imóveis vazios, o ideal é fazer uma boa faxina para que o local fique convidativo. Detalhes são, mais uma vez, importantes. Na hora de fotografar, nada de pia com louça, tampa do vaso aberta ou TV ligada. Outra recomendação é levar os animais de estimação para outro lugar no horário da visita, pois pets distraem os visitantes. “Trocar torneiras com vazamento, aplicar novamente o rejunte do banheiro para eliminar bolores, aparar grama dos jardins, substituir pisos com defeitos, são pequenos reparos que evitam a negociação do valor”, ressalta a executiva.

SEGURANÇA 

Frederico Papatella Padovani, diretor da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), reflete pontos que ultrapassam a estética e considera também a segurança. A figura do corretor tem se tornado uma peça estratégica tanto pra quem quer fazer uma venda ou locação, quanto para proteger a transação. Ainda assim, alguns proprietários anunciam, eles próprios, seus espaços. Mas a falta de cuidado pode trazer riscos.

Papatella diz que as ferramentas de divulgação permitem que a procura seja direta e, por não saber fazer as fotografias das maneiras certas, criminosos podem se aproveitar. “Imagine a situação: sou um pai de família e tenho uma criança de dois meses em casa. Coloco meu apartamento para vender com fotos que mostrem mais do que deviam. A pessoa mal-intencionada vê e meu número de telefone estará disponível. A única coisa separa nos dois é meu contato e, ao me contatar, ela entrará na minha casa com minha permissão”, alerta o diretor.

Fonte: Estado de Minas, Lugar Certo

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