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Síndicos podem ajudar a reduzir consumo de água em condomínios

A crise hídrica no estado de São Paulo está piorando a cada dia. Nesta semana, o diretor metropolitano da Sabesp, Paulo Massato Yoshimoto, disse que a companhia pode adotar um rodízio de cinco dias sem água e dois dias com na região metropolitana. Para que a situação não se agrave ainda mais, é essencial a participação conjunta da população, Poder Público e empresas.

De acordo com o advogado Rodrigo Karpat, especialista em Direito Imobiliário, consultor em condomínios e sócio do escritório Karpat Sociedade de Advogados, os síndicos têm papel fundamental na administração e contenção dos gastos excessivos de água em condomínios. “Algumas medidas estão sendo muito bem vindas como, por exemplo, desviar o encanamento da captação das águas pluviais (de chuva) e redirecioná-lo para uma caixa auxiliar, utilizando esta água para lavar áreas comuns (essa água seria despejada no esgoto)”, orienta.

Até que ponto o síndico pode agir para a economia de água nos condomínios é uma dúvida constante. “O síndico é o representante do prédio, eleito pelos condôminos para seguir a vontade da coletividade. Desta forma, qualquer medida mais drástica, como o corte de água em áreas privativas, restrição de uso de churrasqueira e piscinas, precisa passar por aprovação da assembleia”, afirma o advogado.

Karpat ressalta que situações corriqueiras, como reparos em válvulas das áreas comuns, contenção de vazamentos e redução de consumo em jardins, podem ser tomadas de forma imediata sem passar por assembleia. “Nesses casos, as medidas são inerentes à gestão do síndico”, diz.

O advogado Rodrigo Karpat listou algumas medidas que podem ser adotadas pelos síndicos com o objetivo de evitar desperdício de água nos edifícios. Veja abaixo:

- Verificar e realizar a manutenção periódica dos vasos sanitários e pias em todas unidades – resolve vazamentos ocultos;

- Diminuir a vazão da tubulação nas unidades – reduz o consumo em até 20%;

- Medição individualizada de água por meio de hidrômetros – ação que gera mais responsabilidade do condômino, uma vez que cada um pagará somente o que consumiu;

- Conscientização através de campanhas e comunicados permanentes.

Para preparar os condomínios nos momentos de pouca água, alguns prédios estão aumentando a capacidade de armazenamento, com a implantação de novas caixas d’água. Karpat alerta para necessidade de planejamento cuidadoso nessas situações. “As novas caixas precisam ser interligadas na tubulação. O síndico também deve prever os custos com encanamento e bombeamento dessa água. Caso as novas caixas fiquem no topo do prédio, será necessário um cálculo estrutural, uma vez que o sobrepeso em um determinado local poderá comprometer a própria estrutura do prédio”, afirma o advogado.

Alguns condomínios têm optado pelos poços artesianos. “Porém, essa medida exige a outorga do DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica), em São Paulo, o que leva tempo, além do custo ser elevado”, finaliza Rodrigo Karpat.

Fonte: Segs

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