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Taxa de condomínio bate inflação

Aumentos de impostos e serviços básicos puxaram alta, que chegou a 13,5% nos últimos 12 meses. Síndicos e moradores buscam alternativas para amenizar custos

Síndico João  Dias (esquerda) e o porteiro do condomínio Maria Tereza, na Vila Hauer: troca das lâmpadas da garagem para economizar na conta de luz. | Daniel Castellano/Gazeta do Povo

Síndico João Dias (esquerda) e o porteiro do condomínio Maria Tereza, na Vila Hauer: troca das lâmpadas da garagem para economizar na conta de luz.

A taxa de condomínio se tornou um peso extra no orçamento das famílias que moram em prédios. O reajuste dos serviços básicos, como água e luz, e o aumento dos impostos fizeram com que a taxa paga pelos condôminos aumentasse porcentualmente quase dois dígitos nos últimos 12 meses até janeiro, ficando acima da inflação do período.

Os apartamentos de dois dormitórios foram os que registraram a maior evolução da taxa, 13,5%. Para os imóveis de um e três dormitórios, a variação acumulada foi de 9,6% e 9,9%, respectivamente, contra 7,1% registrados pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no período. Os dados são do Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominial (Inpespar), vinculado ao Sindicato da Habitação e Condomínios do Paraná (Secovi-PR).

Para os especialistas, os custos com a mão de obra foram um dos principais fatores que puxaram os aumentos. Sandro Dudeck, sócio da Octra Administradora de Condomínios, conta que o reajuste dos serviços terceirizados, como o de portaria, chegou a 10,47%. “Além disso, tivemos os reajustes das tarifas de água e energia”, acrescenta Maurício Ribas Moritz, presidente do Inpespar

Aluguel

Com impacto direto no bolso dos moradores, a evolução das taxas já aparece como um complicador para o mercado de locação. Isso porque, na média, o custo do condomínio representa mais de 28% do valor do aluguel, segundo o Inpespar. Nos apartamentos de dois dormitórios, a relação entre o aluguel e a taxa passou de 23,5% em janeiro de 2014 para 26,3% no mesmo mês de 2015.

Aliado à oferta abundante de imóveis, o aumento do condomínio levou os clientes a pesquisarem e negociarem mais antes de fechar negócio. “A referência básica do cliente para a locação é o custo. E ele não está preocupado somente com o valor do aluguel, mas também com quanto vai gastar com o condomínio e outras taxas. Hoje, é difícil o locatário fechar o contrato sem fazer uma contraoferta”, conta Henrique Vianna, diretor comercial de Locação da Apolar Imóveis. Moritz acrescenta que em empreendimentos com condomínios “caros”, os proprietários acabam tendo que baixar o preço do aluguel para compensar o valor da taxa.

Proprietário

Quem mora no apartamento próprio também sofre o impacto do reajuste do condomínio. Para tentar minimizar o repasse aos moradores, muitos empreendimentos têm adotado soluções para enxugar os gastos e otimizar os recursos. “Migrar o serviço dos porteiros de terceirizado para próprio e alterar a escala de trabalho de cinco dias por um para o de 12h por 36h reduz os custos com a mão de obra”, acrescenta Dudeck.

Gestão de custos ajuda a conter avanço da taxa para moradores

A busca por alternativas para otimizar os custos do condomínio é uma das marcas da gestão do síndico João Pereira Dias, a frente do Edifício Maria Tereza – Bloco B, na Vila Hauer. Um dos primeiros alvos do síndico foi a redução da conta de energia das áreas comuns com a substituição das lâmpadas fluorescentes por modelos LED. “Fomos trocando aos poucos. Na garagem apenas substituímos as lâmpadas. Nas escadas, entrada das unidades e dos elevadores também instalamos modelos com sensores de presença”, conta Dias. A atitude gera uma economia de R$ 300 a R$ 400 na fatura mensal.

O síndico também optou pela mudança na escala de oito horas diárias de trabalho dos quatro porteiros do condomínio – sendo que um deles era folguista – para o sistema de 12 horas por 36 horas. Segundo Dias, essa alteração gerou uma redução de cerca de R$ 2 mil nas despesas mensais do empreendimento.

Como o índice de inadimplência do condomínio é muito pequeno, outra solução adotada para reduzir os custos foi trocar a empresa garantidora. Ao invés de cobrar um porcentual fixo sobre a arrecadação de todo o condomínio para prestar o serviço, o novo contrato retém a taxa apenas sobre o recolhimento dos condôminos inadimplentes, o que garante mais economia.

“Com as medidas, não chegamos a reduzir a taxa, mas deixamos de aumentá-la, o que já é uma grande coisa. Dessa forma, também sobra dinheiro para realizarmos outras benfeitorias que o condomínio precisa”, avalia Dias.

Fonte: Gazeta do Povo

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