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Térreo renovado, condomínio valorizado

Piso

Cuidar do térreo como se cuida do quintal de uma casa. Todo síndico deveria ter em mente esse objetivo: cuidar das áreas externas com esmero. É claro que, muitas vezes, obras estruturais, como reparos na rede hidráulica e elétrica e pintura das fachadas, consomem a maior parte da verba do condomínio, e itens como jardins e móveis para área externa acabam sendo deixados de lado. Porém, o síndico deve planejar muito bem as obras e benfeitorias de sua gestão e reservar uma verba – ou planejar um complemento extra – para as melhorias do térreo.

Muitos gestores já trabalham com esse foco. Carlos Eduardo Gabriel, síndico do Condomínio Portland na terceira gestão, comenta que assumiu dando prioridade para o térreo. O condomínio, construído em 1996, apresentava sérios problemas na impermeabilização, ocasionando infiltrações no subsolo. Além disso, o piso de cerâmica do térreo estava solto e as peças se quebravam. “Houve um consenso entre os moradores que a obra era necessária. A situação do prédio era caótica”, aponta Carlos.

Depois de refazer a impermeabilização e retirar plantas com raízes profundas, o jardim foi refeito tomando-se alguns cuidados. O síndico conta que as palmeiras foram plantadas dentro de caixas de zinco, colocadas então na jardineira. Para não encarecer demais a obra, o piso recebeu nova cerâmica, porém antiderrapante e de boa qualidade. O piso em volta da piscina, que também era revestido com cerâmica, recebeu pedra mineira. O investimento teve retorno direto na valorização dos apartamentos. Antes da reforma, cada unidade estava avaliada em R$ 150 mil. Carlos lembra que logo após o término das obras, um apartamento foi vendido por R$ 170 mil. “Quinze dias depois, o novo proprietário o revendeu por R$ 190 mil”, explica.

Para o arquiteto Eduardo Novaes, é essencial que tanto síndicos quanto condôminos entendam que cada real investido no térreo tem relação direta com o valor dos apartamentos. “Fazer um retrofit do térreo, inclusive com uma recomposição paisagística, valoriza o espaço comum tanto do ponto de vista social, melhorando a qualidade de vida dos moradores, quanto em relação à valorização das unidades”, afirma Eduardo.

No Condomínio Residencial Guignard, do síndico Maurício Jovino, uma pequena mudança já surtiu um grande efeito na vida da comunidade. Maurício colocou quatro bancos de concreto no jardim, o que atraiu os condôminos para a área, especialmente nas noites de verão. O material não esquenta mesmo quando exposto ao sol. “Criamos uma minipraça. A idéia deu tão certo que iremos colocar mais quatro bancos”, diz Maurício.

Também faz parte da iniciativa uma grande reforma do jardim, aprovada em assembléia em fevereiro. Só a área gramada da frente do condomínio tem 400 metros quadrados. Segundo o síndico, promover melhorias no jardim é uma reivindicação antiga dos moradores. “Já investimos em segurança e agora chegou a hora de revitalizar o térreo, com um paisagismo bem feito. Colocaremos também vasos nos térreos dos sete blocos, além de toldos e novos capachos na entrada de cada prédio”, enumera o síndico, convencido de que as melhorias efetuadas nas áreas comuns só beneficiam os moradores. “Não adianta só investir em infra-estrutura e segurança. O térreo tem que estar impecável, a estética é nosso cartão postal”, acredita.

Se o térreo do seu prédio também está precisando ser modernizado, uma boa opção é encomendar um projeto para um arquiteto paisagista. “Ele é o profissional habituado a lidar com áreas ao ar livre, pois domina as técnicas construtivas e pode projetar as instalações elétricas e hidráulicas e também resolver os jardins, inclusive com as especificações das plantas que serão implantadas”, pondera Eduardo Barra, presidente da Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas (ABAP).

É possível projetar uma pequena fonte ou um espelho d’água. “A água dá uma sensação de temperatura amena. Quando em movimento, abafa o ruído do trânsito e se associa a beira da praia ou a um riacho. Pode-se conseguir efeitos belíssimos, que sirvam como chamariz para as pessoas usarem esse espaço”, constata. Para Barra, o projeto paisagístico deve criar artifícios para atrair as pessoas. A fonte, por exemplo, deve estar integrada ao jardim e não ser uma peça isolada. “Um espaço utilizado é o que traz vida ao ambiente. E um espaço pouco usado tende a ser pouco conservado”, adverte o presidente da entidade.

Além do uso da água, outros itens fazem parte do projeto paisagístico. Um deles é a iluminação. Eduardo Novaes, acostumado a projetar áreas externas para novos empreendimentos, afirma que o jardim deve contar com balizadores que ficam acesos sempre, mas que o projeto de iluminação irá depender da finalidade de cada luz. “O arquiteto primeiro deve fazer um reconhecimento físico e dos problemas do condomínio, anotando as necessidades e expectativas dos condôminos. Deve também perceber as patologias do local, por exemplo se há uma árvore que cresceu demais e impede o sol de entrar por uma janela. O profissional deve ter inclusive uma noção de urbanismo, conhecendo as características do bairro onde o condomínio está implantado”, aponta.

Projetar um novo jardim requer ainda uma avaliação técnica da estrutura do edifício. Novos espaços ajardinados, explica Novaes, significa mais peso sobre uma laje. Também devem ser previstas áreas de sombreamento, como um pergolado ou uma árvore com copa que funcione como “teto”. Trabalhar com as formas mais adequadas das plantas é função do arquiteto paisagista, informa. Misturar tons de verde, texturas e cores diversas, desenhos e formas das folhas são ações que precisam se basear em um projeto. “Se o prédio tem uma boa arquitetura, o profissional sabe valorizá-la. Se a arquitetura do edifício é inexpressiva, ele deve compensar essa carência com o paisagismo”, arremata Novaes.

Fonte: Luiza Oliva, Condomínio em Foco

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