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Veja como escolher o ventilador ideal para o seu ambiente

Modelo de teto espalha a brisa por todo o cômodo e gera climatização

ventilador de teto espalha a brisa por todo o ambiente e gera climatização (Fotos: Shutterstock)

Ventilador de teto espalha a brisa por todo o ambiente e gera climatização (Fotos: Shutterstock)

Ventilador é uma ótima opção para se refrescar durante os dias quentes que o verão proporciona. Os modelos são variados e devem ser escolhidos de acordo com a necessidade da pessoa e dos ambientes em que serão colocados.

Você pode escolher entre o ventilador de teto, de parede ou portátil. Cada um possui suas características, mas a principal diferença entre eles é o alcance e a direção do vento.

O ventilador de teto espalha a brisa por todo o ambiente e gera climatização. No centro, logo abaixo do aparelho, é onde o vento é mais forte. Os modelos de parede produzem mais ventilação e trabalham com distâncias maiores. Os de mesa e de pé seguem a mesma linha dos modelos de parede, mas seu alcance não é tão bom e são indicados para uso individual.

Ambiente ventilado – Os ventiladores de teto têm alcance médio entre 15 e 25 metros quadrados. Devem ser instalados com, no mínimo, 70 centímetros de distância entre as pás e as paredes do entorno. “Há projetos em que o ventilador fica dentro da sanca, aí ele vira um mero artigo decorativo, pois não tem área de vazão do vento gerado”, explica Daniela Arruda, sócia da Via Vento, loja especializada em Porto Alegre.

Os portáteis refrescam uma área de 12 m². Já os de parede chegam até 50 m², mas a ventilação não é uniforme, e sim concentrado em um ângulo de 90 graus de rotação do aparelho.

Ventilador de parede ventila até 50 m² (Foto: Reprodução/Pinterest)

Ventilador de parede ventila até 50 m² (Foto: Reprodução/Pinterest)

Hora de escolher – Design e motor são dois itens predominantes na escolha do ventilador. A grande diferença, segundo Daniela, está entre os modelos nacionais e importados. Os estrangeiros consomem menos energia e costumam ter o mecanismo mais potente, o que significa mais refresco com menos rotações por minuto, o que resulta em menos barulho.

Enquanto uma modelo importado gasta cerca de 65 watts por hora, o nacional chega a 127 watts. Comparando dois modelos, o importado de quatro pás ventila uma área de 25 m², enquanto o brasileiro de mesma configuração chega a 20 m².

Mas por que os brasileiros gastam mais? Segundo Daniela, o IPI para aparelhos com mais de 140 volts de potência custa menos. Por outro lado, os modelos importados podem custar o dobro ou até o triplo dos nacionais – a tarifa de importação dos aparelhos, diz a sócia da loja, é uma das mais caras do Brasil.

O número de pás do aparelho também influencia no desempenho: quanto maior o número, maior a capacidade de espalhar o vento. Mais que isso, no entanto, é preciso checar o ângulo de inclinação das pás, uma vez que ele determina a quantidade de ar movida, ou seja, de ventilação promovida.

Os modelos nacionais costumam trabalhar com ângulos de cinco ou seis graus, enquanto que os importados ficam na casa dos 15 graus. Mas quanto maior o ângulo, e quanto mais pás, mais forte precisa ser o motor – ou mais rápido precisa girar o ventilador, o que significa mais barulho e mais consumo de energia.

Quanto mais pás o ventilador tem, mais vento ele faz

Quanto mais pás o ventilador tem, mais vento ele faz

A velocidade de rotação é um fator importante, tanto pelo ruído quanto pelo conforto. Se as pás giram muito rápido, o vento acaba virando um jato, o que apesar de refrescar pode também incomodar o ocupante do cômodo – além disso, no caso de escritórios, faz os papéis voarem, por exemplo.

Ainda, destaca Daniela, velocidades mais rápidas, como as dos modelos brasileiros que giram a 400 rotações por minuto, são mais perigosas. “Os modelos americanos atingem no máximo 200 rpm, por uma questão de segurança determinada pelos órgãos de lá”, explica a sócia da loja especializada. Outro detalhe que destaca é que, com velocidade menor, menos poeira é espalhada, o que é uma vantagem para alérgicos.

Manutenção - A manutenção do ventilador deve ser feita a cada ano e meio, no caso de modelos nacionais, e a cada cerca de três anos para os importados. O mais importante é verificar se os parafusos estão bem presos e fazer o balanceamento, para não trepidar. “Fora do equilíbrio correto, o aparelho faz barulho e, nos modelos que têm luminária, faz as lâmpadas queimarem”, diz Fabiano Lacerda, gerente da Via Vento.

Para os ventiladores da casa de praia, a recomendação é escolher modelos específicos para áreas litorâneas, ou optar por aparelhos com a menor quantidade de ferro possível, por causa do desgaste causado pela brisa do mar. O uso de tinta contra maresia não é eficiente, desmitifica Lacerda. “Algumas pessoas também colocam o aparelho um saco plástico por cima, para tentar proteger, mas na verdade só estão abafando a maresia”, completa.

Fonte: ZAP Imóveis

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